Aldair Soares (Aldair Alice Soares), cantor e compositor, nasceu em Pedro Velho, RN, em 04/05/1929, e faleceu em Natal, RN, em 19/11/1993. Iniciou a carreira na Rádio Poti de Natal, onde cantava sambas-canção.
Depois de fazer sucesso na terra natal mudou para o Rio de Janeiro onde passou a se apresentar na Rádio Nacional. Divulgou a história de que teria viajado para o Rio de Janeiro num "pau-de-arara", meio de transporte através de caminhão muito usado em meados do século XX. Passou então a ser conhecido como "O pau-de-arara".
Gravou o primeiro disco em 1953, na Columbia cantando de sua autoria e W. Cardoso, o coco Balança o corpo e de Jorge de Castro e Catulo de Paula, a toada baião Saudade de Maceió. No ano seguinte, gravou o xote Canela fina, de Silvio Trancoso e João do Vale, e de sua autoria o baião Alvoroço no sertão.
Em 1955, gravou os baiões Meu brejão, do maestro Guio de Moraes, e Todos gostam de você, Heitor dos Prazeres e Kaumer Teixeira, e Moinho d'água, de Francisco Elion e Edson França. Em 1957, gravou na Continental o xote Chofer de caminhão, de João do Vale e João Costa Neto, e o coco Pé do lajeiro, de João do Vale, José Cândido e Paulo Bangu. Em 1966, teve o baião Alvoroço no sertão gravada pelo Trio Marayá em LP do selo Som Maio.
Em 1972, lançou pela gravadora Som/Copacabana o LP Todos cantam a sua terra interpretando três composições de sua autoria, A volta da jangada, com Jorge Fittipaldi, Deixa eu ir pai, com Enock Figueiredo, e Alvoroço no sertão, com Raimundo Evangelista, três de João do Vale: Arueira, de João do Vale, Rossini Pacheco e Alventino Cavalcanti, Todos cantam sua terra, de João do Vale e Julinho, e Pé do lajeiro, de João do Vale, José Cândido e Paulo R. Melo, além de Nós num have, de Zé Dantas, Sina de pescador, de Bob Nelson e Antônio Silva, A vedete do Seridó, de Raimundo Evangelista e Airton Ramalho, Moinho D'água, de Édson França e F. Elion Nobre, Papagaio real, de Hugo Lisboa, e História de um vaqueiro, de Enock Figueiredo.
Recebeu o troféu "Os melhores da semana", da TV Tupi do Rio de Janeiro. Um de seus maiores sucessos foi Alvoroço no sertão, regravada pelo Trio Marayá e pela cantora Clara Nunes.
Obra
A volta da jangada (c/ Jorge Fittipaldi), Alvoroço no sertão, Balança o corpo (c/ W. Cardoso), Canção do vaqueiro (c/ Enok Figueiredo), Deixa eu ir pai (c/ Enok Figueiredo), Ondas do mar (c/ José Percy), Rio das quintas (c/ Enok Figueiredo).
Discografia
(1953) Balança o corpo/Saudade de Maceió • Columbia • 78
(1954) Canela fina/Alvoroço no sertão • Columbia • 78
(1955) Cabelo de boneca/Moinho d'água • Columbia • 78
(1955) Meu brejão/Todos gostam de você • Columbia • 78
(1955) Machucado/Aroeira • Columbia • 78
(1957) Chofer de caminhão/Pé do lageiro • Continental • 78
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
segunda-feira, junho 03, 2013
Creusa
Creusa (Creuza Francisca dos Santos), cantora, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 27/03/1927, e faleceu na mesma cidade, em 02/02/2002. Nasceu no Morro da Mangueira e era filha de Agenor dos Santos e Rosa do Espírito Santos. O pai era amigo de Cartola e a mãe amiga de Deolinda. Quando Rosa faleceu em 1932, o casal Deolinda e Cartola (que viviam juntos desde 1925) resolveu adotar a menina, então com cinco anos.
Cartola compôs para ela O mundo é um moinho, que, de acordo com relatos anteriores, teria sido composta para a filha prostituta do compositor. Todavia, segundo depoimento da filha mais velha de Creusa, Irinéa dos Santos, Cartola compôs essa música tendo em vista sua passagem pela adolescência, e com a natural curiosidade de 16 anos por namoros. O compositor então expressou sua preocupação como qualquer pai em relação a uma menina adolescente.
Iniciou a carreira artística no final década de 1930 cantando em programas nas rádios Transmissora e Nacional, quando Cartola a levava para interpretar suas composições, o que era comum nesta época, cada compositor ter uma cantora para interpretar suas canções. Com isso, a menina aprendeu músicas que mais tarde, com a morte do pai, iria resgatar da memória, inclusive, várias inacabadas. Por essa época, integrou como corista o grupo As Gatas que acompanhava Herivelto Martins.
Na década de 1960 apresentou-se ao lado de Cartola em vários shows, entre eles na Boate Jogral, em Ribeirão Preto (São Paulo) e no Zicartola e Teatro Opinião, ambos no Rio de Janeiro. Também atuou em shows ao lado de Genaro da Bahia (Genaro Valfredo Bispo).
Em 1976 participou do segundo disco solo de Cartola lançado pelo selo Discos Marcus Pereira. No LP interpretou Ensaboa (Cartola e Monsueto) e Sala de recepção (Cartola), ambas em dueto com Cartola.
No ano de 1982, a faixa Ensaboa foi inserida no disco História da música popular brasileira, editado pela Abril Cultural S/A .
Em 1984, quatro anos após o falecimento do pai, participou do LP Cartola entre amigos. No disco, com produção artística e musical de João de Aquino e ainda pesquisa musical de Marília Trindade Barbosa e Arthur L. de Oliveira Filho, foram incluídas várias composições inéditas de Cartola, algumas relembradas por sua filha, que interpretou a inédita Rolam dos meus olhos e participou do coro nas faixas Não (Cartola e Aluízio Dias), O samba do operário (Cartola, Alfredo Português e Nelson Sargento) e Deus te ouça (Cartola e Paulo da Portela).
Em 1986 o compositor e violonista Aluízio Dias, fundador da Ala de Compositores da Mangueira e parceiro de Cartola, fundou também a Velha-Guarda da Mangueira e a convidou para participar como pastora. Com este grupo, e ao lado de outras pastoras como Dona Neuma, Tia Zélia, Soninha, Zenith, apresentava-se regularmente na quadra da escola. Três anos depois, em 1989, o produtor japonês Katsunori Tanaka produziu o primeiro disco da Velha-Guarda da Mangueira. No CD intitulado Mangueira chegou, interpretou a inédita Pedi perdão (Cartola) e em dueto com Aluízio Dias O amor é isso? (Aluízio Dias e Cartola).
Em 2000 o CD Mangueira chegou foi lançado no Brasil pela gravadora Nikita Music.
Em seu ultimo show, como integrante da Velha-Guarda da Mangueira na Sala Funarte Sidney Miller, apresentou duas composições inéditas de Cartola: Serviço de roça e Por motivos de força maior, ambas finalizadas pelo filho Reizilan, neto de Cartola.
Discografia
(1976) Cartola • Selo Discos Marcus Pereira • LP
(1982) História da música popular brasileira • Abril Cultural S/A • LP
(1984) Cartola entre amigos • Selo Funarte INM • LP
(1989) Mangueira chegou • Selo Office Sambinha LTDA • CD
(2000) Mangueira chegou • Nikita Music/Office Sambinha • CD
(2002) Acervo Funarte da música popular brasileira - Cartola entre amigos • Atração Fonográfica/Instituto Cultural Itaú • CD
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
Cartola compôs para ela O mundo é um moinho, que, de acordo com relatos anteriores, teria sido composta para a filha prostituta do compositor. Todavia, segundo depoimento da filha mais velha de Creusa, Irinéa dos Santos, Cartola compôs essa música tendo em vista sua passagem pela adolescência, e com a natural curiosidade de 16 anos por namoros. O compositor então expressou sua preocupação como qualquer pai em relação a uma menina adolescente.
Iniciou a carreira artística no final década de 1930 cantando em programas nas rádios Transmissora e Nacional, quando Cartola a levava para interpretar suas composições, o que era comum nesta época, cada compositor ter uma cantora para interpretar suas canções. Com isso, a menina aprendeu músicas que mais tarde, com a morte do pai, iria resgatar da memória, inclusive, várias inacabadas. Por essa época, integrou como corista o grupo As Gatas que acompanhava Herivelto Martins.
Na década de 1960 apresentou-se ao lado de Cartola em vários shows, entre eles na Boate Jogral, em Ribeirão Preto (São Paulo) e no Zicartola e Teatro Opinião, ambos no Rio de Janeiro. Também atuou em shows ao lado de Genaro da Bahia (Genaro Valfredo Bispo).
Em 1976 participou do segundo disco solo de Cartola lançado pelo selo Discos Marcus Pereira. No LP interpretou Ensaboa (Cartola e Monsueto) e Sala de recepção (Cartola), ambas em dueto com Cartola.
No ano de 1982, a faixa Ensaboa foi inserida no disco História da música popular brasileira, editado pela Abril Cultural S/A .
Em 1984, quatro anos após o falecimento do pai, participou do LP Cartola entre amigos. No disco, com produção artística e musical de João de Aquino e ainda pesquisa musical de Marília Trindade Barbosa e Arthur L. de Oliveira Filho, foram incluídas várias composições inéditas de Cartola, algumas relembradas por sua filha, que interpretou a inédita Rolam dos meus olhos e participou do coro nas faixas Não (Cartola e Aluízio Dias), O samba do operário (Cartola, Alfredo Português e Nelson Sargento) e Deus te ouça (Cartola e Paulo da Portela).
Em 1986 o compositor e violonista Aluízio Dias, fundador da Ala de Compositores da Mangueira e parceiro de Cartola, fundou também a Velha-Guarda da Mangueira e a convidou para participar como pastora. Com este grupo, e ao lado de outras pastoras como Dona Neuma, Tia Zélia, Soninha, Zenith, apresentava-se regularmente na quadra da escola. Três anos depois, em 1989, o produtor japonês Katsunori Tanaka produziu o primeiro disco da Velha-Guarda da Mangueira. No CD intitulado Mangueira chegou, interpretou a inédita Pedi perdão (Cartola) e em dueto com Aluízio Dias O amor é isso? (Aluízio Dias e Cartola).
Em 2000 o CD Mangueira chegou foi lançado no Brasil pela gravadora Nikita Music.
Em seu ultimo show, como integrante da Velha-Guarda da Mangueira na Sala Funarte Sidney Miller, apresentou duas composições inéditas de Cartola: Serviço de roça e Por motivos de força maior, ambas finalizadas pelo filho Reizilan, neto de Cartola.
Discografia
(1976) Cartola • Selo Discos Marcus Pereira • LP
(1982) História da música popular brasileira • Abril Cultural S/A • LP
(1984) Cartola entre amigos • Selo Funarte INM • LP
(1989) Mangueira chegou • Selo Office Sambinha LTDA • CD
(2000) Mangueira chegou • Nikita Music/Office Sambinha • CD
(2002) Acervo Funarte da música popular brasileira - Cartola entre amigos • Atração Fonográfica/Instituto Cultural Itaú • CD
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
Arnaldo Passos
Arnaldo Passos, compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 24/02/1915, e faleceu na mesma cidade em 1964. Foi parceiro de nomes como Luís Vieira, Monsueto e Geraldo Pereira e as composições das quais foi parceiro foram gravadas por nomes como Nara Leão, Helena de Lima, Ivon Curi e Marlene, entre outros. Na verdade, essas parcerias eram as chamadas "parcerias de divugação", ou seja, o seu nome entrava não por ter feito as composições, mas por ajudar a divulgá-las junto a gravadoras, intérpretes e Rádios.
Assinou como parceiro de Luís Vieira a toada Menino de Braçanã, estrondoso sucesso na década de 1950 que foi gravada, entre outros, por Lúcio Alves em 1959 no LP Lúcio Alves, sua voz íntima, sua bossa nova, interpretando sambas em 3-D, da Odeon. Em 1951, o LP Carnaval da Capitol que reuniu diferentes intérpretes incluiu o samba Ela, com Osvaldo Lobo, na voz de Geraldo Pereira.
Em 1956, o LP Carnaval de 1956 Nº 2 da gravadora Copacabana incluiu a marcha Ai amor, com Manoel Casanova e Rosa de Oliveira, na interpretação de Ângela Maria. No mesmo ano, teve o samba Canta menina canta, com Monsueto Menezes, na gravação de Marlene incluído no LP Vamos dançar com Marlene e seus sucessos da gravadora Sinter, e o cantor Risadinha no LP Na batida do samba da Continental regravou o samba Escurinha.
Ainda em 1956, mais duas composições assinadas por ele foram gravadas: a marcha Na casa de Corongondó, com Monsueto, na voz de Marlene para o LP "Dez sucessos para o carnaval" da Sinter, e a marcha Nem toda flor tem perfume, com Monsueto, registrada por Cauby Peixoto para o LP Carnaval 1956, da Columbia.
Em 1958, o LP Foi a noite" da gravadora Odeon, com a cantora Isaura Garcia e o instrumentista Walter Wanderley, incluiu o samba-canção Quatro paredes, com Geraldo Queiroz. Em 1962, o samba Mora na filosofia, com Monsueto, foi incluído no LP Mora na filosofia dos sambas de Monsueto da gravadora Odeon. Em 1963, Rildo Hora gravou Menino de Braçanã no LP Em ritmo de dança da Som/Copacabana.
Em 1966, Rosa Maria no LP Uma Rosa com bossa da Odeon relançou Menino de Braçanã. Em 1968, o samba-canção Quatro paredes, com Geraldo Queiroz, foi gravado pelos Trigêmeos Vocalistas no LP A volta dos Trigêmeos Vocalistas da Beverly.
Ao longo do tempo a toada Menino de Braçanã, conheceu inúmeras gravações: em 1969, Regininha, no LP Me ajuda que a voz não dá!!! da Polydor; Fábio, em 1972, no LP Os frutos de mi tierra da Polydor; Marisa Gata Mansa, no LP Viagem, em 1973, pela Odeon; Nara Leão no LP Meu primeiro amor de 1975, da Philips; pelo Trio Irakitan no LP Eternamente de 1976, da RCA Camden; por Ivon Cury no LP De corpo inteiro - Um nu artístico, e por Luiz Gonzaga em 1989, no LP Aquarela nordestina da gravadora Copacabana, entre outras gravações.
Em 1973, o cantor Noite Ilustrada, no LP Irmão do samba da gravadora Continental, relançou o samba Ela, que nessa nova versão contou com o nome de Geraldo Pereira como um dos autores, diferentemente da gravação original dos anos 1950. Em 1976, Roberto Silva no LP Interpreta Haroldo Lobo, Geraldo Pereira e seus parceiros, da gravadora Som/Copacabana, incluiu o samba Os caprichos meus, com Geraldo Pereira.
Em 1977, no LP Sambistas de bossa & sambas de breque, da série Documento da RCA Camden, foram incluídos dois sambas seus na interpretação de Geraldo Pereira: Dama ideal, com Alcebíades Nogueira, e A coitadinha fracassou, com Hélio Nascimento.
Em 1979, seu samba Escurinha, com Geraldo Pereira, foi relançado por Raul de Barros no LP O som da gafieira, da gravadora CID. No ano seguinte, o samba "Escurinha", com Geraldo Pereira, na interpretação de João Nogueira foi incluído no LP Geraldo Pereira - Evocação V que o selo Eldorado lançou em homenagem ao sambista Geraldo Pereira.
Em 1983, o LP Geraldo Pereira - Pedrinho Rodrigues e Bebel Gilberto lançado pela Funarte como um tributo ao sambista Geraldo Pereira incluiu quatro parcerias suas com ele: Boca rica; Escurinha; Ministério da Economia e Que samba bom. Em 1985, o cantor Francisco Carlos no LP Francisco Carlos - O cantor namorado do Brasil, da RCA Camden, registrou a toada Promessa de um caboclo, de Geraldo Pereira.
Em 1987, o samba Escurinha foi gravado de forma instrumental pelo pianista Pedrinho Rodrigues em LP do selo Recarey. Em 1995, Luis Melodia no LP Relíquias da EMI-Odeon regravou A coitadinha fracassou, com Geraldo Pereira.
___________________________________________________________________
Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista do Rádio.
Assinou como parceiro de Luís Vieira a toada Menino de Braçanã, estrondoso sucesso na década de 1950 que foi gravada, entre outros, por Lúcio Alves em 1959 no LP Lúcio Alves, sua voz íntima, sua bossa nova, interpretando sambas em 3-D, da Odeon. Em 1951, o LP Carnaval da Capitol que reuniu diferentes intérpretes incluiu o samba Ela, com Osvaldo Lobo, na voz de Geraldo Pereira.
Em 1956, o LP Carnaval de 1956 Nº 2 da gravadora Copacabana incluiu a marcha Ai amor, com Manoel Casanova e Rosa de Oliveira, na interpretação de Ângela Maria. No mesmo ano, teve o samba Canta menina canta, com Monsueto Menezes, na gravação de Marlene incluído no LP Vamos dançar com Marlene e seus sucessos da gravadora Sinter, e o cantor Risadinha no LP Na batida do samba da Continental regravou o samba Escurinha.
Ainda em 1956, mais duas composições assinadas por ele foram gravadas: a marcha Na casa de Corongondó, com Monsueto, na voz de Marlene para o LP "Dez sucessos para o carnaval" da Sinter, e a marcha Nem toda flor tem perfume, com Monsueto, registrada por Cauby Peixoto para o LP Carnaval 1956, da Columbia.
Em 1958, o LP Foi a noite" da gravadora Odeon, com a cantora Isaura Garcia e o instrumentista Walter Wanderley, incluiu o samba-canção Quatro paredes, com Geraldo Queiroz. Em 1962, o samba Mora na filosofia, com Monsueto, foi incluído no LP Mora na filosofia dos sambas de Monsueto da gravadora Odeon. Em 1963, Rildo Hora gravou Menino de Braçanã no LP Em ritmo de dança da Som/Copacabana.
Em 1966, Rosa Maria no LP Uma Rosa com bossa da Odeon relançou Menino de Braçanã. Em 1968, o samba-canção Quatro paredes, com Geraldo Queiroz, foi gravado pelos Trigêmeos Vocalistas no LP A volta dos Trigêmeos Vocalistas da Beverly.
Ao longo do tempo a toada Menino de Braçanã, conheceu inúmeras gravações: em 1969, Regininha, no LP Me ajuda que a voz não dá!!! da Polydor; Fábio, em 1972, no LP Os frutos de mi tierra da Polydor; Marisa Gata Mansa, no LP Viagem, em 1973, pela Odeon; Nara Leão no LP Meu primeiro amor de 1975, da Philips; pelo Trio Irakitan no LP Eternamente de 1976, da RCA Camden; por Ivon Cury no LP De corpo inteiro - Um nu artístico, e por Luiz Gonzaga em 1989, no LP Aquarela nordestina da gravadora Copacabana, entre outras gravações.
Em 1973, o cantor Noite Ilustrada, no LP Irmão do samba da gravadora Continental, relançou o samba Ela, que nessa nova versão contou com o nome de Geraldo Pereira como um dos autores, diferentemente da gravação original dos anos 1950. Em 1976, Roberto Silva no LP Interpreta Haroldo Lobo, Geraldo Pereira e seus parceiros, da gravadora Som/Copacabana, incluiu o samba Os caprichos meus, com Geraldo Pereira.
Em 1977, no LP Sambistas de bossa & sambas de breque, da série Documento da RCA Camden, foram incluídos dois sambas seus na interpretação de Geraldo Pereira: Dama ideal, com Alcebíades Nogueira, e A coitadinha fracassou, com Hélio Nascimento.
Em 1979, seu samba Escurinha, com Geraldo Pereira, foi relançado por Raul de Barros no LP O som da gafieira, da gravadora CID. No ano seguinte, o samba "Escurinha", com Geraldo Pereira, na interpretação de João Nogueira foi incluído no LP Geraldo Pereira - Evocação V que o selo Eldorado lançou em homenagem ao sambista Geraldo Pereira.
Em 1983, o LP Geraldo Pereira - Pedrinho Rodrigues e Bebel Gilberto lançado pela Funarte como um tributo ao sambista Geraldo Pereira incluiu quatro parcerias suas com ele: Boca rica; Escurinha; Ministério da Economia e Que samba bom. Em 1985, o cantor Francisco Carlos no LP Francisco Carlos - O cantor namorado do Brasil, da RCA Camden, registrou a toada Promessa de um caboclo, de Geraldo Pereira.
Em 1987, o samba Escurinha foi gravado de forma instrumental pelo pianista Pedrinho Rodrigues em LP do selo Recarey. Em 1995, Luis Melodia no LP Relíquias da EMI-Odeon regravou A coitadinha fracassou, com Geraldo Pereira.
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Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista do Rádio.
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