quinta-feira, abril 15, 2010

Vital Farias


Vital Farias, cantor, compositor e instrumentista, nasceu em Taperoá, Paraíba, em 23/1/1943. Cresceu ouvindo bandas de pífaros, repentistas e cantadores, além das obras de Johann Sebastian Bach (1685—1750), na casa de um vizinho. Aos 18 anos, mudou-se para João Pessoa PB e montou um grupo no estilo dos Beatles: Os Quatro Loucos. Formou-se em violão pelo Instituto Superior de Educação Musical de João Pessoa.

Em 1975, incentivado por Sivuca e Hermeto Pascoal, mudou-se para o Rio de Janeiro, participando do show de inauguração da SOMBRÁS nesse mesmo ano. Trabalhou como músico na peça Gota d’água, de Chico Buarque.

Sua primeira música gravada foi Ê mãe (com Livardo Alves), por Ary Toledo. Seguiu-se Caso você case, lançada por Marília Barbosa (Som Livre, 1976), que fez sucesso e foi incluída na trilha da novela Saramandaia, da TV Globo.

Após um compacto na CBS, assinou com a Polygram e lançou seu primeiro LP, Vital Farias, em 1978, que trazia Ê mãe e Caso você case e rendeu mais um sucesso, Canção em dois tempos (Era casa, era jardim), tema de outra novela, Roda de fogo, da TV Tupi.

Seus outros êxitos incluem Veja, Margarida, Do jeito natural (1982) e Ai que saudade de ocê (1982), além de uma homenagem ao sanfoneiro Abdias, Forrofunfá (Abdias dos 8 baixos) (com Livardo Alves, 1982).

Ai que saudade de ocê foi novamente sucesso em 1993 com Fábio Júnior, na trilha da novela Renascer (TV Globo), e regravada pelo cantor de axé-music Netinho em Forrobodó (Polygram, 1996). Canção em dois tempos (Era casa, era jardim) foi regravada por Fagner em 1996. E Veja, Margarida foi resgatada por Alceu Valença, Elba Ramalho, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo no show que fizeram em quarteto,

O grande encontro, que também virou disco com o mesmo título (BMG, 1996). Seu estilo lírico e bem-humorado mistura canção nordestina, samba de breque, modinha, xaxado e outros.

CDs

Cantoria 1 (c/Geraldo Azevedo, Elomar e Xangai), s.d., Kuarup K018; Cantoria 2 (c/Geraldo Azevedo, Elomar e Xangai), s.d., Kuarup K032.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha

Bill Farr

O ator e cantor Antônio Medeiros Francisco, mais conhecido pelo nome artístico de Bill Farr, nasceu em 30/10/1925, em Sapucaia, RJ.

Passou a infância em Petrópolis, RJ. Ainda estudante do Colégio Werneck, naquela cidade, organizou um grupo vocal. Depois que terminou seu curso científico, ingressou na carreira artística.

Começou como crooner no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, RJ, interpretando músicas brasileiras e internacionais. Depois, por intermédio de César de Alencar, passou a atuar na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Participou dos programas Gente Nova, de Celso Guimarães, Programa César de Alencar, Um milhão de melodias e Orquestra melódica. Integrou a orquestra de Ferreira Filho como crooner.

Em 1952, participou dos filmes Barnabé, tu és meu e Carnaval Atlântida, ambos do diretor José Carlos Burle, que o lançou como galã do cinema nacional.

Participou também dos filmes Mulheres à Vista (1959), É de Chuá (1958), A Baronesa Transviada (1957), Pé na Tábua (1957), Guerra ao Samba (1956), Vamos com Calma (1956), Sinfonia Carioca (1955), Malandros em Quarta Dimensão (1954) e Está com Tudo (1952).

Em fins da década de 1950, trocou a carreira de cantor pelo comércio exterior, indo para Madri, Espanha, trabalhar em um escritório brasileiro.

Em 2006, Bill Farr, aos 80 anos, participou do 70º aniversário da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, ao lado de antigos funcionários, produtores e artistas da rádio, como Marlene, Jorge Goulart, Ademilde Fonseca, Dayse Lucidi e Gerdau dos Santos.

Fontes: IMDb, Site Adoro Cinema Brasileiro, Acervo Rádio Nacional do RJ, Memorial da Fama, Site do Instituto de Música Ricardo Cravo Albin.

César Faria

Paulinho da Viola e seu pai Benedito César Ramos de Faria, o César Faria.


Benedito César Ramos de Faria, mais conhecido como César Faria, instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 24/2/1919 e faleceu na mesma cidade em 21/10/2007. Aos 18 anos estudou violão com Edivar de Almeida Pires, iniciando-se profissionalmente em 1939, na Rádio Ipanema, com Jacob do Bandolim.

Devido à insegurança da profissão de músico, tornou-se Oficial de Justiça. Ao mesmo tempo, com Jacob do Bandolim, atuava na Tupi, no programa A Escada do Jacó, de Zé Bacurau, onde se apresentava com o nome de Álvaro Sampaio.

Em 1942 integrava, com Jacob do Bandolim, Claudionor Cruz (violão), Leo Cardoso (afoxê) e Candinho (bateria), o Conjunto de Rádio Ipanema, sob a direção de Mário Silva, que acompanhava cantores profissionais e calouros da emissora. Na década de 1940 atuou também no Regional de Dante Santoro.

Em 1946, liderava o Regional do César, no qual Jacob do Bandolim ocasionalmente atuava como solista. Integrado por Fernando Ribeiro (violão), Pinguinha (cavaquinho), Afonso (pandeiro), Luna (ritmo), além dele próprio, o regional atuava na Rádio Mauá (ex-Ipanema), onde o violonista permaneceu até 1954.

Em 1966, Jacob do Bandolim convidou-o a integrar seu Conjunto Época de Ouro, participando inclusive da gravação de vários discos, sendo o primeiro Chorinhos e chorões, pela RCA Victor. Com o Época de Ouro, acompanhou artistas como Francisco Alves, Sílvio Caldas, Elisete Cardoso, Carlos Galhardo, Orlando Silva e as irmãs Batista.

Em 1969, com a morte de Jacó, afastou-se temporariamente da carreira, reaparecendo em 1973 com a reorganização do Época de Ouro, que incluía, na nova formação, Dino, Jorge do Pandeiro e Deo Rian. Estreou no Teatro da Lagoa, acompanhando Paulinho da Viola, seu filho, participou de váriosshows e gravou o LP Conjunto Época de Ouro, na Continental.

Em 1996, apresentou-se ao lado de Paulinho da Viola no show Bebadachama, oriundo do repertório do CD de seu filho Bebadosamba. O show, premiado como o melhor do ano pela APCA, foi gravado ao vivo durante apresentação no Tom Brasil, em São Paulo, e lançado em CD pela BMG.

CDs

Violões, 1992. Projeto Memória Brasileira 110039; Bebadachama (2 CDs) (c/Paulinho da Viola), 1997, BMG 743152804-2.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha