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sábado, junho 01, 2013

Norma Sueli

Norma Sueli (Vita de Araújo Santos), cantora e atriz, nasceu em Ponte Nova, MG, em 26/06/1934, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 14/06/2005. Iniciou a carreira artísticas com apenas onze anos de idade apresentando-se na Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte cantando a modinha Quem sabe?, de Carlos Gomes.

Foi depois para o Rio de Janeiro, onde se apresentou no programa de calouros "Pescando estrelas", na Rádio Clube do Brasil. Apresentou-se depois no programa "RRE Neno" apresentado por Renato Murce na Rádio Nacional.

Em 1954, viajou para a Itália onde permaneceu por quase dois anos estudando canto. Em 1955, gravou pela RCA Victor a valsa Poeira dourada, de José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago, e o fox Que importa?, de José Maria de Abreu e Jurandir Chamusca, com acompanhamento de orquestra.

Atuou na Rádio Nacional em programas famosos como "Um milhão de melodias", "Gente que brilha", e "Festivais GE". Apresentou-se também cantando operetas. Acabou no entanto aderindo à música popular por incentivo do amigo e admirador, o radialista Chacrinha. Gravou então com sucesso a versão de Juanita banana.

Em 1958, ingressou na Polydor, e em seu primeiro disco na gravadora, registrou a valsa Fascinação, de F. D. Marchetti e Armando Louzada, e o samba-canção Se todos fossem iguais a você, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. No mesmo ano, gravou com acompanhamento da orquestra de Severino Filho os sambas-canção Odeio-te meu amor, de Adelino Moreira, e "Olhe-me, diga-me", de Tito Madi.

Gravou na Odeon com Luiz Bonfá em 1960 o LP A moça e o violão no qual interpretou obras como Samba do Orfeu, Tema de amor, Quando a noite vem, amor, Nasci para te adorar e Manhã de carnaval. No mesmo ano, lançou ainda dois discos em 78 rpm pela Polydor, num deles registrando o fox Jerusalém, de Jo Mautet e R. Chabrier, com versão de Inah Bangel, do Conjunto Farroupilha, e o samba-canção Eu quero tantas coisas, de Sílvio César.

Em 1962, registrou na gravadora Odeon o samba-canção Por causa do amor, de Chiquinho e Miguel Gustavo, e o fox Suave é a noite, de S. Fain e P. F. Webster com versão de Nazareno de Brito. Em 1965, participou do LP Festival de San Remo 1965.

Em 1966, começou a atuar como atriz ao ser convidada pelo produtor Oscar Ornstein a participar da versão do musical A noviça rebelde, com tradução de Carlos Lacerda e letras de Billy Blanco. Fez tanto sucesso com a personagem do musical que despertou intenso interesse do então presidente da República, o general Castelo Branco em conhecê-la.

Em 1967, atuou no filme Adorável trapalhão, com direção de J.B. Tanko, que contou no elenco com as presenças de Renato Aragão e Neide Aparecida. Participou dos números musicais juntamente com Bobby Di Carlo, Golden Boys, Rosemary, e The Brazilian Bitles.

 Em 1970, participou da revista Aqui, Oh!, com texto extraído de Stanislaw Ponte Preta, com músicas de Sérgio Bittencourt e Eduardo Souto Neto, levada à cena no Teatro Peira, em Ipanema, atuando ao lado de Lígia Diniz, Aizita Nascimento, Hércio Machado e Sandra Bréa.

Faleceu, em junho de 2005, no Rio de Janeiro, no Hospital Panamericano, vítima de câncer.

Discografia

(1955) Poeira dourada/Que importa? • RCA Victor • 78
(1958) O amor numa serenata/Meu coração • Polydor • 78
(1958) Odeio-te meu amor/Olhe-me, diga-me • Polydor • 78
(1958) Fascinação/Se todos fossem iguais a você • Polydor • 78
(1958) Fascinação/Se todos fossem iguais a você • Polydor • 78   
(1960) Oração do amor espanhol/E o vento levou • Polydor • 78
(1960) Jerusalém/Eu quero tantas coisas • Polydor • 78
(1960) A voz e o violão - Luiz Bonfá e Norma Suely • Odeon • LP
(1962) Por causa do amor/Suave é a noite • Odeon • 78

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.