terça-feira, abril 24, 2012

Acidente

O grupo Acidente em 1981.

A banda Acidente foi fundada no Rio de Janeiro no ano de 1978 por estudantes de Jornalismo, mas desde 1981, o tecladista, Paulo Malária, começou a produzir discos independentes do grupo. Nos três primeiros discos do Acidente, o estilo era uma união do rock básico, blues, country e pop rock e a formação da banda nesses álbuns eram: Malária (teclado e voz), Hélio 'Scubi' Jenné (guitarra, violão e voz), Guto Rolim (baixo e voz) e Zeca Pereira (bateria, voz).

O grupo obteve sucesso enquanto o cenário indepentende do rock carioca não enfrentou a concorrência dos artistas contratados pelas grandes gravadoras. A partir de 1982, quando os principais selos decidiram investir no rock e formaram catálogos próprios, as bandas indies foram torpedeadas até definharem, uma a uma e em 1987 o grupo original debandou.

Em 1989, Paulo Malária montou o segundo grupo com uma proposta muito diferente do primeiro: fazer um rock instrumental, com influências progressivas. O primeiro álbum da nova fase e último vinil da série, foi o LP Em caso de Acidente...Quebre este Disco, de 1989, e contava com Zunga Ezzaet (Guitarra), Jarbas Loop (baixo) e Bruno Mega (bateria) além de Malária nos teclados. Este Lp obteve notável visibilidade no cenário pop local e estrangeiro.

Quando o Acidente reuniu-se para gravar seu primeiro CD, Bruno Mega havia dado lugar a Mário Costa. O resultado foi o CD Gloomland (1994) que teve a menor tiragem de todos (500 exemplares), tornando-se um item raro da discografia do grupo. Tempo depois, foi a vez de Jarbas Loop deixar o grupo e dedicar-se a sua fé evangélica (atualmente ele é o Pastor Jarbas Lopes), cedendo vez a Ary Menezes. Esse "novo" grupo gravou o CD Farawayers em 1996.

No final da década, Zunga e Ary radicaram-se no exterior. Na mesma época em que Ary voltava ao Brasil, Malária recebeu proposta do selo Rock Symphony para prensar em CD o álbum Quebre Este Disco, acrescido de faixas bônus, que foram gravadas em 2000 pelo trio remanescente Malária, Ary e Mario.

Com a entrada do guitarrista Renato Borges, a banda gravou seu novo CD, Technolorgy, lançado em 2002 pela Rock Symphony e o selo francês Musea. Esse CD é ainda hoje o disco mais conhecido do Acidente e o que tem mais procura nos sites de busca e música online.

No ano seguinte, a mesma formação revisitou o rock básico. Para evitar desgostar o público progressivo que tinham granjeado, gravaram mais este álbum utilizando o pseudônimo "Pega Varetas", projeto exótico que previa uma "franquia de banda" nunca posta em prática.

O mais recente disco do Acidente até o momento, Não Pode Ser Vendido Separadamente, foi lançado no ano de 2007 pela Stolen Records, com a participação de Helio 'Scubi' Jenné e Paulinha Swell.

Discografia

Guerra Civil (1981); Fim do Mundo (1983); Piolho (1985); Em Caso de Acidente... Quebre Este Disco (1990); Gloomland (1994); Farawayers (1996); Quebre Este Disco - Re-release com faixas-bônus (2000); Technolorgy (2002); Pega Varetas / Mêu Páu de Sêbo (2003); Não Pode Ser Vendido Separadamente (2007)

Fontes: Wikipédia; Portal Rock Express 16 Anos.

domingo, abril 22, 2012

Absyntho


Absyntho foi uma banda pop rock, formada no Rio de Janeiro, RJ, em 1982, pelo quinteto Silvinho (voz e vocal), Fernando Sá (guitarra e vocal), Sérgio Diamante (teclado), Walderley Pigliasco (baixo) e Darcy (bateria).

Influenciado pela estética new wave então em voga, em 1983 o grupo lançou seu primeiro compacto, Meu ursinho Blau Blau, cuja canção homônima, de Paulo Massadas e Sérgio Diamante, transformou-se logo em hit, com uma vendagem de 350 mil cópias.

Em 1984, a banda lançou o compacto Palavra Mágica, com a música Balanço do trem, que se tornaria tema de encerramento do programa da Xuxa por muitos anos.

No ano seguinte, foi lançado o primeiro e único LP da Absyntho, intitulado Absyntho.

O grupo foi extinto em 1987 e Silvinho resolveu seguir carreira solo, porém sem sucesso.

Discografia

1983 - Meu Ursinho Blau Blau - BMG Ariola - Compacto simples.
1984 - Palavra Mágica - BMG Ariola - Compacto simples.
1985 - Absyntho - BMG Ariola - LP

Fontes: Wikipédia; www.musicapopular.org.

Abraão Valério

Abraão Valério (Hélio Dias Valério), cantor, compositor, instrumentista e passista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 4/8/1940. Percussionista, tocou em vários espetáculos surdo, pandeiro e tamborim. O pai, Manoel Dias Valério, funcionário da Estrada de Ferro Central do Brasil, era violonista amador, além de tocar pandeiro e berimbau. A mãe, Francisca Dias Valério, teve aulas de canto em Juiz de Fora e atuou em coros de igrejas no Rio de Janeiro.

Ainda menino na década de 1940, levado pelo pai, participava do Bloco Carnavalesco da Dona Belega, no subúrbio de Marechal Hermes.

Na década de 1960, ao lado de Candeia, Joãozinho da Pecadora, Jair do Cavaquinho, Jabolô, Mílton Cebola, Ari do Cavaco, Waldir 59 e Eloy do Bloco Carnavalesco Namorar Eu Sei, entre outros, participou várias vezes do “Pagode no trem”, evento criado por Paulo da Portela. Em várias ocasiões, em discos e shows, também assinou com o pseudônimo "Abraão da Portela".

A partir do ano de 1976, com os sambas-de-quadra Rosas vermelhas e Sonho de um portelense, passou a integrar a Ala dos Compositores da Portela, sempre conseguindo boas classificações com sambas-enredos de sua autoria nas disputas dentro da escola. No ano seguinte assumiu o cargo de Secretário Geral do Departamento Musical da Portela.

Neste ano de 1976 Jota Ramos interpretou de sua autoria em parceria com Zé Clóvis Aqui se faz aqui se paga no LP Olé do partido alto Volume 4, lançado pela gravadora Tapecar. Neste mesmo ano foi campeão de samba-enredo no Bloco Carnavalesco Carinhoso de Bento Ribeiro, tendo sido o primeiro compositor de bloco a receber “Direito Autoral de Arena”.

No ano seguinte, também com o pseudônimo Abraão Valério, participou do disco O plá dos partideiros, lançado pela gravadora EMI-Odeon, no qual interpretou de sua autoria Quem comeu passou mal (c/ Arthur Vilarinho) e Olho no forasteiro, em parceria com Sílvio Cláudio.

No ano de 1980 Dicró gravou A recepção, parceria de Dicró, Jota Ramos e Abraão da Portela, este último, também um de seus pseudônimos. No ano seguinte, também assinando Abraão da Portela, sua composição O professor (c/ Dicró e Jota Ramos) deu título ao disco de Dicró, lançado pela gravadora Continental.

Em 1985 participou ao lado de Baianinho, Gracia do Salgueiro, Anézio, Tião do Cavaco, Luiz Grande, Marinho da Muda e Crioulo Doido, entre outros, do LP Partido alto já!, no qual interpretou de sua autoria as faixas O rei da animação (c/ Carlos Agrícola) e Nega esperta, em parceria com João Albuquerque.

Entre os anos de 1992 e 1993 atuou na Riotur como jurado do quisito “Bateria, harmonia e samba-enredo” nos desfiles das escolas de samba dos grupos 3 e de Acesso apresentados na Avenida Rio Branco.

Ingressou no Serviço Público no SUS (Ministério da Saúde), onde formou-se em Técnico de Endemias, aposentando-se em 1996.

No ano de 1998 estudou artes dramáticas com o professor Paullo de Souza, no Sesc de Madureira, tendo participado da peça Faz me rir.

No ano de 2007 o cantor Ronaldo Pudim, no CD Revivendo os bons tempos, lançado pela Casa do Compositor Musical, interepretou Sonho portelense, de Abraão Valério.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB; Observatório Comunitário.