domingo, fevereiro 11, 2018

Recorda-te de mim - Catulo da Peixão Cearense

Catulo da Paixão
Recorda-te de mim (modinha, 1912) - Catulo da Paixão Cearense - Interpretação: Orestes de Matos

Disco 78 rpm / Título da música: Recorda-te de Mim / Cearense, Catullo da Paixão, 1863-1946 (Compositor) / Matos, Orestes de (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1912 / Nº Álbum: 137006 / Lado único / Gênero musical: Modinha.



LP Catullo O Poeta Do Sertão - Na Interpretação De Paulo Tapajós / Título da música: Recorda-te de Mim / Anacleto de Medeiros (Compositor) /Catulo da Paixão Cearense (Compositor) / Paulo Tapajós (Intérprete) / Gravadora: Sinter / Ano: 1957 / Nº Álbum: SLP 1709 / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Modinha.



Recorda-te de mim quando de tarde
Gloriosa a morrer na luz do dia
E nos seios da noite a serrania
Em candores de neve se ocultar
Recorda-te de mim nesse momento
As estrelas saudosas do penar

Recorda-te de mim quando alta noite
Escutares um canto de tristeza
Descantado por toda a natureza
Nos formosos harpejos do luar
Recorda-te de mim quando acordares
E sentires no peito do adolescente
Um espírito em mágoa florescente
Uma hora em teu peito a suspirar

Recorda-te de mim quando no templo
Numa prece serena, doce e fina
Sob o altar florescido de Maria
Teus segredos à Virgem confiar
Recorda-te de mim nesse momento
Para que minha dor tenha um alento
E me deixe morrer com o pensamento
De que morro feliz só por te amar

Na aldeia - Patrício Teixeira

Catulo

Na Aldeia  (Quando Ela Passa) - Letra: Catulo da Paixão Cearense - Música: Mário Alvares - Interpretação: Patrício Teixeira

Disco 78 rpm / Título da música: Na Aldeia / Cearense, Catullo da Paixão, 1863-1946 (Compositor) / Alvares, Mário / Teixeira, Patrício (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1927 / Nº Álbum: 10084 / Gênero musical: Maxixe.



Quando ela passa
A caminho da choça do monte
Lá no horizonte
A ascensão do luar
Pela aldeia vem se derramar
Geme a fonte
E as minhas mágoas vêm vê-la passar
Passar cantando
Com a flor brincando
De quando em quando a suspirar

Vai bandoleira
A faceira que de mim se esquece
Até parece uma flor
Que ao luar, ao luar
Irrorada de orvalho
Do galho se desprendesse
E lá fosse a ondular
E ondulando fosse voando
De quando em quando a suspirar

Deixa em seu rastro o odor
Do rescendente sassafrás em flor
Deixa onde passa o olvido
O aroma de um coração ferido
Geme a viola então
Em meio da solidão do sertão calado
Um canto apaixonado, aveludado
De suspiros do coração

Se ao longe um lacrimal
Desliza sobre a areia de cristal
Descalça o pé dengoso
E o riozinho estremece airoso
E todo dia a se arrufar
Não quer mais deslizar
No planger fluente
Quer essa flor virente
Nas madeixas da corrente
Leva, levar

Quando amanhece
E à porta da choça aparece
Acorda a flor que umedece
O frescor que é tão grato
Acorda o regato e no mato
Acorda a rola em seu ninho de amor
Acorda a fonte, o horizonte
E lá no monte o trovador

Implorando

Catulo
Palma do Martírio (Implorando) - Letra: Catulo da Paixão Cearense - Música: Anacleto de Medeiros

Disco 76 rpm / Título da música: Implorando / Medeiros, Anacleto de, 1866-1907 (Compositor) / Banda do Corpo de Bombeiros (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1904-1907 / Nº Álbum 40574 / Gênero: Schottish.



LP Catullo O Poeta Do Sertão - Na Interpretação De Paulo Tapajós / Título da música: Implorando / Anacleto de Medeiros (Compositor) /Catulo da Paixão Cearense (Compositor) / Paulo Tapajós (Intérprete) / Gravadora: Sinter / Ano: 1957 / Nº Álbum: SLP 1709 / Lado B / Faixa 6 / Gênero musical: Valsa.

Quando um deus cruento
Vem sangrar meu sentimento
E do meu tormento
Põe as cordas a vibrar
Solto o pensamento
Que se perde no infinito
Desse azul bendito
Que te luz no olhar

Se teu nome pulcro
Em devoção desfio em prece
Frio em seu sepulcro
Me estremece o coração
Pedras de cristal sentimental
Correm fugazes
Pelas minhas faces
A brilhar, rolar

Brilhas entre as gemas
Dos poemas dos meus prantos
Choras nos quebrantos
Destas lágrimas supremas
Tu sorris das rosas
Policromas nos aromas
Fulges no cismar
Da minha dor, do meu penar

Cantas nos enleios
Dos gorjeios mais insones
Corres pelos veios
Da campina esmeraldina
Gemes pelos seios
Esteríssimos das fontes
Pelos horizontes
No arrebol ao pôr-do-sol

Em vestes celestes
Nos ciprestes de minh’alma
Ergues uma palma
De martírio a meu penar
Brilhas como um círio
Iluminando sobre flores
Minhas agras dores
Cor do azul do mar