domingo, novembro 21, 2010

Diamantina Gomes

Diamantina Gomes, cantora, atuou na década de 1950 e gravou discos pela Odeon e Copacabana. Estreou na vida artística em 1938, quando se apresentou no Cassino Atlântico.

Gravou seu primeiro disco em 1952, pela gravadora Todamérica, registrando duas composições de Peterpan o choro Comida pesada, e o baião Baião da roseira

No mesmo ano, contratado pela Odeon, gravou com acompanhamento de Charles Wilson no órgão, os fox-trots Cantando na chuva e Você nasceu pra mim, de Brown e Freed, com versão de Haroldo Barbosa. Ainda nesse ano, gravou com a orquestra de Osvaldo Borba o frevo-canção Eis o frevo, de Geraldo Medeiros e Guio de Morais.

Em 1953, lançou o samba Cansei, de Ataulfo Alves, e Eu não sou manivela, de Ary Barroso. Com esta marcha, fez sucesso no carnaval daquele ano. No mesmo ano, gravou com a orquestra de Osvaldo Borba os sambas-canção Separados... nada somos, de Don Al Bibi e Valdir Calmon, e Ninguém sabe, de Paulo Soledade e Fernando Lobo. Gravou ainda, o samba Penha, de Vicente Paiva e Luiz Peixoto, e o baião O primeiro milho é dos pintos, de Victor Simon e Fernando Martins.

Para o carnaval de 1954, gravou com a dupla Zé da Zilda e Zilda do Zé, a marcha Vendedor de pirulito, e o samba Jura, de Adolfo Macedo, José Gonçalves e Marcelino Ramos. No mesmo ano, gravou os sambas Não sabes o que diz, de José Gonçalves e Valdir Machado, e A garoa no samba, de Felisberto Martins e Hianto de Almeida, o beguine Ternamente, de Lawrence e Gross, em versão de Alberto Ribeiro, e o samba-canção Amor de louca, de Dora Lopes e  Bidu Reis.

Ainda em 1954, foi contratada pela gravadora Copacabana. No ano seguinte, lançou com acompanhamento de orquestra e coro, a marcha Tiro-tirolês, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e o samba Vem meu grande amor, de Claudionor Santos e Mário Blanco, além dos sambas-canção Se eu quisesse, de Átila Nunes, e Coisas do amor, de Valdir Rocha e Jorge Gonçalves.

Em 1956, gravou com orquestra e coro os sambas Medita um pouco, de Luiz Soberano e José de Oliveira Mendes, e Já é demais, de Dermeval Silva. Nesse ano, participou do LP Carnaval de 1956 Nº 2 da gravadora Copacabana cantando o samba Medite um pouco, de Luis Soberano e J. de Oliveira Mendes.

Discografia

(1956) Medita um pouco/Já é demais • Copacabana • 78; (1955) Tiro-tirolês/Vem meu grande amor • Copacabana • 78; (1955) Se eu quisesse/Coisas do amor • Copacabana • 78; (1954) Não sabes o que diz/A garoa no samba • Odeon • 78; (1954) Ternamente/Amor de louca • Odeon • 78; (1953) Separados... Nada somos/Ninguém sabe • Odeon • 78; (1953) Penha/Primeiro milho é dos pintos • Odeon • 78; (1953) Vendedor de pirulito/Jura • Odeon • 78; (1952) Comida pesada/Baião da roseira • Todamérica • 78; (1952) Cantando na chuva/Você nasceu pra mim • Odeon • 78; (1952) Eis o frevo • Odeon • 78; (1952) Cansei/Eu não sou manivela • Odeon • 78.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB; Bibliografia Crítica: AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.