domingo, dezembro 19, 2010

Zé Cupido

Zé Cupido
Zé Cupido (José Idelmiro Cupido), compositor e instrumentista, nasceu em Taubaté, SP, em 18/12/1936. Nascido no distrito de Quiririm, criança ainda revelou talento musical, tocando gaita-de-boca e sanfona de dois baixos.

Era atração nas festas de igreja e quermesses, tendo-se até apresentado como sanfoneiro para Cascatinha e Inhana, no Circo Estrela Dalva.

Foi para São Paulo SP em 1952, logo se tornando popular. Atuou em programas da Rádio Piratininga e, no ano seguinte, era uma das atrações do programa Sanfonas e Sanfoneiros, dessa emissora. Levado por Arlindo Pinto para a Copacabana, foi apresentado a Anacleto Rosas Júnior, diretor da programação de música sertaneja da gravadora, e em 1958 lançou seu primeiro disco, a polquinha Meu prazer (Arlindo Pinto e Anacleto Rosas Júnior).

Passou então a fazer acompanhamentos em gravações de diversos gêneros musicais, lançando também discos como solista, em que tocava todos os tipos de sanfonas e harmônicas.

Em 1964 gravou o primeiro LP, Tiro e queda, na Chantecler, já como Zé Cupido. Em 1965 gravou um LP solo instrumental com músicas inéditas pela CES, com o título Zé Cupido pelos quatro cantos do Brasil, em que se destacou a toada Sertão da minha terra (Jorge Paulo). No mesmo ano, gravou o LP Viajando pelo Brasil, também pela CBS, com destaque para a quadrilha Ao pé do fogo, composição própria. 

Nove anos depois lançou pela etiqueta Tropicana, da CBS, outro LP com composições de sua autoria, tendo como parceiros Arlindo Pinto, Capitão Furtado e Roberto Stanganelli. Em 1978 gravou pela Chantecter 3 LPs com o pseudônimo de Chico Manguaça, contendo músicas inéditas e regravações. 

Em 1979 gravou um LP pela Cartaz/Sabiá, com arranjos de clássicos como Brasileirinho (Waldir Azevedo) e Tico-tico no fubá (Zequinha de Abreu). 

Posteriormente, continuou participando de shows e fazendo acompanhamento de gravações de artistas como Tonico e Tinoco e Teixeirinha. 

Em 1997 lançou dois CDs pela gravadora Arlequim: Mercado de São José, com destaque para Não existe pecado ao sul do Equador (Chico Buarque) e a inédita Quadrilha (Jorge Melo); e Cangaceiro — cabra macho, destacando as composições próprias No coração do Brasil e Baile na colônia. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publi Folha - 2a. Edição - 1998. 

Plauto Cruz

Plauto Cruz
Plauto Cruz (Plauto de Almeida Cruz), instrumentista e compositor, nasceu em São Jerônimo, RS, em 15/11/1929.

Filho de José Alves da Cruz, flautista, desde pequeno revelou aptidão para este instrumento. Em 1944, sua família mudou-se para Porto Alegre RS, e ele passou a tocar em vários eventos e programas de rádio.

Em 1952 começou a tocar como profissional, primeiramente na emissora Clube Metrópole, e em seguida na Rádio Itaí e na Rádio Farroupilha, atuando também em programas de TV. Participou do espetáculo Choro é livre, no Teatro São Pedro, acompanhando Altamiro Carrilho.

Em março de 1996, como membro do Grupo Lamento e com Rubens Santos, apresentou-se em Buenos Aires, Argentina, com o show Porto Alegre em Buenos Aires.

Gravou seis LPs e dois CDs como solista e mais de 40 discos como acompanhante. Tocou ao lado de vários artistas, como Lupicínio Rodrigues, Orlando Silva, Nelson Gonçalves, Sílvio Caldas, Elis Regina, Altemar Dutra e Kleiton e Kledir, tendo feito para esta dupla o arranjo da música Maria fumaça.

Ganhou vários prêmios em festivais como flautista e como compositor.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998.

Dias da Cruz

Dias da Cruz (Cândido Dias da Cruz), compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 11/3/1911, e faleceu na mesma cidade em 11/9/1977.

O samba Paz e harmonia (com Dunga) foi sua primeira obra gravada, em 1937, por Araci de Almeida, na Victor.

Entre seus principais parceiros destacam-se Dunga, Luperce Miranda, Laurindo de Almeida, Osvaldo Martins, Eratóstenes Frazão, Geraldo Gomes, Nelson Gonçalves, Pedro Santos, Ari Monteiro e Ciro Monteiro. 

Obteve grande sucesso com o bolero Aquela mascarada, gravado por Orlando Silva (1951), Madame Fulano de Tal, Deixei meu coração sofrer, Um bocadinho só (1957), o choro Sossegadinha (1957), o samba Aliança (1958), todas em parceria com Ciro Monteiro, e Bate de mansinho (com Ari Monteiro), lançada por Isaura Garcia. 

Como compositor de Carnaval, é autor da marcha Adão e Eva (com Osvaldo Martins), 1948, Dor de uma saudade (com Pereira Matos), 1959, Capacho (com Ricardo Galeno), 1958, Alô, doçura, marcha, 1956, e dos sambas Deixa a onça morrer, 1953 e Desunião (com Osvaldo Martins), 1948. 

Também junto com Ciro Monteiro, foi produtor de radionovelas musicais para a Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro, e de quadros cinematográficos para a Atlântida. 

Em 1946 foi um dos fundadores da SBACEM, além de ter sido tesoureiro do sindicato dos compositores, presidente da cooperativa dos compositores do Rio de Janeiro e administrador da carteira de assistência social da SBACEM. 

Como jornalista, escreveu para O Dia e A Notícia, e foi também conselheiro da SBACEM. 

Obra

Adão e Eva (c/Osvaldo Martins), marcha, 1948; Aliança (c/Ciro Monteiro), samba, 1958; Alô, doçura, marcha, 1956; Aquela mascarada (c/Ciro Monteiro), bolero, 1951; Madame Fulano de Tal (c/Ciro Monteiro), bolero, 1954; Saudade é nome de flor (c/Ciro Monteiro), samba, 1970.


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Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha