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sexta-feira, fevereiro 02, 2018

Século do progresso - Araci de Almeida

Século do Progresso (samba, 1937) - Noel Rosa - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Século do Progresso / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Almeida, Araci de, 1914-1988 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1937 / Nº Álbum 34296 / Lado B / Lançamento: 1938 / Gênero musical: Samba.


Intr.: Eb/G / F7 F/Eb Bb/D / Dbº / Cm /
F7/A F7 Bb / Bb7 Bb/Ab
Eb/G / F7 F/Eb Bb/D / Dbº / Cm /
F7/A F7 Bb F/A Eb/G F7
Bb               F7/C
A noite estava estrelada
F7/A             Bb
quando a roda se formou
Gm  Dm/A   Dm  Em7(b5)
A lua veio    atrasa__da        
A7        F7
e o samba começou
Bb              F7/C      Eb7                 D7
Um tiro a pouca distância no espaço, forte, ecoou
G7                     Cm     F7                  Bb  D7
Mas ninguém deu importância    e o samba continuou
Gm                    A7       Ab7             G7
Entretanto, ali bem perto, morria de um tiro certo
Cm    G7/D  Cm/Eb G7 Cm
Um valente muito sé______rio 
Am7(b5)  Gm/Bb
Professor dos desa_____catos
Gm         A7                  D7
Que ensinava aos pacatos o rumo do cemitério
Gm                  A7      Ab7            G7
Chegou alguém apressado naquele samba animado
Cm G7/D  Cm/Eb G7
Que cantando assim dizi_______a:
Cm           Am7(b5)   Gm/Bb      Gm            A7
"No século do     progresso o revólver teve ingresso
D7             Gm  F7
pra acabar com a valentia"

quarta-feira, janeiro 31, 2018

O maior castigo que eu te dou - Araci de Almeida

O Maior Castigo Que Eu Te Dou (samba, 1934) - Noel Rosa - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: O Maior Castigo Que Eu Te Dou / Autoria: Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Almeida, Araci de, 1914-1988 (Intérprete) / Conjunto Boêmios da Cidade (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 20/04/1937 / Nº Álbum 34176 / Lado B / Lançamento: Junho/1937 / Gênero musical: Samba.



O maior castigo que eu te dou
É não te bater
Pois sei que gostas de apanhar
Não há ninguém mais calmo do que eu sou
Nem há maior prazer
Do que te ver
Me provocar

Não dar importância
A tua implicância
Muito pouco me custou
Eu vou cantar em versos
Os teus instintos perversos
É esse o maior castigo que eu te dou

(bisa a 1a. parte)

A porta sem tranca
Te dá carta branca
Para ir onde eu não vou
E eu juro que desejo
Fugir do teu falso beijo
É esse mais um castigo que eu lhe dou

(bisa novamente a 1a. parte)

segunda-feira, janeiro 29, 2018

Rapaz folgado - Araci de Almeida

Wilson Batista, um jovem compositor de 20 anos de idade, lançou um samba chamado Lenço no pescoço, gravado por Sílvio Caldas (''Meu chapéu de lado / Tamanco arrastando / Lenço no pescoço / Navalha no bolso (...) / Eu tenho orgulho de ser vadio''.

Orestes Barbosa espinafrou o samba em sua coluna no jornal A hora: ''Causou má impressão o novo samba de Sílvio Caldas 'Lenço no pescoço, navalha no bolso'. O malandro, hoje, não usa mais lenço no pescoço, como nos tempos dos Nagoas e Guaximi. Além disso, no momento em que se faz a higiene do samba, a nova produção de Sílvio Caldas, pregando o crime por música, não tem perdão.''

Noel Rosa, provavelmente, influenciado por Orestes Barbosa, compôs Rapaz folgado, como uma resposta a Wilson Batista. Este, por sua vez, replicou e estabeleceu-se a famosa polêmica entre os dois compositores.

Rapaz folgado (samba, 1933) - Noel Rosa - Interpretação: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Rapaz folgado / Autoria: Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Conjunto Regional RCA Victor (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1938 / Nº Álbum 34368 / Lado B / Gênero musical: Samba.


Intr.:(F Fm/Ab C/G A7 D7 G7 C C/Bb
F/A Fm/Ab C/G A7 D7 G7 C)
C               D7    G7  C
Deixa de arrastar o teu tamanco
G7           E7
Pois tamanco nunca foi sandália
A7                           Dm
E tira do pescoço o lenço branco
D7
Compra sapato e gravata
G7               Fm6/Ab  G7
Joga fora essa navalha que te atrapa......lha
C                D7   G7    C
Com chapéu do lado deste rata
G7          E7
Da polícia quero que escapes
A7                  Dm         F     F#°    C/G
Fazendo samba-canção, já te dei papel e lápis
A7        D7    G7     C    C/Bb
Arranja um amor e um violão
F/A       Fm/Ab        C/G
Malandro é palavra derrotista
Dm7           G7       Gm6/Bb  A7
Que só serve pra tirar todo o valor do sambis.....ta
Dm/F           D7/F#  C/G
Proponho ao povo civili..zado
A7       D7
Não te chamar de malandro
G7     C
E sim de rapaz folgado


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

domingo, novembro 21, 2010

Eu não sou manivela

Eu não sou manivela (samba, 1953) - Ary Barroso - Interpretação: Araci de Almeida - "Samba é Aracy de Almeida" - Elenco, 1966.



Você não tem nem a metade
Do valor que tinha outrora
Mudou, mudou, mudou

Só chega em casa
Pra dormir fora de hora
Não suporto mais
Manivela é que vai pra frente e pra traz

Hoje, vem e me abraça
Amanhã, nem me conhece quando passa
Não suporto mais
Manivela é que vai pra frente e pra traz