terça-feira, abril 04, 2006

Alcir Pires Vermelho

Alcir Pires Vermelho, compositor, nasceu em Muriaé MG, em 8/1/1906 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 24/5/1994. Aprendeu piano primeiro com a mãe e depois com o professor Amadeu Pacífico, que lhe conseguiu um emprego de pianista no cinema de Muriaé. Começou a tocar em festas, no estilo jazzística, que era moda na época. Aprovado num concurso para bancário do Minas Bank, foi transferido para Carangola MG, onde organizou uma orquestra, da qual participavam o violinista Pessoa e o trombonista Passarinho.

Depois de três anos em Carangola, trabalhou, ainda como bancário, em Rio Casca MG, Cataguases MG e Ubá MG, onde conheceu Ary Barroso e sua tia Ritinha, com quem teve aulas de música. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1929, e foi aprovado em concurso para trabalhar no Banco Comércio e Indústria de Minas Gerais.

No Carnaval de 1933 conheceu Lamartine Babo, a quem muito admirava, fazendo com ele para o Carnaval seguinte sua primeira música, a marcha Dá cá o pé...loura, gravada em 1933 por Lamartine, na Victor. Estreou em rádio na Rádio Clube do Brasil, como pianista. Tocava também em casas noturnas e clubes. Com Walfrido Silva compôs seu primeiro grande sucesso, o samba O tic-tac do meu coração, gravado por Carmen Miranda em 1935. Três anos depois, Carmen Miranda gravou sua marcha Paris (com Alberto Ribeiro), dedicada aos futebolistas brasileiros na Copa de 1938.

No Carnaval de 1939 sua marcha A casta Suzana (com Ary Barroso), teve grande êxito, na voz de Deo. Em 1942, compôs a valsa Alma dos violinos (com Lamartine Babo), gravada por Morais Neto, e, em 1957, compôs o samba Laura (com João de Barro), gravado por Jorge Goulart.

Muitos de seus sucessos foram lançados por Francisco Alves: Dama das camélias (com João de Barro), Onde o céu azul é mais azul (com João de Barro e Alberto Ribeiro), Sandália de prata e A dama de vermelho (ambas com Pedro Caetano), Sob a máscara de veludo, Canta Brasil, Esmagando rosas e A mulher e a rosa (estas quatro com David Nasser). Utilizou, esporadicamente, o pseudônimo A. Romero.

Obras

A dama de vermelho (c/Pedro Caetano), valsa, 1942; Alma dos violinos (c/Lamartine Babo), valsa, 1942; Barqueiro do São Francisco (c/Alberto Ribeiro), samba, 1946; Brasil, usina do mundo (c/João de Barro), samba, 1942; Bronzes e cristais (c/Nazareno de Brito), fox-canção, 1962; Canta Brasil (c/Davi Nasser), cena brasileira, 1941; A casta Susana (c/Ari Barroso), marcha, 1938; Dama das camélias (c/com João de Barro), marcha, 1939; A dama de vermelho (c/Pedro Caetano), valsa, 1943; Decadência de pierrô (c/Lamartine Babo), marcha, 1940; Dorme, sonharei contigo (c/Tito Madi), samba-canção, 1960; Esmagando rosas (c/Davi Nasser), bolero, 1941; Navio negreiro (c/J. Piedade e Sá Róris), samba-jongo, 1940; Onde o céu azul é mais azul (c/João de Barro e Alberto Ribeiro), samba, 1940; Sandália de prata (c/Pedro Caetano), samba, 1942; Se alguém telefonar (c/Jair Amorim), samba, 1958; A vizinha das vantagens (c/Ari Barroso), samba, 1939.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Alberto Ribeiro

Alberto Ribeiro (Alberto Ribeiro da Vinha), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 27/8/1902 e faleceu em 10/11/1971. Nascido no bairro da Cidade Nova, iniciou sua carreira fazendo músicas para o bloco carnavalesco Só de Tanga, do qual participava.

Sua primeira composição editada foi o samba Água de coco (com Antônio Vertulo), em 1923. Transferiu-se para o bairro do Estácio, onde conheceu Bide (Alcebíades Barcelos), com quem compôs algumas músicas. Por essa época, iniciou curso de engenharia, que logo abandonou pela medicina.

Em fins de 1929, organizou o Grupo dos Enfezados, do qual participava como cantor integrado por Sátiro de Melo (violão), Nelson Boina (cavaquinho) e Mesquita (violão). Por influência de Eduardo Souto, o grupo gravou dois discos, na Odeon, em 1930. Formou-se médico em 1931 e especializou- se em homeopatia.

Em 1933, como cantor gravou As brabuleta (de sua autoria), na Columbia. Em parceria com Nássara, em 1934 fez a marchinha Tipo sete, cujo tema era o mercado do café, que, gravada por Francisco Alves na Odeon, obteve o primeiro lugar no concurso da prefeitura.

Em 1935 conheceu João de Barro, através do editor Mangione, que os convidou para musicar o filme carnavalesco Alô, alô, Brasil, do norte-americano Wallace Downey. A partir de então, tornaram-se parceiros constantes e, ainda em 1935, lançaram sua primeira composição, Deixa a lua sossegada, gravada por Almirante. Juntos, continuaram a trabalhar em cinema, como autores de trilhas sonoras de vários filmes carnavalescos e, às vezes, como diretores e argumentistas. Entre os filmes de que participaram, como argumentistas, destacam-se, além de Alô, alô, Brasil (1935), Estudantes (1935), com direção de Wallace Downey e Alô, alô, Carnaval (1936), com direção de Ademar Gonzaga.

Tendo ainda João de Barro como parceiro, em 1935 compôs Seu Libório, choro gravado em 1941 por Vassourinha, na Columbia. Também de 1935 é a marcha junina Sonho de papel (com João de Barro), grande sucesso, que fez parte da trilha sonora do filme Estudantes e foi gravada por Carmen Miranda em 1935, na Odeon.

Em 1937 compôs Cachorro vira-lata, samba-choro gravado por Carmen Miranda. Em 1938 compôs Yes, nós temos bananas (com João de Barro), gravada por Almirante, na Odeon (regravada em 1967 por Caetano Veloso, na Philips); do outro lado desse disco, Almirante interpretou sua marcha Touradas em Madri (com João de Barro), e ambas foram grande sucesso no Carnaval de 1938. Touradas em Madri chegou a vencer um concurso carnavalesco em 1938, mas a competição foi anulada sob a alegação de que se tratava de um paso doble e, portanto, de música estrangeira. Em seu lugar, venceu a música Pastorinhas (João de Barro e Noel Rosa).

Em 1943, continuando a parceria com João de Barro, fez a marcha China pau, gravada por Castro Barbosa. Em 1946, o cantor estreante Dick Farney lançou, pela Continental, o samba-canção Copacabana, um dos maiores sucessos da dupla. Em 1948, a marcha Tem gato na tuba (com João de Barro) obteve grande êxito na voz de Nuno Roland, e, no ano seguinte, Chiquita Bacana, da mesma dupla, gravada por Emilinha Borba, foi uma das músicas mais cantadas no Carnaval.

Em 1956, o compositor lançou um LP de dez polegadas, pela Continental, chamado Aviso aos navegantes, em que interpretou 16 músicas de sua autoria, todas de cunho social. Por problemas cardíacos, em 1959 aposentou-se como médico, profissão que exercia com caráter humanitário, cobrando preços simbólicos pelas consultas. Em janeiro de 1967, prestou depoimento sobre sua vida no MIS, do Rio de Janeiro.

Algumas músicas


































Obras

Acabou-se o que era doce (c/Antonio Almeida), choro, 1942; Adeus diferente (c/Demerval da Fonseca), samba, s.d.; Adeus, priminha (c/João de Barro), marcha 1945; Adeus, vou-me embora (c/José Maria de Abreu) samba, 1950; Adolfito Mata-Mouros (c/João de Barro), marcha, 1943; Água de coco (c/Antonio Vertulo) samba, 1923; Amar até morrer(c/João de Barro), valsa 1937; Amargura (c/Radames Gnattali), samba, 1950; Amores de Carnaval (c/João de Barro), marcha, 1937, Anseio (c/Nilo Sergio), samba-canção, 1951; Anuncio (c/Frazão), samba, 1940; As armas e os barões, marcha, 1936; Asas do Brasil (c/João de Barro), marcha, 1942; Avião do amor (c/André Filho), marcha, 1934, Balancê (c/João de Barro), marcha, 1937; Bandeira da minha terra (c/João de Barro), samba,. 1943; Barbeiro de Sevilha, marcha, 1939; Barqueiro do São Francisco (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1946; Barquinho pequenino (c/João de Barro e Muraro), marcha, 1938, Barquinho sem vela, valsa, 1941; Barra azul (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1947; Bate um sino além(c/José Maria de Abreu), samba, 1952; Beija-flor (c/Nássara), marcha, 1938; A bênção, Papai Noel (c/Bide), marcha 1934; Biquini de filó (c/João de Barro), marcha, 1953; O Biriba esteve aqui (c/João de Barro e José Maria de Abreu), samba, 1948; Blom, blom (c/Sátiro de Melo) marcha, 1938; Boca negra (c/Antônio Almeida), sam ba, 1949; As brabuleta, marcha, 1933; O Brasil canta e chora, samba-canção, 1956; Briga do peru (c/Amado Regis e Gadé), marcha, 1945; Cabelo azul (c/Amado Régis e Gadé), marcha, 1945; Cachorro vira-lata, samba choro, 1937; Cadê Mimi (c/João de Barro), marcha, 1936; As cadeiras de iaiá (c/Antônio Almeida), samba embolada, 1946; Canção de aniversário (c/José Maria de Abreu), marcha, 1949; Canção de São Paulo, samba, s.d.; Cansada de tudo (c/Osvaldo Sá), cançao, 1949; Cantores do rádio (c/João de Barro e Lamartine Babo), marcha, 1936; Capelinha de melão (com João de Barro), toada, 1949; Capricho de mulher (c/Ronaldo Lupo), fox, 1948; Casadinha triste (c/João de Barro), samba- fantasia, 1948; Catraia do porto (c/Alberto Dias Ribeiro), fado, 1952; Cena campestre, samba, 1956; Cenário de revista, samba, 1938; Chico pança (c/Antonio Almeida), marcha, 1948; Chimarrão (c/José Maria de Abreu), toada-baião, s.d.; China pau (c/João de Barro), marcha, 1943; Chiquita bacana (c/João de Barro), marcha, 1949; Chuva e vento (c/José Maria de Abreu), valsa, 1949; O circo chegou (c/João de Barro e Antonio Almeida), marcha, 1949; Ciúme sem razão (c/João de Barro), valsa, 1937; Cochichando (c/Pixinguinha e João de Barro), choro, 1944; Coisas que ficaram para trás (c/Almanir Greco), choro, 1945; Coitado do Frederico (c/José Maria de Abreu), marcha, 1949; Colombina do amor (c/Ataulfo Alves), marcha, 1937; Companheira de quem ama (c/Antônio Almeida), samba, 1947; Comprei uma fantasia de pierrô (c/Lamartine Babo), samba, 1936; Continuas em meu coração (c/João de Barro), valsa, 1944; Contraste (c/José Maria de Abreu), samba, 1948; Conversando com a saudade (c/Antônio Almeida), canção, 1940; Convite ao Rio (c/João de Barro), samba-canção, 1956; Copacabana (c/João de Barro), samba, 1946; Coração, samba, 1938; Coração em festa (c/José Maria de Abreu), samba, 1954; Coração sonhador (c/Antônio Almeida), samba, 1939; Corre, vento, toada, 1957; Corsário (c/João de Barro), marcha, 1949; Definição, samba, 1956; Deixa a lua sossegada (c/João de Barro), marcha, 1935; Derradeiro romance, samba, 1957; Dia sim, dia não, marcha, 1938; Dois amores (c/Nássara), marcha, 1934; Dois extremos (c/José Maria de Abreu), samba, s.d.; Dois marujos (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1945; Dolores (c/Marino Pinto e Arlindo Marques Júnior), samba, 1942; Dona turista (c/João de Barro), marcha, 1941; Dor de recordar (c/José Maria de Abreu), samba, 1956; Dou-lhe uma... (c/André Filho), marcha, 1937; Ela era boa (c/Roberto Roberti), marcha, 1947; Ele ou eu?, fox-canção, 1935; Em mil e novecentos (c/Roberto Roberti), valsa, 1942; Enfim, sós, samba, s.d.; Entra, Vasco (c/Antônio Almeida), marcha, 1939; Era uma vez (c/João de Barro), fox-cançao, 1939; És a areia, sou o mar (c/Lobo Pereira), fox, s.d.; Espantalho (c/Berimbau), toada, 1957; Esperar, por que? (c/José Maria de Abreu), samba, 1948; Esquina da saudade (c/Radamés Gnattali e Chiquinho do Acordeom), samba, 1958; Eu agora vou casar (c/Paulo Barbosa), marcha, 1943; Eu bem que quis ser feliz (c/Aluísio Silva Araújo), foxtrot, 1933; Eu fiz um fado (c/Janete de Almeida), marcha, 1946; Eu nem te ligo (c/Antônio Almeida), samba, 1946; Eu quero é sambar (c/Peterpan), samba, 1945; Eu sei de alguém (c/João de Barro), samba, 1937; Eu sou atômica (c/João de Barro), choro, 1956; Existe alguém que já me quis (c/Benjamim Silva Araújo), canção, 1933; Falua (c/João de Barro), canção, 1951; Fantasia escocesa (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1949; Fim de semana em Paquetá (c/João de Barro), samba, 1947; Flauta de Pã (c/João de Barro), marcha, 1947; Flor de inverno (c/J. Aimbere), fox-trot, s.d.; Flor de lótus (c/Sílvio Caldas), valsa, 1938; A flor e o vento (c/João de Barro), marcha-rancho, 1940; Flor mulher (c/Paulo Barbosa), valsa, 1948; Foi, é e sempre será (c/Roberto Roberti), samba, 1944; Fon-fon (c/João de Barro), samba, 1937; Gabriela (c/Antônio Almeida), marcha, 1956; Galinha no choco (c/Dunga), 1952; Garota do dancing(c/Jorge Faraj), samba-canção, 1939; Os gregos eram assim (c/Nássara), marcha, 1951; Guerra ao pardal (c/Peterpan), marcha, 1948; Havaiana (c/João de Barro), marcha, 1939; Helena, vem me buscar (c/João de Barro e Alcir Pires Vermelho), samba, 1943; Hermengarda, samba, 1956; Hino às mães, 1956; Hora de amar (c/Radamés Gnattali), canção, 1968; Ilusão (c/Aimbere), tango, s.d.; Implorando o meu perdão (c/Bide), samba, 1934; Isabel (c/Antônio Almeida), samba, 1946; ltaipuaçu, samba, 1953; Jangada (c/João de Barro), canção, s.d.; Joaninha vai casar (c/João de Barro), conga, 1942; João Paulino (c/José Maria de Abreu), marcha, 1950; Josefina (c/Antônio Almeida), samba, 1947; Junto de mim (c/José Maria de Abreu), samba, 1949; Lá vem formosa (c/Dorival Caymmi), samba, 1945; Lala (c/João de Barro), marcha, 1935; Linda borboleta (c/João de Barro), valsa, 1938; Linguagem dos olhos (c/José Maria de Abreu), samba, 1953; Lua-de-mel (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1940; A lua não mudou... (c/Vicente Paiva), marcha, 1934; Mãe (c/Sátiro de Melo), valsa, 1941; Manhãs de sol (c/João de Barro), marcha, 1936; Mar, imagem da vida, samba, 1955; Marcha do caçador (c/João de Barro), 1957; Marcha para o Oeste (c/João de Barro), marcha, 1939; Mares da China (c/João de Barro), valsa, 1938; Maria (c/Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti), marcha, s.d.; Maria (c/José Maria de Abreu), fox, s.d.; Maria, acorda que é dia (c/João de Barro), marcha, 1936; Maria do Céu (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1942; Maria do sobrado (c/Antônio Almeida), marcha, 1950; Marinhas (c/dJoão de Barro), canção, 1939; A mascote da Marinha (c/Olinda Vale), samba, s.d.; Me dá, iaiá (c/José Maria de Abreu), samba, 1948; Menina do regimento (c/João de Barro), marcha, 1939; Menina internacional (c/João de Barro), marcha, 1935; Mensageiro da dor, samba, 1952; Meu beguine (c/Naylor Sá Rego), marcha, 1935; Meu lampião (c/Alcir Pires Vermelho), samba-canção, 1953; Meu sonho de criança, valsa, 1937; O meu sonho foi balão (c/Hervé Cordovil), marchinha, 1935; Mimoso jacaré (c/José Maria de Abreu), marcha, 1950; Minha brasileirinha (c/Antônio Almeida), valsa, 1950; Minha casa, canção, 1931; Minha terra tem palmeiras (c/João de Barro), marcha, 1937; Miragem no deserto (c/Dunga), samba, 1947; Moreninha carioca (c/Ronaldo Lupo), samba, 1949; Muito riso, pouco siso (c/João de Barro), marcha, 1936; Mulata Risoleta (c/Radamés Gnattali), choro, 1945; A mulher do Fu-man-chu (c/João de Barro), marcha, 1958; Mulher vampiro (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1936; Na beira do cais, valsa, 1944; Na Lapa não brigo, não, samba, 1952; Nada de novo na frente ocidental (c/João de Barro), marcha, 1939; Não acredito, samba, s.d.; Não chora (c/Sílvio Caldas), samba, 1938; Não fale mal da mulher (c/Saint-Clair Sena), samba, 1947; Nao há de quê (c/Bide), samba, 1937; Não levem meu samba, samba, s.d.; Não olhes pra trás, samba, 1938; Não posso esquecer (c/José Maria de Abreu), samba, s.d.; Não te cases, Beatriz (c/Antônio Almeida e Arlindo Marques Júnior), marcha, 1942; Nasce pobre menina (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1957; Nem que chova canivete, marcha, 1933; Ninguém fica pra semente (c/Bide), marcha, 1937; No alto da serra (c/Paulo Barbosa), samba, 1952; Noite de luar (c/José Maria de Abreu e lvon Curi), toada, 1951; Noites de junho (c/João de Barro), marcha, 1939; Noites do Rio (c/José Maria de Abreu), samba, 1951; Numa noite assim (c/Mário Lago), marcha-rancho, 1941; Olga (c/Sátiro de Melo), samba, 1942; Olha bem para mim (c/Radamés Gnattali), choro, 1945; Olhando o céu e vendo o mar (c/Sátiro de Melo), valsa, 1938; Onde o céu azul é mais azul (c/João de Barro e Alcir Pires Vermelho), samba, 1940; A orquestra está mudada (c/Roberto Martins), samba, 1948; As palavras não dizem tudo (c/Demerval da Fonseca), samba, 1952; Papagaio de Berlim, marcha, 1944; Parei com elas (c/Nássara), marcha, 1937; Paris (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1938; Pássaro urbano (c/Donga), valsa, 1936; Pastora dos olhos castanhos (c/Dino), choro, 1947; Penando, samba, 1932; Pepita de Guadalajara (c/João de Barro), marcha, 1953; Pirata (c/João de Barro), marcha, 1936; Pirulito (c/João de Barro), marcha, 1939; Polquinha dos meus amores (c/João de Barro), polca, 1956; Por causa dela, marcha, 1935; Por cima e por baixo (c/João de Barro), marcha, 1946; Por um ovo só (c/João de Barro), marcha, 1937; Pra que negar (c/José Maria de Abreu), samba, 1951; Praiana (c/Radamés Gnattali), 1957; Prece, samba-canção, 1956; Preso ao teu sorriso (c/Antônio Almeida), valsa, 1940; Primavera de amor (c/João de Barro), marcha, 1937; Prometi, samba, s.d.; Quando a fartura voltar(c/Alcir Pires Vermelho), samba, s.d.; Quando a lua vem saindo, marchinha, 1938; Quando a Violeta se casou (c/João de Barro e Alcir Pires Vermelho), marcha, 1940; Quanto mais tu foges mais te quero, canção, 1938; O que será de nós dois (c/Bide), samba, 1935; Quebra tudo (c/João de Barro), marcha, 1941; Quem canta (c/João de Barro), samba, 1937; Quem díria? (c/José Maria de Abreu), samba, 1951; Ratoeira (c/André Filho), marcha, 1938; Ré misteriosa (c/Roberto Martins), marcha, 1948; Recruta biruta (c/Antônio Almeida e Nássara), marcha 1951; Rosa morena (c/Alberto Dias Ribeiro), fado, 1952; Rosa tirana (c/João de Barro), samba, 1949; Salve ela (c/Ataulfo Alves), samba-batucada, 1937; Samba brasileiro (c/Antônio Almeida), 1950, Santo Antônio casamenteiro (c/Antônio Almeida), marcha, 1951; São Tomé (c/Bide), marcha, 1935; Saudade peste (c/José Maria de Abreu), samba, 1949; Saudade, vai dizer a ela (c/Radamés Gnattali), samba-canção, 1962; Se eu fosse pintor (c/Bide), marcha, 1935; Se eu tivesse um milhão de cruzeiros (c/João de Barro), samba, 1942; Se houver algum “valiente” (c/Antônio Almeida), marcha, 1940; Se o dinheiro chegasse (c/Antônio Almeida), samba, 1942; Segura a saia, iaiá (c/Radamés Gnatalli), toada, 1950; Sem banana (c/João de Barro), marcha, 1939; Sem você (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1948; A semana de Maria (c/João de Barro), samba- choro, 1946; Sempre o mesmo velho Rio (c/João de Barro), valsa, 1941; Sempre te amando (c/Antônio Almeida), marcha, 1948; Senhor (c/João de Barro), marcha, 1956; Sentinela do Brasil (c/Antônio Almeida), marcha, 1943; Ser ou não ser (c/José Maria de Abreu), samba, 1948; A serpente do faquir (c/João de Barro), marcha, 1948; Seu Gregório, samba, 1946; Seu Libório (c/João de Barro), choro, 1941; Seu Onofre (c/João de Barro), samba, 1944; Só por ti (c/Nonô), samba-canção, 1933; Sonho de papel, marcha, 1935; Sonhos azuis (c/João de Barro), valsa, 1936; Sonhos de amor não morrem (c/Alcir Pires Vermelho), valsa, 1939; A sopa vai se acabar (c/Antônio Almeida), marcha, 1946; O sorriso do presidente (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1942; Um sorriso.., uma lágrima... (c/Júlio de Oliveira) fox-trot, 1934; Sorvete, iaiá (c/Nássara), marcha, 1936; Sou marmiteiro (c/Antônio Almeida), marcha, s.d.; Tá gostoso (c/Antônio Almeida), marcha, 1942; Tapera (c/Custódio Mesquita), canção, 1935; Tarde de maio (c/Osvaldo de Sá), samba-canção, 1949; Tem dó (c/João de Barro, Antônio Almeida e Dorival Caymmi), samba, 1943; Tem gato na tuba (c/João de Barro), marcha, 1948; Tempo quente (c/João de Barro), marcha, 1941; Terra brasileira (c/João de Barro), hino, 1939; Teus olhos negros (c/F. Salgado), marcha, s.d.; Tin-do lê-lê(c/Antônio Almeida), valsa, 1941; Tipo sete (c/Nássara), marcha, 1934; Toada (c/Radamés Gnattali), 1957; Touradas em Madrid (c/João de Barro), marcha, 1938; Toureiro de araque, marcha, 1957; Trá-lá-lá-lá, marcha, 1937; Trenzinho do amor (c/João de Barro), marcha, 1937; Tua vida entortou, samba, 1933; Vai subindo.., vem caindo, marcha, 1934; Valsa do balancê (c/Alcir Pires Vermelho), 1942; Velha baiana (c/Napoleão Tavares), cena típica, 1932; Velho marinheiro (c/Wilson Batista), samba, 1951; Vem, jardineira (c/João de Barro), marcha, 1944; Vem, morena (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1947; Vendedor de pipoca (c/Bonfiglio de Oliveira), rumba, 1932; Veneno pra dois (c/João de Barro), samba, 1938; Venho de longe (c/Demerval da Fonseca), samba, 1952; Vingança (c/Roberto Martins), samba, 1948; A vingança da Estela, choro, s.d.; Vira pra cá (c/João de Barro), marcha, 1938; Vírgula (c/Frazão), marcha, 1940; Você é quem brilha (c/Nássara) samba, 1936; Você fugiu de mim (João de Barro), samba, 1937; Você me deu o bolo (dBide), samba, 1935; Você sambou pra mim (c/Alcir Pires Vermelho), samba 1939; Volta (c/José Maria de Abreu), modinha, s.d.; Uma voz de longe me chamou (c/Hervé Cordovil), samba, 1936; Xodó (c/José Maria de Abreu), samba-canção, 1948; Yes! nós temos bananas... (c/João de Barro), marcha 1938; Zefa, embolada, 1932.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Ismael Silva

Foi na praia de Jurujuba, em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro que nasceu Ismael da Silva, em 14 de setembro de 1905. Seu pai, Benjamim da Silva, era cozinheiro, segundo alguns autores, operário, segundo outros.


Aos três anos, Ismael ficou órfão e na companhia da mãe Emília, que era lavadeira, transferiu-se para o Rio de Janeiro, tendo como primeiro endereço - uma espécie de premonição - o bairro do Estácio de Sá. Mudou-se algumas vezes para outros bairros, mas aos 17 anos estava definitivamente de volta ao Estácio. Trazia na bagagem seu primeiro samba, Já desisti, composto aos 15 anos.

Começa a frequentar as rodas de malandragem, convivendo com sambistas como Mano Edgar, Brancura, Mano Rubens, Nílton Bastos e outros. Gostava de ir aos encontros de sambistas no Café Apolo, solidificando amizades que seriam de grande valia no aprendizado. A mesma coisa acontecia em suas idas habituais ao samba dos morros da Mangueira e do Salgueiro.

Em 1925, teve seu primeiro samba gravado, o Me faz carinhos, quando foi registrada apenas a melodia, por um pianista conhecido como Cebola. O prestigio de Ismael como compositor começa a ser comentado e, em 1927, quando se restabelecia de uma enfermidade no hospital da Gamboa, recebe a visita do compositor Bide.

Bide trazia uma proposta do cantor Francisco Alves, que pretendia comprar um samba de Ismael. Da transação resultou a gravação de Me faz carinhos em disco Odeon, aparecendo apenas o nome de Chico como autor. Em seguida, Francisco Alves repetiu a compra, com Amor de malandro, e o sucesso dos dois discos provocou um contrato (que incluía a parceria de Nilton Bastos), pelo qual Ismael se comprometeu a dar exclusividade de sua produção ao cantor. Esse contrato foi rompido depois, mas do acerto surgiram sambas de sucesso. Nem é bom falar e Não há podem ser apontados como exemplos, além do grande êxito Se você jurar, de 1931, cantado em dupla por Francisco Alves e Mário Reis.

Ismael já estava integrado no ambiente do samba, conhecia seus meandros e sabia como se movimentar na área. Em 1931 Nilton Bastos morreu vítima de tuberculose e Mano Edgar foi assassinado em uma roda de jogo. Procurando outros lugares para viver, Ismael se mudou para a rua Visconde do Rio Branco e iniciou parceria com Noel Rosa. O primeiro samba da dupla, Para me livrar do mal, foi gravado por Francisco Alves, em 1932, e na esteira dele Mário Reis registra Uma jura que fiz. Com Noel, Ismael Silva fez ainda Adeus, Ando cismado e A razão dá-se a quem tem.

Como intérprete, Ismael gravou em 1932 Escola de malandro, cantando com Noel Rosa, quando se afastou do meio artístico por largo período. Voltou em 1950 com o samba Antonico, e se firmou, aparecendo no show O Samba Nasce no Coração, da boate Casablanca, no Rio. Em 1960, foi eleito Cidadão Samba.

Após novo período afastado, ressurgiu no restaurante Zicartola, em 1964. Fez, em 1965, com Araci de Almeida, no Teatro Opinião, o musical O Samba Pede Passagem, gravado ao vivo. Sua última aparição no palco foi em 1973, no espetáculo Se você Jurar, estreado no Teatro Paiol de Curitiba. Faleceu em 14 de março de 1978, aos 72 anos de idade. Seu corpo foi velado no Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro, e sepultado no Cemitério do Catumbi.

Algumas músicas



















Obra completa

Adeus (com Francisco Alves e Noel Rosa), samba, 1932; Afina a viola, samba, 1973; Agradeça a mim, samba, 1934; Alegria, samba, 1973; Aliás, samba, 1973; Amar (com Francisco Alves e Nilton Bastos), samba, 1932; Amor de malandro (com Francisco Alves), samba, 1930; Anda, vem cá (c/Francisco Alves e Nilton Bastos), samba, 1932; Ando cismado (com Noel Rosa), samba, 1933; Antes não te conhecesse (c/Francisco Alves), samba, 1932; Antes só, samba, 1929; Antonico, samba, 1950; Anúncio, samba, 1950; Ao romper da aurora (c/Francisco Alves e Lamartine Rabo), samba, 1932; Arrependido (c/Francisco Alves e Nilton Bastos), samba, 1931; Assim é que é, samba, 1942; Assim, sim (com Francisco Alves e Noel de Rosa), marcha, 1932; Batalhão, samba, 1931; Bico da cegonha, marcha, 1951; Boa boca, marcha, 1942; Boa viagem (c/Noel Rosa), samba, 1934; Cara feia é fome, marcha, 1934; Choro, sim, samba, 1935; Com a vida que Deus me deu, 1950; Com a vida que pediste a Deus, samba, 1940; Comilão, marcha, 1951; Contrastes, samba, 1973; O destino Deus é quem dá... (c/Francisco Alves), samba, 1928; Deus sabe o que faz, samba, 1933; O dinheiro faz tudo, samba, 1929; Dona do lugar (com Francisco Alvos), samba, 1933; É bom evitar (c/Francisco Alves e Nilton Bastos), samba, 1932; Entrada franca, samba, 1973; Eu bem sei (c/Francisco Alves e Nilton Bastos), samba, 1932; Eu sou um, marcha, 1940; Fama sem proveito (c/Heitor Catumbi), samba, 1942; Fã, samba, 1942; Feiticeira, samba, 1931; Feiticeiro (com Francisco Alves e Nilton Bastos), samba, 1932; Foi um sonho, samba, 1932; Gandaia (com Francisco Alves), samba, 1932; Gosto mas não é muito (com Francisco Alves e Noel Rosa), marcha, 1932; Ironia (c/Francisco Alves e Nilton Rastos), samba, 1931; Isso não se faz, samba, 1933; Uma jura que eu fiz (com Francisco Alves e Noel Rosa), samba, 1932; Jurema, samba, 1931; Liberdade (com Francisco Alves), samba, 1932; Macaco me lamba, marcha, 1951; Maestro, toque aquela (c/José de Almeida), samba, 1943; Me diga teu nome, samba, 1932; Me faz carinhos (c/Francisco Alvos), samba, 1928; Meu batalhão (c/Francisco Alves e Nilton Rastos), samba, 1931; Meu único desejo, samba, 1950; Minha vida, samba, 1931; Não apoiado, marcha, 1936; Não deixarei de beber (c/Sebastião Gomes e J. Gonçalves), samba, 1953; Não digas, samba, 1933, Não e isso que eu procuro (c/Francisco Alves), samba, 1928; Não é tanto assim, samba, 1934; Não faltará ocasião, marcha, 1934; Não faz eu falar, samba, 1939; Não há (c/Francisco Alves e Nilton Bastos), samba, 1931; Não posso me queixar, samba, 1935; Não te dou perdão, samba, 1930; Não tenho nota, samba, 1934; Não tenho queixa (c/Davi Raw), samba, 1943; Não vá atrás de ninguém, samba, 1942; Não vejo jeito, marcha 1939; Nem é bom falar (c/Francisco Alves e Nilton Bastos), samba, 1931; Ninguém faz fé (c/Paulo Medeiros), marcha, 1953; Novo amor, samba, 1929; Nunca dei a perceber, samba, 1933: O que será de mim (c/Francisco Alves e Nilton Bastos), samba, 1931; Olê-leô (c/Francisco e Nilton Bastos), samba, 1931; Para me livrar do mal (c/Noel Rosa), samba, 1932; Peçam bis, samba; Por causa de alguém, samba, 1942; Primeiro amor, samba, 1934: Quando souberes amar, samba, 1933; Quem não quer sou eu (c/Noel Rosa), samba, 1933; Quero sossego (c/Nilton Bastos), samba-choro 1931; A razão dá-se a quem tem (c/Francisco Alves e Noel Rosa). 1933: Realidade, samba, 1953; Receio, samba, 1973; Reminiscências da Lapa (c/ J. C. Silva e E. Guedes), samba 1953; Rir, s.d; Rir para não chorar (c/Francisco Alves) samba, 1928; Se eu tiver que escolher(c/Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti). samba, 1946; Se você jurar (com Francisco Alves e Nilton Bastos), samba 1931; Seja o que Deus quiser, samba, 1933; Sofrer é da vida (c/Francisco Alves), samba, 1932; Sonhei (c/Francisco Alves e Nilton Bastos), samba, 1932; Tradição, samba-canção, 1954; Tristezas nao pagam dívidas, samba. 1933; Você gosta de mim? (c/Francisco Alves), marcha, 1932; Você merece muito mais, samba, 1936; Você prometeu (c/Dan Mallio), samba, 1935.


Fontes: História do Samba - Ed. Globo; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Ed. e Publifolha.