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sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Nestor Tangerini

Nestor Tangerini (Nestor Tambourindeguy Tangerini), compositor, teatrólogo, poeta, caricaturista e professor, nasceu em Piracicaba, SP, em 23/07/1895, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 30/01/1966. Tio da atriz Marília Pêra. Iniciou o curso primário em Manaus, capital do Amazonas e terminou seus estudos em Belém, capital paraense. No Rio de Janeiro, estudou no Mosteiro de São Bento. Cursou Farmácia e Direito. Foi membro da U. B. C. Foi casado com Dinah Marzullo Tangerini, ex-atriz da Companhia Alda Garrido, e que era filha da atriz Antônia Marzullo. Era deficiente físico e visual: não tinha o braço esquerdo e a vista direita, perdidos em dois acidentes.

Teve seu primeiro trabalho publicado em 1922, o soneto Coisas do Rio na revista A maçã. Em 1931, compôs letra e música para o samba Teu corpo é meu, e fez letra para o samba Samba da meia noite, de Ildefonso Norat, incluídas na peça Teu corpo é meu de sua autoria e encenada no Teatro Rialto naquele mesmo ano. O Samba da meia noite foi gravado no mesmo ano por Ildefonso Norat e Dina Marques com acompanhamento do Conjunto Columbia.

Foi diretor artístico da companhia de revistas Jardel Jércolis e autor da revista No tabuleiro da baiana apresentada pela Grande Companhia de Burletas e Atrações no Pavilhão Teatro Floriano. Foi autor ainda das revistas Tudo pelo Brasil, com Luiz Leitão, Cadeia da sorte, Na boca da hora e Lição domésticas, estas últimas em parceria com Aldo Cabral.

Para o carnaval de 1933 compôs com Otaviano Romeiro a marcha-rancho A cor que eu gosto. Em 1935, teve apresentada pela Companhia Jardel Jércolis a revista Estupenda, levada à cena no Teatro Carlos Gomes. Fez em 1937, com Benedito Lacerda, a valsa Dona felicidade gravada por Castro Barbosa na Victor.

Em 1946, a cançoneta Tua carta, com Ronaldo Lupo, foi gravada pelo parceiro pela Continental. Em 1950, fez com Ronaldo Lupo a cançoneta Vou desistir de namorar gravada por Ronaldo Lupo na Continental. No mesmo ano o fox Depois eu conto, parceria com Ronaldo Lupo, foi lançado na Todamérica na voz de Ronaldo Lupo. No ano seguinte, escreveu com Aldo Cabral e Mary Lopes a revista Chuva de estrelas estreada no Teatro Casa Blanca, no Rio de Janeiro, da qual fez parte o fox-cançoneta Garçonete, com Aldo Cabral, interpretado pela vedete Mara Rúbia.

Em 1952, teve o samba Manon, com Alice Alves, gravado por Ronaldo Lupo. Em 1955, o samba Não me convém..., parceria com Ronaldo Lupo, foi lançado na gravadora Columbia por Ronaldo Lupo, seu mais constante parceiro e intérprete. Em 1956, teve gravado na Mocambo o fox-canção Cinco sentidos, com Ronaldo Lupo, na voz de Ronaldo Lupo. Em 1958, o fox-humorístico Depois eu conto, parceria com Ronaldo Lupo, foi lançado por este último.

Faleceu de câncer em 1966. Na ocasião foi saudado pelo compositor Aldo Cabral em artigo publicado na revista da U. B. C. no qual afirmou "Poeta como poucos, Tangerini versejava em qualquer gênero, sempre espontâneo e correto".

Obras
A cor que eu gosto (c/ Otaviano Romeiro), Cinco sentidos (c/ Ronaldo Lupo), Depois eu conto (c/ Ronaldo Lupo), Dona felicidade (c/ Benedito Lacerda), Garçonete (c/ Aldo Cabral), Manon (c/ Alice Alves), Não me convém... (c/ Ronaldo Lupo), Samba da meia noite (c/ ldefonso Norat), Tua carta (c/ Ronaldo Lupo), Vou desistir de namorar (c/ Ronaldo Lupo)

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Ildefonso Norat

Ildefonso Norat, cantor, compositor e ator, nasceu em Belém/PA. Atuou em fins da década de 1920 e meados da década de 1930 como cantor e ator de teatro de revistas. Gravou o seu primeiro disco pela Victor em 1929 cantando a cançoneta Feijoada, de Rogério Guimarães e Ornellas. Por essa época, formou um conjunto para acompanhá-lo em apresentações.

Em fevereiro de 1930, gravou com seu conjunto pela Columbia os sambas É assim, de Rubem Bergmann e A casinha que eu fiz caiu, de sua autoria. No mesmo ano, lançou três discos que tinham numa das faces o cantor Januário de Oliveira. Nesses discos cantou a marcha Seu Julinho trouxe ouro, de Juvenal de Abreu, referência ao então candidato oficial à presidência da República Júlio Prestes; a regravação do samba-canção Reminiscências do passado, de Sinhô e o samba O que tu qué...não dou!, de Oscar Cardona. Gravou também Ioiô! Você quer?, de Cícero de Almeida e a marchinha Eu só digo a você, de Raul Morais.

Também em 1930, gravou na Parlophon o samba Vem ouvir meu cantar, de Edmundo Henriques. Ainda nesse ano, gravou como crooner da Orquestra Brunswick os sambas Amostra a mão, de Sinhô e Eu vou à feira, de Átila Soares.

Ainda na gravadora Brunswick registrou como cantor do grupo Gente do Morro os sambas Dá nele, de Sinhô; No Salgueiro, de sua autoria e Benedito Lacerda; Chora meu bem, de Benedito Lacerda e Isto não se faz, de Júlio dos Santos.

Gravou solo, com acompanhamento da Orquestra Brunswick sob direção de Henrique Vogeler, os sambas Samba Maria, de sua autoria, e No palácio das necessidades, parceria com Benedito Lacerda.

Em 1931, gravou em dueto com Murilo Caldas os sambas Já fui rei e Deixo saudades, de autores desconhecidos. Em 1932, fez uma série de gravações pela Columbia cantando os sambas Sai fumaça, de J. Aimberê, com acompanhamento da Orquestra Columbia; Você me conhece, de Plínio Brito, com o grupo Sete Diabos e Sou carioca, de Henrique Vogeler e Milton Amaral e a marcha Tenentes...do diabo, de Noel Rosa, Visconde de Bicoíba e Henrique Vogeler, com a Fanfarra dos Tenentes, da Sociedade Carnavalesca Tenentes do Diabo.

Em 1935, teve a marcha No duro gravada por Jaime Vogeler na Odeon. Gravou ainda as canções Martírio, de sua autoria e Ranchinho do sertão, de Luiz Iglesias e Sofonias Dornelas com acompanhamento de Josué de Barros ao violão. Também nesse ano, fez três gravações em dueto. Com Dina Marques gravou o Samba da meia-noite, de sua autoria e Luiz Tangerini; com Leonel Farias registrou a marcha Aurora, de Leonel Farias e Henrique Vogeler e com Iolanda Osório registrou a marcha Paquita meu bem!..., de Alfredo Gama.

Gravou 25 músicas em 18 discos pelas gravadoras Victor, Columbia, Parlophon e Brunswick. Em 2003, teve duas de suas gravações de obras de Sinhô relançadas pelo selo Revivendo.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.