sábado, outubro 01, 2011

Niltinho Tristeza

Niltinho Tristeza
Niltinho Tristeza (Nilton de Souza), compositor e cantor, nasceu na Rua Real Grandeza, bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, em 15/10/1936. Fez parte da ala de compositores do bloco carnavalesco Foliões de Botafogo. A partir de 1971 passou a integrar a Ala de Compositores da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense.

Seu primeiro sucesso nacional foi a composição Tristeza, feita em parceria com Haroldo Lobo e gravada inicialmente pelo cantor Ary Cordovil. Sucesso que o próprio parceiro Haroldo Lobo, que levara a música para o cantor, não chegou a presenciar, pois havia falecido duas semanas antes da gravação.

A música, segundo o próprio Niltinho, havia sido composta para o bloco carnavalesco Foliões de Botafogo no ano de 1963 e tinha uma letra caudalosa (18 versos) e um pouco diferente da que seria regravada várias vezes. Segundo o próprio compositor Niltinho, o letrista Haroldo Lobo sugeriu que a letra fosse diminuída e vários versos alterados, ficando apenas com oito versos. De imediato, ele entrou na parceria em 1965.

Em 1966 sua composição Tristeza foi regravada com sucesso por Elizeth Cardoso no LP Muito Elizeth, pela Discos Copacabana. Neste mesmo ano, a dupla Elis Regina e Jair Rodrigues no disco Dois na bossa, regravou a composição.

Um de seus muitos sucessos foi o samba-enredo Barra de ouro, barra de rio, barra de saia (c/ Zé Catimba), de 1971, composto para a Imperatriz Leopoldinense, com o qual a escola classificou-se em 7º lugar do Grupo 1 no desfile daquele ano.

Em 1975, a dupla Toquinho e Vinícius de Moraes regravou Tristeza no disco O poeta e o violão. No ano de 1979 no LP Se o caminho é meu, Paulinho Mocidade  interpetou de sua autoria A onda do mar levou, parceria com Nonô.

Em 1988, Regina do Santo lançou, pela gravadora Hórus (Espanha), o disco Meu carnaval - Disco de samba. Neste LP interpretou de sua autoria  Tristeza. No ano seguinte, o samba-enredo Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós, composta em parceria com Preto Jóia, Vicentino e Jurandir, colocou a Imperatriz Leopoldinense em primeiro lugar do Grupo 1. Nesse mesmo ano a composição foi regravada por Dominguinhos do Estácio no LP Gosto de festa, lançado pela RGE.

Em 2001, ao lado de Nei Lopes, Nelson Sargento, Dona Ivone Lara, Baianinho, Luiz Grande, Casquinha, Zé Luiz, Nilton Campolino, Jair do Cavaquinho, Elton Medeiros, Monarco, Jurandir da Mangueira e Aluízio Machado, participou do show Meninos do Rio, apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, foi lançado o CD homônimo, pelo selo Carioca Discos.

No ano 2002 a gravadora Universal Music lançou o CD duplo 20 Anos de saudade, de Elis Regina. Neste disco foram compiladas gravações pouco divulgadas da cantora, entre elas, Tristeza, gravada anteriormente pela dupla Elis Regina e Jair Rodrigues no disco Dois na bossa.

Em 2003, ao lado de Noca da Portela, Darcy da Mangueira e Roberto Serrão, foi um dos convidados de Leandro Fregonesi no Bar e Café Cultural Sacrilégio, na Lapa, centro boêmio do Rio de Janeiro.

Em 2010 foi homenageado no Crico Voador, na Lapa, no festival "Samba de Quadra", quando apresentou seus grandes sucessos, apresentado pelo crítica Haroldo Costa.

Sua composição mais famosa Tristeza contabiliza mais de 586 intérpretes diferentes por todo o mundo, entre os quais Simonal, Elizeth Cardoso, Ary Cordovil, Elis Regina, Jair Rodrigues, Paul Mauriat, Sérgio Mendes, Julio Iglesias e Maysa, entre muitos outros. Tem mais de 150 músicas gravadas.

Obras

A onda do mar levou (c/ Nonô), Barra de ouro, barra de rio, barra de saia (Zé Catimba), Chinelo novo (c/ João Nogueira),  Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós (c/ Preto Jóia, Vicentino e Jurandir), Tristeza (c/ Haroldo Lobo)

Fontes: Dr. Zem; Dicionário Cravo Albin da MPB.