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terça-feira, novembro 09, 2010

Ary Lobo


Ary Lobo (Gabriel Eusébio dos Santos Lobo), cantor e compositor, nasceu em Belém, PA, em 14/8/1930, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21/8/1980.

Foi soldado da aeronáutica em sua terra natal e começou sua carreira artística se apresentando em programas de calouro na Rádio Clube do Pará. Fazia parte do conjunto Namorados Tropicais.

Por influência do compositor Pires Cavalcanti, foi para o Rio de Janeiro a fim de prosseguir a carreira. Por intermédio do compositor e pianista Gadé, apresentou-se na Rádio Mauá.

Em 1958 gravou o primeiro disco, pela RCA, interpretando o batuque Sentinela do mar, de Alventino Cavancânti e Hilton Simões e o rojão Forró do cabo Gato, de Barbosa da Silva e José Pereira. No ano seguinte gravou os cocos Paulo Afonso e Pedido a Padre Cícero, de Gordurinha e o rojão O criador, de Edgar Ferreira.

Em 1960 gravou, de Elias Ramos e Severino Ramos, o coco A mulher que vendia siri. Gravou também no mesmo ano a primeira composição de sua autoria, o rojão Eu vou prá lua, parceria com Luiz de França. No ano seguinte gravou Coco decente da dupla Miguel Lima e João Silva.

Em 1961 gravou,  pela RCA Victor, de Claudionor Martins e Osvaldo de Oliveira, o samba-choro Eis o conselho, e de Antônio Bezerra e Júlio Ricardo, o rojão Riviolândia.

Em 1962 compôs em parceria com Jacinto Silva o rojão Moça de hoje, gravado no mesmo disco em que registrou o bolero Pedido a São Jorge, de Ari Monteiro.

No ano seguinte gravou Quem encosta em Deus não cai, toada de João do Vale, José Ferreira e Ari Monteiro e o arrasta-pé Mané Cazuza, de Rosil Cavalcânti.

Em 1964 gravou LP que popularizou dois de seus grandes sucessos como cantor, Último pau-de-arara, de Venâncio, Corumba e J. Guimarães e Vendedor de carangueijo, de Gordurinha.

Dois anos depois compôs com Luiz Boquinha Quem é o campeão, faixa título do LP que lançou na RCA Victor naquele mesmo ano. Em 2000 sua composição Eu vou pra lua foi regravada por Zé Ramalho no CD Nação nordestina.

Obra

É o Cosme e Damião (c/ Luiz Boquinha), Eu vou pra lua (c/ Luiz de França), Madame Paraíba (c/ Dilson Dória), Moça de hoje (c/ Jacinto Silva).

Discografia

(Sem data) Cria juízo mulher - Japoti - LP; (Sem data) Novamente - Crazy - LP; (1971) Ari Lobo e seus grandes sucessos - RCA Victor - LP; (1966) Quem é o campeão - RCA Victor - LP; (1965) Zé Mané - RCA Victor - LP; (1964) Ari Lobo e seus grandes sucessos - RCA Victor - LP; (1963) Quem encosta em Deus não cai / Coco da Juliana - RCA Victor - 78; (1963) Mané Cazuza / Cento e vinte - RCA Victor - 78; (1963) Poeira de ritmos - RCA Victor - LP; (1962) Moça de hoje / Pedido a São João - RCA Victor - 78; (1962) Garganta de cera / É o Cosme e Damião - RCA Victor - 78; (1962) Ari Lobo - RCA Victor - LP; (1961) Cheguei na lua / Recife sangrento - RCA Victor - 78; (1961) Santo Antônio é que é o santo / Coco decente - RCA Victor - 78; (1961) Eis o conselho / Riviolândia - RCA Victor - 78; (1960) A mulher que vendia siri / Evolução - RCA Victor - 78; (1960) Caveira / Fé em Deus - RCA Victor - 78; (1960) Eu vou prá lua / Saravá Cosme e Damião - RCA Victor - 78; (1959) Paulo Afonso / O criador - RCA Victor - 78; (1959) Fruta gostosa / Pedido a Padre Cícero - RCA Victor - 78; (1959) Homenagem a JK / Mariana - RCA Victor - 78; (1959) Juvita / Aracati - RCA Victor - 78; (1958) Sentinela do mar / Forró do cabo Gato - RCA Victor - 78.

Fonte: Instituto Moreira Sales; Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira; Bibliografia Crítica: AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.

domingo, outubro 19, 2008

Um a um

Um a um (coco, 1954) - Edgar Ferreira - Interpretação: Jackson do Pandeiro

Disco 78 rpm / Título da música: 1 x 1 / Ferreira, Edgard (Compositor) / Jackson do Pandeiro, 1919-1982 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Gaúcho (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1953 / Nº Álbum 5234 / Gênero musical: Coco.



Esse jogo não é um a um
Se o meu time perder tem zum-zum-zum
Esse jogo não pode ser um a um
O meu clube tem time de primeira
Sua linha atacante é artilheira
A linha média é tal qual uma barreira
O center-forward corre bem na dianteira


A defesa é segura e tem rojão
E o goleiro é igual um paredão
É encarnado e branco e preto
É encarnado e branco
É encarnado e preto e branco
É encarnado e preto


O meu time jogando, eu aposto
Quer jogar, um empate é pra você
Eu dou um zurra a quem aparecer
Um empate pra mim já é derrota
Eu confio nos craques da pelota
E o meu clube só joga pra vencer

quinta-feira, setembro 25, 2008

Edgar Ferreira

Edgar Ferreira (Edgar Monteiro Ferreira, 07/04/1922 - 19/12/1995, Recife, PE), compositor, foi um dos fundadores do primeiro sindicato da indústria metalúrgica de material elétrico da cidade do Recife.

Trabalhou na Fábrica Mazarazzo de onde foi demitido em 1941 por participar de uma greve. Passou a sobreviver vendendo livros de cordel com composições suas no Largo da Paz, em Recife.

Quando adolescente, fundou a Escola de Samba Turma Brasileira. Destacou-se como compositor tendo diversas músicas gravadas com sucesso por Jackson do Pandeiro, entre as quais Forró em Limoeiro, gravada em 1953, grande sucesso daquele ano, e Um a um no ano seguinte.

Suas composições foram também gravadas por inúmeros outros intérpretes, entre os quais, Carlos Galhardo, Joel de Almeida, Luiz Wanderley, Beth Carvalho, Martinho da Vila, Gilberto Gil, João Bosco, Genival Lacerda, Cascabulho, Zé Ramalho e Paralamas do Sucesso.

Em 1955, Alzirinha Camargo gravou o rojão Show no Maracanã. Nesse ano, fez grande sucesso no carnaval com o samba Vou gargalhar, gravado por Jackson do Pandeiro. Em 1959, Ari Lobo gravou o rojão O criador, e em 1961, Recife sangrento. No ano seguinte, Altamiro Carrilho e sua Bandinha regravaram Forró em Limoeiro. Ainda com Jackson do Pandeiro teve gravadas o xote Cremilda. Em 1967, foi premiado pela trilha sonora da peça O Rei da vela, de Oswald de Andrade. Em 1983, a mesma peça foi levada para o cinema e ele ganhou um Kikito de ouro no festival de gramados pela trilha sonora, ambas as versões dirigidas por José Celso Martinez.

Em 1999, Carmélia Alves regravou seu coco Um a um. Em 2000, sua composição Ele disse, composta em homenagem ao ex-presidente da República Getúlio Vargas, foi regravada pelo cantor Zé Ramalho no CD duplo Nação Nordestina. No mesmo ano, o cantor pernambucano Claudionor Germano gravou A dor de uma saudade. Também na mesma época, o coco Forró em Limoeiro foi regravado pelo Trio Nordestino no CD Trio Nordestino - Xodó do Brasil que marcou o retorno do trio.

É, até hoje, considerado um dos maiores compositores de Pernambuco nos anos 1950 e 1960. Foi considerado um dos criadores do rojão, ritmo muito próximo do coco.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.