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quinta-feira, janeiro 17, 2013

Caixote

Caixote (Marco Antonio do Carmo Ponte), instrumentista, maestro, produtor e arranjador, nasceu em 1962 em Presidente Prudente, SP. De família musical, filho do maestro Aluísio Pontes, desde criança demonstrou inclinação para tocar piano. Começou a tocar piano e teclado com apenas oito anos de idade. Com apenas 12 anos de idade começou a trabalhar com o pai. Formou-se maestro com apenas 16 anos de idade.

Iniciou a carreira artística na década de 1970, apresentando-se em bailes com o grupo Dimensão 5. Por essa época, conheceu o produtor e compositor Nil Bernardes e, através dele, fez arranjos para uma música que entrou em disco da apresentadora e cantora Xuxa, obtendo grande sucesso de vendagem no início dos anos 1980.

Através do cantor Moacyr Franco, aproximou-se do universo sertanejo, logo destacando-se como músico, arranjador e/ou produtor, trabalhando com diversos artistas desse gênero como, Zezé Di Camargo e Luciano, Daniel, Bruno e Marrone, Edson e Hudson, Leonardo, Rio Negro e Solimões, Gian e Giovani, Rick e Renner, e Roberta Miranda, entre outros.

Na televisão fez trilhas sonoras para os seriados Jaspion,Turma da Mônica, e Mad Maria, da Rede Globo, e para o programa do Bozo, no SBT. Apresentou-se em diversas casas de espetáculos, entre as quais, o Madison Square Garden, em Nova York, EUA, Olympia, Tom Brasil, Teatro Municipal de São Paulo, All of Jazz, e O Beco.

Tem apresentações em diferentes países, tais como Angola, China, Portugal, EUA , Argentina, África do Sul, Espanha, Franca, Itália, Holanda, Cabo Verde, Moçambique, Senegal, Porto Rico, Uruguai, Peru, Colômbia, Equador, Bolívia , St Martin, República Dominicana, Macau, e Holanda.

Em 1998, fez os arranjos para as faixas Fim de festa e Seca malvada para o CD da dupla Zezé di Camargo e Luciano, lançado naquela ano, pela gravadora Columbia. Nesse disco, foi também responsável pelos teclados em diversas faixas. No ano seguinte, participou do disco Tempo, o primeiro lançado pelo cantor Leonardo, após a morte do irmão Leandro. Ainda em 1999, teve a música Irresistível, com Cecílio Nena e Antônio Luiz, gravada pela dupla Zezé Di Camargo e Luciano, sendo regravada em disco ao vivo, lançado pela dupla no ano seguinte.

Em 2001, fez arranjos para as faixas Pra sempre em mim, Solidão a três e Passou da conta, da dupla Zezé Di Camargo e Luciano, além de participar como instrumentista em algumas faixas. Fez também os arranjos de cordas para a faixa Só com o olhar. Nesse ano, a música Até você voltar, com Cecílio Nena e Antonio Luiz, foi gravada por Reginaldo Rossi no CD Reginaldo Rossi ao vivo.

Em 2002, participou do CD comemorativo dos dez anos de carreira da dupla Zezé Di Camargo e Luciano, fazendo os arranjos para as faixas Balançou e Imprevisível.

Em 2004, fez a direção musical do CD O chão vai tremer, da dupla Edson e Hudson. No ano seguinte, fez a produção musical do CD Galera coração, da mesma dupla. No mesmo ano, fez os arranjos para o CD Apaixonado, disco de estréia da dupla Hugo e Tiago. Nesse época, passou a atuar como diretor e arranjador da banda do Programa do Faustão, na TV Globo.

Fez também, juntamente com Bozzo Barretti, os arranjos para o último DVD da dupla Bruno e Marrone. Além de seus trabalhos na música sertaneja, trabalhou também com artistas de outros estilos musicais, como os do samba, tendo trabalhado com os grupos Raça Negra, Negritude Júnior, Originais do Samba e Demônios da Garoa, entre outros. Segundo seus cálculos já foram vendidos mais de 50 milhões de CDs dos quais teve algum tipo de participação, o que o torna um dos mais atuantes músicos brasileiros.

Obras

Até você voltar (c/ Cecílio Nena e Antonio Luiz); Irresistível (c/ Cecílio Nena e Antônio Luiz).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

segunda-feira, novembro 10, 2008

Meu querido lindo

Moacir Franco
Meu querido lindo (cha-cha-chá, 1962) - Moacir Franco e Canarinho - Intérprete: Moacir Franco

Disco 78 rpm / Título da música: Meu querido lindo / Franco, Moacir (Compositor) / Canarinho (Compositor) / Franco, Moacir (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1962 / Nº Álbum 6413 / Gênero musical: Cha cha cha.



Esta vida é engraçada
Engraçada como o quê
Pra fazer uma piada
Basta só você querer

Ai, eu vou contar
O que houve ao me casar
Ai, ele vai contar
O que houve ao se casar

Na igreja nós entramos
Fomos logo pro altar
O sacerdote após o ato
Foi a noiva a desejar

E o mentor é que um dos filhos
(?)
E se alegre bendizendo
Distraída ela responde:
-Igualmente, reverendo

Ai, essa foi boa
Que mancada da patroa
Ai, essa foi boa
Que mancada da patroa

Ai, ai, outra mancada
É o meu filho, querem ver?
Quando no domingo
Levei ele a matinê

Lá na tela apareceu
Um mocinho que é um estouro
Expliquei pra meu filhinho:
-Esse é o afamado Zorro...

(-Que bacana, né, papai?)

Mas em seguida quase morro
Quando ele me perguntou:
-E quem que tá montado no Zorro?

-Meu querido lindo!

sexta-feira, novembro 07, 2008

Ninguém chora por mim

Jair Amorim
Ninguém chora por mim (bolero, 1961) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Interpretação: Carlos José

Disco 78 rpm / Título da música: Ninguém chora por mim / Gouveia, Evaldo (Compositor) / Amorim, Jair (Compositor) / José, Carlos (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1961 / Álbum: 17.868 / Lado B / Gênero musical: Bolero.


Gm                  Cm 
Mas se um dia eu tiver que chorar 
          F        Gm 
Ninguém chora por mim 


Hoje a notícia correu 
        G7        Cm 
Vieram logo me dizer 

Mas a verdade é que eu 
           D7         Gm 
Já estava farto de saber. 

         G7 
Um comentário é fatal 
              Cm 
A um grande amor que chega ao fim 
E7 
E quem sou eu afinal 
        A7 
Para mudar coisas assim. 

Dm 
Os meus problemas são meus 
          A7 
Deixem comigo a solução 

Os meus fracassos a Deus 
                         Dm 
É que eu revelo quantos são. 

       Gm 
Um conselho é tão fácil de dar 
         Dm 
Qualquer um cita exemplos no fim 
           Gm                  Cm 
Mas se um dia eu tiver que chorar 
          F        Gm 
Ninguém chora por mim 

quinta-feira, abril 13, 2006

Moacir Franco



Moacir Franco, ator, apresentador de TV, humorista, cantor e compositor, nasceu em 5/10/1936. Começou sua carreira atuando nos palcos. Após gravar a marchinha Me dá um dinheiro aí (grande sucesso do carnaval de 1960), inspirada no personagem “mendigo” do programa humorístico A Praça da Alegria (TV Record), começou a gravar discos regularmente, alternando canções humorísticas e românticas. Também atuou nos programas O Riso É o Limite e Rio Te Adoro.


No começo dos anos 60 faria grande sucesso com versões de canções internacionais, como Suave É a Noite (Tender is the Night) ou canções derramadas nacionais, como o bolero Ninguém Chora Por Mim (Evaldo Gouveia e Jair Amorim). Também foi o responsável pelo primeiro sucesso de Astor Piazzola no Brasil, sua versão Balada para um Louco.

Aos poucos, Moacyr também gravou canções sertanejas e de temas religiosos. Em 1996 gravou – recitando – todo o Novo Testamento numa coleção de 18 fitas cassete. Como animador de auditórios, apresentou muitos programas de sucesso, como Show Doçura (TV Rio) e Moacyr TV (TV Globo), que pretendia revelar novos talentos. Depois de ser operado de um aneurisma cerebral voltou à TV, atuando na Tupi, Bandeirantes e SBT.

Em 1982, elegeu-se deputado federal pelo PTB, cumprindo mandato de quatro anos. Entre fins dos anos 80 e começo dos 90 ficou longe das telas, atuando mais como cantor (principalmente em shows) e compositor – escrevendo canções sertanejas para Chitãozinho & Xororó, João Mineiro e Marciano e Nalva Aguiar.

No final dos anos 90, voltou à TV com sucesso, atuando no SBT em programas como Concurso de Paródias e Pequenos Brilhantes.

Algumas músicas