Mostrando postagens com marcador cristovao de alencar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cristovao de alencar. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, agosto 30, 2018

Pela primeira vez - Orlando Silva

Noel Rosa
Pela Primeira Vez (samba, 1936) - Noel Rosa e Cristóvão de Alencar - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título: Pela Primeira Vez / Alencar, Cristóvão de, 1910-1983 (Compositor) / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Regional RCA Victor (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1936 / Álbum 34061 / Lado A / Gênero: Samba.


Tom: G

G          C7/9       G
Pela primeira vez na vida
         E7                        Am  D7/9
Sou obrigado a confessar que amo alguém.
Am                 Ebº          Em
Chorei quando ela deu a despedida
       A7                       D7
Ela me vendo a chorar chorou também.
Am                 D7          G
Meu Deus, faça de mim o que quiser,
                    E7
Mas não me faça perder
Am      D7       G
O amor desta mulher.

   Am                D7          G
Na estação, na hora de partir o trem,
          Ebº                    Em
Ela me vendo a chorar chorou também.
         Am        D7       G
Depois fiquei olhando a janela,
E7     Am          D7            G
Até sumir numa esquina o lenço dela.

  Am                D7           G
Se meu amor não regressar, irei também
      Ebº                       Em
À estação na hora de partir o trem.
       Am          D7         G
E nunca mais assisto uma partida
E7       Am           D7           G
Pra não lembrar mais daquela despedida.

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

O rádio num domingo de 1936

Adhemar Casé, do "Programa Casé", o
mais antigo do "broadcasting" carioca
Os leitores desse artigo, podem imaginar, talvez, a tristeza da falta de uma TV para assistir à um programa dominical, com a família, pelos canais abertos ou pagos. Eu, nos abertos, desligo ou troco de emissora por não suportar os gritos do Faustão e outros similares, também insuportáveis. Na infância ouvi, com os meus pais, as últimas novelas transmitidas pelo rádio.

Em 1964/65, ainda criança, virei "televizinho". Em 1966, vovó comprou um aparelho de TV Semp ... 

Agora transcrevo, para nosso português atual, um artigo que descreve a programação radiofônica carioca aos domingos do ano de 1936, mostrando como os radiouvintes se divertiam girando o "dial" do rádio (quando não iam ao cinema ou namorar):

“Os estúdios radiofônicos do Rio, quase sempre dão bom-dia ao sol e aos ouvintes transmitindo, logo de início, qualquer marcha alegre e movimentada. Depois, com exceção da Rádio Nacional, que transmite pela manhã aulas de ginástica a cargo do conhecido professor Oswaldo Diniz Magalhães, todas elas iniciam muito cedo irradiações de discos populares ou gravações selecionadas.

À noite, somente à noite, é que surge a compensação dos programas de estúdio, com artistas autênticos, que o público pode ouvir e ver. E essas figuras animadas dão uma grande vida ao aspecto dos estúdios — aspecto que se modifica em quase todas as emissoras do Rio aos domingos, dia em que as famílias se reúnem em casa, e no qual os artistas quase sempre preferem passear.

O domingo que despovoa as ruas centrais da cidade e orna as praias com as mais lindas figurinhas é, no entanto, radiofonicamente falando, um dia mal distribuído: enquanto algumas emissoras cerram as suas portas, irradiando unicamente os já conhecidos programas de discos, outras batalham no ar, espalhando melodias generosas.

Noel, o jovem cantor do "Programa Casé"
(desenho de Luiz Gonzaga, de 1936)
Atualmente, pouquíssimas estações de rádio transmitem programas de estúdio, aos domingos, sendo tal fato oriundo dos mais diversos motivos.

A Rádio Guanabara, por exemplo, sempre teve os seus estúdios repletos de artistas e compositores durante as transmissões dos seus programas especiais, aos domingos. O “Nosso Programa”, feliz iniciativa de Cristóvão de Alencar, reunia na “estação do povo” os mais entusiastas elementos do nosso “broadcasting”.

Mas hoje, esperando mudar de frequência e aumentar a força dos seus transmissores, a PRC-8 resolveu abolir os programas de estúdio. E aos domingos, por algum tempo, os ouvintes poderão ouvir a voz do “amigo velho” anunciando os mesmos heroicos discos de sucesso.

A Rádio Jornal do Brasil é uma estação que não apresenta grande diferença nesse particular, porque, possuindo um “cast” selecionadíssimo, e uma coleção de discos verdadeiramente primorosa, não oferece ao ouvinte chance para distinguir um programa de estúdio, de um outro de “música de conserva” ...

A Rádio Educadora possui programas alugados que se apresentam agradavelmente. “Programa de Luiz Vassalo”, durante o dia e “Programa Lamounier”, à noite.

O domingo parece ser mesmo um dia favorável aos programas particulares, os quais encontram amplidão entre as outras “ondas desocupadas”...

O antigo “Programa Francisco Alves” transmitido aos domingos pela PRE-2, estação que atualmente não conta com programas de estúdio aos domingos.

O veterano “Programa Casé”, passeando por várias emissoras do Rio, estando por último na Rádio Transmissora, sempre foi um motivo de agrado dos ouvintes que permanecem em casa, atentos ao receptor.

A Rádio Cruzeiro do Sul, até há poucas semanas, tinha uma grande atração por intermédio do “Programa dos Calouros”, de Ary Barroso. Mas hoje, premiada a “caloura” mais interessante, Clô Hardy, artista que se exibiu em outros programas de estúdio, perdeu a PRD-2 aquela novidade domingueira ...

E os discos ajudam incríveis situações nos estúdios desertos, enquanto outras emissoras apresentam um aspecto quase estranho de força de vontade, em quererem ter um pouco mais de vida.

A Rádio Tupy e a PRE-8, Rádio Nacional, não parecem dar muita importância ao feriado assinalado pela folhinha. O número vermelho — sinal solene de um descanso obrigatório, encontra, muitas vezes, junto ao microfone da PRG-3, os lábios igualmente rubros de Alzirinha Camargo, cantando, em “carne e osso”, junto ao microfone feliz.

Os vestidos leves de Sylvinha Mello decoram e servem de modelo de elegância aos estúdios da Rádio Nacional, demonstrando assim que somente ali fora, nas casas de moda, é que modelos se escondem, aos domingos.

Mas que fazem neste dia outros artistas, que ganham férias?

Muitos são fãs de rádio.

Cristóvão de Alencar
Dora Barbiere Gomes procura ouvir as colegas, passando quase todo o dia às voltas com o “dial”.

Outros preferem ir ao cinema e também muitas vezes assistem novamente aos “colegas”, como Gilda de Abreu, a deliciosa “Bonequinha de seda”.

Luiz Americano, embora quase sempre programado na Rádio Nacional, onde toca com uma grande perícia o seu instrumento predileto: saxofone, possui em casa, completas coleções de discos célebres. Ficando em casa, em raros domingos, ouve todos os artistas notáveis da sua preferência.

Mara da Costa Pereira quando não tem programa na Rádio Tupy, nem quer ouvir falar em lendas amazônicas, microfones, músicas folclóricas. O domingo é para ela, sempre que pode um dia de refúgio para expandir outras predileções e divertimentos.

Tânia Mara, a fina intérprete de canções do Rádio Club, gosta de domingos. Dia burguês e algo deselegante, o domingo sempre o dia que provoca as mais desencontradas opiniões, gere, também, muitas vezes, a lembrança dos melhores folguedos.

Mas no “broadcasting” carioca o domingo é um dia que tem vida própria.”


Fonte: CARIOCA, de 14/11/1936 (fotos e texto atualizado)

sexta-feira, novembro 05, 2010

Tum-tum-tum

Jackson do Pandeiro
Tum-tum-tum (baião, 1958) - Ari Monteiro e Cristóvão de Alencar

Gravação original: disco 78 rpm / Título: Tum tum tum / Autoria: Monteiro, Ari (Compositor) / Alencar, Cristovão de, 1910-1983 (Compositor) / Jackson do Pandeiro (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Columbia, 1958 / Nº Álbum 11062 / Lado A / Gênero musical: Baião.



No tempo que eu era só
E não tinha amor nenhum
Meu coração batia mansinho:
Tum... tum... tum...
(coro repete)

Depois veio você
O meu amor número um
E o meu coração
Pôs-se a bater
Tum-tum-tum, tum-tum-tum...

quinta-feira, março 27, 2008

Clube dos barrigudos

Linda Batista
Clube dos barrigudos (marcha/carnaval, 1944) - Haroldo Lobo e Cristóvão de Alencar - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Clube dos barrigudos / Cristovão de Alencar, 1910-1983 (Compositor) / Haroldo Lobo (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 19/10/1943 / Lançamento: 12/1943 / Nº Álbum 800144 / Nº da Matriz: S-052873-1 / Gênero musical: Marcha


Você já viu barrigudo dançar?
Não?
Quá, quá, quá, quá, quá...
Quando ele dança, ui,

Sacode a pança, ui,
Quá, quá, quá, quá, quá...

No clube dos barrigudos

Só há baile uma vez por ano
Não dança samba, não

Não dança rumba, não
Só dança valsa lenta para piano.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, março 25, 2008

Ninotchka

Sílvio Caldas
Ninotchka (valsa, 1943) - Georges Moran e Cristóvão de Alencar - Intérprete: Sílvio Caldas

Disco 78 rpm / Título da música: Ninotchka / Cristóvão de Alencar, 1910-1983 (Compositor) / Georges Moran (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 02/03/1943 / Lançamento: 05/1943 / Nº do Álbum: 80-0080 / Nº da Matriz: S-052733-1 / Gênero musical: Valsa


Naquela tarde sombria eu te vi,
E nem sei o que senti,
Naquela tarde sem me aperceber,
Eu comecei a sofrer.

Ninotchka, Ninotchka,
A minha vida era tão calma,

Sem o teu olhar,
Ninotchka, Ninotchka,
Agora vivo alucinado a te adorar.

Abre teus braços por deus eu te peço,
Me deixa entrar no teu peito, amor,
Ninotchka, Ninotchka,
Pelos teus olhos, pelos teus beijos,
Eu morro de dor.

Abre teus braços por deus eu te peço,
Me deixa entrar no teu peito, amor,
Ninotchka, Ninotchka,
Pelos teus olhos, pelos teus beijos,
Eu morro de dor....



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, março 22, 2008

Essa mulher tem qualquer coisa na cabeça

Ciro Monteiro
Essa mulher tem qualquer coisa na cabeça (samba, 1942) - Wilson Batista e Cristóvão de Alencar - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: Essa mulher tem qualquer coisa na cabeça / Cristóvão de Alencar, 1910-1983 (Compositor) / Wilson Batista, 1913-1968 (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 13/05/1942 / Lançamento: 07/1942 / Nº do Álbum: 34940 / Nº da Matriz: S-052519 / Gênero musical: Samba


Tudo que ela quis eu dei
Tudo que ela pediu eu fiz
Por sua causa quase me arruinei
E ela ainda acha que não é feliz
Só peço a Deus que ela desapareça
Essa mulher tem qualquer coisa na cabeça


Tudo que ela quis eu dei...

Eu não vivo satisfeito
Depois de tudo que fiz
Ela não tem o direito de me fazer infeliz
Já perdi a paciência
Ela que não me aborreça
Essa mulher tem qualquer coisa na cabeça



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, março 21, 2008

Algum dia eu te direi

Gilberto Alves
Algum dia eu te direi (valsa, 1942) - Cristóvão de Alencar e Felisberto Martins - Intérprete: Gilberto Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Algum dia eu te direi / Cristovão de Alencar, 1910-1983 (Compositor) / Felisberto Martins (Compositor) / Gilberto Alves (Intérprete) / Fon-Fon, 1908-1951 [Direção] (Acomp.) / Orquestra Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 08/05/1942 / Lançamento: 08/1942 / Nº do Álbum: 12771 / Nº da Matriz: 6960 / Gênero: Valsa / Coleção de origem: Nirez


Eu tenho um segredo p'ra te revelar
Desde a primeira vez em que te vi
Mas eu não sei confessar
Tudo o que sinto por ti

Algum dia eu direi
Que te amo com fervor
E que não sei viver sem teu amor
Algum dia eu direi
Ao beijar os lábios teus
Nunca mais tu fugirás
Dos meus braços meu amor
Nesse dia me dirás
Apertando minha mão
É teu, amor, só teu, meu coração.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, março 18, 2008

Não

Sílvio Caldas
Não (valsa, 1940) - Newton Teixeira e Cristóvão de Alencar - Intérprete: Sílvio Caldas

Disco 78 rpm / Título da música: Não / Cristóvão de Alencar, 1910-1983 (Compositor) / Newton Teixeira (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 18/03/1940 / Lançamento: 05/1940 / Nº do Álbum: 34600 / Nº da Matriz: 33351-1 / Gênero: Valsa


Entre nós está tudo acabado
Eu não quero ve-la nunca mais
Para que recordar o passado
Que só desventura nos traz?

Acabo de rasgar
A tua última carta
Na qual você me pede
Que eu volte outra vez
Nela você me diz

Que é muito infeliz
E que está arrependida
Do mal que me fez

Sei que o arrependimento
É sincero
Mas sinto que ainda lhe quero
Com todo o meu coração
Mas, ao lembrar
A sua ingratidão
Respondo a chorar
Que, não!...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, março 12, 2008

Até breve

Sílvio Caldas
Até breve (samba, 1937) - Ataulfo Alves e Cristóvão de Alencar - Intérprete: Sílvio Caldas

Disco 78 rpm / Título: Até breve / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Compositor) / Cristóvão de Alencar, 1910-1983 (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Benedito Lacerda [1903-1958] e Seu Conjunto Regional (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 18/03/1937 / Lançamento: 09/1937 / Nº do Álbum: 11508 / Nº da Matriz: 5544 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Até breve
Você disse ao deixar o nosso lar
Até breve
Eu respondi quase sem poder falar
E depois desse até breve
Muito tempo já passoú
Até breve....até breve
E você nunca mais voltou


E você nunca mais voltou ao nosso lar
Deixando esta saudade em seu lugar
Meu amor, nosso amor já tinha raiz
Sem você jamais serei feliz

Os meus olhos estão cansado de chorar
E perguntam se você vai voltar
Eu não sei responder
Mas meu coração
Bate forte no peito
E diz que não



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, março 11, 2008

Longe dos olhos

Francisco Alves
Longe dos olhos (samba, 1936) - Djalma Ferreira e Cristóvão de Alencar - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Longe dos olhos / Cristovão de Alencar, 1910-1983 (Compositor) / Djalma Ferreira (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Conjunto Regional RCA Victor (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 14/04/1936 / Lançamento: 06/1936 / Nº do Álbum: 34069 / Nº da Matriz: 80124-1 / Gênero musical: Samba canção


Que saudade
Nesta solidão
Ela tão longe, longe dos olhos
E perto do meu coração


(repete)

Ai, meu Deus, quanta dor
Longe choro
Sem saber como vai meu amor
Coração, bate mais
Sofre, canta, para ver
Se ela escuta os meus ais.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Pela primeira vez

Noel Rosa
Pela Primeira Vez (samba, 1936) - Noel Rosa e Cristóvão de Alencar - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título: Pela Primeira Vez / Alencar, Cristóvão de, 1910-1983 (Compositor) / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Regional RCA Victor (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1936 / Álbum 34061 / Lado A / Gênero: Samba.


Tom: G

G          C7/9       G
Pela primeira vez na vida
         E7                        Am  D7/9
Sou obrigado a confessar que amo alguém.
Am                 Ebº          Em
Chorei quando ela deu a despedida
       A7                       D7
Ela me vendo a chorar chorou também.
Am                 D7          G
Meu Deus, faça de mim o que quiser,
                    E7
Mas não me faça perder
Am      D7       G
O amor desta mulher.

   Am                D7          G
Na estação, na hora de partir o trem,
          Ebº                    Em
Ela me vendo a chorar chorou também.
         Am        D7       G
Depois fiquei olhando a janela,
E7     Am          D7            G
Até sumir numa esquina o lenço dela.

  Am                D7           G
Se meu amor não regressar, irei também
      Ebº                       Em
À estação na hora de partir o trem.
       Am          D7         G
E nunca mais assisto uma partida
E7       Am           D7           G
Pra não lembrar mais daquela despedida.

quinta-feira, abril 06, 2006

Cristóvão de Alencar

Cristóvão de Alencar (Armando de Lima Reis), compositor, jornalista e radialista, nasceu em São Paulo SP , em 8/1/1910, e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 23/11/1983. Criado no bairro carioca de Vila Isabel, desde muito jovem interessou-se por música popular, participando do bloco carnavalesco Faz Vergonha, para o qual chegou a compor alguns sambas.


A marcha Olha pra lua (com Nássara) foi sua primeira composição gravada, em 1934, por Francisco Alves, na Victor.

Em 1935 começou a trabalhar na Rádio Guanabara, onde ficou conhecido como Amigo Velho, palavras com que iniciava seu programa naquela emissora. Sua composição mais conhecida, o samba Arrependimento, foi feita nesse ano com parceria e interpretação de Sílvio Caldas, gravada na Odeon.

Sua marcha-rancho Mal-me-quer (com Newton Teixeira) foi grande sucesso no Carnaval de 1940, interpretada por Orlando Silva. Dircinha Batista e Gilberto Alves foram os intérpretes da maioria de suas composições.

Foi um dos fundadores da UBC, da qual chegou a ser presidente. Adotando também o nome de Armando Reis, teve como principais parceiros Newton Teixeira, Nássara e Georges Moran.

Algumas músicas












Obra

Algum dia te direi (c/Felisberto Martins), valsa, 1942; Arrependimento (c/Sílvio Caldas), samba, 1935; Até breve (c/Ataulfo Alves), samba, 1937; Bis, maestro, bis (c/J. Maia), samba, 1940; Clube dos barrigudos (c/Haroldo Lobo), marcha, 1944; Escocesa (c/Haroldo Lobo), marcha, 1944; Longe dos olhos (c/Djalma Ferreira), samba-canção, 1936; Mal-me-quer (c/Newton Teixeira), valsa, 1940; Não há, ó gente, ó não (c/Antônio Almeida), marcha, 1937; Ninotchka (c/Georges Moran), valsa, 1943; Pela primeira vez (c/Noel Rosa), samba, 1936; Quando a saudade chegar (c/Paulo Barbosa), valsa, 1943; Ruas do Japão (c/Haroldo Lobo), marcha, 1944; A vida continua (c/Felisberto Martins), valsa, 1940; Vinte e cinco anos (c/Wilson Batista), samba, 1942


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.