segunda-feira, agosto 01, 2011

Gérson Conrad

Gérson Conrad, cantor. compositor e viiolonista, nasceu em 15/4/1952, na cidade de São Paulo, SP. Tornou-se conhecido nacionalmente a partir de 1973 como integrante do grupo Secos e Molhados. Musicou o poema Rosa de Hiroshima, de Vinícius de Moraes, que se tornaria um dos sucessos do primeiro LP do grupo. No segundo disco do grupo, de 1974, foi compositor de mais uma canção, Delírio.

Com o término do conjunto, em 1974, uniu-se ao letrista Paulo Mendonça e à cantora e atriz Zezé Motta, lançando no ano seguinte, em 1975, o LP Gérson Conrad e Zezé Motta, no qual se destacariam Trem noturno e A dança do besouro.

Em 1981, fez um outro trabalho solo, Rosto Marcado, lançado pela gravadora Som Livre, seu último disco lançado até então.

Hoje Gérson Conrad tem sua banda, Trupi, que mantém em seu repertório algumas canções dos Secos e Molhados, e canções de blues e rock. Atualmente estava com o espetáculo que leva o nome de "Bons tempos", uma das canções escritas pelo próprio.

Obras

A dança do besouro (c/ Paulinho Mendonça), Delírio (c/ Paulinho Mendonça), El Rey (c/ João Ricardo), Fala (João Ricardo e Luli), Rosa de Hiroshima (c/ Vinicius de Moraes), Trem noturno (c/ Paulinho Mendonça)

Discografia

(1973) Secos e Molhados • Continental • LP; (1974) Secos e  Molhados • Continental • LP; (1975) Gérson Conrad e Zezé Motta • LP; (1981) GC • LP.

Fonte: Wikipedia.

Olodum

O Olodum, grupo musical e cultural, foi fundado em Salvador, Bahia, em 25 de abril de 1979. Criado como bloco por um grupo de jovens negros do bairro Maciel-Pelourinho, o Olodum (“deus dos deuses”, na língua ioruba) estreou no Carnaval de 1980.

No ano seguinte, já com mais de dois mil associados, desfilou exaltando a história do país africano Guiné-Bissau.

Em 1983, depois de reorganização interna, nasceu o Grupo Cultural Olodum, que passou a implementar projetos sociais e culturais (projeto Rufar dos Tambores, cursos afro-brasileiros, Banda Mirim Olodum) e, em 1984, foi reconhecido como entidade de utilidade pública municipal e estadual.

Seu primeiro LP, Egito, Madagascar, de 1987, com a música Faraó (Luciano Gomes dos Santos), transformou-se em fenômeno de execução na Bahia. No terceiro LP, Do deserto do Saara ao Nordeste brasileiro, em 1989, a música mais tocada foi Revolta Olodum (Domingos Sérgio e José Olissan). Ainda em 1989, o grupo fez seus primeiros shows na Europa e, no ano seguinte, foi ao Japão, Argentina e Chile, voltando também à Europa.

Ganhou o Prêmio Sharp de Música, como melhor grupo regional, nos anos de 1990, 1992, 1993 e 1994. Acompanhou Paul Simon na faixa The Obvious Child, de seu disco The Rhythm of the Saints, de 1990. O videoclipe da música, gravado no Pelourinho, em Salvador, foi exibido em 140 países. O grupo tocou também com outras estrelas internacionais: Michael Jackson, Jimmy Cliff, Wayne Shorter e Herbie Hancock.

Em 1992 lançou o LP A música do Olodum, com o grande sucesso Nossa gente (Roque Carvalho), regravado por Caetano Veloso e Gilberto Gil no CD Tropicália 2. O disco lançado no ano seguinte, O movimento, com a canção Requebra (Pierre Onassis e Nego), vendeu mais de 250 mil cópias.

Abandonando aos poucos a ênfase na percussão, característica de seus primeiros discos, em prol de maior instrumentação de sopros, cordas e teclados, o grupo continuou gravando: lançou em 1995 Sol e mar, gravado ao vivo no Festival de Montreux, Suíça, com regravações dos maiores sucessos do grupo; em 1996, o CD Roma negra; e em 1997, o CD Liberdade, comemorando 18 anos de carreira.

O grupo já gravou diversos discos, apresentando-se em muitos países da América Latina e Europa. No ano de 2005, a Banda Olodum, uma parte do bloco, a mais conhecida, que conta com 30 percussionista apresentou-se ao lado da cantora Sandy e da OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira) através do "Projeto Aquarius", na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

A música do Olodum se baseia no chamado “samba-reggae” — fusão de ritmos brasileiros e jamaicanos, juntamente com elementos de forró, funk, pop e outros gêneros — originalmente criado por Mestre Neguinho do Samba, que se integrou ao grupo em 1983.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

Ná Ozzetti

Ná Ozzetti (Maria Cristina Ozzetti), cantora, nasceu em São Paulo SP, em 12/12/1958. De família de músicos, seu irmão Dante é violonista e integra a banda da cantora, Marco é guitarrista e Marta é flautista.

Formada em artes plásticas, só começou a cantar em 1978, quando os integrantes do grupo Rumo a ouviram numa praia de Parati RJ e a convidaram para ser a cantora do grupo. Passou a dedicar-se à música, fez cursos de piano e canto. Permaneceu com o grupo até 1992.

Gravou pela Continental seu primeiro disco solo em 1993: Ná Ozzetti incluindo regravações de antigos sucessos, como Sua estupidez (Roberto Carlos e Erasmo Carlos ), No Rancho Fundo (Ary Barroso e Lamartine Babo) e canções de Itamar Assumpção, José Miguel Wisnik e Luís Tatit.

Seu segundo disco foi (1994, WEA). Bem acolhida pela crítica, começou a se apresentar mais em São Paulo, e fez um especial na 1V Cultura, Canto em qualquer canto (1995).

Em 1996 lançou o CD Love Lee Rita, seu terceiro disco, apenas com músicas de Rita Lee. Em 1996- 1997 fez shows no Tom Brasil, em São Paulo.

Fundou a Ná Records, lançando, em 1999, seu disco Estopim, que registrou suas composições Canto em qualquer canto (c/ Itamar Assumpção) e Toque de reunir (c/ Luis Tatit), entre outras.

Em 2000, participou do Festival da Música Brasileira (TV Globo), interpretando a canção Show (Luis Tatit e Fábio Tagliaferri), tendo sido contemplada com o prêmio de Melhor Intérprete, que lhe valeu a gravação do CD, pela Som Livre, Show, lançado no ano seguinte.

Em 2001, apresentou-se, ao lado de José Miguel Wisnik e Luís Tatit, no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ), no ciclo "São Paulo: da vanguarda ao pop".

Sob a supervisão de Eduardo Gudin, apresentou-se no Sesc Pompéia (SP), ao lado das cantoras Jane Duboc, Monica Salmaso, Celine Imbert, Tetê Espíndola, Vânia Bastos e Myriam Peracch, e da Orquestra Jazz Sinfônica, sob a regência de João Maurício Galindo, interpretando canções de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, cujas partituras mantiveram os arranjos originais de Leo Peracchi para o LP Por toda a minha vida (1959), de Lenita Bruno. O trabalho foi lançado, em 2002, pela Dabliú Discos, no CD Canções de Tom e Vinicius. O Mestre Leo Peracchi e a Jazz Sinfônica.

Em 2004, apresentou-se, ao lado de Jards Macalé, Nó em Pingo D'água e Selma do Côco, no Auditório Gilberto Freyre, da Funarte, no Rio de Janeiro, marcando a volta do "Projeto Pixinguinha", percorrendo, em seguida, outras cidades brasileiras.

Em 2005, lançou,com em duo com André Mehmari, o CD Piano & Voz, contendo Vôo da bailarina (André Mehmari e Cristina Saraiva) e músicas de Pixinguinha (Rosa), Caetano Veloso (O ciúme), Dante Ozzetti e Luiz Tatit (Nosso amor), entre outras. Nesse mesmo ano, a gravadora MCD relançou os CDs (1994) e Estopim (1999) em luxuosas edições com capa em digipack, notas da artista e faixas-bônus.

Lançou, em 2009, o CD Balangandãs, com a participação de Dante Ozzetti (violão), Mário Manga (guitarra, violoncelo e violão tenor), Sérgio Reze (bateria) e Zé Alexandre Carvalho (contrabaixo acústico). No repertório, canções das décadas de 1930 a 1950.

Em 2010, voltou a se reunir com os demais integrantes do grupo Rumo - Luiz Tatit, Hélio Ziskind, Gal Oppido, Paulo Tatit, Pedro Mourão, Zecarlos Ribeiro, Akira Ueno e Geraldo Leite -, para o lançamento do CD Sopa de concha, interpretando um repertório de músicas do passado pesquisado por Geraldo Leite: Gosto mais do outro lado (Assis Valente), de 1934, Não resta a menor dúvida (Hervé Cordovil e Noel Rosa), de 1935, Honrando um nome de mulher (Gadé e Valfrido Silva), de 1936, entre outras. 

O disco contou com a participação de Swami Jr (direção artística, arranjos, violão 7 cordas e baixo), Milton Mori (cavaquinho e bandolim), Guilherme Kastrup e Douglas Alonso (percussões), e ainda de Mario Manga (dobro e violão tenor), Andre Mehmari (piano), Toninho Ferragutti (acordeom), Nailor Proveta (sax alto, sax soprano e clarineta), Popó (tuba), Mané Silveira (sax alto), Tiquinho (trombone), Ubaldo (sax tenor), Nahor Gomes (trumpete), Fábio Tagliaferri (viola), Valdir Ferreira (trombone de vara) e Júnior Galante (trumpete), como músicos convidados.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha; Dicionário Cravo Albin da MPB.