segunda-feira, janeiro 14, 2008

Ado Benatti


Ado Benatti, compositor e poeta (Taquaritinga SP 23/09/1908 - Pirapora do Bom Jesus SP 04/11/1962), começou a carreira artística compondo emboladas e cantando em programas de calouros. Em 1939 passou a atuar na Rádio Educadora Paulista de São Paulo, com o Regional de Caxangá, como cantor de emboladas. Mais tarde passou a atuar na Rádio Difusora, de São Paulo.

Em 1940 deixou de cantar e passou a compor. Caxangá, e Chico Carretel (Durvalino Peluzo) foram os primeiros a interpretar poesias suas pelo rádio, reunidas mais tarde em Musa cabocla. Popularizou-se com o pseudônimo de Zé do Mato e em 1947 teve sua primeira composição gravada, a moda-de-viola Destino de um caboclo (com Tonico), gravada por Tonico e Tinoco na Continental. Desde então dedicou-se exclusivamente ao gênero sertanejo, com inúmeras composições gravadas por quase todas as duplas de São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados.

Algumas de suas composições fizeram grande sucesso, como Chofer de estrada (com Luisinho), gravada por Palmeira e Biá, na Victor, 1948: Bom Jesus de Pirapora (com Serrinha), gravada por Serrinha, Caboclinho e Riellinho, 1951, obra que o consagrou como compositor, com várias regravações, Sucuri (com Zé Carreiro), gravada por Zé Carreiro e Carreirinho, na Continental, 1951-1952, Mão criminosa e A morte do Dr. Laureano (com Tonico), gravada por Tonico e Tinoco na Continental, 1952, Gosto de caipira, catira (com Luís Lauro, 1953-1954), gravada por Inezita Barroso na Copacabana, Mandamentos do chofer (com Sulino), gravado por Sulino e Marrueiro na RCA, 1955, Encontro do divino, (com Américo Campos), gravada pela dupla Irmãos Divino na Chantecler, 1958, As Duas jóias e Encontro da Aparecida (com Teddy Vieira) gravadas na Chantecler por Leôncio e Leonel.

Ainda na década de 1950 destacam-se as composições Filha de Maria (com Mário Vieira), gravada pelo Duo Guarujá,, na Continental, a valsa Santa Cecília (com Carlos Piazzoli), gravada na Todamérica por Cascatinha e Inhana, Transporte de boiada (com Rui Oliveira), gravada por Vieira e Vieirinha, na Continental.

Foi autor de inúmeras peças caipiras que fazem sucesso até, hoje, como O Filho do sapateiro, Sindicato dos malucos, Arma secreta (em colaboração com Humberto Pelegrini) e Mão criminosa (em colaboração com Tonico e Tinoco).

Publicou os livros Musa cabocla e Alma da terra, poemas, Contos do Zé do Mato, histórias populares, Os Crimes de Dioguinho, A Morte de Dioguinho, Bom Jesus de Pirapora, Tambaú, cidade dos milagres, versos populares.

Letras e cifras de Ado Benatti: A dama de vermelho.

Fontes: Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000.