domingo, outubro 31, 2010

Saint-Clair Sena

Saint-Clair Sena - 1939
Saint-Clair Sena (Saint-Clair Moreira Sena), compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 20/5/1896 e faleceu na mesma cidade em 30/8/1986. Originário do bairro do Estácio e pouco depois se mudou com a família para Anta, município de Sapucaia RJ, onde o pai fundou a banda de música local.

Logo se interessou por música, que aprendeu com o maestro da banda local, Antônio Samico, e aos 12 anos começou a compor. De volta ao Rio de Janeiro, foi morar na pensão da família de Lamartine Babo, que ainda era garoto. Estudava odontologia e, à noite, tocava flauta em reuniões com os amigos na pensão.

Em 1930, tornou-se amigo de Noel Rosa e Assis Valente, com os quais passou a frequentar festas e reuniões musicais. Depois foi eleito diretor social do então fundado Grajaú Tênis Clube, tendo promovido diversas festas com artistas importantes.

Com a ajuda de Lamartine Babo, que atuava na Rádio Philips, transmitiu pelo rádio uma dessas reuniões artísticas, da qual participaram Gilda de Abreu e Vicente Celestino, entre outros. Por intermédio do humorista Jorge Murad, conheceu Francisco Alves, que gravou várias de suas composições, bem como Gastão Formenti, Carlos Galhardo e Orlando Silva.

Em 1934 teve sua primeira música gravada, o Samba da saudade (com Ronaldo Lupo), interpretado por Gastão Formenti na Victor. De 1932 a 1938 venceu diversos concursos de música popular, entre os quais o de marchas promovido pela revista O Malho, em 1934. Em 1940, levado por Olavo de Barros, começou a fazer teatro de revista.

Escreveu e musicou as peças de diversas temporadas de Walter Pinto, destacando-se Rabo de foguete, em co-autoria com Luís Peixoto e Walter Pinto, apresentada no Teatro Recreio, em 1945, com grande sucesso. Fundador e conselheiro da UBC, foi sócio efetivo da SBAT.

De sua numerosa produção musical destacam- se a canção Reflorir da minha vida, de 1936; a valsa Misterioso amor, de 1937; a valsa Cruel destino (com José Maria de Abreu), de 1937; e a Canção do meu amor, de 1937, todas gravadas por Francisco Alves; Jamais irei aonde tu fores, canção gravada em 1939 por Orlando Silva, e a marcha Quando eu era pequenino, gravada pelos Anjos do Inferno.

Obra

Cruel destino (c/José Maria de Abreu), valsa, 1937; Eu, você e mais alguém (c/José Maria de Abreu), fox, 1942; Misterioso amor, valsa, 1937; Reflorir da minha vida, canção, 1936.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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