quarta-feira, maio 22, 2013

Paulo Molin

Paulo Molin (Paulo Fernando Monteiro Mollin), cantor e jornalista, nasceu em Recife, PE, em 02/01/1938, e faleceu em Guaxupé, MG, em 26/08/2004. Começou a cantar com apenas oito anos de idade.  Seu grande sucesso foi Olinda, cidade eterna. Vindo para o Rio de Janeiro, atuou na Rádio Tupi e posteriormente foi contratado pela Rádio Nacional.

Gravou seu primeiro disco em 1950, com apenas 12 anos de idade, registrando os sambas-canção Olinda, cidade eterna e Recife, cidade lendária, ambos de Capiba, em disco que contou com acompanhamento de Severino Araújo e sua Orquestra Tabajara.

Em 1951, gravou, com acompanhamento de Zimbres e sua orquestra, o samba-canção Igarassu, cidade do passado, de Capiba, e a canção A chama, de Capiba e Ascenço Ferreira.

Contratado pela Sinter, gravou, em 1953, o bolero Bem sabes, de Oldemar Magalhães e Rossini Pacheco, e o samba-canção Por que?, de Rossini, Morpheu e Heber Lobato. Em 1954, gravou, com acompanhamento de Lírio Panicalli e sua orquestra, o fox-canção Daqui para a eternidade, de Karger e Wells, com versão de Lourival Faissal, e o samba-canção Se você vai embora, de Luiz Fernando e Nelson Bastos. No mesmo ano, gravou o samba Não tenho lar, de Edson Menezes, Arsênio de Carvalho e Luiz Bandeira, e a marcha Não aguento este calor, de José Lima, Bené Alexandre e Petrus Paulus. Ainda no mesmo ano, participou da coletânea Carnaval 1955, da gravadora Sinter, com a marcha  Não aguento este calor, de José Lima, Bené Alexandre e Petrus Paulus.

Em 1955, participou do LP Feira de ritmos, da gravadora Sinter, interpretando o fox-canção Daqui para a eternidade, de Karger e Wells, com versão de Lourival Faissal. Em 1956, lançou, pela gravadora Mocambo, o tango Caminho errado, de Agnes de Aquino e Carlos Magno, e o samba Desligue este rádio, de Carolina Cardoso de Menezes e Armando Fernandes. No ano seguinte, gravou as baladas-rock Sereno, de Aloísio T. de Carvalho, e Como antes (Come prima), de Taccani, Di Paola e Panzeri, em versão de Júlio Nagib, o samba "Quem sabe", de Nazareno de Brito e Fernando César, os boleros Sinto que a vida se vai, de Alfredo Gil e Fernando César , e Prece do perdão, de Fernando Borges e Antenor Aroxa, e a guarânia Serenata suburbana, de Capiba.

Paulo Molin - Revista do Rádio de 1955
Em 1958, participando com assiduidade de programas da Rádio Nacional, gravou os rocks-balada Minha janela, de Fernando César e Ted Moreno, e Se aquela noite não tivesse fim, de Nelson Ferreira e Ziul Matos. Em 1959, gravou, pelo selo Califórnia, as marchas A vida é boa, de Henrique de Almeida, José Roy e Rômulo Paes, e Bebo sem parar, de Rômulo Paes, Nelson Malibau e José Roy. 

Em 1960, gravou o samba Estamos quites e o bolero Fui eu, ambos de Sebasto e Irmãos Venâncio. Nesse ano, lançou, pela Mocambo, o LP Surpresa com diferentes músicas gravadas em 78 rpm, além da balada És a luz do meu olhar, de sua autoria. Nesse ano ingressou na gravadora Copacabana e participou da coletânea Tudo é carnaval - Nº 1 interpretando a marcha Eu não sou doutor, de G. Nunes, B. Lobo e F. Favero.

Em 1961, gravou o fox Olhando estrelas, de M. Anthony e Paulo Rogério, e a guarânia A deusa da montanha, de Hilton Acioli e Marconi da Silva. Em 1962, participou da coletânea Tudo é carnaval - Nº 2 com a marcha Viva a cegonha, de Silvio Arduino e Ercilio Consoni. No mesmo ano, de volta à gravadora Continental, gravou a balada Chorando por você, de Roy Orbison e Noe Nelson, em versão de Romeu Nunes, e o samba É tua vez de sorrir, de Fernando César e Luiz Antônio. Ainda em 1962, ingressou na gravadora Philips e gravou, o bolero-mambo Teimosia e a Balada do desespero, ambas de Francisco de Pietro. No mesmo ano, gravou pela Mocambo o samba-canção "Inconstante", de Aloísio T. de Carvalho, e o samba Rosa do mato, de Sérgio Ricardo e Geraldo Serafim.

Em 1963, lançou, pela gravadora Philips, o LP Meu bom amigo Capiba, um tributo ao compositor Capiba, interpretando várias obras do compositor. Em 1964, gravou duas marchas para a coletânea Carnaval - Vol. 1, da gravadora Philips, Balzac disse, de Denis Brean e Osvaldo Guilherme, e Me leva, de Waldemar Camargo e Vicente Longo.

Transferiu-se depois para São Paulo. Fixou-se, enfim, em Guaxupé, MG, onde continuou sua carreira de cantor, exercendo, também, nessa cidade, a atividade jornalística, no jornal Folha do Povo.

Em 1976, sua interpretação para a balada-rock Sereno, de Aloizio T. de Carvalho, foi incluída na trilha sonora da novela Estúpido cupido, da TV Globo.

Obras

És a luz do meu olhar, Quem tem mulata (Vicente Longo e Waldemar Camargo).

Discografia

(1950) Olinda, cidade eterna/Recife, cidade lendária • Continental • 78
(1951) Igarassu, cidade do passado/A chama • Continental • 78
(1953) Bem sabes/Por que? • Sinter • 78
(1954) Carnaval 1955 - Participação • Sinter • LP
(1954) Daqui para a eternidade/Se você vai embora • Sinter • 78
(1955) Feira de ritmos • - Participação - Sinter • LP
(1956) Caminho errado/Desligue este rádio • Mocambo • 78
(1957) Sereno/Quem sabe • Mocambo • 78
(1957) Como antes (Come prima)/Sinto que a vida se vai • Mocambo • 78
(1957) Prece do perdão/Serenata suburbana • Mocambo • 78
(1958) Minha janela/Se aquela noite não tivesse fim • Mocambo • 78
(1959) A vida é boa/Bebo sem parar • Califórnia • 78
(1960) Tudo é carnaval - Nº 1 • Carnaval/Copacabana - Participação • LP
(1960) Estamos quites/Fui eu • Mocambo • 78
(1960) Surpresa • Mocambo • LP
(1961) Tudo é carnaval - Nº 2 - Carnaval/Copacabana - Participação • LP
(1961) Olhando estrelas/A deusa da montanha • Continental • 78
(1962) Inconstante/Rosa do mato • Inconstante/Rosa do mato • 78
(1962) Chorando por você/É tua vez de sorrir • Continental • 78
(1962) Teimosia/Balada do desespero • Philips • 78
(1963) Meu bom amigo Capiba • Philips • LP
(1963) Carnaval bossa nova - • - Participação - Fermata - • LP

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Fontes: Wikipédia; Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista do Rádio.

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