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quinta-feira, junho 06, 2013

Maestro Totó

Maestro Totó - 1954
Maestro Totó (Antonio Sergi), pianista, compositor, professor, regente e médico, nasceu na cidade de Squillace, Itália, em 10/06/1913, e faleceu em São Paulo, SP, em 03/06/2003. Veio com os seus pais para o Brasil ainda menino e sempre gostou de música. Estudou piano desde cedo, mas à medida que foi crescendo, frequentou os colégios normais, e acabou por prestar vestibular para Medicina, formando-se e se especializando em Clínica Geral. 

Mas, o eterno pendor musical foi falando alto dentro dele e, consequentemente, arrumou um emprego como pianista no ano de 1936, além de um bom salário para a época. Estava com 23 anos e era recém formado exercendo duas profissões: médico e pianista. Mas foi estudando cada vez mais o piano, assim como estudou a regência. Esteve na Itália algumas vezes onde fez cursos de especialização musical.

Mais tarde, já professor do Consultório Dramático e Musical de São Paulo, tornou-se bastante conhecido do público pela sua atuação nas principais rádios paulistas.

Foi diretor artístico da Rádio Cruzeiro do Sul, regente da orquestra da Rádio Educadora Paulista, que anos depois se transformou na Rádio Gazeta onde apresentava o programa "Jazz da Gazeta" que incluía uma orquestra sinfônica.

Nos estúdios, Antonio Sergi (também conhecido por Totó), criou a Orquestra Columbia com a qual gravou inúmeros sucessos da época, com todos os grandes intérpretes dos anos 40. Sua orquestra costumava animar os principais eventos sociais da cidade, incluindo as festas na mansão dos Matarazzo, na Avenida Paulista.

Nos anos 40, atuou por vários anos na Rádio Gazeta junto com o maestro Armando Belardi, Conselheiro da Sociedade Esportiva Palmeiras. No final da década, em 1949, compôs o hino (letra e música) da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Totó gostava da regência e de produzir arranjos musicais, não tendo por hábito escrever letras para canções. Nas poucas vezes em que o fez, usou o pseudônimo de Gennaro Rodrigues, como no caso do hino do Palmeiras, o que gerou muita confusão por vários anos, com torcedores imaginando se tratar de pessoas diferentes.

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Fontes: Museu da TV; Wikipedia; Revista do Rádio.

segunda-feira, maio 02, 2011

Muraro

Muraro (Heriberto Leandro Muraro), pianista e compositor, nasceu em La Plata, Argentina, em 25/5/1903, e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 8/3/1968. Começou estudando piano com Alfredo Bevilacqua, sendo matriculado depois no Conservatório Fracassi D’Andrea.

Estreou como concertista no Salão Argentina, excursionando por Santiago do Chile e Montevidéu, Uruguai. Atuou nas rádios Cultura e Belgrano, ainda em Buenos Aires, Argentina.

Chegou ao Brasil em 1932, apresentando-se na Rádio Record, de São Paulo SP. No ano seguinte mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi contratado para atuar na Rádio Mayrink Veiga como pianista de Lely Morel.

Compôs a valsa Roleta da vida, gravada por Carlos Galhardo. Tocou nos filmes Alô, alô Brasil (1935, de Alberto Ribeiro, João de Barro e Waliace Downey) e Alô, alô Carnaval (1936, de Ademar Gonzaga), e seus malabarismos e brincadeiras com o teclado valeram-lhe o apelido de “O incrível Muraro”. 

Trabalhou na Rádio Mayrink Veiga até 1942, quando voltou a São Paulo, onde permaneceu por um ano. Regressando ao Rio de Janeiro, foi novamente contratado pela Rádio Mayrink Veiga, passando a atuar em programas populares, como Rádio Novidades, Quatro Notinhas Mágicas, Três Malucos em Ritmo e outros. 

Até 1952 gravou mais de 60 músicas em 78 rpm, entre elas algumas de sua autoria, como os choros Moto perpétuo, Zangado, Flanando e Saudade de Santa Cruz (com Pixinguinha), a polca Baumbá e o samba Chopin no samba. 

Destacado intérprete de choros, gravou na RGE os LPs O incrível Muraro, em 1958, com peças de Ernesto Nazareth e Catulo da Paixão Cearense, e Casinha pequenina, em 1959, com músicas tradicionais e várias de Chiquinha Gonzaga. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Belkiss de Mendonça

Belkiss de Mendonça (Belkiss Spenzièri Carneiro de Mendonça), pianista e professora, nasceu em Goiás, GO, 15/2/1928, e faleceu em 17/11/2005. Tendo iniciado estudos musicais com a avó, Nhanhá do Couto, cursou a E.N.M.U.B., do Rio de Janeiro RJ, na classe do professor Paulino Chaves.

Fez, posteriormente, curso de aperfeiçoamento com os professores Joseph Kliass, Arnaldo Estrela e Camargo Guarnieri, tendo com este trabalhado toda a sua obra pianística.

Em 1946 foi para Goiânia GO e começou a lecionar piano, formando um grupo que, em 1956, fundou o Conservatório Goiano de Música, atual Escola de Música da Universidade Federal de Goiás. Foi sua primeira diretora, cargo que acumulou com o de titular da cadeira de piano, tendo participado de bancas examinadoras de concursos nacionais de piano e de livre-docência. Foi mestra de quase todos os atuais professores da escola.

Publicou o livro A música em Goiás, Goiânia, 1969. Deu recitais como pianista em todo o Brasil, e excursionou várias vezes pela Europa e EUA. Em missão cultural do Itamarati, percorreu todos os países das Américas do Sul e Central, além do México.

Em 1970 gravou pela Copacabana o disco Panorama da música brasileira, patrocinado pela Universidade Federal de Goiás.

Como diretora do Instituto de Artes, presidiu à comissão que organizou, em Goiânia, três festivais nacionais de música, um concurso nacional de piano, um concurso nacional de música e concursos de canto e de instrumentos de sopro e cordas. Foi presidente da Fundação Cultural do Estado de Goiás, do Conselho Estadual de Cultura e da Sociedade Brasileira de Música Contemporânea.

Entre muitas condecorações e títulos honorífícos, recebeu a medalha Couto Magalhães.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora;  Falece Belkiss Carneiro de Mendonça.

quinta-feira, outubro 14, 2010

J. Bulhões

J. Bulhões (José Carvalho de Bulhões), pianista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 21/8/1881, e faleceu na mesma cidade em 13/7/1941. Pai do compositor Max Bulhões.

Famoso "pianeiro" carioca, tocou em todos os clubes do Rio de Janeiro, no início do século XX. É autor, entre muitas outras composições, da valsa Despedida em lágrimas, com letra de Alfredo Cândido, gravada por Bahiano na Odeon entre 1913 e 1916.

Compôs também a polca Sapeca e a música Olhar que engana. 

Seu grande sucesso foi a marchinha Ai, Filomena, muito cantada no carnaval de 1915. A música fazia uma crítica ao então Presidente Hermes da Fonseca (apelidado pelo povo de 'Dudu') e era baseada em conhecida canção italiana: "Ai, Filomena/ Se eu fosse como tu/ Tirava a urucubaca/ Da cabeça do Dudu". 

Obra

Ai, Filomena, Despedida em lágrimas, Olhar que engana, Sapeca.

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Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha

terça-feira, janeiro 01, 2008

Pedrinho Mattar


Pedrinho Mattar (Pedro Mattar), instrumentista, nasceu em São Paulo SP em 19/08/1936 e faleceu em 07/02/2007, em Santos SP. Membro caçula de uma família de dez irmãos, quase todos ligados ao piano, começou a tocar aos oito anos de idade.

Sua primeira apresentação em público ocorreu em 1953, na União Cultural Brasil-Estados Unidos, de São Paulo, onde estudava, acompanhando os cantores nos song fests. No ano seguinte formou o Pedrinho Mattar Trio, que teve numerosas formações. Estudou piano clássico em 1956 com Helena Plant, na Escola Madalena Tagliaferro.

Três anos depois, realizou sua primeira excursão ao exterior, acompanhando a cantora Leny Eversong a Las Vegas, EUA, seguida em 1960 de uma tournée pelo Uruguai e Argentina, acompanhando Agostinho dos Santos. No mesmo ano, tocou no bar paulistano Baiúca e conheceu Claudete Soares, com quem trabalhou durante dez anos em shows e boates.

De 1960 a 1962, atuou em diversos shows de bossa nova em São Paulo e no Rio de Janeiro e fez a produção musical dos programas de televisão de Bibi Ferreira, atuando como solista ou acompanhando cantores convidados. Mais tarde, teve seu próprio programa na TV Excelsior, de São Paulo, Boa Tarde Gente, que durou cinco meses. No mesmo período, tocou na boate Juão Sebastião Bar, de São Paulo, acompanhando Claudete Soares, Taiguara, Marisa Gata Mansa e Chico Buarque, entre outros.

Ainda em 1962, viajou com Maysa para apresentações em Portugal e Espanha, e gravou seu primeiro LP, Pedrinho Mattar Trio, pela Farroupilha. Nos dois anos seguintes foram lançados Pedrinho Mattar Trio n°2 e Pedrinho Mattar Trio n°3, pelos quais recebeu o título de Melhor Solista do Ano em 1963 e 1964.

Tocou pela primeira vez no Teatro Municipal, de São Paulo, em 1965, com orquestra sinfônica dirigida por Diogo Pacheco, a Rhapsody in Blue, de George Gershwin (1 898—1937); no ano seguinte, gravou a composição pela RCA Victor e recebeu os prêmios de Melhor Disco e Melhor Solista do Ano.

Instalou-se no Rio de Janeiro de 1971 a 1974, onde participou de diversos shows, como o da boate Pujol, com Sandra Brea e Miele, com quem também excursionou por todo o Brasil, além de espetáculos em teatro, como Fica combinado assim, com Claudete Soares e Agildo Ribeiro, no Teatro Princesa Isabel (1971), e Misto quente (1972).

Em 1971 gravou o LP Um show de Mattar, na Copacabana. Três anos depois, excursionou com Raul Solnado pela Venezuela e com Cauby Peixoto pela Argentina.

Paralelamente a suas atuações na música popular, dedicou-se também à música clássica: apresentou-se com a Orquestra Sinfônica Nacional em várias oportunidades, participou dos Concertos para a Juventude, da Rádio MEC, em 1972, e em 1979 realizou show nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo, reunindo grande número de espectadores.

Na década de 1990 continou tocando na noite de São Paulo, apresentando programas em televisão, como o Pianíssimo, da Rede Vida, e realizando shows no exterior.

CDs: Pianomania, 1996, RGE 8506-2; As 20 preferidas, 1997, RGE 5553-2.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Folha - PubliFolha.

segunda-feira, março 19, 2007

Luís Carlos Vinhas


Luís Carlos Vinhas (Luís Carlos Parga Rodrigues Vinhas), pianista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro - RJ em 19/5/1940. Iniciou-se no meio artístico em 1958, tocando em festas e em pequenos espetáculos. Na época começava a surgir a bossa nova, movimento em que se engajou rapidamente.


Uma das primeiras gravações da bossa nova teve sua participação especial em O barquinho, em 1958. Integrou o Bossa Três, primeiro conjunto instrumental de bossa nova, com o qual fez apresentações nos EUA, participou do programa Ed Sulivan Show, e gravou três discos em New York pela Audio Fidelity, lançados em 1962: Bossa Três, Bossa Três & Jo Basile e Bossa Três e seus amigos.

De volta ao Brasil, participou de diversas gravações em 1964, entre as quais: Jorge Ben (Philips), Wilson Simonal (Odeon) e Quarteto em Cy (Forma).

A partir de 1965, apresentou-se nas principais casas noturnas do eixo Rio-São Paulo (Chico’s Bar, Vogue, Flag etc.) e gravou o disco Bossa Três em forma (Forma). No ano seguinte, lançou o disco Bossa Três (Odeon) e fez temporadas de espetáculos acompanhando Maysa e Elis Regina, até a formação do Gemini 5, com o qual lançou, ainda em 1966, o disco Gemini 5 (Odeon).

Em 1967 fez apresentações internacionais com o novo conjunto e lançou o disco Gemini 5 no México (Odeon). Participou em 1968 da gravação do disco Elis Regina (Philips) e, em seguida, gravou seu primeiro disco solo: O som psicodélico de Luis Carlos Vinhas (CBS). No ano seguinte, outra participação especial, agora com Maria Bethânia, no disco Maria Bethânia (Odeon).

Em 1970 lançou o disco Luís Carlos Vinhas no Flag (Odeon) e, em seguida, o compacto Chovendo na roseira (Tapecar). Só voltou a gravar em 1977 com o disco Luis Carlos Vinhas (Odeon). Dois anos depois, fez uma participação especial no disco Wilson Simonal (RCA).

Em 1982 lançou pela Polygram o disco Baila com Vinhas. Quatro anos depois, lançou pela Som Livre O piano mágico de Luis Carlos Vinhas. Voltou a gravar pela Som Livre em 1989: Piano maravilhoso.

Em 1994 lançou os CDs Vinhas e bossa nova (CID) e Forma — A grande música brasileira. No ano seguinte, lançou o CD Bossa nova - História, som e imagem e a reedição em CD do disco de 1966, Gemini 5.

Em 1996 participou do CD Um piano na Mangueira (CID) e da coletânea Tempo de bossa nova, lançada pela revista Caras.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.