quarta-feira, março 02, 2011

Mariza Lira

Mariza Lira - 1939
Mariza Lira (Maria Luísa Lira de Araújo Lima), folclorista e musicóloga, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 17/7/1899, e faleceu na mesma cidade, em 4/9/1971. Diplomada pela Escola Normal, do então Distrito Federal, foi diretora de escola técnica secundária do Rio de Janeiro e membro da Comissão Nacional de Folclore.

Uma das pioneiras dos estudos da música popular urbana, vinculou seus conhecimentos musicais a uma abordagem sociológica, como ilustram seus artigos para a Revista de música popular (1955-1956), do Rio de Janeiro.

Além de numerosa produção jornalística no campo folclórico, publicou Brasil sonoro, Rio de Janeiro, 1938; Chiquinha Gonzaga, Rio de Janeiro, 1938; Cânticos militares, Rio de Janeiro, 1943; Migalhas folclóricas, Rio de Janeiro, 1951; Achegas para a história do folclore no Brasil, Rio de Janeiro, 1953; História do Hino Nacional Brasileiro, Rio de Janeiro, 1954; Calendário folclórico do Distrito Federal, Rio de Janeiro, 1956. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - São Paulo - 2a. Edição - 1998.

Made in Brazil


Made in Brazil - Grupo paulistano de rock-and-roll formado em 1968 pelo compositor e contrabaixista Osvaldo Vecchione (São Paulo SP 1947—) e seu irmão, o guitarrista Celso Vecchione (São Paulo 1949—). Teve diferentes formações, incluindo, entre outros, os vocalistas Cornelius e Percy, a cantora Tibet, os guitarristas Babalu e Kim Kehl e o baterista Franklin Paolillo.

Gravou os LPs Made in Brazil (RCA, 1974), Jack, o Estripador (RCA, 1976), Paulicéia desvairada (RCA, 1978), Minha vida é o rock-and-roll (RCA, 1981), Deus salva.., o rock alivia (RGE, 1985), Pirata ao vivo volumes 1 e 2 (RGE, 1986, lançados num só CD em 1997) e o álbum duplo Made in Blues (Vinil Records, 1991).

Os sucessos do grupo incluem Anjo da guarda (1974), Jack, o Estripador (1976), Vou te virar de ponta- cabeça (1976) e Minha vida é o rock-and-roll (1981), todos compostos por Osvaldo Vecchione.

Discografia

(1974) Made in Brazil - RCA Victor - LP
(1977) Jack, o estripador - RCA Victor - LP
(1978) Paulicéia desvairada - RCA Victor - LP
(1981) Minha vida é o rock 'n' roll - RCA Victor - LP
(1985) Deus salva... O rock alivia - RGE - LP
(1986) Pirata ao vivo - RGE - LP
(1991) Made in blues - Vinil Records - LP

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - São Paulo - 2a. Edição - 1998; Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

Madrigal Renascentista


Madrigal Renascentista - Conjunto coral organizado em 1956 por Isaac Karabtchewsky, em Belo Horizonte MG, com o objetivo de divulgar a música da Renascença. Constituído por 24 cantores, apresentou-se pela primeira vez a 2 de fevereiro de 1956, na capital mineira e, depois de percorrer o interior do Estado, abriu, em 1957, a temporada do Teatro Municipal, do Rio de Janeiro RJ.

Em 1958 o conjunto apresentou-se nas principais cidades européias e, em 1959, em todo o Sul do Brasil e várias cidades do Chile. No mesmo ano participou do I Festival de Brasília DF. Por ocasião da inauguração de Brasília (1960), a convite do governo brasileiro, executou a Missa da coroação, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756—1791), tendo recebido a Medalha da Instalação de Brasília.

Ainda em 1960, convidado pela Asociación de Conciertos de Cámera, de Buenos Aires, Argentina, o grupo apresentou-se em 17 cidades argentinas e no Uruguai. No mesmo ano (1965) em que recebeu a Grande Medalha da Inconfidência (homenagem máxima instituída pelo governo do Estado de Minas Gerais) e a Medalha de Mérito Carlos Gomes (concedida pelo governo do Estado do Rio de Janeiro), o coro foi contratado pela Columbia Artists Management mc., de Nova York, EUA, sendo aplaudido em 40 cidades norte-americanas onde se apresentou com o nome de Coro do Brasil.

O madrigal, que recebeu a Palma de Ouro dos Diários Associados em 1957, como um dos “dez mais da música”, transformou-se em Fundação de Arte a 7 de abril de 1969 e, em 1970, mais uma vez na Europa, repetiu a consagração alcançada na primeira tournée.

Em 1972, então sob a regência de Afrânio Lacerda, o coro recebeu novamente o prêmio dos “dez mais da música”, dos Diários Associados. Como fundação de arte, desenvolve uma programação que pretende atingir as mais diversas áreas da educação musical e artística.