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quarta-feira, janeiro 31, 2007

Meira

Meira (Jaime Tomás Florence), instrumentista e compositor, nasceu em Paudalho PE em 1/10/1909 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 8/11/1982. Aprendeu a tocar violão com o irmão Robson, com quem seguiu para o Rio de Janeiro em 1928 no conjunto Voz do Sertão, organizado por Luperce Miranda ainda em Recife, em 1927, e integrado também por Minona Carneiro (cantor) e José Ferreira (cavaquinho).

Foi vizinho de Noel Rosa, que compunha os primeiros sambas. No início da década de 1930 teve editada uma musica sua, Falando ao teu retrato (com De Chocolat), gravada em 1935 por Augusto Calheiros. Sua estréia em disco, porém, ocorreu em 1934, quando Benedito Lacerda e seu regional lançaram o choro Primavera.

Em 1937 substituiu o violonista Carlos Lentine no Regional de Benedito Lacerda, o qual, com Dino (violão de sete cordas), formou uma das mais duradouras duplas violonistas da música popular brasileira. Com o regional, acompanharam os grandes cantores populares da época, em apresentações e gravações.

Na década de 1940, apareceu com algumas composições que alcançaram êxito, como Aperto de mão (com Dino e Augusto Mesquita), gravada por Isaura Garcia na Victor, em 1943; Deixa pra lá (com Augusto Mesquita), choro gravado pela mesma cantora em 1945; e Amar foi minha ruína (com Augusto Mesquita), lançado por Gilberto Alves em 1947.

Em 1950, quando Benedito Lacerda abandonou as atividades artísticas, permaneceu no grupo, que passou a se chamar Regional do Canhoto, realizando durante a década de 1950 muitas gravações com choros dos seus integrantes, além de acompanhar outros artistas. Novamente com Augusto Mesquita, lançou samba-canção Molambo, grande sucesso nas gravações de Roberto Luna e Cauby Peixoto.

Em 1965 tomou parte no show Samba pede passagem, organizado por Sidney Muller, e participou da gravação do LP Rosa de Ouro, pela Odeon. Atuou em gravações de novos sambistas e, a partir de 1970, também de discos de choro, além de lecionar violão no Rio de Janeiro.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora

4 comentários:

Anônimo disse...

SOU FÃ DA VELHA GUARDA DESSES VIOLONISTAS QUE FIZERAM HISTORIA NA NOSSA MUSICA BRASILEIRA COMO O DINO 7 CORDAS JOAO PERNAMBUCO,DILERMANDO REIS,O PROPRIO MEIRA,E MUITOS OUTROS.....OS VIOLONISTAS DESSA EPOCA TOCAVAM DE UMA FORMA QUE NAO SE VÊ TOCAR NOS DIAS DE HJ...ERA UM VIOLAO CHORADO SOLADO,FAZIA GOSTO OUVIR ESSES MESTRES DO VIOLÃO.....ASS:MELO

Anônimo disse...

GRANDES MESTRES DO VIOLÃO,ESSES CARAS DO PASSADO COMO O JAIME FLORENCE,DINO 7 CORDAS,DILERMANDO REIS,JOAO PERNAMBUCO E OUTROS SABIAM FAZER UM VIOLAO CHORAR,HJ EM DIA NAO SE VER MAIS UM VIOLAO CHORADO SOLADO,GRANDES MESTRES....

Anônimo disse...

SOU FÃ INCONDICIONAL DESSE INSTRUMENTO CHAMADO VIOLÃO E CONFESSO QUE QUANDO OUÇO JAIME FLORENÇE EU DOBRO MINHA CARGA HORARIA DE TREINO....MINHA FONTE DE INSPIRAÇÃO É O VIOLÃO DE MEIRA

kemeson krys disse...

O meira foi o cara que acendeu a luz verde no violão do Rafael Rabello,meira foi um grande violonista,tiro o chapeu pro som das cordas do violão desse genio que inspirou muitos violonistas...