segunda-feira, junho 13, 2011

Conto até dez

Luiz Ayrão
Conto até dez (samba, 1977) - Luiz Ayrão

Hoje eu conto até dez, pra não errar onde errei
Um, dois, três, quatro, cinco, seis,
Sete, oito, nove, no dez já me acalmei
Mas hoje, hoje eu conto até dez,
pra não errar onde errei
Um, dois, três, quatro, cinco, seis,
Sete, oito, nove, no dez já me acalmei

Um, eu era um, sem amor, sem prazer nenhum,
Dois, eu virei dois, quando eu a encontrei depois,
Três, viramos três e quatro
quando crianças enfeitaram nosso quarto
Mas cinco já era demais,
era um rival para perturbar a minha paz

Por isso hoje, hoje eu conto até dez
pra não errar onde errei
Um, dois, três, quatro, cinco, seis,
Sete, oito, nove, no dez já me acalmei
Mas hoje, hoje eu conto até dez
pra não errar onde errei
Seis, seis vezes disparei,
onde foi que eu atingi nem sei

Sete,sete jurados com razão
me condenaram a oito longos anos de prisão
Nove, nove anos se passaram do revés
Que me deu a experiência,
que amor não vale a penitência

Hoje eu conto até dez, pra não errar onde errei
Um, dois, três, quatro, cinco, seis,
Sete, oito, nove, no dez já me acalmei
Mas hoje, hoje eu conto até dez,
pra não errar onde errei
Um, dois, três, quatro, cinco, seis,
Sete, oito, nove, no dez já me acalmei


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