segunda-feira, março 19, 2007

Luís Carlos Vinhas


Luís Carlos Vinhas (Luís Carlos Parga Rodrigues Vinhas), pianista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro - RJ em 19/5/1940. Iniciou-se no meio artístico em 1958, tocando em festas e em pequenos espetáculos. Na época começava a surgir a bossa nova, movimento em que se engajou rapidamente.


Uma das primeiras gravações da bossa nova teve sua participação especial em O barquinho, em 1958. Integrou o Bossa Três, primeiro conjunto instrumental de bossa nova, com o qual fez apresentações nos EUA, participou do programa Ed Sulivan Show, e gravou três discos em New York pela Audio Fidelity, lançados em 1962: Bossa Três, Bossa Três & Jo Basile e Bossa Três e seus amigos.

De volta ao Brasil, participou de diversas gravações em 1964, entre as quais: Jorge Ben (Philips), Wilson Simonal (Odeon) e Quarteto em Cy (Forma).

A partir de 1965, apresentou-se nas principais casas noturnas do eixo Rio-São Paulo (Chico’s Bar, Vogue, Flag etc.) e gravou o disco Bossa Três em forma (Forma). No ano seguinte, lançou o disco Bossa Três (Odeon) e fez temporadas de espetáculos acompanhando Maysa e Elis Regina, até a formação do Gemini 5, com o qual lançou, ainda em 1966, o disco Gemini 5 (Odeon).

Em 1967 fez apresentações internacionais com o novo conjunto e lançou o disco Gemini 5 no México (Odeon). Participou em 1968 da gravação do disco Elis Regina (Philips) e, em seguida, gravou seu primeiro disco solo: O som psicodélico de Luis Carlos Vinhas (CBS). No ano seguinte, outra participação especial, agora com Maria Bethânia, no disco Maria Bethânia (Odeon).

Em 1970 lançou o disco Luís Carlos Vinhas no Flag (Odeon) e, em seguida, o compacto Chovendo na roseira (Tapecar). Só voltou a gravar em 1977 com o disco Luis Carlos Vinhas (Odeon). Dois anos depois, fez uma participação especial no disco Wilson Simonal (RCA).

Em 1982 lançou pela Polygram o disco Baila com Vinhas. Quatro anos depois, lançou pela Som Livre O piano mágico de Luis Carlos Vinhas. Voltou a gravar pela Som Livre em 1989: Piano maravilhoso.

Em 1994 lançou os CDs Vinhas e bossa nova (CID) e Forma — A grande música brasileira. No ano seguinte, lançou o CD Bossa nova - História, som e imagem e a reedição em CD do disco de 1966, Gemini 5.

Em 1996 participou do CD Um piano na Mangueira (CID) e da coletânea Tempo de bossa nova, lançada pela revista Caras.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

quarta-feira, março 14, 2007

Mulata yê, yê, yê


Mulata yê, yê, yê (Mulata Bossa Nova) (marcha/carnaval, 1965) - João Roberto Kelly - Interpretação: Emilinha Borba

LP O Carnaval é Nosso / Título da música: Mulata yê, yê, yê / João Roberto Kelly (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Gravadora: Entré/CBS / Lançado em 1964 / Carnaval de 1965 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Marcha.


G
mulata bossa nova 
  
caiu no huly-guly
BIS     Am   C               G       
e só dá ela  iê-iê-iê iê-iê-iê iê-iê 
  D7      G
na passarela

         Am               G              
a boneca está  cheia de fiu-fiu  
                C
esnobando as louras
       A7          D7
e as morenas do Brasil

João Roberto Kelly


João Roberto Kelly (João Roberto Esteves Kelly), compositor, cantor e produtor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 23/6/1937. Aos 11 anos, começou a tocar piano de ouvido, aprendendo com a mãe e a avó, ambas pianistas. Depois estudou com professora particular e começou a compor.


Iniciou carreira em 1957, fazendo a partitura da revista Sputnik no morro, que Geysa Bôscoli e Leon Eliachar apresentaram no Teatrinho Jardel, no Rio de Janeiro, em 1957.

Estreou na televisão em 1963, fazendo a abertura musical dos programas da TV Excelsior, onde mais tarde, convidado por Carlos Manga e Chico Anísio, passou a musicar os quadros dos seus shows humorísticos, participando, assim, de um dos programas mais famosos na época (1964), Times Square.

Daí em diante, dedicou-se a televisão, tendo sido produtor e apresentador em varies canais de televisão no Rio de Janeiro — na TV-Rio, produziu Praça Onze, Noites Cariocas e Musikelly; na TV Globo, foi apresentador de Espetáculos Tonelux; e, em 1970, voltando para a TV-Rio, produziu e apresentou Rio Dá Samba.

Tornou-se mais conhecido como compositor carnavalesco, destacando se em vários Carnavais das décadas de 1960 e 1970: em 1964 fez grande sucesso com Cabeleira do Zezé (com Roberto Faissal), marcha gravada por Jorge Goulart; no ano seguinte, Emilinha Borba gravou com êxito sua marchinha Mulata iê iê iê e Dalva de Oliveira interpretou em disco o Rancho da Praça Onze (com Chico Anísio), música que já havia, sido apresentada ao publico em 1960 e que foi modificada para o relançamento; em 1967, sua música Colombina iê-iê-iê (com David Nasser) foi uma das mais cantadas no Carnaval; e, em 1971, sua marcha Paz e amor (com Toninho) foi defendida por Clóvis Bornay.

Venceu, em 1972, o concurso de Carnaval da TV Tupi com Israel (com Carlos Gonçalves dos Santos), cantada por Emilinha Borba, e recebeu o Medalhão de Ouro da TV Globo, em 1974, pelo seu Cordão da Bahia. Ainda nesse ano, gravou um LP pela Odeon, cantando sucessos seus como Boato e Gamação, gravados anteriormente por cantores como Elza Soares, Miltinho e Dóris Monteiro.

Algumas músicas










Obras

Boato, samba, 1961; Brotinho bossa nova, samba, 1960; Cabeleira do Zezé (c/Roberto Faissal), marcha, 1964; Colombina iê-iê-iê (c/David Nasser), samba, 1967; Dor de cotovelo, samba, 1961; Figurinha de boate, samba, 1961; Gamação, samba, 1962; Joga a chave, meu amor (c/J. Rui), marcha, 1965; Linda mascarada (c/David Nasser), marcha-rancho, 1967; Mulata iê-iê-iê, marcha 1965; Rancho da Praça Onze (c/Chico Anísio), marcha rancho, 1965; Rancho do Lalá (c/David Nasser), marcha. 1967; Samba do teleco-teco, samba, 1958; Só vou de balanço, samba, 1963; Times Square (c/Meira Guimarães), hully-gully, 1964.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.