terça-feira, setembro 19, 2006

Patrício Teixeira

Patrício Teixeira - 1935
Patrício Teixeira, cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 17/3/1893 e faleceu em 9/10/1972. Por volta de 1918, fez suas primeiras gravações, na Odeon, passando depois a gravar pela Parlophon, Columbia e Victor.

Companheiro de grandes chorões, como Pixinguinha, Donga, Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco, sua discografia é bastante extensa, incluindo um repertório variado de modinhas, sambas de partido-alto, emboladas, toadas sertanejas e composições carnavalescas.

A partir de 1926 dedicou-se ao ensino de canções brasileiras acompanhadas ao violão, tendo sido professor de mais de uma geração de “senhorinhas” da elite carioca. Em 1927 gravou Casinha pequenina (domínio público) e Caboca bunita (Catulo da Paixão Cearense).

Com a Orquestra dos Oito Batutas, gravou, em 1928, pela Odeon, o samba de Pixinguinha Pé de mulata e, nesse mesmo ano, excursionou pelo Brasil com Pixinguinha e Donga. No ano seguinte, lançou em disco Odeon Trepa no coqueiro (Ari Kerner) e Gavião calçudo (Pixinguinha).

Nas décadas seguintes gravou outros sucessos: em 1930, pela Odeon, o samba Xoxô (Luperce Miranda); em 1932, pela Odeon, Cabide de molambo (João da Baiana); em 1933, pela Victor, Tenho uma nega (Benedito Lacerda e Osvaldo Vasques); em 1937, pela Victor, Não tenho lágrimas e Sabiá laranjeira (ambas de Max Bulhões e Milton de Oliveira); em 1938, pela Victor, Desengano (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira); em 1941, pela Victor, Sete horas da manhã (Ciro de Sousa) e O bonde do horário já passou (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira); e, em 1956, pela RCA Victor a canção Azulão (Hekel Tavares e Luiz Peixoto).

Entre seus alunos destacam- se Olga Praguer Coelho, Linda Batista, Aurora Miranda e Nara Leão. Passou seus últimos dias numa chácara, no bairro carioca da Gávea, de propriedade do amigo Osvaldo Rizzo, e em cujo jardim existe um busto de bronze em sua homenagem.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Francisco Carlos

Francisco Carlos (Francisco Rodrigues Filho), cantor, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 5/4/1928 e faleceu em 19/8/2003. Passou a infância em Recife/PE, retornando ao Rio de Janeiro quando tinha 11 anos, onde completou seus estudos, diplomando-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes.

Quando estudante, apresentou-se no Programa Casé, da Rádio Mayrink Veiga, sendo contratado como cantor profissional, em 1946, pela Rádio Tamoio, de onde se transferiu para a Rádio Globo.

Gravou seu primeiro disco em 1950 na Victor, a marcha carnavalesca Meu brotinho (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga), de grande sucesso, e o samba Me deixa em paz, dos mesmos autores. Naquele ano ainda, participou de dois filmes, Aviso aos navegantes, de Watson Macedo, e Não é nada disso, de José Carlos Burle.

Contratado pela Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, foi eleito o melhor cantor do ano em 1953, ultrapassando Francisco Alves na votação dos ouvintes. Participou dos filmes Carnaval Atlântida (direção de José Carlos Burle, 1952), Colégio de brotos (1956), Garotas e samba (1957) e Esse milhão é meu (1958), os três dirigidos por Carlos Manga.

Em 1958 foi eleito Rei do Rádio, recebendo o apelido de El Broto. Seu slogan era o Cantor Namorado do Brasil. Em 1962 viajou pela Europa com a V Caravana da UBC e, a partir da década de 70, deixou a carreira musical para se dedicar à pintura de estilo acadêmico.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Floriano Belham

Floriano Belham (Floriano da Costa Belham), cantor, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 3/2/1913 e faleceu em 20/9/1999. Atuava numa festa escolar quando o empresário Armando Alvim levou-o para cantar em sessões teatrais com Francisco Alves, Patrício Teixeira, Augusto Calheiros e outros.

Durante dois anos apresentou-se em espetáculos teatrais, até que começou a gravar na Victor em 1930. Por ser de estatura pequena, magro e ter voz infantil, passava por ter menos idade, saindo nos selos dos discos “menino Floriano Belham”. No disco de estréia, gravou as canções Canção do ceguinho (Cândido das Neves) e Mamãezinha está dormindo (André Filho), esta com grande sucesso.

Em 1931, no disco seguinte, gravou as canções Sinhá (Caninha) e Cinzas de amor (Cândido das Neves). Nesse ano, lançou o fox-canção A carícia de um beijo (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano), a canção Quando a noite desce (Roberto Borges e André Filho) e o choro Minha cabocla, de sua autoria. Foi contratado do Programa Casé e conviveu com os artistas da época.

Voltou a gravar em 1935, lançando o primeiro sucesso nacional de Ataulfo Alves, o samba-canção Saudades do meu barracão, a pedido dele, e, no outro lado, o samba-canção Morena que dorme na rede (Roberto Martins e Valfrido Silva).

Nesse ano, gravou também as valsas-canções Vestido de lágrimas e Soluços (ambas de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa).

Deixou a carreira em 1938, tendo gravado oito discos em 78 rpm com 16 músicas, o ultimo em 1936.

Discografia

CDs: Ataulfo Alves vol. 1, 1995, Revivendo RVCD 086; Carnaval vol. 17, 1995, Revivendo RVCD 097.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.