Célia Villela, cantora, nasceu em Belo Horizonte, MG, em 24/11/1939 e faleceu em Petrópolis, RJ, em 2005. Iniciou a carreira discográfica em 1955, e gravou alguns discos de 78 RPM até passar a fazer parte da primeira geração do Rock brasileiro por volta de 1960.
Nesse ano gravou seus dois grandes sucessos: Conversa ao telefone, versão de Fred Jorge para Pillow talk (Peper e James), e Trem do amor, versão também de Fred Jorge para One Way Ticket To The Blues (H. Hunter / J. Keller), ambas lançadas num mesmo 78 RPM pela gravadora RGE, e incluídas no primeiro LP de Célia, E Viva a Juventude!!!, lançado em 1961.
O segundo LP de Célia Villela, F-15 Espacial, somente foi lançado em 1964. Teve do programa de TV "Célia, Música e Juventude" na TV Continental do Rio de Janeiro, além de "Na Roda do Rock" pela Rádio Globo, tendo se transferido depois para a Rádio Guanabara. Casou com o músico Carlos Becker, ex integrante do grupo The Angels, bem como seu irmão, Sérgio Becker.
Abandonou a carreira antes do estouro da Jovem Guarda e a partir de então se tornou reclusa, tendo se recusado veementemente a dar seu depoimento sobre a História do Rock Brasileiro para Albert Pavão, em 1987, apesar das diversas tentativas do músico de contatar a cantora.
Faleceu em 2005 em Petrópolis.
Fonte: Cantoras do Brasil.
sexta-feira, fevereiro 08, 2013
Nestor Tangerini
Nestor Tangerini (Nestor Tambourindeguy Tangerini), compositor, teatrólogo, poeta, caricaturista e professor, nasceu em Piracicaba, SP, em 23/07/1895, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 30/01/1966. Tio da atriz Marília Pêra. Iniciou o curso primário em Manaus, capital do Amazonas e terminou seus estudos em Belém, capital paraense. No Rio de Janeiro, estudou no Mosteiro de São Bento. Cursou Farmácia e Direito. Foi membro da U. B. C. Foi casado com Dinah Marzullo Tangerini, ex-atriz da Companhia Alda Garrido, e que era filha da atriz Antônia Marzullo. Era deficiente físico e visual: não tinha o braço esquerdo e a vista direita, perdidos em dois acidentes.
Teve seu primeiro trabalho publicado em 1922, o soneto Coisas do Rio na revista A maçã. Em 1931, compôs letra e música para o samba Teu corpo é meu, e fez letra para o samba Samba da meia noite, de Ildefonso Norat, incluídas na peça Teu corpo é meu de sua autoria e encenada no Teatro Rialto naquele mesmo ano. O Samba da meia noite foi gravado no mesmo ano por Ildefonso Norat e Dina Marques com acompanhamento do Conjunto Columbia.
Foi diretor artístico da companhia de revistas Jardel Jércolis e autor da revista No tabuleiro da baiana apresentada pela Grande Companhia de Burletas e Atrações no Pavilhão Teatro Floriano. Foi autor ainda das revistas Tudo pelo Brasil, com Luiz Leitão, Cadeia da sorte, Na boca da hora e Lição domésticas, estas últimas em parceria com Aldo Cabral.
Para o carnaval de 1933 compôs com Otaviano Romeiro a marcha-rancho A cor que eu gosto. Em 1935, teve apresentada pela Companhia Jardel Jércolis a revista Estupenda, levada à cena no Teatro Carlos Gomes. Fez em 1937, com Benedito Lacerda, a valsa Dona felicidade gravada por Castro Barbosa na Victor.
Em 1946, a cançoneta Tua carta, com Ronaldo Lupo, foi gravada pelo parceiro pela Continental. Em 1950, fez com Ronaldo Lupo a cançoneta Vou desistir de namorar gravada por Ronaldo Lupo na Continental. No mesmo ano o fox Depois eu conto, parceria com Ronaldo Lupo, foi lançado na Todamérica na voz de Ronaldo Lupo. No ano seguinte, escreveu com Aldo Cabral e Mary Lopes a revista Chuva de estrelas estreada no Teatro Casa Blanca, no Rio de Janeiro, da qual fez parte o fox-cançoneta Garçonete, com Aldo Cabral, interpretado pela vedete Mara Rúbia.
Em 1952, teve o samba Manon, com Alice Alves, gravado por Ronaldo Lupo. Em 1955, o samba Não me convém..., parceria com Ronaldo Lupo, foi lançado na gravadora Columbia por Ronaldo Lupo, seu mais constante parceiro e intérprete. Em 1956, teve gravado na Mocambo o fox-canção Cinco sentidos, com Ronaldo Lupo, na voz de Ronaldo Lupo. Em 1958, o fox-humorístico Depois eu conto, parceria com Ronaldo Lupo, foi lançado por este último.
Faleceu de câncer em 1966. Na ocasião foi saudado pelo compositor Aldo Cabral em artigo publicado na revista da U. B. C. no qual afirmou "Poeta como poucos, Tangerini versejava em qualquer gênero, sempre espontâneo e correto".
Obras
A cor que eu gosto (c/ Otaviano Romeiro), Cinco sentidos (c/ Ronaldo Lupo), Depois eu conto (c/ Ronaldo Lupo), Dona felicidade (c/ Benedito Lacerda), Garçonete (c/ Aldo Cabral), Manon (c/ Alice Alves), Não me convém... (c/ Ronaldo Lupo), Samba da meia noite (c/ ldefonso Norat), Tua carta (c/ Ronaldo Lupo), Vou desistir de namorar (c/ Ronaldo Lupo)
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
Teve seu primeiro trabalho publicado em 1922, o soneto Coisas do Rio na revista A maçã. Em 1931, compôs letra e música para o samba Teu corpo é meu, e fez letra para o samba Samba da meia noite, de Ildefonso Norat, incluídas na peça Teu corpo é meu de sua autoria e encenada no Teatro Rialto naquele mesmo ano. O Samba da meia noite foi gravado no mesmo ano por Ildefonso Norat e Dina Marques com acompanhamento do Conjunto Columbia.
Foi diretor artístico da companhia de revistas Jardel Jércolis e autor da revista No tabuleiro da baiana apresentada pela Grande Companhia de Burletas e Atrações no Pavilhão Teatro Floriano. Foi autor ainda das revistas Tudo pelo Brasil, com Luiz Leitão, Cadeia da sorte, Na boca da hora e Lição domésticas, estas últimas em parceria com Aldo Cabral.
Para o carnaval de 1933 compôs com Otaviano Romeiro a marcha-rancho A cor que eu gosto. Em 1935, teve apresentada pela Companhia Jardel Jércolis a revista Estupenda, levada à cena no Teatro Carlos Gomes. Fez em 1937, com Benedito Lacerda, a valsa Dona felicidade gravada por Castro Barbosa na Victor.
Em 1946, a cançoneta Tua carta, com Ronaldo Lupo, foi gravada pelo parceiro pela Continental. Em 1950, fez com Ronaldo Lupo a cançoneta Vou desistir de namorar gravada por Ronaldo Lupo na Continental. No mesmo ano o fox Depois eu conto, parceria com Ronaldo Lupo, foi lançado na Todamérica na voz de Ronaldo Lupo. No ano seguinte, escreveu com Aldo Cabral e Mary Lopes a revista Chuva de estrelas estreada no Teatro Casa Blanca, no Rio de Janeiro, da qual fez parte o fox-cançoneta Garçonete, com Aldo Cabral, interpretado pela vedete Mara Rúbia.
Em 1952, teve o samba Manon, com Alice Alves, gravado por Ronaldo Lupo. Em 1955, o samba Não me convém..., parceria com Ronaldo Lupo, foi lançado na gravadora Columbia por Ronaldo Lupo, seu mais constante parceiro e intérprete. Em 1956, teve gravado na Mocambo o fox-canção Cinco sentidos, com Ronaldo Lupo, na voz de Ronaldo Lupo. Em 1958, o fox-humorístico Depois eu conto, parceria com Ronaldo Lupo, foi lançado por este último.
Faleceu de câncer em 1966. Na ocasião foi saudado pelo compositor Aldo Cabral em artigo publicado na revista da U. B. C. no qual afirmou "Poeta como poucos, Tangerini versejava em qualquer gênero, sempre espontâneo e correto".
Obras
A cor que eu gosto (c/ Otaviano Romeiro), Cinco sentidos (c/ Ronaldo Lupo), Depois eu conto (c/ Ronaldo Lupo), Dona felicidade (c/ Benedito Lacerda), Garçonete (c/ Aldo Cabral), Manon (c/ Alice Alves), Não me convém... (c/ Ronaldo Lupo), Samba da meia noite (c/ ldefonso Norat), Tua carta (c/ Ronaldo Lupo), Vou desistir de namorar (c/ Ronaldo Lupo)
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
terça-feira, janeiro 29, 2013
Sidney Bechet
Sidney Bechet (Sidney Joseph Bechet), clarinetista, saxofonista e compositor de jazz (jazz clássico e dixieland), nasceu em New Orleans, Louisiana, EUA, em 14/05/1897, e faleceu em Garches, Paris, França, em 14/05/1959.
Em 1919 ele foi o clarinetista solista da Southern Syncopated Orchestra, conduzida pelo compositor Will Marion Cook, que se recusou a usar a palavra "jazz", mas estava ansioso para ver Bechet no centro das atenções. O maestro suíço Ernest Ansermet, que em diversas ocasiões ouviu esta formação em Londres, escreveu sobre Bechet. "Ele não pode dizer nada sobre a sua arte, exceto que ele segue o seu próprio caminho... e talvez o caminho em que o mundo 'swingará' amanhã."
Músico prodígio, nascido em uma família crioula, tocou com vários conjuntos ("brass bands") de New Orleans. Foi morar Chicago no ano de 1917 para tocar com dois exilados famosos, o trompetista Freddie Keppard e pianista Tony Jackson. Acompanhou Cook, em Londres, onde ele descobre o saxofone soprano, um instrumento mais dominante do que o clarinete e com o qual ele pode facilmente produzir vibrato, que é sua marca.
Em 1919, viajou para a Europa com a Southern Syncopated Orchestra do diretor Will Marion Cook, onde além de tocar clarinete, executava em uma peça um pequeno acordeom. Suas apresentações em Londres interpretando o Characteristic Blues chamaram a atenção do diretor de orquestra Ernest Ansermet, que lhe dedicou elogios em um artigo publicado na revista "Revue Romande" na qual, segundo se afirma, foi a primeira crítica sobre um músico de jazz, onde afirmava que "Sidney Bechet é um gênio".
Regressando aos Estados Unidos em 1922, foi para Nova York, onde grava pela primeira vez em julho de 1923, com a Clarence Williams Blue Five as músicas "Wild Cat Blues" e "Kansas City Man Blues". Entre 1924 e 1925 realizou uma série de memoráveis gravações com Louis Armstrong, que também havia se juntado ao conjunto de Clarence Williams.
Integrou a orquestra Revue Négre, que acompanhou Josephine Baker a Paris em 1925, permanecendo na Europa até 1931, visitando diversos países e passando quase um ano em um cárcere francês em 1928, por ter se envolvido numa briga entre músicos. Depois desse "recesso" de 11 meses, seguiu percorrendo a Europa e retornou novamente para os EUA, para participar brevemente na orquestra de Noble Sissle, e logo em 1932 formar junto ao trompetista Tommy Ladnier um grupo chamado The New Orleans Feetwarmers.
Entre 1934 e 1938 se une novamente a Noble Sissle, em cuja orquestra vai adquirindo paulatinamente uma participação crescente como solista (por ex. "Polka Dog Rag", 1934).
De 1938 em diante, empreende uma carreira como líder de bandas diversas, na corrente revival do jazz de Nova Orleans, tocando e gravando em diferentes cidades, produzindo abundante material onde seu saxofone-soprano fazia às vezes de voz.
Em 1939 realiza uma série de gravações para a recém criada gravadora Blue Note, de Alfred Lion, entre as quais se sobressai uma excelente e inovadora versão instrumental do clássico de George Gershwin "Summertime".
Em 1941 realiza uma experiência inédita para a época: uma sessão em que ele interpreta seis instrumentos (clarinete, saxofone-soprano, saxofone-tenor, piano, contrabaixo e bateria), que são gravados um sobre a pista do outro, para constituir a "Sidney Bechet's one man band", a primeira tentativa de gravação de um só músico que se tenha notícia.
Em 1949 viaja a França para participar do Festival de Jazz de Paris, em Salle Pleyel. Suas interpretações cativam o grande público e no ano seguinte volta para Paris e se estabelece nessa cidade definitivamente, transformando-se em uma celebridade do movimento de jazz tradicional francês, integrando-se aos clarinetistas Claude Luter e André Reweliotty.
Em 1951 se casa com Elisabeth Ziegler (com quem teve uma relação em Berlim na década de 1920), em uma cerimônia apoteótica que teve lugar na vila de Juan-Les-Pins. Nesse ano compôs um de seus maiores sucessos, "Petite Fleur" (Pequena Flor).
Em 1954 nasce seu único filho, Daniel, e depois de quase 10 anos de residência permanente na França, com turnês e apresentações por toda Europa, vários discos de ouro e outros sucessos, adoece de câncer do pulmão no final de 1958, falecendo em Paris, em 14 de maio de 1959, no mesmo dia em que completava 62 anos.
Discografia
The Legendary Sidney Bechet, RCA Bluebird
Sidney Bechet in New York, JSP (com Louis Armstrong).
The King Jazz Story Vol.4, Storyville (com Cousin Joe)
Jazz Classics Vol.1, Blue Note (com Bunk Johnson, Albert Nicholas).
El Doudou, Vogue, 1956 (com Albert Langue).
Fonte: Wikipédia.
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