sábado, dezembro 03, 2011

Mário Augusto

Mário Augusto, na boate "Chez Carlos", em Montevidéu, (Uruguai), no dia 21/05/1964.

Mário Augusto (Mário Augusto dos Santos), cantor e compositor, nasceu na década de 1930 em Jundiaí, São Paulo. Artista eclético, gravou diversos rocks, twists e baladas no final dos anos 1950 e início dos anos 1960. Estreou em discos na Odeon em 1958 com o rock calipso Claudette, de Roy Orbison em versão de Fred Jorge e o samba canção Não sei, de sua autoria.

Em 1959 gravou o rock balada Grande amor, de Mário Vieira e Armando Castro. Em 1960 passou a gravar na Copacabana, a começar pelo rock Dia triste, de Don Gibson e Oiram Santos. No mesmo ano gravou o rock mambo Adão e Eva, de Paul Anka em versão de Oiram Santos. Em 1960 gravou a marcha Desfolhei a margarida, sucesso no Carnaval do ano seguinte.

Em 1961 gravou o beguine Sempre no meu coração, de Ernesto Lecuona e Mário Mendes e o calipso Porque, de Rubinho e Paulo Valério. Em 1962 gravou O twist é bom, de Baby Santiago e o cha cha cha Tu me desprezas, de Oscar Macedo. No ano seguinte gravou as marchas Adão sem Eva, de Oiram Santos e José Saccomani e O cravo e a rosa, de Elzo Augusto e Oiram Santos.

Em 1964 gravou a marcha Tô gamado, de José Sacomani e Oiram Santos e o samba Pedrinha de gelo, de Elzo Augusto e Oiram Santos.

Obras

Nana nenê; Não sei.

Discografia
 
(1958) Torero / Eu sou culpado • Odeon • 78
(1958) Não sei / Claudette • Odeon • 78
(1959) Canção do hula-pula / Grande amor • Odeon • 78
(1959) Piove / Il sono, il vento • Odeon • 78
(1959) Eu sem você / Trem do amor • Odeon • 78
(1960) Dia triste / Nana nenê • Copacabana • 78
(1960) Adão e Eva / Sou de pouca fala • Copacabana • 78
(1960) Tenha pena de mim / Desfolhei a margarida • Copacabana • 78
(1961) Sempre no meu coração / Porque • Copacabana • 78
(1961) Colcutá / Plantei amor • Copacabana • 78
(1961) O amor de Terezinha/Viajando com meu amor • Copacabana • 78
(1961) História de amor / Pedra no caminho • Copacabana • 78
(1962) O twist é bom / Tu me desprezas • Copacabana • 78
(1962) Cidinha / Andeio • Copacabana • 78
(1963) Adão sem Eva / O cravo e a rosa • Copacabana • 78
(1963) Caraboo / Vendaval do amor • Copacabana • 78
(1963) Conflitos emocionais / É você quem pensa • Copacabana • 78
(1964) Tô gamado/Pedrinha de gelo • Copacabana • 78

Fontes: Index-of-mp3-m.blogspot.com; Músicas de Carnaval (cesargravier.zip.net); Dicionário Cravo Albin da MPB.

sexta-feira, novembro 25, 2011

Abdias

Abdias (José Abdias de Farias), acordeonista, cantor, compositor e produtor musical, nasceu em Taperoá - cidade do interior da Paraíba, que dista 217 quilômetros da capital do estado João Pessoa - em 13/10/1933, e faleceu em 03/03/1991.

Também conhecido como Abdias dos Oito Baixos, foi casado com a cantora Marinês. Era filho de Alípio Maria da Conceição e Cecília Maria de Farias e recebeu seus primeiros ensinamento de toque na sanfona de 8 Baixos, sua marca, do pai ainda muito menino.

Com 12 anos, tocando acordeom, ingressou como solista na Radio Difusora de Alagoas, local onde conheceu Marinês, sua futura esposa e parceira na música.

Quando tocavam em Propriá, Sergipe, a dupla foi vista por Luiz Gonzaga, que, na ocasião, convidou-os para integrarem sua comitiva. Por insistência de Marinês, que já fazia sucesso com o grupo Marinês e Sua Gente, no qual Abdias fazia parte, este resolveu seguir carreira solo com a sanfona de 8 Baixos.

Em 1960, pela Columbia, Abdias gravou, de sua autoria, Quadrilha no arraiá, e, de Ari Monteiro, Roedeira dor do amor. No mesmo ano, Marinês gravou, de sua autoria e de Zaccarias, o xote Nova geração.

Em 1961, lançou de sua autoria Pai Abdias no forró e Pulando o frevo. Em 1962, gravou Xique-xique, de Reginaldo Alves, e Catingueira, de João Silva e Oliveira Bastos.

Em 1963, passou a gravar na CBS, onde lançou Forquedo de Viano e Bode chinê, com arranjos de sua autoria. No mesmo ano gravou Fogosa e Besouro mangangá, composições de Rosil Cavalcanti, e Zé Pereira e O abre-alas de Chiquinha Gonzaga. Ainda em 1963, Marinês e sua Gente gravaram pela RCA Victor, de sua autoria e João do Vale, a moda de roda Balancero da Usina. Entre seus LPs constam Seus sambas de sucessos, Revivendo sucessos e Vou nessa leva, todos lançados pela gravadora Entre.

Como produtor, produziu o Trio Nordestino e Jackson do Pandeiro e lançou Marinês. Em 1982, o cantor e compositor paraibano Vital Farias compôs, com Livardo Alves, Forrófunfá (Abdias dos Oito Baixos), em sua homenagem, contando com sua participação na gravação, tocando fole de oito baixos.

Produziu discos de forró para a gravadora CBS, incluindo entre outros, o Coronel Ludugero. Em 1995, teve uma coletânea lançada pela Sony. Em 1998, a Polydisc lançou o CD 20 super sucessos, com o melhor de sua produção.

Obras

Balancero da Usina (c/ João do Vale), Beliscando, Ensaio de São João, Forró de Chico Gato, Nova geração (c/ Zaccarias), Pai Abdias no forró, Pulando o frevo, Quadrilha no arraiá e Rechaço do brigue.

Discografia

1960 - Quadrilha no arraiá/Roedeira dor do amor (78 rpm, Columbia) - Abdias
1960 - Abdias no forró (LP, Columbia) - Abdias
1960 - Deixa comigo (LP, Harmony) - Abdias
1960 - Tarrabufado (LP, Harmony) - Abdias
1961 - Ensaio de são joão/Forró de chico gato (78 rpm, Columbia) - Abdias
1961 - Pai Abdias no forró/Pulando o frevo (78 rpm, Columbia) - Abdias
1962 - Carraspana/Ramalho no frevo (78 rpm, Columbia) - Abdias
1962 - Festa com 8 baixos (78 rpm, Columbia) - Abdias
1962 - Forró do chico gato/Rechaço do brigé (78 rpm, Columbia) - Abdias
1962 - Xique-xique/Catingueira (78 rpm, Columbia) - Abdias
1963 - Arrasta pé LP Abdias e sua sanfona de 8 baixos (78 rpm, CBS) - Abdias
1963 - Besouro mangangá/Forró no marruá (78 rpm, CBS) - Abdias
1963 - Forgueto de viano/Bode chiné (78 rpm, CBS) - Abdias
1963 - Rechaço de brigué/Fogosa (78 rpm, CBS) - Abdias
1963 - Zé pereira - o abre alas - beliscando (78 rpm, CBS) - Abdias
1964 - Arrasta pé no surrão / tocando borá (78 rpm, CBS) - Abdias
1965 - Sai do sereno (LP, CBS) - Abdias
1966 - Forró em fim de feira (LP, CBS) - Abdias
1967 - Segura o pé de bode (LP, CBS) - Abdias
1969 - Forró ao vivo (LP, CBS) - Abdias
1970 - Na ginga do merengue (LP, CBS) - Abdias
1970 - Um oito baixos diferente (LP, CBS) - Abdias
1971 - Forró do pé rapado (LP, CBS) - Abdias
1971 - Oito baixos pra frente (LP, CBS) - Abdias
1971 - Seus sambas de sucesso (LP, CBS) - Abdias
1972 - Isso é importante (LP, CBS) - Abdias
1973 - Forroriando (LP, CBS) - Abdias
1973 - Revivendo sucessos (LP, Entré/CBS) - Abdias
1974 - Tem fuzuê (LP, CBS) - Abdias
1975 - Botão variado (LP, CBS) - Abdias
1976 - As 4 melhores do Nordeste (Compacto, EPIC) - Vários artistas
1976 - Forrófunfá (LP, CBS) -Abdias
1977 - Vou nessa leva (LP, CBS) -Abdias
1978 - Um oito baixos sem patim (LP, Uirapuru - Abdias
1979 - Questão de honra (LP, Uirapuru) - Abdias
1980 - Do jeito que meu pai tocava (LP, Uirapuru) - Abdias
1981 - Meu pai e a sanfona (LP, Uirapuru) - Abdias
1982 - No ano da Copa, cabana (LP, Copacabana) - Abdias
1983 - Como antigamente (LP, Copacabana) - Abdias
1984 - Sanfoneiro desde menino (LP, Copacabana) - Abdias
1988 - Sua majestade o 8 baixos com Abdias (LP, Chantecler) - Abdias

Coletâneas

1969 - As melhores do Nordeste, vol. 1 (LP, CBS) - Vários artistas
1970 - As melhores do Nordeste, vol. 2 (LP, CBS) - Vários artistas
1970 - Pau de sebo, vol. 4 (LP, CBS) - Vários artistas
1971 - Pau de sebo, vol. 5 (LP, CBS) - Vários artistas
1972 - Pau de sebo, vol. 6 (LP, CBS) - Vários artistas
1978 - Pau de sebo VIII (LP, CBS) - Vários artistas
1988 - Você gosta de música nordestina? (LP, Tapecar) - Vários artistas
1998 - 20 Super Sucessos (CD, Polydisc)

Fonte: Wikipédia; Enciclopédia Nordeste.

sábado, outubro 22, 2011

Manoel Reis

Manoel Reis (1909 - 16/6/1979), foi um cantor de discreta presença na cena artística gravando fonogramas importantes nos anos 1930 e 1940, sendo também crooner de Antenógenes Silva.

Estreou em discos em 1937, pela gravadora Odeon, quando registrou com Antenógenes Silva ao acordeom, e com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional, as valsas Viver é beijar e O que sempre senti por ti, ambas de Antenógenes Silva e Ernâni Campos.

No mesmo ano, gravou com acompanhamento da Orquestra Odeon o samba Ô... Ô..., de Sátiro de Melo, e a marcha Morena linda, de Sátiro de Melo e Silva Júnior.

Ainda em 1937, gravou na Victor, gravadora para a qual se transferiu, com acompanhamento do conjunto regional Dante Santoro, as valsas Horas tristes e Murmúrios d'alma, ambas de Dante Santoro e Corinto Álvares.

Em 1938, gravou a valsa Fiandeira do destino, de  Osvaldo Santiago e Paulo Barbosa, o fox-canção Tudo cabe num beijo, de Carolina Cardoso de Meneses e Osvaldo Santiago, além das valsas Olhando o céu e vendo o mar, de Alberto Ribeiro e Sátiro de Melo, e Terceira valsa de amor, de Roberto Martins e Jorge Faraj, com acompanhamento da Orquestra Diabos do Céu, dirigida por Pixinguinha. No mesmo ano, gravou com Arnaldo Meireles ao acordeom as valsas Não me sais do pensamento, de Arnaldo Meireles e Moacir Braga, e Se meu olhar pudesse, de Moacir Braga.

Lançou em 1939, os sambas Destino cruel, de Newton Teixeira e Luís Bittencourt, e Abre a janela, de Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti, e as valsas Divino olhar, de  Saint-Clair Sena e Alcir Pires Vermelho , e Anjo inspirador, de J. Cascata  e Sá Róris.

Em 1942, lançou pela Columbia um disco com a Banda do Corpo de Fuzileiros Navais, em que cantava as marchas Cisne Branco, de Antônio do Espírito Santo, hino oficial da Marinha brasileira, e Heróis do Brasil, de Milton Amaral.

Em 1943, gravou a marcha Meu pavilhão, de João de Freitas e Ernâni Correia. No mesmo ano, foi contratado pela Continental quando relançou a gravação feita com a Banda do Corpo de Fuzileiros Navais cantando as marchas Cisne Branco, de Antônio do Espírito Santo, hino oficial da Marinha brasileira, e Heróis do Brasil, de Milton Amaral.

Em 1944, gravou o bolero Bem sei e a valsa A nossa valsa, ambas de autoria da dupla José Maria de Abreu e Jair Amorim. Gravou no mesmo ano a marcha Marcha para oeste e a valsa Saudades do luar de minha terra, ambas de autoria de Antônio Papaiani de Pádua.

Em 1945, gravou de Saint Clair Sena o samba Vitória e o pasodoble Linda espanhola, em disco que contou com acompanhamento de Napoleão Tavares e Seus Soldados Musicais, e de Stanley Levi e Mário Rossi, a valsa Aquela valsa maldosa, e de José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago, o fox-trot Lua, taça branca, em disco que contou com acompanhamentos de Abel Ferreira e seu conjunto. Em junho do mesmo ano, lançou a Canção do expedicionário, de Luiz Peixoto e Alda Caminha que homenageava os soldados brasileiros de volta da campanha na Itália na Segunda Guerra Mundial.

Em 1947, transferiu-se para a recém inaugurada gravadora Star e lançou o samba Lata d'água e a marcha Tic-tac, ambas de Carlos Brandão e Vicente Paiva. Em 1948, gravou o samba Mangueira, de Nonô, e o fox Não sei porque te quero tanto assim, de José Maria de Abreu e Jair Amorim.

Em 1949, gravou com acompanhamento da Orquestra Tamoio a marcha Sereia, de Lauro Miller, e o samba Iaiá segura a saia, de Conde. Em 1950, gravou a marcha A rainha do Nilo, de José Assad, o Beduíno, e o samba O castigo vem do céu, de Conde e Celso Vilaça com acompanhamento de Geraldo Medeiros e seu conjunto.

No ano seguinte, gravou com acompanhamento de Rago e seu conjunto, a toada Adeus Moema!, de Américo de Campos e Cacique, e o samba Sem ela, de David Raw e Alfredo Godinho. Gravou em 1952, com acompanhamento de Poly e seu conjunto, o samba Por quê?, de sua autoria e David Raw, e o baião Eh! Eh! Meu irmão!, de Panchito e Ariovaldo Pires .

Embora com uma carreira pouco conhecida, numa época em que normalmente não se gravava muito, lançou 21 discos com 38 músicas pelas gravadoras Odeon, Victor, Columbia e Continental, registrando obras de conhecidos compositores como Sátiro de Melo, Osvaldo Santiago, Arlindo Marques Jr, Roberto Roberti, José Maria de Abreu, Jair Amorim e Saint-Clair Sena, além de ser acompanhado por importantes músicos como Pixinguinha, Benedito Lacerda, Antenógenes Silva, Abel Ferreira, Dante Santoro e Luiz Peixoto.

Discografia

(1947) Lata d'água / Tic-tac • Star • 78; (1948) Mangueira / Não sei porque te quero tanto assim • Star • 78;  (1949) Sereia / Iaiá segura a saia • Continental • 78; (1950) A rainha do Nilo / O castigo vem do céu • Continental • 78;  (1951) Adeus Moema! / Sem ela • Continental • 78; (1952) Por quê? / Eh! Eh! Meu irmão! • Continental • 78 (discografia incompleta).

Playlist



Bibliografia Crítica

AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Músicas de Carnaval UOL.