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terça-feira, dezembro 07, 2010

Tolito da Mangueira

Tolito da Mangueira (Erlito Machado Fonseca), compositor, nasceu no Recife/PE em 6/7/1917, e faleceu no Rio de Janeiro/RJ em 20/3/1997. Sua família transferiu-se para o Rio de Janeiro quando ele tinha dois anos. 

Iniciou a carreira ainda jovem, dançando e cantando nos clubes e boates cariocas. Mais tarde, passou a sair em blocos e depois em escolas de samba, tendo desfilado no extinto bloco da Vizinha Faladeira. Em 1940 participou do desfile da Mangueira e, oito anos depois, como compositor e cantor, do filme Folias cariocas, de Manuel Jorge e Hélio Tys. 

Em 1949 desfilou pela escola do segundo grupo Unidos do Outeiro e dois anos depois ingressou na escola de samba Unidos da Piedade, compondo três sambas que saíram vencedores nos anos de 1951, 1952 e 1953. No ano seguinte retornou para a Unidos do Outeiro, passando em 1955 para a Boca do Mato, vencendo com seus sambas os três carnavais seguintes. 

Deixou a escola em 1959, passando para a Unidos da Capela em 1961, ano em que seu samba obteve o segundo lugar, vencendo na escola no ano seguinte com Centenário de Rui Barbosa, sua primeira composição gravada. Em 1963 venceu novamente com Beldades da nossa pátria, sendo sua escola a vitoriosa no segundo grupo. 

Em 1966 houve a fusão das duas escolas de samba da zona da Leopoldina, do bairro de Lucas, a Unidos da Capela com a Aprendizes de Lucas, resultando o G.R.E.S. Unidos de Lucas, onde permaneceu durante algum tempo. 

Foi então para a Portela, onde, não concordando com o estágio obrigatório de dois anos que ali teria que cumprir, retornou para a Unidos de Lucas em 1969, ano em que lançou o samba-enredo Rapsódia folclórica (com Nelson Pechincha e Nilton Russo). 

Por volta de 1970, abolido o estágio, transferiu-se para a Portela, ali permanecendo até 1972, ano em que foi para a Mangueira, vencendo dois anos depois com o samba-enredo Imagens poéticas de Jorge de Lima (com Mozart e Delson Tojal), gravado pela etiqueta Marcus Pereira no LP História das Escolas de Samba: Mangueira, 1974, e que concorreu no Carnaval de 1975. 

Obra

Beldades da nossa pátria, samba-enredo, 1963; Centenário de Rui Barbosa, samba-enredo, 1962; Imagens poéticas de Jorge de Lima (com Mozart e Deison Tojal), samba-enredo, 1974; Rapsódia folclórica (com Nelson Pechincha e Nilton Russo), samba-enredo, 1969.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

sexta-feira, abril 16, 2010

Jurandir da Mangueira

Jurandir da Mangueira (Jurandir Pereira da Silva), compositor e cantor, nasceu em 1939 no Município de Campos dos Goitacazes-RJ, e faleceu no Rio de Janeiro em 25/04/2007. Morou na Favela do Esqueleto e em Vila Kenedy, desde a fundação do bairro, em 1969.

Integrou a Ala dos Compositores da Mangueira e a Velha-Guarda da Mangueira. Exerceu várias profissões, como sapateiro e caldeireiro na Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Faleceu em decorrência de problemas cardíacos, sendo sepultado no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro.

Como compositor, teve entre seus parceiros Comprido, Darci da Mangueira e Hélio Turco.

Em 1969, a Escola de Samba Mangueira classificou-se em 2º lugar do Grupo 1 com um samba de sua autoria, Mercadores e suas tradições, em parceria com Darci da Mangueira e Hélio Turco. Dois anos mais tarde, a Escola desfilaria outra vez com outro samba de sua autoria, Modernos bandeirantes (c/ Hélio Turco e Darci da Mangueira), clasificando-se em 4º lugar do Grupo 1.

No ano de 1984, seu samba-enredo Yes, nós temos Braguinha, em parceria com Hélio Turco e Darci da Mangueira, representou a Mangueira na avenida, conseguindo boa aceitação do público. A escola foi a campeã do desfile com este samba, que também inaugurou o Sambódromo Darcy Ribeiro, projetado por Oscar Niemeyer em 1983.

Ainda em 1984 Beth Carvalho interpretou de sua autoria Vovó Chica. No ano seguinte, em 1985, outro samba seu Abram alas, que eu quero passar - Chiquinha Gonzaga (c/ Hélio Turco e Darci da Mangueira) também representou a Mangueira no carnaval daquele ano, classificando a escola em 7º lugar do Grupo 1. Beth Carvalho regravou Vovó Chica em seu disco ao vivo, de 1987.

Em 1988 100 anos de liberdade - realidade ou ilusão (Alvinho e Hélio Turco) classificou a escola em 2º lugar do Grupo 1. Neste mesmo ano, Emílio Santiago incluiu este samba-enredo no LP Aquarela brasileira.

No ano de 1989, o grupo Fundo de Quintal, no LP Ciranda do povo, lançado pela gravadora RGE, incluiu de sua autoria "Folha de zinco", em parceria com Ratinho.

Um de seus maires sucessos é a composição Transformação, em parceria com João da Gente.

Em 1991, com a reformulação da Velha-Guarda da Mangueira, que de 26 componentes ficou apenas com 13, permaneceu reforçando o coro com sua voz firme. Em 1998, ainda como integrante da Velha-Guarda da Mangueira, participou do CD Chico Buarque de Mangueira, gravado pela BMG, no qual interpretou Capital do samba, de Zé Ramos.

No ano seguinte, participou do CD Velha-guarda da Mangueira e convidados, no qual constou a composição Palácio encantado, em parceria com Irson Pinto. Este disco, editado pela gravadora Nikita Music, contou com as participações de Dona Neuma, Dona Zica, Nelson Sargento, Fernanda Abreu, Noca da Portela e muitos outros.

No ano 2000, o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro produziu o CD duplo Mangueira - sambas de terreiro e outros sambas, no qual participou das faixas Chega de demanda (Cartola), Alegria (Cartola e Gradim), Sai da minha frente (Zagaia), Vela acesa (Fandinho) e Minha companheira, composição dele próprio. Também neste mesmo ano, foi o puxador oficial do samba-enredo da Escola Canários de Laranjeiras.

No ano de 2001, ao lado de Dauro do Salgueiro, Nei Lopes, Nelson Sargento, Dona Ivone Lara, Baianinho, Niltinho Tristeza, Casquinha, Zé Luiz, Nilton Campolino, Monarco, Jair do Cavaquinho, Elton Medeiros, Luiz Grande e Aluízio Machado, participou do show Meninos do Rio, apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, foi lançado o CD homônimo, no qual interpretou de sua autoria Transformação e Vovó Chica.

Em 2003, foi um dos convidados do grupo Dobrando a Esquina, que se apresentava todas as terças-feiras no bar Carioca da Gema, no Centro do Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, participou da festa de inauguração do Teatro Mário lago, em Vila Kennedy, apresentando-se no show Nós no samba, ao lado de Serginho Meriti, entre outros.

Em 2005, pelo Selo Candongueiro, do Centro Cultural Candongueiro, de Pendotiba, lançou o primeiro disco solo. O lançamento aconteceu no Teatro Municipal de Niterói e posteriormente no Teatro Rival BR.

No ano de 2006 acompanhado pelo grupo É do Baú, integrado por Diego França (violão 7 cordas), Pitt (surdo), Helinho (cavaquinho), Gersinho (tantan e repique de mão) e Thiago (pandeiro) e com as particpações especiais de Iracema Monteiro, Dayse do Banjo e Aldo Bueno, apresentou-se na casa Traço de União, tradicional reduto do samba paulista.

Durante sua carreira ganhou por 12 vezes o samba-enredo da Mangueira.

Obras

Abram alas que eu quero passar (c/ Darci da Mangueira e Hélio Turco) • Cem anos de liberdade, realidade ou ilusão (c/ Alvinho e Hélio Turco) • Folha de zinco (c/ Ratinho) • Mercadores e suas tradições (c/ Darci da Mangueira e Hélio Turco) • Minha companheiraModernos bandeirantes (c/ Darci da Mangueira e Hélio Turco) • Palácio encantado (c/ Irson Pinto) • Transformação (c/ João da Gente) • Vovó Chica

Fonte: samba campista - Série Biografia

sábado, agosto 01, 2009

Darci da Mangueira

Darci da Mangueira (Darci Fernandes Monteiro, Rio de Janeiro 15/08/1932 - 20/05/2008), compositor e sambista, nasceu no morro da Formiga, bairro da Tijuca, e desde criança frequentava os ambientes de sambistas, entre os quais o G. R. E. S. Unidos da Tijuca, do qual seu pai, Benedito Monteiro, foi fundador.

Depois de cursar o primário , começou a trabalhar em fábrica e aos 15 anos já fazia algumas composições, tendo sido um dos fundadores do bloco Flor da Mocidade. Seus sambas começaram a aparecer na Unidos da Tijuca, onde logo passou a fazer parte da ala de compositores.

Em 1959, por influência dos compositores Comprido, Zagaia, Hélio Turco e Pelado, entrou para ca ala de compositores do G. R. E. S. Estação Primeira de Mangueira, para a qual fez vários sambas-enredo.

Em 1967, a escola venceu o desfile com seu samba-enredo O mundo encantado de Monteiro Lobato (com Batista da Mangueira, Hélio Turco, Jurandir, Luís e Dico), o mesmo acontecendo no ano seguinte com Samba, festa de um povo (com Hélio Turco, Batista da Mangueira e Dico).

Em 1969 a escola desfilou com seu samba-enredo Mercadores e suas tradições (com Jurandir e Hélio Turco), e, em 1971, com Modernos bandeirantes (com Jurandir e Hélio Turco). No ano seguinte apresentou-se durante quatro na Espanha, França e Itália, com o Trio Pandeiro de Ouro e o Trio Pelé.

Outros sambas-enredos de sua autoria foram Yes, nós temos Braguinha (com Hélio Turco, Comprido, Arroz e Jajá), em 1984, e Abram alas, que eu quero passar (com Hélio Turco e Jurandir) em 1995.

Teve músicas gravadas por Beth Carvalho (Memória de um compositor, com Betinho), Clara Nunes (Cheguei à conclusão), Alcione e Renata Lu (Quero sim, com Leci Brandão) e Martinho da Vila (Samba do trabalhador e Para você felicidade).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e publiFolha.