Acelino de Paula, compositor e instrumentista, nasceu em São Paulo, SP, em 15/4/1959. Iniciou seus estudos de guitarra aos nove anos, com a professora Nida Bertrani, após o que, ingressou no Clam (Centro Livre de Aprendizagem Musical) dirigido pelo grupo Zimbo Trio, para estudar com a professora Maria Eugênia Cortes. Na Escola Municipal de Música de São Paulo, estudou contrabaixo, solfejo e harmonia, com Nelson Ayres e Hector Costita.
Participou de vários grupos musicais e acompanhou diversos artistas da MPB como Johnny Alf, Jane Duboc e Maria Alcina, entre outros. Participou também de gravações de jingles.
Em 1991, foi morar na cidade de Barcelona, onde foi professor de música nas Escolas Taller de Music's, Escola Aula e Escola Griffin.
Integrou vários grupos musicais na Espanha e tocou com artistas de renome da música espanhola, como Marina Rosell, Joan Albert Amargos, J.M. Serrat, Lloll Bertrán e José Maria Cano.
No ano de 1996, participou do CD Pau-de-sebo - Vitrine Brasil, ao lado de vários outros artistas brasileiros radicados na Espanha, como Solange Pereira, Grupo Cogumelo Brasil e Danilo Pinheiro. Neste disco, produzido pelo selo espanhol Regente Music, Acelino de Paula participou com duas composições: Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso) e uma música de sua autoria, Caixote, ambas arranjadas por ele e interpretadas por Edith Soares.
Obra
Caixote
Discografia
1996 Pau-de-sebo-Vitrine Brasil • Regente Music, Barcelona. Espanha • CD
___________________________________________________________ Fontes: Profesores de Musica On Line; Dicionário Cravo Albin da MPB.
Eduardo Patané (Eduardo Carmelo Patané), maestro, compositor e violonista, nasceu em São Paulo, SP, em 01/04/1906, e faleceu na mesma cidade em 15/03/1969. Com doze anos de idade ocupou o lugar de primeiro violino do cinema Íris, em São Paulo, tocando mais tarde, em outros cinemas nas salas de espera. Em 1935 formou um conjunto dançante, e no ano seguinte, uma orquestra de tangos. Em 1939, recebeu convite de Celso Guimarães e se transferiu para o Rio de Janeiro indo trabalhar na Rádio Nacional.
Em 1949, acompanhou na Odeon as gravações do samba Velhas cartas de amor, de Klécius Caldas e Francisco Alves, e da valsa-canção A noite triste em que você não vem, de Gabriel Migliori e Dino Castelo, pelo cantor Francisco Alves. No mesmo ano, acompanhou o mesmo cantor na gravação dos sambas Palavras amigas, de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti, e Quando te encontrei, de Newton Teixeira.
Em 1955, Ivete Siqueira gravou na RCA Victor seu bolero-mambo Finalmente e o tango Aventura. Ainda, nesse ano, criou uma segunda orquestra típica de tangos com a qual gravou pela Sinter os tangos Churrasca, de Lomuto, e Adios, querida, de sua autoria. No mesmo ano, a cantora Ângela Maria fez sucesso com o tango Adeus querido, parceria com Lourival Faissal.
Em 1956, gravou os tangos Mentindo, de sua autoria e Lourival Faissal, que foi outro grande sucesso e Acorrentado, de Luiz de França e Alcebíades Nogueira. No mesmo ano, acompanhou com sua orquestra típica a gravação do tango Desespero, de sua autoria e Lourival Faissal, pelo cantor Carlos Augusto.
Em 1957, Emilinha Borba gravou pela Continental o tango Desengano, parceria com Lourival Faissal. No mesmo ano, Ivete Garcia gravou na Todamérica o foxtrote Recomece, parceria com Bruno Marnet. Também nesse ano, participou do LP Tarde dançante nº 2 lançado pela Sinter e que contou ainda com as participações de Pedroca, José Menezes, Irany Pinto, Walter Gonçalves, Silva Leite, Britinho, Juca do Acordeom e Luperce Miranda. Nesse disco, interpretou ao piano o tango Mentindo, de sua autoria e Lourival Faissal, e a polca Maracujá, de sua autoria.
Em 1960, Ivete Siqueira gravou o beguine Miniatura, parceria com Almeida Rego. No mesmo ano, lançou pela RCA Victor o LP Um violino na berlinda - Eduardo Patané e seu conjunto no qual interpretou músicas como Pucha Capachildo, Maracujá, Corricando e Paganini em Copacabana, todas de sua autoria, além de Magia, de Lyrio Panicalli e Raimundo Lopes, e Bésame mucho, de Consuelo Velazquez, entre outras.
Obra
Adiós, querida, Aventura, Corricando, Desengano (c/ Lourival Faissal), Desespero (c/ Lourival Faissal), Finalmente, Incerteza (c/ Di Veras), Maracujá, Mentindo (c/ Lourival Faissal), Miniatura (c/ Almeida Rego), Paganini em Copacabana, Pucha Capachildo, Recomece (c/ Bruno Marnet), Sempre você (c/ Almeida Rego).
Discografia
1955 Churrasca/Adiós querida • Sinter • 78
1956 Canaro/Silêncio • Sinter • 78
1956 Mentindo/Acorrentado • Sinter • 78
1960 Um violino na berlinda - Eduardo Patané e seu conjunto - RCA Victor - LP
Sem data Recuerdos • RCA Victor • LP
Sem data Turbilhão de tangos • Odeon • LP
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Fontes: Revita do Rádio (1956); Dicionário Cravo Albin da MPB.
Romeu Ghipsman, maestro, violonista, professor e compositor de origem russa - foi professor no Conservatório de Leningrado, segundo a Revista da Semana de 1924 -, iniciou a carreira artística no Brasil, especificamente no Rio de Janeiro, na segunda metade da década de 1920.
Contratado pela Odeon, foi a gravadora pela qual lançou seus primeiros discos em 1928, interpretando ao violino os fox-trot Some fiddlin e Hickville hot, ambos de Charles Saul Harris, e os choros Flor de cerejeira, de Lúcio Chameck, e Ursada, de I. Kolman.
Em 1929, teve o fox-trot Alegria gravado na Odeon pela Orquestra Pan American. Nesse ano, gravou ao violino o Scherzo, de Kinns Man Benjamin, e Oriental, de Cesar Cui. Ainda nesse ano gravou três discos pela Parlophon interpretando Lied ohne worte, de Mendelssohn, Noturno e Serenata, de Agnelo França, Melodia (OP. 42 - nº 3), de Tchaikovsky, Canção triste, de Lambert Ribeiro e Thais, de Massenet.
Em 1930, gravou ao violino a gavota Arietta, de P. Dudessi, e a melodia Canto de violino, de Radamés Gnattali. Nesse mesmo ano, gravou ao violino com Mark Hermans ao piano a canção Malandrinha, de Freire Júnior, em duas partes com arranjos de Mark Hermans.
Em 1932, fez arranjos para a valsa Olhos negros que com letra de Paulo de Carvalho foi gravada na Odeon por J. Mário. Ainda em 1932, gravou ao violino Quimera, de Mark Hermans, e Na Bahia tem com arranjos seus e de Mark Hermans.
A partir de 1933, atuou como violinista na Orquestra Típica Victor, com a qual gravou diversos discos incluindo músicas como Recordando, Cabuloso, Estilo de vida, Tristonho e Entardecer, de Radamés Gnattali, entre outras. Nesse ano fez a sonorização do filme Onde a terra acaba, com direção de Octávio Gabus Mendes e música de Mário Azevedo.
Em 1935, gravou duas composições de Luis Cosme: Oração a Teniágua e Mãe d'água canta.
Em 1936, foi contratado como diretor artístico pela então iniciante Rádio Nacional. Na mesma Rádio atuou tocando violino no Trio Carioca, que incluía Radamés Gnattali ao piano e Iberê Gomes Grosso no violoncelo. Esse trio passou a tocar toadas e choros ilustrando programas e preenchendo eventuais brechas na programação.
Ainda em 1936, regeu a Orquestra de Concertos da Rádio Nacional no concerto de inauguração da Rádio Nacional, em apresentação que contou com as presenças de Radamés Gnattali ao piano, além de Bidu Sayão, Maria Giuseppe Danise, Bruno Landi e Aurélio Marcatu.
Em 1939, passou a integrar o Quarteto de Cordas de Radamés Gnattali. O quarteto estreou no mesmo ano na Rádio Nacional com a apresentação da peça Quarteto nº 1, de Radamés Gnattali.
Entre outros programas na Rádio Nacional, apresentou-se em "Quando os maestros se encontram", que reunia outros maestros da Rádio.
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Fontes: Revista "O Malho", de 1937; Revista da Semana, de 14/06/1924; Dicionário Cravo Albin da MPB.