Mostrando postagens com marcador sergio cabral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sergio cabral. Mostrar todas as postagens

sábado, março 24, 2018

Os meninos da Mangueira - Ataulfo Júnior

A dupla Rildo Hora-Sérgio Cabral já havia criado um razoável repertório, com alguns sucessos como “Visgo de Jaca” e “Janelas Azuis”, quando Sérgio propôs ao parceiro escreverem um samba em homenagem à Mangueira. A idéia era prestar uma homenagem diferente, focalizando, por exemplo, os meninos do lugar. Assim nasceria “Os Meninos da Mangueira”, com Sérgio fazendo a letra sobre uma bela composição de Rildo, um samba de verdade, sincopado, malemolente, sentimental, mas de estribilho vibrante, sacudido.

E como o letrista é também historiador, homenageia passado e presente da Mangueira, descrevendo com graça e concisão os atributos de cada um dos personagens enumerados (“Carlos Cachaça, o menestrel / Mestre Cartola, o bacharel / Seu Delegado, um dançarino...”), juntando-os no final aos meninos que representam o futuro da Escola: “E a velha guarda se une / aos meninos lá na passarela / abram alas que vem ela / a Mangueira toda bela...”

“Os Meninos da Mangueira” foi lançado por Ataulfo Júnior, num compacto, recebendo, ainda em 76, mais doze gravações, entre as quais as de Jair Rodrigues e Eliana Pittman. A boa gravação de Ataulfo mostra na abertura uma sutileza do arranjador Rildo Hora: o som forte, grave, encorpado de um violão, que, revela Sérgio Cabral, “é na realidade o som dobrado de um violoncelo e um violão” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Os meninos da Mangueira (samba, 1976) - Rildo Hora e Sérgio Cabral - Intérprete: Ataulfo Júnior

Compacto simples (7") / Título da música: Os Meninos da Mangueira / Rildo Hora (Compositor) / Sérgio Cabral (Compositor) / Ataulfo Júnior (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1975 / Nº Álbum: 101.0361 / Lado A / Gênero musical: Samba.


C 
Um menino da Mangueira recebeu pelo natal 
     Ebdim         Dm    A7             Dm 
Um pandeiro e uma cuíca, que lhe deu Papai Noel 
                        G7             C 
Um mulato sarará, primo-irmão de dona Zica 
 
E o menino da Mangueira,foi correndo organizar 
    C7       F       A7               Dm    C 
Uma linda bateria, carnaval ja vem chegando 
       Dm      Am             Dm      G7    C 
E tem gente batucando, são os meninos da Mangueira 
         G7          C                G7        C  C7 
Carlos Cachaça, o menestrel mestre Cartola, o bacharel 
      F         E7      Am                    D7 
Seu Delegado um dançarino,faz coisas que aprendeu 
       G7   C7 
Com Marcelino 
 
-------- 
          F                 Ebdim            C 
E a velha guarda se une aos meninos la na passarela 
       A7           Dm        G7         C   C7 
Abram alas,que vem ela, a Mangueira toda bela 
 
 ( BIS ) 
--------- 
 
   G7                 C             G7            C  C7 
O Padeirinho, cade Xangô, o preto rico, chama o Sinhô 
        F    E      Am              D7 
E Dona Nelma.... maravilhosa, e a primeira mulher 
         G7  C7 
Da verde-rosa 
 
---------- 
    F                    Ebdim                  C 
E onde e que se junta o passado,o futuro e o presente 
        A7        Dm            G7             C  C7 
Onde o samba e permanente, na Mangueira minha gente 
 
 ( BIS ) 

sábado, dezembro 11, 2010

Sérgio Cabral

Sérgio Cabral
Sérgio Cabral (Sérgio Cabral Santos), jornalista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 27/5/1937.

Em 1957, quando se preparava para o vestibular de jornalismo, deixou os estudos e começou a trabalhar como repórter de polícia no Diário da Noite, do Rio de Janeiro, transferindo-se em 1959 para o Jornal do Brasil, onde iniciou, dois anos depois, suas atividades como crítico de música popular brasileira, com a coluna Música naquela base.

Deixou o Jornal de Brasil em 1962, passando a fazer crítica musical para outros jornais do Rio de Janeiro, como a Tribuna da Imprensa, Diário Carioca e Correio da Manhã.

Dirigiu e escreveu vários espetáculos de música popular, como o Telecoteco opus n° 1, junto com Oduvaldo Viana Filho e Teresa Aragão, em 1965, em que participaram Ciro Monteiro e Dilermando Pinheiro (Teatro Opinião, do Rio de Janeiro).

No ano seguinte, com Oduvaldo Viena Filho e Armando Costa, realizou o Samba pede passagem, com Baden Powell, Araci de Almeida, MPB-4, Ismael Silva, Regional do Canhoto, Raul de Barros, Sidney Miller e diversos conjuntos de samba.

Em 1969, com outros jornalistas, fundou O Pasquim, do qual foi editor por um ano. Depois, continuou no jornal como colaborador, além de escrever colunas de música popular em outros órgãos de imprensa, como o jornal O Globo e a revista Homem.

Em 1973 dirigiu e escreveu o espetáculo Sarau, com Paulinho da Viola e o conjunto Época de Ouro. No mesmo ano foi gravada sua composição (parceria com Rildo Hora) Janelas azuis, por Maria Creuza, na RCA.

Em 1974 produziu discos para as etiquetas Marcus Pereira e RCA. Fez parte do conselho de música popular do MIS, do Rio de Janeiro. Em 1979 realizou a seleção musical e escreveu o texto do álbum duplo Pixinguinha, vida e obra, disco-brinde produzido pela Som Livre para os clientes da Rede Globo. 

Publicou, entre outros: As escolas de samba, o quê, quem, como, quando e por quê?, Rio de Janeiro, 1974 (22 ed., Rio de Janeiro, Lumiar Editora, 1996); Pixinguinha, vida e obra, Coleção MPB, nr 1, Rio de Janeiro, Funarte, 1978 (22 ed., Rio de Janeiro, Lumiar Editora, 1997); No tempo de Almirante: uma história do rádio e da MPB, Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1990; No tempo de Ari Barroso, Rio de Janeiro, Lumiar Editora, 1993; Elisete Cardoso: uma vida, Rio de Janeiro, Lumiar Editora, 1994; Antônio Carlos Jobim — uma biografia, Lumiar Editora, Rio de Janeiro, 1997. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Os meninos da Mangueira

A dupla Rildo Hora-Sérgio Cabral já havia criado um razoável repertório, com alguns sucessos como “Visgo de Jaca” e “Janelas Azuis”, quando Sérgio propôs ao parceiro escreverem um samba em homenagem à Mangueira. A idéia era prestar uma homenagem diferente, focalizando, por exemplo, os meninos do lugar. Assim nasceria “Os Meninos da Mangueira”, com Sérgio fazendo a letra sobre uma bela composição de Rildo, um samba de verdade, sincopado, malemolente, sentimental, mas de estribilho vibrante, sacudido.

E como o letrista é também historiador, homenageia passado e presente da Mangueira, descrevendo com graça e concisão os atributos de cada um dos personagens enumerados (“Carlos Cachaça, o menestrel / Mestre Cartola, o bacharel / Seu Delegado, um dançarino...”), juntando-os no final aos meninos que representam o futuro da Escola: “E a velha guarda se une / aos meninos lá na passarela / abram alas que vem ela / a Mangueira toda bela...”

“Os Meninos da Mangueira” foi lançado por Ataulfo Júnior, num compacto, recebendo, ainda em 76, mais doze gravações, entre as quais as de Jair Rodrigues e Eliana Pittman. A boa gravação de Ataulfo mostra na abertura uma sutileza do arranjador Rildo Hora: o som forte, grave, encorpado de um violão, que, revela Sérgio Cabral, “é na realidade o som dobrado de um violoncelo e um violão” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Os meninos da Mangueira (samba, 1976) - Rildo Hora e Sérgio Cabral - Intérprete: Ataulfo Júnior

Compacto simples (7") / Título da música: Os Meninos da Mangueira / Rildo Hora (Compositor) / Sérgio Cabral (Compositor) / Ataulfo Júnior (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1975 / Nº Álbum: 101.0361 / Lado A / Gênero musical: Samba.


C 
Um menino da Mangueira recebeu pelo natal 
     Ebdim         Dm    A7             Dm 
Um pandeiro e uma cuíca, que lhe deu Papai Noel 
                        G7             C 
Um mulato sarará, primo-irmão de dona Zica 
 
E o menino da Mangueira,foi correndo organizar 
    C7       F       A7               Dm    C 
Uma linda bateria, carnaval ja vem chegando 
       Dm      Am             Dm      G7    C 
E tem gente batucando, são os meninos da Mangueira 
         G7          C                G7        C  C7 
Carlos Cachaça, o menestrel mestre Cartola, o bacharel 
      F         E7      Am                    D7 
Seu Delegado um dançarino,faz coisas que aprendeu 
       G7   C7 
Com Marcelino 
 
-------- 
          F                 Ebdim            C 
E a velha guarda se une aos meninos la na passarela 
       A7           Dm        G7         C   C7 
Abram alas,que vem ela, a Mangueira toda bela 
 
 ( BIS ) 
--------- 
 
   G7                 C             G7            C  C7 
O Padeirinho, cade Xangô, o preto rico, chama o Sinhô 
        F    E      Am              D7 
E Dona Nelma.... maravilhosa, e a primeira mulher 
         G7  C7 
Da verde-rosa 
 
---------- 
    F                    Ebdim                  C 
E onde e que se junta o passado,o futuro e o presente 
        A7        Dm            G7             C  C7 
Onde o samba e permanente, na Mangueira minha gente 
 
 ( BIS )