
Ado Benatti, compositor e poeta (Taquaritinga SP 23/09/1908 - Pirapora do Bom Jesus SP 04/11/1962), começou a carreira artística compondo emboladas e cantando em programas de calouros. Em 1939 passou a atuar na Rádio Educadora Paulista de São Paulo, com o Regional de Caxangá, como cantor de emboladas. Mais tarde passou a atuar na Rádio Difusora, de São Paulo.
Em 1940 deixou de cantar e passou a compor. Caxangá, e Chico Carretel (Durvalino Peluzo) foram os primeiros a interpretar poesias suas pelo rádio, reunidas mais tarde em
Musa cabocla. Popularizou-se com o pseudônimo de Zé do Mato e em 1947 teve sua primeira composição gravada, a moda-de-viola
Destino de um caboclo (com Tonico), gravada por
Tonico e Tinoco na Continental. Desde então dedicou-se exclusivamente ao gênero sertanejo, com inúmeras composições gravadas por quase todas as duplas de São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados.
Algumas de suas composições fizeram grande sucesso, como
Chofer de estrada (com Luisinho), gravada por Palmeira e Biá, na Victor, 1948:
Bom Jesus de Pirapora (com Serrinha), gravada por Serrinha, Caboclinho e Riellinho, 1951, obra que o consagrou como compositor, com várias regravações,
Sucuri (com Zé Carreiro), gravada por Zé Carreiro e Carreirinho, na Continental, 1951-1952,
Mão criminosa e
A morte do Dr. Laureano (com Tonico), gravada por Tonico e Tinoco na Continental, 1952,
Gosto de caipira, catira (com Luís Lauro, 1953-1954), gravada por
Inezita Barroso na Copacabana,
Mandamentos do chofer (com Sulino), gravado por Sulino e Marrueiro na RCA, 1955,
Encontro do divino, (com Américo Campos), gravada pela dupla Irmãos Divino na Chantecler, 1958, As
Duas jóias e
Encontro da Aparecida (com
Teddy Vieira) gravadas na Chantecler por Leôncio e Leonel.
Ainda na década de 1950 destacam-se as composições
Filha de Maria (com Mário Vieira), gravada pelo Duo Guarujá,, na Continental, a valsa
Santa Cecília (com Carlos Piazzoli), gravada na Todamérica por
Cascatinha e Inhana,
Transporte de boiada (com Rui Oliveira), gravada por Vieira e Vieirinha, na Continental.
Foi autor de inúmeras peças caipiras que fazem sucesso até, hoje, como
O Filho do sapateiro,
Sindicato dos malucos,
Arma secreta (em colaboração com Humberto Pelegrini) e
Mão criminosa (em colaboração com Tonico e Tinoco).
Publicou os livros
Musa cabocla e
Alma da terra, poemas,
Contos do Zé do Mato, histórias populares,
Os Crimes de Dioguinho,
A Morte de Dioguinho,
Bom Jesus de Pirapora,
Tambaú,
cidade dos milagres, versos populares.
Letras e cifras de Ado Benatti:
A dama de vermelho.
Fontes:
Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000. Marcadores: ado benatti, compositor, escritor, poeta, regional, sertanejo
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