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domingo, março 04, 2012

O rei do Blues


B. B. King (Riley Ben King), guitarrista, pianista e cantor (vocalista) de Blues, nasceu em uma plantação de algodão, em Itta Bena, Mississipi, EUA, em 16 de setembro de 1925. O "B. B." em seu nome significa Blues Boy, seu pseudônimo como moderador na rádio WDIA.

Teve uma infância difícil – aos 9 anos, o bluesman vivia sozinho e colhia algodão, trabalho que lhe rendia 35 centavos de dólar por dia. Começou por tocar, a troco de algumas moedas, na esquina da Igreja com a Second Street.

No ano de 1947, partia para Memphis, no Tennessee, apenas com sua guitarra e $2,50 dólares. Como pretendia seguir a carreira musical, a cidade de Memphis, cidade onde se cruzavam todos os músicos importantes do Sul, sustentava uma vasta competitiva comunidade musical em que todos os estilos musicais negros eram ouvidos.

Nomes como Django Reinhardt, Blind Lemon Jefferson, Lonnie Johnson, Charlie Christian e T-Bone Walker tornaram-se ídolos de B. B. King.

"Num sábado à noite ouvi o som uma guitarra elétrica que tocava espirituais negros. Era T-Bone interpretando "Stormy Monday" e foi o som mais belo que alguma vez ouvi na minha vida." recorda B. B. King, "Foi o que realmente me levou a querer tocar Blues".

A primeira grande oportunidade da sua carreira surgiu em 1948, quando atuou no programa de rádio de Sonny Boy Williamson, na estação KWEM, de Memphis. Sucederam-se atuações fixas no "Grill" da Sixteenth Avenue e mais tarde um spot publicitário de 10 minutos na estação radiofônica WDIA, com uma equipe e direção exclusivamente negra. "King’s Sport", patrocinado por um tônico, tornou-se então tão popular que aumentou o tempo do transmissão e se transformou no "Sepia Swing Club".

King precisou de um nome artístico para a rádio. Ele foi apelidado de "Beale Blues Boy", como referência à música "Beale Street Blues", foi abreviado para "Blues Boy King" e eventualmente para B. B. King. Por mera coincidência, o nome de KING já incluia a simples inicial "B", que não correspondia a qualquer abreviatura.

Pouco depois do seu êxito "Three O'Clock Blues", em 1951, B. B. King começou a fazer turnês nacionais sem parar, atingindo uma média de 275 concertos/ano. Só em 1956 B. B. King e a sua banda fizeram 342 concertos! Dos pequenos cafés, teatros de "gueto", salões de dança, clubes de jazz e de rock, grandes hotéis e recintos para concertos sinfónicos aos mais prestigiados recintos nacionais e internacionais, B. B. King depressa se tornou o mais conceituado músico de Blues dos últimos 40 anos, desenvolvendo um dos mais prontamente identificáveis estilos musicais de guitarra, a nível mundial.

O seu estilo foi inspirador para muitos guitarristas de rock. Mike Bloomfield, Albert Collins, Buddy Guy, Freddie King, Jimi Hendrix, Otis Rush, Johnny Winter, Albert King, Eric Clapton, George Harrison e Jeff Beck foram apenas alguns dos que seguiram a sua técnica como modelo.

Em 1969, B. B. King foi escolhido para a abertura de 18 concertos dos Rolling Stones. Em 1970 fez uma turnê por Uganda, Lagos e Libéria, com o patrocínio governamental dos EUA.

Começou a participar da maioria dos festivais de Jazz por todo o mundo, incluindo o Newport Jazz Festival e o Kool Jazz Festival New York, e sua presença tornou-se regular no circuito por universidades e colégios.

Em 1989 fez uma tournê de três meses pela Austrália, Nova Zelândia, Japão, França, Alemanha Ocidental, Países Baixos e Irlanda, como convidado especial dos U2, participando igualmente no álbum "Rattle and Hum", deste grupo, com o tema "When Love Comes to Town".

Em 26 de Julho de 1996, B. B. King, aproveitando o fato de ter um concerto agendado para Stuttgart, deslocou-se propositalmente de avião até à base aérea de Tuzla, para atuar perante tropas da Suécia, Rússia, Bélgica e EUA., estacionadas na Bósnia num esforço conjunto de manutenção da paz. No dia seguinte, voou para a base aérea de Kapsjak, para nova atuação junto de tropas norte-americanas. B. B. King confessa: "Foi emocionante atuar para estes homens e mulheres. Apreciamo-los e queremos que eles saibam que têm o nosso total apoio na sua árdua tarefa de manutenção da paz."

B. B. King terminou 1996 com uma turne pela América Latina, com concertos no México, Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e, pela primeira vez, no Peru e Paraguai. O "Rei dos Blues" totaliza mais de 90 países onde atuou até hoje.

Ao longo dos anos tem sido agraciado com diversos Grammy Awards: melhor desempenho vocal masculino de Rhythm & Blues, em 1970, com "The Thrill is Gone", melhor gravação étnica ou tradicional, em 1981, com "There Must Be a Better World Somewhere", melhor gravação de Blues tradicionais, em 1983, com "Blues'N Jazz" e em 1985 com "My Guitar Sings the Blues". Em 1970, Indianopola Missisipi Seeds concede-lhe o "Grammy" de melhor capa de álbum. A Gibson Guitar Co. nomeou-o "Embaixador das guitarras Gibson no Mundo".

Curiosidades

Uma das imagens de marca de King é chamar às sua guitarras o nome de "Lucille" - uma tradição que vem desde a década de 1950. No inverno de 1949, King se apresentou num salão de dança em Twist, no Arkansas. Com o intuito de aquecer o salão, acendeu-se um barril meio cheio de querosene no centro do salão, prática muito comum na época. Durante a apresentação, dois homens começaram a brigar e entornaram o barril que imediatamente espalhou chamas por todo o lado. Durante a evacuação, já fora do estabelecimento, King apercebeu-se de que tinha deixado a sua guitarra de 30 dólares no edifício em chamas. Voltou a entrar no incêndio para reaver a sua Gibson acústica, escapando por um triz. Duas pessoas morreram no fogo. No dia seguinte, soube que os dois homens tinham começado a briga devido a uma mulher chamada Lucille. A partir dessa altura, passou a designar as suas guitarras por esse nome, para "se lembrar de nunca mais fazer uma coisa daquelas."

Quando foi perguntado a John Lennon sobre sua maior ambição, ele disse que era tocar guitarra como B.B. King. BB King era considerado o melhor guitarrista do mundo por Jimi Hendrix.

Sobre suas guitarras utilizadas, iniciou utilizando uma Fender Telecaster. Depois passou a utilizar uma Gibson ES-335, modelo que foi substituído pela B. B. King Lucille, um modelo baseado na ES-345.

Uma das características de King é chamar às sua guitarras o nome de "Lucille" - uma tradição que vem desde a década de 1950.

No dia 19 de dezembro de 1997, apresentou Lucille ao Papa João Paulo II em um concerto no Vaticano.

No dia 5 de novembro de 2000, doou uma cópia autografada de Lucille para o Museu de Música Nacional, Estados Unidos da América.

Discografia de Compactos simples


1949 - "Miss Martha King"; "Got the Blues".
1950 - "Mistreated Woman"; "The Other Night Blues"; "I Am"; "My Baby's Gone".
1951 - "B. B. Blues"; "She's a Mean Woman"; "Three O'Clock Blues"
1952 - "Fine-Looking Woman"; 'Shake It Up and Go"; "Someday, Somewhere"; "You Didn't Want Me"; "Story from My Heart and Soul".
1953 - "Woke Up this Morning with a Bellyache"; "Please Love Me"; "Neighborhood Affair"; "Why Did You Leave Me"; "Praying to the Lord".
1954 - "Love Me Baby"; "Everything I Do Is Wrong"; "When My Heart Beats Like a Hammer"; "You Upset Me Baby".
1955 - "Sneaking Around"; "Every Day I Have the Blues"; "Lonely and Blue"; "Shut Your Mouth"; "Talkin' the Blues"; "What Can I Do (Just Sing the Blues)"; "Ten Long Years".
1956 - "I'm Cracking Up Over You"; "Crying Won't Help You"; "Did You Ever Love a Woman?"; "Dark Is the Night, Pts. I & II"; "Sweet Little Angel"; "Bad Luck"; "On My Word of Honor".
1957 - "Early in the Morning"; "How Do I Love You"; "I Want to Get Married"; "Troubles, Troubles, Troubles"; "(I'm Gonna) Quit My Baby"; "Be Careful with a Fool"; "The Keyblade to My Kingdom".
1958 - "Why Do Everything Happen to Me"; "Don't Look Now, But You Got the Blues"; "Please Accept My Love"; "You've Been an Angel"; "The Fool".
1959 - "A Lonely Lover's Plea"; "Time to Say Goodbye"; "Sugar Mama".
1960 - "Sweet Sixteen, Pt. I"; "You Done Lost Your Good Thing"; "Things Are Not the Same"; "Bad Luck Soul"; "Hold That Train."
1961 - "Someday Baby"; "Peace of Mind"; "Bad Case of Love".
1962 - "Lonely"; "I'm Gonna Sit Till You Give In"; "Down Now".
1963 - "The Road I Travel"; "The Letter"; "Precious Lord".
1964 - "How Blue Can You Get"; "You're Gonna Miss Me"; "Beautician Blues"; "Help the Poor"; "The Worst Thing in My Life";  "Rock Me Baby"; "The Hurt"; "Never Trust a Woman"; "Please Send Me Someone to Love"; "Night Owl".
1965 - "I Need You"; "All Over Again"; "I'd Rather Drink Muddy Water"; "Blue Shadows"; "Just a Dream"; "You're Still a Parallelogram"; "Broken Promise".
1966 - "Eyesight to the Blind"; "Five Long Years"; "Ain't Nobody's Business"; "Don't Answer the Door, Pt. I"; "I Say in the Mood"; "Waitin' for You".
1967 - "Blues Stay Away"; "The Jungle"; "Growing Old".
1968 - "Blues for Me"; "I Don't Want You Cuttin' Off Your Hair"; "Shoutin' the Blues"; "Paying the Cost to Be the Boss"; "I'm Gonna Do What They Do to Me"; "The B. B. Jones"; "You Put It on Me"; "The Woman I Love";
1969 - "Get Myself Somebody"; "I Want You So Bad"; "Get Off My Back Woman"; "Why I Sing the Blues"; "Just a Little Love"; "I Want You So Bad".
1970 - "The Thrill Is Gone"; "So Excited"; "Hummingbird"; "Worried Life"; "Ask Me No Questions"; "Chains and Things".
1971 - "Nobody Loves Me But My Mother"; "Help the Poor" (regravação); "Ghetto Woman"; "The Evil Child".
1972 - "Sweet Sixteen" (regravação); "I Got Some Help I Don't Need"; "Ain't Nobody Home"; "Guess Who".
1973 - "To Know You Is to Love You".
1974 - "I Like to Live the Love"; "Who Are You"; "Philadelphia".
1975 - "My Song"; "Friends".
1976 - "Let the Good Times Roll".
1977 - "Slow and Easy".
1978 - "Never Make a Move Too Soon"; "I Just Can't Leave Your Love Alone".
1979 - "Better Not Look Down".
1981 - "There Must Be a Better World Somewhere".
1985 - "Into the Night"; "Big Boss Man".
1988 - "When Love Comes to Town" (com U2).
1992 - "The Blues Come Over Me"; "Since I Met You Baby".
2000 - "Riding with the King" (com Eric Clapton).

Discografia de Álbuns

King of the Blues (1960); My Kind of Blues (1960); Live at the Regal (Live, 1965); Lucille (B.B. King álbum)|Lucille (1968);  Live and Well (1969); Completely Well (1969); Indianola Mississippi Seeds (1970); B.B. King in London (1971); Live in Cook County Jail (1971); Live in Africa (1974); Lucille Talks Back (1975); Midnight Believer (1978); Live "Now Appearing" at Ole Miss (1980); There Must Be a Better World Somewhere (1981); Love Me Tender (B.B. King álbum)|Love Me Tender (1982); Why I Sing the Blues (1983); B.B. King and Sons Live (B.B. King Album)|B.B. King and Sons Live (Live, 1990); Live at San Quentin (1991); Live at the Apollo (B.B. King álbum)|Live at the Apollo (Live, 1991); There is Always One More Time (1991); Deuces Wild (álbum)|Deuces Wild (1997); Riding with the King (B.B. King and Eric Clapton álbum)|Riding with the King (2000); Reflections (B.B. King álbum)|Reflections (2003); The Ultimate Collection (B.B. King álbum)|The Ultimate Collection (2005);   80 (album)|B.B. King & Friends: 80 (2005); One Kind Favor (2008).

Fonte: Wikipédia.

sábado, julho 02, 2011

Big Walter Horton

Walter Horton, instrumentista norte-americano, mais conhecido como Big Walter Horton ou Walter "Shakey" Horton, nasceu em 6/4/1917 e faleceu em 8/12/1981. Um homem quieto, modesto e essencialmente tímido, Horton é lembrado como um dos mais influentes gaitistas da história do Blues. Willie Dixon já o identificou como "o melhor gaitista que eu já ouvi".

Nascido como Walter Horton em Horn Lake, Mississipi, EUA, começou a tocar harmônica com cinco anos de idade. Na sua juventude, viveu em Memphis, Tennessee; ele afirmou que suas primeiras gravações foram feitas lá, no inicio dos anos 1920, juntamente da Memphis Jug Band, embora não haja documentos que provem isso.

Alguns pesquisadores do Blues dizem que isso não passa de uma história inventada por Horton. Ele afirmou ainda que "ensinou algumas práticas de harmônica para Little Walter e para o primeiro Sonny Boy Williamson". Embora não haja evidências para essas afirmações, no caso do Sonny Boy Williamson mais velho, há suspeitas.

Assim como muitos dos músicos de Blues, gastou muito de sua carreira sobrevivendo com um salário ínfimo e com a constante discriminação de um Estados Unidos segregado. Nos anos de 1930, tocou com uma variedade de músicos de Blues, pela região do delta do Mississipi.

É geralmente aceito que suas primeiras gravações foram feitas em Memphis, como um ajudante para o guitarrista Little Buddy Doyle, nas gravações de Doyle para as gravadoras Okeh Records e Vocalion Records, em 1939. Essas gravações foram no formato de dueto acústico, popularizado por Sleepy John Estes e seu gaitista Hammie Nixon, entre outros. Nessas gravações, seu estilo de tocar ainda não está totalmente desenvolvido, mas há claras evidências do que estaria por vir.

Ele teve de parar de tocar eventualmente por conta de sua saúde fraca, e trabalhou fora da indústria fonográfica no início dos anos 1940.

Nos anos 1950, ele voltou a fazer música, e estava entre um dos primeiros a gravar para Sam Phillips, na Sun Records em Memphis, que gravaria posteriormente nomes como Elvis Presley, Carl Perkins, e Johnny Cash. As gravações de Big Walter para a Sun incluem participações do jovem Phineas Newborn, Jr. no piano, que mais tarde ganharia fama como pianista da Jazz. Sua música instrumental gravada nessa época, "Easy", foi baseada na música de Ivory Joe Hunter, I Almost Lost My Mind.

Ainda durante os anos 1950, apareceu na cena do Chicago Blues, onde ele tocou freqüentemente com colegas músicos de Memphis e do Delta, que também haviam se mudado para o norte, incluindo os guitarristas Eddie Taylor e Johnny Shines. Quando Junior Wells deixou a banda de Muddy Water no final de 1952, Horton o substituiu por tempo suficiente para fazer uma sessão com Waters em Janeiro de 1953.

A essa altura, o estilo de Horton estava devidamente desenvolvido, e estava tocando no estilo altamente amplificado que virou uma das marcas do som do Chicago Blues.

Ele também fez grande uso de técnicas como o "tongue-blocking". Fez uma gravação notória para a States Recordings em 1954. O solo de Horton na gravação de 1956 de Jimmy Rogers para a Chess Records, Walking By Myself é considerado por muitos como um dos pontos altos de sua carreira, e do Chicago Blues dos anos 1950.

Também conhecido como "Mumbles" ("aquele que tem comunicação falha", em uma tradução livre), e "Shakey" (algo como "balançador", em outra tradução livre) por conta do movimento de sua cabeça enquanto tocava a harmônica, Horton foi ativo na cena do Chicago Blues durante os anos 1960 enquanto o Blues ganhava popularidade com 'audiências brancas'.

Do início dos anos 1960 em frente, ele fez gravações e apareceu freqüentemente como acompanhante de músicos como Eddie Taylor, Johnny Shines, Johnny Young, Sunnyland Slim, Willie Dixon e muitos outros. Fez várias turnês, geralmente como músico acompanhante, e nos anos 1970 tocou em festivais de Blues e música Folk nos Estados Unidos e Europa, freqüentemente com a Willie Dixon's Chicago Blues All-Stars. Ele fez também participações nas gravações de músicos de Blues e Rock como Fleetwood Mac e Johnny Winter.

Em Outubro de 1968, durante uma turnê no Reino Unido, ele gravou o álbum Southern Comfort com o antigo membro do Savoy Brown e futuro Mighty Baby, o guitarrista Martin Stone. No final dos anos 1970 fez uma turnê pelos Estados Unidos com Homesick James Williamson, Richard Molina, Bradley Pierce Smith e Paul Nebenzahl, e apareceu nas transmissões da National Public Radio.

A qualidade de sua produção musical durante a sua carreira, muitas vezes afetada pelo seu consumo pesado de bebidas alcoólicas, oscilou previsivelmente entre o brilhante e o corriqueiro. De certo modo, muitos dos seus melhores trabalhos foram feitos como músico acompanhante. Duas de suas melhores compilações são Mouth-Harp Maestro e Fine Cuts. É também notável o álbum Big Walter Horton and Carey Bell, lançado pela Alligator Records em 1972.

Ele se tornou o carro chefe nos circuitos de festivais, e, algumas vezes, tocou no mercado a céu aberto na Maxwell Street de Chicago. Em 1977, ele se juntou com Johnny Winter e Muddy Waters no álbum de Winter, I'm Ready, durante o mesmo período gravou alguns materiais para a Blind Pig Records. Horton apareceu na cena da Maxwell Street, no filme dos anos 1980, The Blues Brothers, acompanhando John Lee Hooker. Suas gravações finais foram feitas em 1980.

Horton morreu de parada cardíaca em Chicago, no ano de 1981, com 64 anos e foi enterrado no cemitério Restvale em Alsip, Illinois. Ele foi adicionado postumamente ao Blues Hall of Fame em 1982.



Fonte: Baseado na Wikipedia, a Enciclopédia Livre; Youtube.