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domingo, abril 03, 2011

Darius Milhaud

Darius Milhaud
Darius Milhaud, compositor, nasceu em Marselha, França, em 4/9/1892, e faleceu em Genebra, Suíça, em 23/6/1974. Um dos mais notáveis músicos deste século, encabeçou até a morte importante setor da música contemporânea.

Integrou, com Arthur Honegger (1892—1955), Germaine Tailleferre (1892—), Francis Poulenc (1899—1963), Georges Auric (1899—) e Louis Durey (1888—), o Grupo dos Seis, formado em Paris, França, em 1920. Seu catálogo de obras inclui os mais variados gêneros da criação musical.

Com 25 anos de idade, foi designado adido cultural da Legação de França no Rio de Janeiro RJ, onde chegou acompanhando o chefe da representação diplomática da França no Brasil, o escritor e poeta Paul Claudel (1868—1955). A chegada ao Rio de Janeiro foi no sábado de Carnaval de 1917.

Nas suas notas biográficas (Notes sans musique, Paris, 1945), recorda a impressão chocante que lhe produziu o ritmo primitivo dos instrumentos de percussão dos cordões carnavalescos que desfilavam pela Avenida Rio Branco. 

Conheceu, em seguida, e passou a freqüentar, os compositores brasileiros da época — Henrique Oswald, Francisco Braga, Alberto Nepomuceno, Heitor Villa-Lobos, Luciano Gallet. Descobriu, por fim, a música popular brasileira, que lhe deixaria profunda e duradoura impressão, que descreve assim: 

“Os ritmos dessa música popular me intrigavam e me fascinavam. Havia, na síncopa, uma imperceptível suspensão, uma respiração molenga, uma sutil parada, que me era muito difícil captar. Comprei então uma grande quantidade de maxixes e de tangos; esforcei-me por tocá-los com suas síncopas, que passavam de mão para outra. Meus esforços foram recompensados, e pude, enfim, exprimir e analisar esse pequeno nada, tão tipicamente brasileiro. Um dos melhores compositores de música desse gênero, Nazareth tocava piano na entrada de um cinema da Avenida Rio Branco. Seu modo de tocar, fluido, inapreensível e triste, ajudou-me, igualmente, a melhor conhecer a alma brasileira”. 

Deixou o Brasil em 1919, de retorno à Europa. A partir de então, em inúmeras obras suas, repontam, como instantâneos sonoros, ritmos, motivos e temas da música popular brasileira: L’Homme et son désir (O homem e seu desejo), Deux poèmes tupis (Dois poemas tupis), La Création du monde (A criação do mundo), Trois chansons de négresse (Três canções de negra), Scaramouche, Danses de Jacaré-mirim (chorinho, tanguinho e sambinha), Salada (Salada), La Carnaval d’Aix, Globe-trotter, Saudades do Brasil (suíte que compreende doze títulos de bairros do Rio de Janeiro: Sorocaba, Botafogo, Leme, Copacabana, Ipanema, Gávea, Corcovado, Tijuca, Paineiras, Sumaré, Laranjeiras e Paiçandu), e Le Boeuf surle toit (O boi no telhado), cinema-sinfonia sobre uma farsa de Jean Cocteau, em que aparecem cerca de trinta temas e fragmentos melódicos de músicas cariocas em voga nos anos 1917-1918, cujo título foi extraído do tango O boi no telhado, de Zé Boiadeiro, pseudônimo do compositor popular José Monteiro. 

CD 

Brasil — Obras de Ernesto Nazaré e Darius Milhaud, Marcelo Bratke, 1996, Olympia 946062. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998 - São Paulo.

domingo, dezembro 26, 2010

Lorenzo Fernandez

Oscar Lorenzo Fernandez
Lorenzo Fernandez (Oscar Lorenzo Fernandez), regente, professor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 4/11/1897, e faleceu na mesma cidade, em 27/8/1948. Filho de espanhóis, desde criança demonstrou vocação para a música, embora pretendesse seguir a carreira de médico.

Após concluir o curso secundário, entretanto, foi acometido de doença nervosa que o impediu de continuar os estudos, permanecendo inativo durante vários meses. Em 1917 decidiu ingressar no I.N.M., onde teve como principal orientador Frederico Nascimento. Estudou teoria e piano com J. Otaviano e em 1918 passou a freqüentar a classe de harmonia de Frederico Nascimento, enquanto seguia as aulas de piano de Henrique Oswald.

Mais tarde foi aluno de Francisco Braga, estudando contraponto, fuga, composição e instrumentação. Por essa época freqüentava com Luciano Gallet a casa de Frederico Nascimento, onde Alberto Nepomuceno passava seus últimos dias, para ouvir-lhe os conselhos, que muito o influenciaram.

Em 1920 foi um dos fundadores da Sociedade de Cultura Musical, onde ocupou diversos cargos, até sua extinção em 1926. Em 1922 começou a se destacar como compositor, participando de um concurso com as peças Noturno e Arabesca, para piano, e Cisnes e Ausência, para canto e orquestra. No ano seguinte substituiu interinamente Frederico Nascimento na cátedra de harmonia superior do I.N.M., sendo efetivado no posto dois anos depois.

Em 1924 obteve o primeiro lugar em concurso de composição da Sociedade de Cultura Musical, com o Trio brasileiro, sua primeira obra importante, que assinala o rumo definitivo de sua orientação nacionalista.

A 17 de novembro de 1925 estreou sua Suíte sinfônica (sobre três temas populares brasileiros), sua primeira obra orquestral, regida por Nicolino Milano, com a orquestra do I.N.M. Outro trabalho importante desse período é o Quinteto — Suíte para quinteto de sopro.

Nova versão da Suíte sinfônica, com a instrumentação completamente refeita, foi executada em 1929 nos Festivais íbero-Americanos de Barcelona, Espanha, onde alcançou êxito. Mas seu primeiro grande sucesso foi o bailado Imbapara, baseado em temas recolhidos por Roquete Pinto entre os índios Pareci da serra do Norte, no Mato Grosso, que estreou a 2 de setembro de 1929 sob a regência de Francisco Braga.

Dessa época são também os Três estudos em forma de sonatina, para piano. No ano seguinte compôs a suíte Reisado do pastoreio, cujo “Batuque” final se tornou autêntico clássico da música erudita brasileira, gravado por Hans Kindler (1892—1949) e a Sinfônica Nacional, de Washington D.C., EUA, com grande êxito comercial, e executado por regentes famosos.

Ainda em 1930 fundou a revista mensal Ilustração Musical, que durou até o oitavo número, de março de 1931. Sua ligação com os artistas do movimento modernista resultou na ópera Malasarte, com texto de Graça Aranha. Com a morte deste, teve apenas alguns de seus trechos executados a 21 de outubro de 1933, no I.N.M., e somente foi encenada a 30 de setembro de 1941, no Teatro Municipal, do Rio de Janeiro.

Em 1935 regeu em São Paulo SP um concerto na Sociedade de Cultura Artística, e dois anos depois, sob regência de Villa-Lobos, estreou no Teatro Municipal, do Rio de Janeiro, seu poema coreográfico Amaya, inspirado em argumentos e temas musicais de caráter incaico.

Uma de suas maiores realizações foi a fundação, em 1936, do Conservatório Nacional de Música, no Rio de Janeiro, para o qual obteve, em 1940 uma sede própria no centro da cidade, com salão de concertos, sala de conferências, biblioteca etc. Foi diretor da entidade até a morte, promovendo recitais, concertos e cursos livres, e incentivando a aplicação da moderna pedagogia à iniciação musical infantil.

Em 1938 empreendeu sua primeira tournée como regente e conferencista pela América Latina (Colômbia, Panamá, Cuba, Peru, Chile, Argentina e Uruguai) divulgando, além de suas obras, as de autores brasileiros como Villa-Lobos, Alberto Nepomuceno e Henrique Oswald. Nesse mesmo ano, o “Batuque” extraído do final do primeiro ato de sua ópera Malasarte foi executado no festival comemorativo do IV Centenário de Bogotá, obtendo o primeiro prêmio, instituido pela New Music Association da Califórnia, EUA.

Foi em seguida convidado pelo prefeito da capital colombiana a musicar o Hino à raça, de Guillermo Valencia, executado simultaneamente a 12 de outubro no Teatro Municipal, do Rio de Janeiro, e no Teatro Colón, de Bogotá, com irradiação para todo o continente.

Em junho de 1940, o “Batuque” do Reisado do pastoreio foi executado em concerto no Rio de Janeiro pela orquestra da National Broadcasting Corporation, dos EUA., sob a regência de Arturo Toscanini (1867—1957).

Em 1941 participou em Santiago do Chile, com Aaron Copland e Honorio Siccardi, do júri de um concurso de composição, cujo resultado, anulado pelo governo chileno, provocou grande controvérsia na imprensa e nos círculos musicais chilenos.

Seu Primeiro concerto, para violino e orquestra, foi executado por Oscar Borgeth a 13 de junho de 1945, sob regência de Erich Kleiber (1890—1956). Nesse ano compôs a Primeira sinfonia, estreada em 1948 pela Orquestra Sinfônica Brasileira, sob a regência de Eleazar de Carvalho.

Em 1947 terminou de compor a Segunda sinfonia, inspirada em “O caçador de esmeraldas”, de Olavo Bilac, que não chegou a ser executada durante sua vida. Seu cinqüentenário foi comemorado em vários círculos musicais do país, tendo sido recebido festivamente em Curitiba PR pela Sociedade Brasílio ltiberê, regido a Orquestra Sinfônica do Recife PE e o Coral Villa-Lobos, em João Pessoa PB.

Sua última aparição em público ocorreu no dia de sua morte, a 27 de agosto de 1948, quando regeu um concerto sinfônico com a orquestra da E.N.M.U.B., no Rio de Janeiro.

Em 1997, em comemoração do centenário de nascimento do compositor, foi realizada uma série de concertos e um recital multimídia com o barítono Walter Weiszflog e o pianista Achille Picchi. Foi lançado também o livro Roteiro interior de amor e renúncia, uma seleção de poesias do compositor, organizada por Helena Lorenzo Fernandez.

Obra completa 

Música dramática
Ópera: Malasarte, 1931-1933.
Música orquestral
Amaya, poema coreográfico, 1930; Imbapara, bailado, 1928; Primeira sinfonia, 1945; Primeiro concerto, p/piano e orquestra, 1924; Primeiro concerto, p/viouno e orquestra, 1941-1942; Reisado do pastoreio, suíte, 1930; Segunda sinfonia, 1946-1947; Suíte do Malasarte (Malasartiana), 1941; Suíte sinfônica, 1925; Variações sinfônicas, p/piano e orquestra, 1948.
Música de câmara
Trios: Duas invenções seresteiras, p/flauta, clarineta e fagote, 1944; Idílio romântico, p/piano, violino e celo, 1924; Primeiro trio, p/piano, violino e cela, 1921; Trio brasileiro, p/piano, violino e celo, 1924.
Quartetos: Aquarelas, p/arcos, 1927; Primeiro quarteto, p/dois violinos, viola e cela, 1927; Segundo quarteto, p/dois violinos, viola e celo, 1946.
Quinteto: Quinteto —Suíte p/quinteto de sopro, 1926. Música instrumental
Solos p/piano: Acalanto da saudade, 1928; Arabesca, 1920; Bazar, 1933; Berceuse da boneca triste, 1926; Boneca Iaiá, 1944; Bonecas, 1932; Dança lânguida, 1927; Duas miniaturas, 1918; Folhas d’álbum, 1927; Historieta ingênua, 1925; Historietas maravilhosas, 1922; Marcha dos soldadinhos desafinados, 1927; Minhas férias, 1937; Miragem, 1919; Noturno, 1919; Pequena série infantil, 1937; Poemetos brasileiros — la série, 1926; Poemetos brasileiros — 2 série, 1928; Prelúdio fantástico, 1924; Prelúdios do crepúsculo, 1922; Presentes de Noel, 1927; Primeira brasiliana, 1927; Primeira suíte brasileira, 1936; Recordações da infância, 1935; Rêverie, 1923; Segunda suíte brasileira, 1938; Sonata breve, 1947; Suíte das cinco notas, 1942; Terceira suíte brasileira, 1938; Três estudos em forma de sonatina, 1929; Valsa exótica, 1927; Valsa suburbana, 1932; Visões infantis, 1923.
Solos p/violão: Ponteio, 1938; Saudosa seresta, 1938; Suave acalanto, 1938; Velha modinha, 1938.
Duos: Melodia, p/violino e piano, 1926; Moda, p/violino e piano, 1927; Noturnal, p/violino e piano, 1924; Noturno elegíaco, p/celo e piano, 1923; Romança, p/violino e piano, 1921; Romance elegíaco, p/celo e piano, 1924; Toada e dança, p/celo e piano, 1926. 
Música vocal
Canto e piano: Aveludados sonhos, 1947; Canção ao luar, 1933; A canção da fonte, 1936; Canção do berço, 1925; Canção do mar, 1934; Canção do violeiro, 1926; Canção sertaneja, 1924; Coração inquieto, 1938; Dentro da noite, 1946; Dois epigramas, 1925; Duas canções, 1922; Duas modinhas, 1928; Elegia da manhã, 1946; Essa negra fulô, 1934; O horizonte vazio, 1933; Macumba, 1926; Madrigal, 1943; Meu coração, 1926; Meu pensamento, 1934; Noite de junho, 1933; Ó vida de minha vida, 1923; Samaritana da floresta, 1936; A saudade, 1921; Serenata, 1930; Solidão, 1922; A sombra suave, 1929; Suave acalanto, 1936; Tapera, 1929; Toada para você, 1928; Toi, 1923; Trovas do amor, 1947; As tuas mãos, 1935; Vesperal, 1946.
Canto e orquestra: Ausência, 1922; Berceuse da onda, 1928; Canção do poço, 1931-1933; Cisnes, 1921; Do outro lado do mar, 1931-1933; As estrelas, 1923; Eu sou aquela que amam os homens, 1931-1933; Modinha de Malasarte, 1931-1933; Noturno, 1934; Quando eu era pequenino, 1931-1933; A samaritana, 1920; Seus olhos eram verdes, 1931-1933; Surdina, 1922; Um beijo, 1920; Velas ao mar, 1919.
Canto coral: Canção panteísta, 1933; Canções da infância, 1926; Cantigas de minha terra, 1935; Coros do Malasarte, 1931-1933; Os dois céus, 1944; Duas evocações, 1930; Duas noturnais, 1930; Epigramas matinais, 1936; Hino à raça, 1939; Motete, 1924; Noturno das folhas soltas, 1936; Ode a Santa Cecília, 1933; Oração ao sol, 1924; A tarde lenta, 1933; As tuas mãos, 1935. 

CDs

A obra de canto de Oscar Lorenzo Fernandez, Maria Lúcia Godoy e Talitha Peres, 1993, Conversatório Brasileiro de Música 107.224; Lorenzo Fernandez — Obras (2 CDs), 1997, Rádio M.E.C. 5011 e 5012.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998.

quinta-feira, abril 15, 2010

Luciano Gallet

Luciano Gallet, compositor, professor, pianista, regente e folclorista, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 28/6/1893 e faleceu em 29/10/1931. Entre os oito e os quatorze anos participou como cantor, pianista e ator de representações e espetáculos em seu colégio, o Pedro II.

Após estudar arquitetura, empregou-se como desenhista e aceitou um lugar como pianista, mesmo sem ter estudado música, em uma pequena orquestra de salão. Nessa época, passou a freqüentar cafés, cinemas e concertos, entrando em contato com o meio musical.

Em 1913 começou a trabalhar tomo acompanhador, e no final do ano, incentivado por Glauco Velásquez, apresentou seu Estudo número 3 a Henrique Oswald, que o aprovou. No ano seguinte, matriculou-se no I.N.M., onde estudou piano com Henrique Oswald e harmonia com Agnelo França.

Ainda em 1914 Glauco Velásquez, que adoecera, preparou-o para ser seu intérprete. Após a morte do compositor, no mesmo ano, fundou a Sociedade Glauco Velásquez, que teria uma existência de quatro anos.

Com Ábdon Milanez terminou, em 1916, seu curso de piano, tornando-se em seguida professor. Em 1917 fez curso de harmonia com Darius Milhaud, que o iniciou na música moderna. Depois de ter sido um dos maiores intérpretes da obra de Glauco Velásquez, a partir de 1918 lançou-se definitivamente como compositor, embora ainda influenciado, nos primeiros trabalhos, pelo estilo de seu mestre. Procurou em seguida aprofundar-se na música e no folclore brasileiros, que em grande parte ainda ignorava, apesar de seguir a corrente nacionalista.

Em 1922, ano da Semana de Arte Moderna, dirigiu o coro e a orquestra do I.N.M., do Rio de Janeiro, em várias audições. Em 1924 publicou os dois primeiros cadernos das Canções populares brasileiras, e fundou a sociedade coral Pró-Arte. Completou com mais três cadernos as Canções populares brasileiras em 1926, e dois anos depois concluiu sua coletânea de composições publicada após sua morte com o título Interpretações.

Ainda em 1928 tornou-se diretor da revista de música Weco. No ano seguinte compôs Suíte sobre temas negro-brasileiros, sua obra instrumental mais importante, uma das últimas que escreveu.

Descontente com a decadência da música brasileira, promoveu em 1930 uma campanha que culminou com a fundação da Associação Brasileira de Música, que se fundiu com a Associação dos Artistas Brasileiros em 1937.

Em dezembro de 1930 aceitou o convite para dirigir o I.N.M., onde introduziu uma série de modificações, exercendo o cargo até a morte. Colaborou ainda em diversas publicações. Publicou Estudos de folclore, Rio de Janeiro, 1934 (com Introdução de Mário de Andrade).

Obra completa

Música orquestral : Alanguissement, 1918; Dança brasileira, 1923; Dança brasileira, 1925; O destino das fadas, 1927; Elegia, 1921; Moderato e allegro, 1920; Morena, morena, 1927; Pai do mato, 1929; Suíte bucólica, 1920; Suíte popular, 1929; Suspira, coração triste, 1927; Tango-batuque, 1919; Toca-zumba, 1926; Xangô, 1929.

Música de câmara : Suíte, p/flauta, oboé, clarineta, fagote e piano, 1929; Turuna, p/alto, clarineta, violino e bateria, 1926.

Música instrumental : Solos p/piano: Berceuse, 1917; Caxinguelê, 1917; Doze exercícios brasileiros (Valsa sestrosa, Puladinho 1, Dobrado, Chorinho, Modinha, Tanguinho, Schottisch brasileira, Seresta, Maxixe, Polca sertaneja, Pula dinho II e Batuque), 1928; Hieróglifo, 1922; Moderato e allegro, 1918; Nhô Chico, 1927; Pecinhas infantis, 1929; Rapsódia, 1924; Rapsódia sertaneja, 1923; Suíte bucólica, 1920; Tango-batuque, 1918; Trois pièces burlesques, 1919.

Duos: Elegia, p/celo e piano, 1918; Romance n 1, p/violino e piano, 1918; Romance n 2, p/violino e piano, 1918.

Música vocal : Canto e piano: Acorda, donzela!, 1928; Ai, que coração, 1924; Alanguissement, 1918; Arrazoar, 1925; Atirei um pau no gato, 1928; Bambalelê, 1925; Bela pastora, 1928; Canção dolente, 1918; Carneirinho, carneirão, 1928; A casinha pequenina, 1927; Castanha ligeira, 1928; Condessa, 1927; O destino das fadas, 1927; Foi numa noite calmosa, 1925; Fotorototó, 1924; Iaiá, você quer morrer, 1924; Infância brasileira, 1928; Marcha, soldado, 1927; Maxixe, 1925; Morena, morena, 1921; Olhos verdes, 1922; Pai do mato, 1928; A partida, 1919; A perdiz piou no campo, 1924; Quadras, 1918; Salomé, 1918; Le sonnet d’Arvers, 1918; Surdina, 1919; Suspira, coração triste, 1921; Taieiras, 1925; Tutu-marambá, 1927; A vida, 1922; Xangô, 1928.

Coro e piano: Deux chansons de Bilitis, 1920; Eu vi amor pequenino, 1924; Hino à escola, 1920; O luar do sertão, 1924; Puxa o melão, sabiá, 1926; Sertaneja, 1924; Toada, 1922; Toca-zumba, 1926; Tutumarambá, 1922.

Música sacra : Ave Maria, 1919; Ave Maria n2 1, 1918; Padre Nosso n 2, 1918; Si queris miracula, 1926; Três cantos religiosos (Padre Nosso, 1918; Salutaris, 1920).

Fonte: Academia Brasileira de Letras; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha