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sábado, fevereiro 03, 2018

Julieta - Castro Barbosa

Julieta (fox, 1933) - Eratóstenes Frazão e Noel Rosa - Intérprete: Castro Barbosa

Disco 78 rpm / Título da música: Julieta / Autoria: Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Frazão, Eratóstenes (Compositor) / Barbosa, Castro (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1933 / Nº Álbum 11063 / Lado B / Gênero musical: Fox.


Intr.: C Cm/Eb G/D E7 A7 D7 Cm G D7(#5)

    G                              Em 
Julieta, não és mais um anjo de bondade
D7    G/D  C#m7(b5)
como outrora sonha..va   
D/C D7      G   Em B7/D# B7
O teu Romeu          
Em                  F#7/A#       Bm Bm(7M) Bm7 Bm6
Julieta, tens a volúpia da   infidelida........de
A7/E    A7      A7/E   A7      D7
E quem te paga as dí...vidas sou eu...
D7(#5) G                  A7    D7     G
Julieta,     tu não ouves meu grito de esperança
       G7M/B       E7  
Que afinal, de tão fraco não alcança
Am  Dm/A Am/E E7
as alturas do teu arranha-céu
Am              Am/C           B7
Tu decretaste a morte aos madrigais
                 Em         A7
e constróis um castelo de ideais
                             D7
No formato elegante de um chapéu
      D7(#5) G                A7     D7   G   
Julieta,     nem falar em Romeu tu hoje queres
              G7M/B           E7
Borboleta sem a.....sas, tu preferes
    Am  Dm/A Am/E E7
Que te façam carícias de papel           
Am               Cm6         G/B
Nos teus anseios loucos, delirantes
                 E7             A7   
Em lugar de canções queres brilhantes
    D7   Cm     G        D7(#5)
Em lugar de Romeu, um coronel!...

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Lamento

Nelson Gonçalves

Lamento (samba, 1946) - Eratóstenes Frazão e Mário Morais - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Lamento / Mário Morais (Compositor) / Eratóstenes Frazão (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Número do Álbum: 800483 / Matriz: S 078628 / Data de Gravação: 22/10/1946 / Data de Lançamento: Dezembro/1946 / Lado B / Gênero musical: Samba / Carnaval.



Lamento a ingratidão
Que você fez sem razão
Você vai se arrepender
Se algum dia você
Também há de chorar
Pois nosso amor vai morrer
E quando a saudade apertar
No seu coração você vai ver
Se eu faço falta ou não

Lamento a ingratidão
Que você fez sem razão
Você vai se arrepender
Se algum dia você
Também há de chorar
Pois nosso amor vai morrer
E quando a saudade apertar
No seu coração você vai ver
Se faço falta ou não

Esquecendo os momentos / Felizes da nossa vida
Você despreza os lamentos / Da minha pró despedida
Mas alguns instantes / Que eu lhe dediquei
Você não esquecerá que eu sei
(Você não esquecerá que eu sei)

Esquecendo os momentos / Felizes da nossa vida
Você despreza os lamentos / Da minha pró despedida
Mas alguns instantes / Que eu lhe dediquei
Você não esquecerá que eu sei
(Lamento...)

Lamento a ingratidão
Que você fez sem razão
Você vai se arrepender
Se algum dia você
Também há de chorar
Pois nosso amor vai morrer
E quando a saudade apertar
No seu coração você vai ver
Se faço falta ou não

sábado, abril 08, 2006

Eratóstenes Frazão

Erastótenes Frazão - 1935
Frazão (Eratóstenes Alves Frazão), compositor e jornalista, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 17/1/1901 e faleceu em 17/4/1977. Filho do maestro Sebastião Alves Frazão, começou a aprender flauta e violão aos 12 anos, e estudou teoria musical com Ábdon Lira, no Colégio Militar, do Rio de Janeiro.

Foi aluno da Escola de Medicina e Veterinária, mas resolveu seguir a carreira jornalística, começando a trabalhar na redação de O País, passando depois por outros órgãos da imprensa carioca, como os jornais A Notícia, A Folha, e a revista humorística D. Quixote.

Mudou-se, em 1926, para São Paulo SP a fim de participar da fundação do jornal A Nota do Dia, tendo trabalhado também no Diário de São Paulo, Diário da Noite e Diário Nacional.

Regressou ao Rio de Janeiro como cronista parlamentar, passando a escrever para o diário A Manhã e, depois, Crítica, A Noite, Gazeta de Notícias e Vanguarda. Escreveu peças teatrais (comédias e revistas), e destacou-se na música popular brasileira entre as décadas de 1930 e 1950.

Fazia parte da turma de compositores que se reunia no Café Nice. Sua primeira composição gravada foi a paródia O sem trabalho - sobre a melodia de Sussuarana (Hekel Tavares) - em 1931, na Parfophon, por Luís Antônio, pseudônimo usado por Nássara, seu futuro parceiro de sucessos carnavalescos e grande amigo. Estreou no rádio em 1934, como produtor, no Programa Casé, na Rádio Philips, transferindo-se depois para a Rádio Educadora e mais tarde para a Rádio Guanabara.

Em parceria com Nássara, venceu o Concurso de Músicas Carnavalescas, promovido pela prefeitura do antigo Distrito Federal, em 1935, com Coração ingrato, gravada por Sílvio Caldas, na Odeon, e em 1939 com Florisbela, o seu maior sucesso, gravada também por Sílvio Caldas, na Odeon. Foi premiado no mesmo concurso, em 1941, com Nós queremos uma valsa (também com Nássara), gravada por Carlos Galhardo, na Victor.

Sócio fundador da ABCA, participou da fundação da UBC em 1942. Nesse ano, tornou a vencer o Concurso de Músicas Carnavalescas, com Lero-lero (com Benedito Lacerda), gravada por Orlando Silva, na Victor. Em 1946 e em 1947 destacou-se com duas composições feitas com Roberto Martins, O cordão dos puxa-sacos, lançada em discos Victor pelo conjunto Anjos do Inferno, e Marcha dos gafanhotos, gravada por Albertinho Fortuna, na Continental.

Eleito presidente da UBC em 1948, exerceu o cargo por dois anos e em 1952 participou da Conferência Sul-Americana do Direito Autoral, em Santiago, Chile. Outros sucessos seus foram Chuva miúda, gravada por Sílvio Caldas, na Victor; A voz do povo, interpretada por Orlando Silva, na Victor; Quem cantar meu samba, lançada por Orlando Silva, na Victor; Fica doido varrido (com Benedito Lacerda), cantada por Sílvio Caldas, na Victor, e Choro do bebê (com Maria Gomes), gravada por Orlando Silva, na Copacabana.

Algumas músicas



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.