Ronaldo Lupo (Ronaldo Lupovici), cantor, compositor e ator, nasceu em São Paulo SP em 18/12/1913, e faleceu na mesma cidade em 18/8/2005. De origem judaica, chegou a ser considerado galã do cinema nacional em algumas chanchadas por ele interpretadas e produzidas, especialmente durante a década de 1950, começo dos anos 1960.
Iniciou a carreira como compositor em 1934 quando teve gravado por Gastão Formenti na Victor o samba-canção Samba da saudade e por Moacyr Bueno Rocha na Columbia a valsa-canção Feliz de quem vive na ilusão e a canção-blue Eu sonhei, parcerias com Saint-Clair Sena.
Em 1935, teve gravadas na Columbia a marcha Deixa essa gente falá e o samba Meu amor nunca foi da cidade, por Jaime Vogeler e a marcha Cuidado! e o samba Por causa da tua fantasia por Castro Barbosa, parcerias com Saint Clair Sena.
Em 1936, teve mais duas parcerias com Saint-Clair Sena gravadas por Gastão Formenti, a valsa Na minha terra e o samba-canção Traição. Nesse ano, Aurora Miranda gravou na Odeon a marcha Prometo lhe dar tudo e o samba Meu pecado é te querer, também parcerias com Sain Clair Sena. Em 1941, atuou no filme Entra na farra, de Luiz de Barros que contou ainda com as participações de Arnaldo Amaral, Batista Júnior, Abel Pera e Zezé Macedo, entre outros. Nesse período, atuou na Rádio Mayrink Veiga.
Em 1944, gravou seu primeiro disco, pela Continental, com os fox Suave melodia, de Nelson S. Ferreira e Por que mentir?, de sua autoria e Zélia Moreira. Em 1945, foi para a Odeon e gravou o samba O que é que ela tem?, parceria com Ari Brandão e o choro Zum-zum, de sua autoria. No ano seguinte, gravou a valsa Tic-tic-tac, de Sivan Castelo Neto e a cançoneta Tua carta, de sua parceria com Nestor Tangerini. Em 1947, retornou para a Continental e gravou a valsa O mundo dá tanta volta, de Raimundo Lopes e o fox-blue Capricho de mulher, de sua autoria e Alberto Ribeiro.
Em 1949, gravou a toada Morena, morena, parceria com Jair Amorim e o samba Moreninha carioca, parceria com Alberto Ribeiro. Durante toda a década de 1950, dedicou-se a fazer filmes, nos quais sempre cantava e interpretava.
Em 1950, lançou a cançoneta Vou desistir de namorar, parceria com Nestor Tangerini e o samba Linda cidade, de sua autoria. Nesse ano, transferiu-se para a Todamérica e lançou o Baião em Paris, parceria com o bailarino Duque e o fox Depois eu conto, parceria com Nestor Tangerini. Em 1952, gravou o bolero Foi você, de Oscar Bellandi e Paulo Gesta e o samba Manon, de Alice Alves e Nestor Tangerini. Nesse mesmo ano, gravou o samba Sem ti, de sua parceria com Jair Amorim e a Canção da viagem, de sua autoria.
Em 1953, gravou o beguine Beija-me, jura-me, de sua autoria e o samba Você nasceu pra mim, parceria com Oldemar Magalhães. Nesse ano, atuou no filme Era uma vez um vagabundo, com direção de Luiz de Barros, filme que produziu com recursos próprios, obtendo sucesso de crítica e de público. Em 1955, foi para a gravadora Columbia e lançou o samba-chamego Me dá, me dá, me dá!..., de sua autoria e o samba Não me convém..., parceria com Nestor Tangerini.
Em 1956, gravou o samba Olha um pouco para mim..., de sua autoria e Jair Amorim e que fez parte da trilha sonora do filme Genival é de morte. Nesse ano, gravou na Mocambo o fox-canção Cinco sentidos, com Nestor Tangerini e relançou o samba Você nasceu pra mim, com Oldemar Magalhães. Foi o responsável pelo lançamento do ator Zé Trindade na série de filmes com o personagem Genival: Trabalhou bem Genival e Genival é de morte. Ainda com Zé Trindade, atuou no filme Tem boi na linha, grande sucesso de público. Em 1958, gravou a canção Confissão, parceria com Lourival Faissal e o fox-humorístico Depois eu conto, parceria com Nestor Tangerine.
Nessa época, sua carreira entrou em declínio e ele parou de gravar discos. Trabalhou também com Dercy Gonçalves no filme Só naquela base. Foi distribuidor da Embrafilmes. Produziu ainda os filmes Briga, mulher e samba, Quero essa mulher assim mesmo, Hoje o galo sou eu, As aventuras de Chico Valente e Só naquela base. Atuou ainda com Procópio Ferreira no filme Titio não é sopa não.
Em 2003, como comemoração a seus 90 anos de idade, gravou o CD Ronaldo Lupo aos 90 - Para os amigos, CD no qual relembrou sucessos seus como Eu sonhei, Como um velho trovador, Morena. Morena, Confissão e Samba da saudade.
Obras
Baião em Paris (c/ Duque), Beija-me, jura-me, Canção da viagem, Capricho de mulher (c/ Alberto Ribeiro), Cinco sentidos (c/ Nestor Tangerini), Confissão (c/ Lourival Faissal), Depois eu conto (c/ Nestor Tangerini), Eu sonhei (c/ Saint-Clair Sena), Feliz de quem vive na ilusão (c/ Saint-Clair Sena), Linda cidade, Me dá, me dá, me dá!..., Meu pecado é te querer (c/ Saint-Clair Sena), Morena, morena (c/ Jair Amorim), Moreninha carioca (c/ Alberto Ribeiro), Na minha terra (c/ Saint-Clair Sena), Não me convém... (c/ Nestor Tangerini), O que é que ela tem? (c/ Ari Brandão), Olha um pouco para mim... (c/ Jair Amorim), Por que mentir? (c/ Zélia Moreira), Prometo lhe dar tudo (c/ Saint-Clair Sena), Samba da saudade (c/ Saint-Clair Sena), Sem ti (c/ Jair Amorim), Traição (c/ Saint-Clair Sena), Tua carta (c/ Nestor Tangerini), Você nasceu pra mim (c/ Oldemar Magalhães), Vou desistir de namorar (c/ Nestor Tangerini), Zum-zum.
Discografia
(1944) Suave melodia / Por que mentir? • Continental • 78
(1945) O que é que ela tem? / Zum-zum • Odeon • 78
(1946) Tic-tic-tac / Tua carta • Odeon • 78
(1947) O mundo dá tanta volta / Capricho de mulher • Continental • 78
(1949) Morena, morena / Moreninha carioca • Continental • 78
(1950) Vou desistir de namorar / Linda cidade • Continental • 78
(1950) Baião em Paris / Depois eu conto • Todamérica • 78
(1952) Foi você / Manon • Todamérica • 78
(1952) Sem ti / Canção da viagem • Todamérica • 78
(1953) Beija-me, jura-me / Você nasceu pra mim • Todamérica • 78
(1955) Me dá, me dá, me dá!... / Não me convém... • Columbia • 78
(1955) Cinco sentidos / Você nasceu pra mim • Mocambo • 78
(1956) Olha um pouco para mim... • Todamérica • 78
(1958) Confissão/Depois eu conto • Columbia • 78
(2003) Ronaldo Lupo aos 90 - Para os amigos • CD
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
quinta-feira, janeiro 24, 2013
quarta-feira, janeiro 23, 2013
Vicente Cunha
Vicente Cunha (circa 1900 - 1990 Recife, Pernambuco), cantor (tenor) iniciou a carreira artística na década de 1920. Fez apresentações na Rádio Clube de Pernambuco.
Em 1930, estreou pela Victor, gravando três discos, que traziam o samba Tua boca, de Raul Valença; as toadas Mixiriqueira, de João Valença e Humberto Santiago, e Boiadeiro do norte, de João Valença e Raul Valença; as canções Viola de pinho, de João Valença e Humberto Santiago, e Mandinga, de João Valença e Raul Valença, e o batuque Ai! Que viola, de João Valença e Raul Valença.
No mesmo ano, também gravou as modinhas Noites de verão, de Sérgio Sobrera e Humberto Santiago, e Iracema, de João Valença e Raul Valença. Ainda em 1930, gravou, pela Columbia, mais três discos com obras da compositora pernambucana Amélia Brandão Nery, a Tia Amélia: o tango Pecador; a valsa Contigo no céu, parceria com Raul Valença, e os sambas Malvada, O que mais eu aprecio em ti, Beija flor e Santinha.
Em 1940, ao lado da cantora e vedete Salomé Parísio, apresentou-se na opereta Bob Bobete, de Waldemar de Oliveira, no Teatro Santa Izabel, na cidade de Recife, Pernambuco. Foi um dos primeiro a gravar obras da compositora pernambucana Amélia Brandão Nery. Além de sua atuação em Rádios e teatros pernambucanos, deixou sete discos gravados, sendo quatro pela Victor e três pela Columbia.
Discografia
(1930) Tua boca / Mixiriqueira • Victor • 78
(1930) Viola de pinho / Mandinga • Victor • 78
(1930) Ai! Que viola / Boiadeiro do norte • Victor • 78
(1930) Noites de verão / Iracema • Victor • 78
(1930) Pecador / Contigo no céu • Columbia • 78
(1930) Malvada / O que mais eu aprecio em ti • Columbia • 78
(1930) Beija flor / Santinha • Columbia • 78
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
Em 1930, estreou pela Victor, gravando três discos, que traziam o samba Tua boca, de Raul Valença; as toadas Mixiriqueira, de João Valença e Humberto Santiago, e Boiadeiro do norte, de João Valença e Raul Valença; as canções Viola de pinho, de João Valença e Humberto Santiago, e Mandinga, de João Valença e Raul Valença, e o batuque Ai! Que viola, de João Valença e Raul Valença.
No mesmo ano, também gravou as modinhas Noites de verão, de Sérgio Sobrera e Humberto Santiago, e Iracema, de João Valença e Raul Valença. Ainda em 1930, gravou, pela Columbia, mais três discos com obras da compositora pernambucana Amélia Brandão Nery, a Tia Amélia: o tango Pecador; a valsa Contigo no céu, parceria com Raul Valença, e os sambas Malvada, O que mais eu aprecio em ti, Beija flor e Santinha.
Em 1940, ao lado da cantora e vedete Salomé Parísio, apresentou-se na opereta Bob Bobete, de Waldemar de Oliveira, no Teatro Santa Izabel, na cidade de Recife, Pernambuco. Foi um dos primeiro a gravar obras da compositora pernambucana Amélia Brandão Nery. Além de sua atuação em Rádios e teatros pernambucanos, deixou sete discos gravados, sendo quatro pela Victor e três pela Columbia.
Discografia
(1930) Tua boca / Mixiriqueira • Victor • 78
(1930) Viola de pinho / Mandinga • Victor • 78
(1930) Ai! Que viola / Boiadeiro do norte • Victor • 78
(1930) Noites de verão / Iracema • Victor • 78
(1930) Pecador / Contigo no céu • Columbia • 78
(1930) Malvada / O que mais eu aprecio em ti • Columbia • 78
(1930) Beija flor / Santinha • Columbia • 78
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
Eurístenes Pires
Eurístenes Pires, cantor, nasceu em Barbacena, Minas Gerais, em 10/5/1905 e era filho de um famoso médico mineiro, o Dr. João Alves de Almeida Pires. Começou a carreira artística por volta de 1919.
Estreou em discos pela Parlophon em 1928 com as canções Lábios formosos e O olhar da brasileira, de Pedro de Sá Pereira, gravadas com acompanhamento da Orquestra Parlophon.
No mesmo ano, gravou também com acompanhamento da Orquestra Parlophon a canção Oração da viola, de Pedro de Sá Pereira e a valsa Castelo de luar, de Joubert de Carvalho e J. Resende. Ainda nesse ano, gravou com a Hotel Itajubá Orquestra o tango Sonhando amor, de Zequinha de Abreu; a valsa Patrícia, de Roque Vieira e a habanera Teu olhar, de Luiz Cantagalli.
Em 1929, foi para a gravadora Columbia e lançou três discos com a modinha Íntima lágrima, de Cândido das Neves; as canções Canção de amor, de William Gordon, do filme Mulher enigma e Meu ranchinho; Lamentos de minh'alma e a valsa Triste juriti, de Carlinhos de Almeida e a valsa Não sei se te amo ainda, de Pedro Cabral todas com acompanhamento do Trio Ghiraldini.
No mesmo ano, gravou as canções Afrodita, de J. Moreira de Aguiar e Teu olhar, de Rosina Mendonça; a valsa Porque fingiste não me ver, de José Francisco de Freitas e o samba-canção Só farta é você querê, de Xerém e Gilberto Andrade.
Em 1930, gravou o tango No arraiá, de Milton Amaral e a canção A casa da serra, de Rosina Mendonça, com acompanhamento do Trio Ghiraldini.
Gravou quatro discos pela Parlophon com sete músicas e oito discos pela Columbia com dezesseis músicas.
Discografia
(1928) Lábios formosos / O olhar da brasileira • Parlophon • 78
(1928) Oração da viola / Castelo de luar • Parlophon • 78
(1928) Sonhando amor / Patrícia • Parlophon • 78
(1928) Teu olhar • Parlophon • 78
(1929) Lamentos de minh'alma / Não sei se te amo ainda • Columbia • 78
(1929) Íntima lágrima / Canção de amor • Columbia • 78
(1929) Meu ranchinho / Triste juriti • Columbia • 78
(1929) Afrodita / Teu olhar • Columbia • 78
(1929) A luz do teu olhar / O querido das mulheres • Columbia • 78
(1929) Xodó da morena / Porque fingiste não me ver • Columbia • 78
(1929) Caboquinha do norte / Só farta é você querê • Columbia • 78
(1930) No arraiá / A casa da serra • Columbia • 78
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
Estreou em discos pela Parlophon em 1928 com as canções Lábios formosos e O olhar da brasileira, de Pedro de Sá Pereira, gravadas com acompanhamento da Orquestra Parlophon.
No mesmo ano, gravou também com acompanhamento da Orquestra Parlophon a canção Oração da viola, de Pedro de Sá Pereira e a valsa Castelo de luar, de Joubert de Carvalho e J. Resende. Ainda nesse ano, gravou com a Hotel Itajubá Orquestra o tango Sonhando amor, de Zequinha de Abreu; a valsa Patrícia, de Roque Vieira e a habanera Teu olhar, de Luiz Cantagalli.
Em 1929, foi para a gravadora Columbia e lançou três discos com a modinha Íntima lágrima, de Cândido das Neves; as canções Canção de amor, de William Gordon, do filme Mulher enigma e Meu ranchinho; Lamentos de minh'alma e a valsa Triste juriti, de Carlinhos de Almeida e a valsa Não sei se te amo ainda, de Pedro Cabral todas com acompanhamento do Trio Ghiraldini.
No mesmo ano, gravou as canções Afrodita, de J. Moreira de Aguiar e Teu olhar, de Rosina Mendonça; a valsa Porque fingiste não me ver, de José Francisco de Freitas e o samba-canção Só farta é você querê, de Xerém e Gilberto Andrade.
Em 1930, gravou o tango No arraiá, de Milton Amaral e a canção A casa da serra, de Rosina Mendonça, com acompanhamento do Trio Ghiraldini.
Gravou quatro discos pela Parlophon com sete músicas e oito discos pela Columbia com dezesseis músicas.
Discografia
(1928) Lábios formosos / O olhar da brasileira • Parlophon • 78
(1928) Oração da viola / Castelo de luar • Parlophon • 78
(1928) Sonhando amor / Patrícia • Parlophon • 78
(1928) Teu olhar • Parlophon • 78
(1929) Lamentos de minh'alma / Não sei se te amo ainda • Columbia • 78
(1929) Íntima lágrima / Canção de amor • Columbia • 78
(1929) Meu ranchinho / Triste juriti • Columbia • 78
(1929) Afrodita / Teu olhar • Columbia • 78
(1929) A luz do teu olhar / O querido das mulheres • Columbia • 78
(1929) Xodó da morena / Porque fingiste não me ver • Columbia • 78
(1929) Caboquinha do norte / Só farta é você querê • Columbia • 78
(1930) No arraiá / A casa da serra • Columbia • 78
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
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