segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Pedro Infante

Pedro Infante
Pedro Infante (José Pedro Infante Cruz), cantor e ator mexicano, nasceu em Mazatlán, Sinaloa, em 18/11/1917, e faleceu em Mérida, Yucatán, 1957. Muito jovem ainda, mudou-se com a família para Guamúchil, onde adquiriu algumas noções de música e foi em seus primeiros anos ajudante de carpinteiro. Integrou, também, um conjunto musical que atuava na localidade de Guasave.

Em 1939, uma emissora de rádio local, a XEB, contratou Pedro Infante como cantor até que, em 1943, conseguiu gravar seu primeiro disco, Mañana, cujo relativo sucesso foi o primeiro de sua futura e brilhante carreira.

Intérprete especializado no gênero das rancheras, Pedro Infante chegou a gravar mais trezentas canções que ainda se mantém populares pela América Latina. Sua trágica morte, num acidente de avião nas proximidades de Mérida, Yucatán, em 1957, provocou dor e espanto semelhantes ao desaparecimento de dois mitos, Rodolfo Valentino e Carlos Gardel.

Infante iniciou sua carreira de ator num papel irrelevante, vinculado logicamente, a atividade musical que começava fazê-lo famoso: foi contratado para reforçar, no filme La feria de las flores (1943), a voz do protagonista Antonio Badú na melodia que deu o título a produção. A naturalidade, autenticidade e simpatia que impregnavam seu trabalho de ator lhe deram um sucesso imediato e assim, começaram a aparecer mais propostas. Infante se converteu assim, de repente, no galã e cantor favorito do cinema de seu país.

Suas interpretações em papéis onde encarnava o homem do campo, muito destro no manejo com cavalos, vestido com uma bela indumentária de calças combinadas e jaqueta, acompanhado do característico sombreiro, varão e mulherengo, assim como sua exemplar personificação de pessoas humildes, sempre simples, mas cheias de valor, sentimentais e nobres, valeram-lhe a aceitação do grande público, que o converteu no símbolo da "mexicanidade".

Durante a sua carreira atuou em mais de 60 filmes, e, a partir de 1943, gravou cerca de 350 músicas. Por sua atuação no filme Tizoc, ele foi agraciado com o Urso de Prata de 1957 (Festival Internacional de Cinema de Berlim) como melhor ator.

A biografia de Pedro Infante se resume a partir de uma série ininterrupta de filmes já como protagonista absoluto, em que foram criados temas para o brilho pessoal do ator e colocados a serviço de seus dons musicais.


Acesse aqui a relação de compositores e intérpretes de bolero

Bolero: Letras, Cifras e Músicas

Saiba sobre as origens do bolero


Fontes: Biografías y Vidas - Biografía de Pedro Infante - Tradução de Everaldo J Santos; Wikipédia.

domingo, fevereiro 06, 2011

Lapinha

Retrato "inventado" pelo artista plástico Mello
Menezes. O rosto da cantora é desconhecido...
Lapinha (Joaquina Maria da Conceição Lapa), cantora, floresceu no Rio de Janeiro, RJ, entre fins do séc. XVIII e inícios do séc. XIX. Brasileira de nascimento, adquiriu renome no Rio de Janeiro exibindo-se no teatro como atriz e cantora.

A Gazeta, de Lisboa, Portugal, noticia a sua apresentação no Porto, Portugal, em concertos realizados nos dias 27 de dezembro de 1794 e 3 de janeiro de 1795. O mesmo jornal, exaltando as qualidades excepcionais da cantora, dá notícia do concerto que se realizaria no Teatro São Carlos, de Lisboa, no dia 24 de janeiro de 1795.

"A célebre cantora americana", como a ela se referem as notícias da época, exibiu-se ainda em Coimbra, Portugal, onde foi alvo de grandes homenagens prestadas pelos estudantes da universidade.
Para ela o padre José Maurício Nunes Garcia escreveu o Coro para o entremês, em 1808, e uma ária do drama O triunfo da América, em 1809.

Pioneira em aplausos

Ela arrancou aplausos de plateias exigentes e elogios de críticos europeus no século XIX. Mulata, Joaquina Maria da Conceição da Lapa, a Lapinha, venceu preconceitos e se tornou a primeira cantora brasileira aplaudida fora do Brasil.

O pesquisador e músico Sérgio Bittencourt-Sampaio, em seu livro Negras líricas: duas intérpretes brasileiras na música de concerto (Sete Letras, 2008), narra o quanto a artista foi pioneira nas artes e na emancipação da mulher. “Houve outras mulheres dedicadas à música, em seu tempo e antes, mas estavam longe de conseguir tal prestígio”, diz Bittencourt-Sampaio.

"O nome da Lapinha tem aparecido esporadicamente em textos sobre música brasileira e memórias da cidade do Rio de Janeiro voltados para o final do Vice-Reinado e Período Joanino, mas sempre limitados a uns poucos parágrafos, ou, mesmo poucas linhas. Por isso, nas minhas pesquisas bibliográficas passava por esse nome, mas não me chamava a atenção.

Meu interesse surgiu quando comecei a pesquisar cantoras líricas negras brasileiras do século XIX, há pouco mais de cinco anos. A primeira foi Camila da Conceição, que me despertou o interesse quando encontrei uma fotografia dela na Escola de Música da UFRJ. Os dados biográficos então existentes eram raríssimos. Resolvi, então, recompor sua história, em busca das possíveis fontes.

Logo encontrei referências à carreira da Lapinha que imediatamente mereceu minha atenção, a princípio por ser de etnia negra (por isso, se enquadrava na pesquisa) e, depois, pelo seu mérito artístico. Não havia então nenhum livro publicado no Brasil sobre o assunto. Logo me aprofundei nos estudos para elaborar uma pequena biografia, não só relativa à carreira musical da cantora, mas à sua vida artística em geral e aos seus triunfos."

"À medida que a pesquisa progredia, foi o enorme sucesso que ela obteve no Brasil e em Portugal, em função do talento tanto como cantora quanto como atriz dramática, exaltado de maneira acentuada por pessoas que a conheceram. E também o prestígio que ela obteve junto à Família Real, na Metrópole e no Brasil.

Basta você pensar que ela foi a primeira mulher a se apresentar no Teatro de S. Carlos em Lisboa (pouco após a inauguração), isso revela o valor de seus dotes artísticos. A apresentação no Porto também foi extraordinária. Tinha tanta gente querendo assistir à estreia que foi necessário fazer uma outra apresentação poucos dias depois. A isto, podemos acrescentar a atuação em solenidades como o aniversário do Príncipe Regente e o enlace matrimonial de D. Maria Teresa, a Princesa da Beira, com D. Pedro Carlos de Bourbon, em 13 de maio de 1810, no Rio de Janeiro.

Na época (final do Vice-Reinado e início da Monarquia), uma cantora lírica obter tal repercussão, se distinguindo de outras atrizes e atingindo um nível de fama ainda não conquistado por nenhuma brasileira na área lírica, até mesmo no século XIX era um fato notável e único.

Se considerarmos a condição étnica, vemos que foi a primeira mulher negra a ter imenso sucesso na arte. Houve outras dedicadas à música, em seu tempo e antes, mas estavam longe de conseguir tal prestígio."

Fontes: Revista de História da Biblioteca Nacional - Pioneira em Aplausos; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.

Juarez

Juarez de Araújo
Juarez (Juarez Assis de Araújo), instrumentista, nasceu em Surubim, PE, em 7/10/1930, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 15/9/1986.

Começou a interessar-se por música, tocando requinta, ingressando em 1945 na banda do padre Cleomácio Leão, em Jaboatão PE. No Exército tocou saxofone soprano, e, quando deu baixa, entrou para a orquestra da Rádio Poti, de Natal RN, onde ficou de 1950 a 1951, deixando-a pela Rádio Jornal do Comércio, de Recife PE, até 1954.