quinta-feira, janeiro 01, 2009

Os cinco bailes da história do Rio

Ensaio do Império Serrano em fevereiro de 1965 Foto: Arquivo O Globo.
Evocando Orfeu, cheio de orgia, desvario e muita inspiração, Silas de Oliveira, Dona Ivone Lara e Bacalhau compuseram em 1965, ano do quarto centenário do Rio de Janeiro, uma obra-prima do gênero samba-enredo: “Os Cinco Bailes da História do Rio”. O samba contava com poesia cinco grandes eventos do passado da cidade, dando uma atmosfera nobre, solene, tal qual um grande baile.

Você sabe quais foram os tais cinco bailes? Anote aí: 1 - Os 20 anos de fundação da Cidade, em 1585; 2 - A grande festa de mudança de capital do vice-reino do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro, em 1763; 3 – A aclamação de Dom João VI como Rei de Portugal, Brasil e Algarves, em 1818; 4 - O grande baile da Independência do Brasil, em 1822; 5 - O último baile do Império, ocorrido na Ilha Fiscal, em 1889 (Fonte: Os cinco bailes que marcaram a história do Rio e do carnaval).

Os cinco bailes da história do Rio (samba-enredo, 1965) Silas de Oliveira, Bacalhau e Dona Ivone Lara - Interpretação: Roberto Ribeiro

LP Molejo / Título da música: Os cinco bailes da história do Rio / Silas de Oliveira (Compositor) / Bacalhau (Compositor) / Dona Ivone Lara (Compositor) / Roberto Ribeiro (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1975 / Álbum: SMOFB 3868 / Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: Samba-enredo.



Lara...
Carnaval
Doce ilusão
Dê-me um pouco de magia
De perfume e fantasia
E também de sedução
Quero sentir nas asas do infinito
Minha imaginação
Eu e meu amigo orfeu
Sedentos de orgia e desvario
Cantaremos em sonho
Cinco bailes na história do rio
Quando a cidade completava vinte anos de existência
Nosso povo dançou
Em seguida era promovida a capital
A corte festejou
Iluminado estava o salão

Na noite da coroação
Ali
No esplendor da alegria
A burguesia
Fez sua aclamação
Vibrando de emoção
Que luxo, a riqueza
Imperou com imponência
A beleza fez presença
Condecorando a independência
Ao erguer a minha taça
Com euforia
Brindei aquela linda valsa
Já no amanhecer do dia
A suntuosidade me acenava
E alegremente sorria
Algo acontecia
Era o fim da monarquia