quinta-feira, maio 09, 2013
Luiz Henrique
Luiz Henrique (Luiz Henrique Fernandes da Rosa), instrumentista (violonista), compositor, cantor e arranjador, nasceu em Tubarão, SC, em 25/11/1938, e faleceu em Florianópolis, SC, em 09/07/1985. Ao chegar ao Rio, na década de 1960, foi contratado por Armando Pittigliani para a cast da gravadora Philips.
Lançou, nessa época, o compacto duplo Garota da Rua da Praia (Philips/1961) e o LP A bossa moderna de Luiz Henrique (Philips/1964), e apresentou-se no Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro. Participou das coletâneas O melhor da bossa (Philips/1963), Hits da bossa nova nº 2 (Philips/1964), Hits da bossa nova nº 3 (Philips/1964) e Hits da bossa nova nº 4 (1964).
Ainda no Rio de Janeiro, participou de um festival de música promovido pela gravadora Philips e o jornal O Globo, gravado ao vivo e lançado, em 1965, no LP É tempo de Música Popular Moderna (Philips).
Em 1964, viajou para os Estados Unidos, onde residiu durante sete anos. Nesse país, lançou os seguintes LPs: Barra limpa (Verve MGM/1967), Popcorn - Luiz Henrique e Walter Wanderley (Verve MGM/1967), Finding a new friend - Oscar Brown Jr. e Luiz Henrique (Fontana/1968) e Listen to Me (Fontana/1968).
Atuou também na gravação dos LPs Bobby/Billy/Brasil, ao lado de Bobby Hacket e Billy Butterfield, e The Eletric Experiment is Over, de Noel Harrison. Lançou, com Oscar Brown Jr., o LP Joy (Reprise/1968), registro da trilha sonora do musical homônimo Joy 66, na qual participou como violonista, arranjador, regente e compositor.
Apresentou-se em vários espaços e participou de turnês ao lado de outros artistas, como Blond Sweat and Tears, Stan Getz e Astrud Gilberto. Como compositor, teve músicas gravadas por Liza Minelli, Carl Jader, Harry Belafonte, Nancy Wilson, Andréa Markovitz, Noel Harrison, Bobby Hacket, Billy Butterfield, Sivuca e Oscar Brown Jr.
Em 1972, voltou para Santa Catarina, onde fundou a gravadora Itagra, cujo primeiro lançamento foi seu LP Mestiço.
Suas últimas produções foram o show musical "Bananeira Chorá Chorá", uma adaptação das canções apresentadas nas danças do Boi de Mamão, e a "Sinfonia para Santa Catarina", em parceria com Hermeto Pascoal, apresentada ao público ilhéu em 1984.
Faleceu prematuramente no dia 9 de julho de 1985, aos 47 anos de idade, vitimado por acidente automobilístico.
Em 2003, foi lançado o CD tributo A bossa sempre nova de Luiz Henrique, contendo canções de sua autoria na voz de Sandra de Sá, Luiz Melodia, Elza Soares, Ivan Lins, Martinho da Vila, Toni Garrido e Biá Krieger. O disco foi produzido por Luiz Meira, guitarrista catarinense radicado no Rio de Janeiro.
Obras
A different beat (c/ Oscar Brown Jr.), A trip to Brazil, A waltz for Diane, Alicinha (c/ Oscar Brown Jr), Amor de nós dois, Amor, sempre amor, Barra limpa (c/ Oscar Brown Jr.), Blue Island (c/ Jacqueline Sharpe), Dawn comes again, Diane, Diane in the morning, Dust road (c/ Walter Wanderley), Finding a new friend (c/ Oscar Brown Jr.), Florianópolis, Garota da Rua da Praia, I had no idea (c/ Oscar Brown Jr.), I know you go for me, I was afraid (c/ Oscar Brown Jr.), If you want to be a lover (c/ Oscar Brown Jr.), Jandira (c/ Raul Caldas Filho), Listen to me, Mestiço, Minha lagoa, Minha terra Itaguaçu (c/ O. Mello Filho), Much as I love you (c/ Oscar Brown Jr.), Paz de amor, Popcorn (c/ Walter Wanderley), Quem quiser amar alguém, Saiandeira, Samba skindim, Say hello to K.T.- Pra não deixar de sambar, Se amor é isso (c/ Zininho), Seeing Maria (c/ Oscar Brown Jr.), Sem tostão (c/ R. Guerra), Sempre amor (c/ Oscar Brown Jr.), Sonhar (c/ Raul Caldas Filho), Summer song (c/ Oscar Brown Jr.), Toc toc, Zona Sul (c/ A. Soares).
Discografia
1961 Garota da Rua da Praia • Philips • Compacto Duplo
1963 O melhor da bossa • Philips • LP
1964 A bossa moderna de Luiz Henrique • Philips • LP
1964 Hits da bossa nova nº 2 • Philips • LP
1964 Hits da bossa nova nº 3 • Philips • LP
1964 Hits da bossa nova nº 4 • Philips • LP
1965 É tempo de Música Popular Moderna • Philps • LP
1967 Barra limpa • Verve MGM • LP
1967 Popcorn • Verve MGM • LP
1967 Bobby/Billy/Brasil • Verve • LP
1968 Finding a new friend • Fontana • LP
1968 Listen to Me • Fontana • LP
1968 Joy-Trilha sonora do musical "Joy 66" • Reprise • LP
1968 The Great Eletric Experiment is Over • Reprise • LP
1972 Mestiço • Itagra • LP
2003 A bossa sempre nova de Luiz Henrique • Independente • CD
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
Viúva Guerreiro
| Viúva Guerreiro |
Em 1883, conhece o português João S. de Oliveira Barreto, comerciante e afinador de pianos, estabelecido na Travessa São Francisco de Paula, hoje Rua Ramalho Ortigão. Pouco tempo depois, casam-se e transferem-se para o Rio de Janeiro.
Dirigiu ao lado do marido a casa Ao Piano de Cristal, loja de pianos, músicas e águas minerais Vichy. Em fins de 1895, o casal viajou para a Europa e, chegando a Nice em pleno carnaval, conheceu o confete prateado e o dourado, que encomendou e lançou no Rio de Janeiro, no carnaval de 1896, com enorme sucesso. Os confetes eram distribuídos em saquinhos vendidos a dois e três vinténs.
Com a morte do marido em março de 1900, assumiu a direção do estabelecimento, começando também a compor e editar suas músicas: valsas, polcas, xotes e mazurcas. Pouco mais tarde, passou a executar para os fregueses composições suas e de outros músicos.
Apresentada por seu irmão Cândido ao magistrado Joaquim Augusto Guerreiro Lima, casaram-se em 1902 e passou a assinar-se Serafina Augusta do Vale Guerreiro Lima. Seguiu administrando Ao Piano de Cristal, compondo e tocando músicas para os fregueses. Por volta de 1909/1910, seu marido veio a falecer, e assim, tornou-se conhecida por Viúva Guerreiro, nome que deu a seu estabelecimento comercial agora situado na Rua Sete de Setembro.
Em 1915, escreveu aquela que se tornaria sua mais célebre composição, a valsa Penso em ti. Dedicou a Rui Barbosa a valsa Supremo mestre, enviando-lhe 100 exemplares em papel acetinado. Rui enviou-lhe um telegrama, agradecendo a homenagem, indo visitá-la pessoalmente alguns dias depois. A Casa Viúva Guerreiro tornou-se ponto de encontro de famosos pianistas e compositores populares como Aristides Borges, Sinhô, Gastão Lamounier, Osvaldo Cardoso de Menezes, Pedro de Sá Pereira, entre outros.
Em meados da década de 1930, a pianista passou a residir em Santa Teresa, onde veio a falecer.
Em 1944, teve a valsa Supremo mestre gravada ao piano por Mário Azevedo na Continental. Em 1946, sua valsa Quando penso em ti foi gravada na Continental pelo pianista Mário de Azevedo.
A Casa Viúva Guerreiro continuou sob a direção de seu sobrinho Fileto Moura, até o fechamento definitivo em setembro de 1962.
Obras
Alma diplomata, Amor tudo vence, Bacurau,Boas festas, Cismando, Coração magoado, Dêem asas ao Brasil, Entre flores, Era uma vez uma menina, Fúlgidas esperanças, Gage d'amour, Meu coração é teu, Minha queridinha, Não te esqueças de mim, Olhar de Maria, Quando penso em ti, Quatro de outubro, Reino dos encantos, Rodolfo Valentino, Secret du Coeur, Sinhá, Sonho das flores, Supremo mestre, Vertigem da paixão, Visão divina.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
Mário Penaforte
Mário Penaforte, instrumentista, pianista e compositor, nasceu em Minas Gerais em 23/07/1876 e faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 08/07/1928. Ainda criança passou a residir no Rio de Janeiro. Foi tesoureiro da Tesouraria Geral do Tesouro Nacional. Ficou famoso como autor de valsas românticas.
Por volta de 1914, viajou para Paris onde participou de um concurso de valsas no qual tirou o primeiro lugar com a valsa Baiser suprême regressando em seguida ao Rio de Janeiro. Escreveu diversas valsas para piano, entre as quais, Chute d'or, Emoções, Último olhar, e Dolorosa, que recebeu letra do poeta Olegário Mariano.
Para piano e canto fez, entre outras, as valsas "Folhas que caem", "Idolatria" e "Desejada". Compôs ainda o xote Mística, a canção Saudades, o tango-sertanejo Rio-jornal, o tango-carnavalesco Quem é bom não se mistura, e os maxixes Cem por dia e Comigo eles não podem.
Em 1946, teve a valsa Dolorosa gravada pelo pianista Mário de Azevedo em disco Continental. Foi homenageado pelo escritor Onestaldo de Pennafort com o livro Um rei da valsa publicado em 1958. Deixou mais de vinte composições especialmente valsas, o forte de sua produção.
Obras
Baiser suprême, Baiser volé, Cem por dia, Chute d'or, Comigo eles não podem, Cory, Desalento, Desejada, Dolorosa, Emoções, Flirt no Alvear, Folhas que caem, Idolatria, Mar Del Plata, Meu destino, Mística, Nem dou confiança, Novos amores, O poder da saudade, Quem é bom não se mistura, Reine des Perles, Rio-jornal, Saudades, Último olhar.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
Por volta de 1914, viajou para Paris onde participou de um concurso de valsas no qual tirou o primeiro lugar com a valsa Baiser suprême regressando em seguida ao Rio de Janeiro. Escreveu diversas valsas para piano, entre as quais, Chute d'or, Emoções, Último olhar, e Dolorosa, que recebeu letra do poeta Olegário Mariano.
Para piano e canto fez, entre outras, as valsas "Folhas que caem", "Idolatria" e "Desejada". Compôs ainda o xote Mística, a canção Saudades, o tango-sertanejo Rio-jornal, o tango-carnavalesco Quem é bom não se mistura, e os maxixes Cem por dia e Comigo eles não podem.
Em 1946, teve a valsa Dolorosa gravada pelo pianista Mário de Azevedo em disco Continental. Foi homenageado pelo escritor Onestaldo de Pennafort com o livro Um rei da valsa publicado em 1958. Deixou mais de vinte composições especialmente valsas, o forte de sua produção.
Obras
Baiser suprême, Baiser volé, Cem por dia, Chute d'or, Comigo eles não podem, Cory, Desalento, Desejada, Dolorosa, Emoções, Flirt no Alvear, Folhas que caem, Idolatria, Mar Del Plata, Meu destino, Mística, Nem dou confiança, Novos amores, O poder da saudade, Quem é bom não se mistura, Reine des Perles, Rio-jornal, Saudades, Último olhar.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
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