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sexta-feira, janeiro 18, 2013
Cláudio Camunguelo
Cláudio Camunguelo (Cláudio Lopes dos Santos), compositor, flautista e cantor, nasceu no subúrbio de Vaz Lobo, Rio de Janeiro, RJ, em 5/6/1947, e faleceu na mesma cidade em 24/12/2007. Era neto de baianos que freqüentaram a Praça Onze, centro do Rio, e seu pai, que trabalhava na Guarda Municipal, após ver o interesse do filho por música o presenteou com uma flauta de bambu. Após dar baixa da Aeronáutica, trabalhou como estivador do cais do porto, instalador de letreiros luminosos, ajudante de pedreiro, motorista de táxi e ônibus, entre outras profissões.
Em 1986, participou, ao lado de Carlos Sapato, Baita e Adalto Magalha, do LP Explosão do pagode, da gravadora Fama. Neste disco, cantou duas composições de sua autoria; Joanita e Lá na favela, em parceria com Valdir Caramba.
Em outubro de 2001, classificou em 2º lugar sua composição Zé Galinha, parceria com Sílvio da Silva, no "Festival Chorando no Rio", do Estado do Rio de Janeiro, organizado pelo MIS (Museu da Imagem e do Som) e transmitido para todo o Brasil pela TVE.
Em 2003, ao lado de Casquinha, Jorge Presença, Xangô da Mangueira, Leci Brandão, Dona Ivone Lara, Arlindo Cruz, Ivan Milanez e Marquinho China, foi um dos convidados de Nei Lopes em projeto sobre o partido-alto apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil. Neste mesmo ano, interpretou O bicho de autoria de Zé Antônio e João Sérgio (da Escola de Samba Viradouro) no festival "Fábrica do Samba", classificando a composição em 2º lugar na finalíssima no Maracanazinho, no Rio de Janeiro.
Foi um dos responsáveis pelo lançamento do cantor e compositor Zeca Pagodinho. Freqüentador e fomentador de várias rodas de samba no subúrbio carioca (Cacique de Ramos, Candongueiro, entre outras). Morador do bairro de Vista Alegre, sua casa foi um dos pontos de encontro de sambistas importantes no cenário musical do Rio de Janeiro. Em seu livro "171 Lapa-Irajá", o poeta, letrista e contista Nei Lopes dedicou-lhe um conto: Armações de Camunguelo, referindo-se ao amor do flautista pela construção de um barco de pesca de nome "Camunguelo I".
Faleceu em decorrência de complicações causadas por diabetes, sendo sepultado no Cemitério de Irajá, subúrbio do Rio de Janeiro.
Obras
Joanita, Lá na favela (c/ Valdir Caramba), Zé Galinha (c/ Silvio da Silva)
Discografia
(1986) Explosão do pagode • Fama • LP
(2002) Festival de choro do MIS - chorando no Rio • CPC-UMES-Rob Digital • CD
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
domingo, abril 29, 2012
Adilson Bispo
Adilson Bispo (Adilson Pinheiro Bispo), compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 8/5/1952. Em 1979 teve gravada, no LP de Almir Guineto Jeito de Amar, sua composição Chantagem (com Zé Roberto).
Em 1984, Beth Carvalho registrou uma composição sua, Coração feliz (c/ Marquinhos PQD e Gérson do Vale), em disco. Dois anos depois, Almir Guineto gravou Conselho (c/ Zé Roberto).
No ano de 1986, Beth Carvalho gravou Falso reinado (c/ Zé Roberto). No ano de 1987, no LP Perfume de champanhe, Almir Guineto gravou outra composição de sua autoria: Mensagem, em parceria com Zé Roberto; Agepê incluiu em seu LP Canto pra gente cantar, a música Ilusão e Reinaldo, no disco Aquela imagem, registrou as composições Coisa de amante e Falso rubi, ambas de sua autoria em parceria com Zé Roberto. No ano seguinte, Elza Soares em seu disco Voltei, pela RGE, interpretou Ânsia louca (c/ Zé Roberto).
Em 1989, Zeca Pagodinho incluiu uma das músicas que seria um grande sucesso do cantor, Pinta de lord (c/ Zé Roberto), no disco Boêmio feliz.
Em 2010 comandou a festa em comemoração ao Dia Nacional do Samba, realizada pela UFRJ, no pátio da Reitoria, na Ilha do Fundão. No palco principal também se apresentaram os convidados: Noca da Portela, Dominguinhos do Estácio, Pedrinho da Flor, Adalto Magalha, Chiquinho Vírgula, Elaine Machado, Efson, Riko Dorilêo, Wanderley Monteiro, Anderson Baiaco, Rogerinho Ratatúia e Muleque Xibiu.
Obra
Ânsia louca (c/ Zé Roberto), Chantagem (c/ Zé Roberto), Coisa de amante (c/ Zé Roberto), Conselho (c/ Zé Roberto), Coração feliz (c/ Marquinhos PQD e Gérson do Vale), Falso reinado (c/ Zé Roberto), Falso rubi (c/ Zé Roberto), Ilusão (c/ Zé Roberto), Mensagem (c/ Zé Roberto), Pinta de lord (c/ Zé Roberto).
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
Em 1984, Beth Carvalho registrou uma composição sua, Coração feliz (c/ Marquinhos PQD e Gérson do Vale), em disco. Dois anos depois, Almir Guineto gravou Conselho (c/ Zé Roberto).
No ano de 1986, Beth Carvalho gravou Falso reinado (c/ Zé Roberto). No ano de 1987, no LP Perfume de champanhe, Almir Guineto gravou outra composição de sua autoria: Mensagem, em parceria com Zé Roberto; Agepê incluiu em seu LP Canto pra gente cantar, a música Ilusão e Reinaldo, no disco Aquela imagem, registrou as composições Coisa de amante e Falso rubi, ambas de sua autoria em parceria com Zé Roberto. No ano seguinte, Elza Soares em seu disco Voltei, pela RGE, interpretou Ânsia louca (c/ Zé Roberto).
Em 1989, Zeca Pagodinho incluiu uma das músicas que seria um grande sucesso do cantor, Pinta de lord (c/ Zé Roberto), no disco Boêmio feliz.
Em 2010 comandou a festa em comemoração ao Dia Nacional do Samba, realizada pela UFRJ, no pátio da Reitoria, na Ilha do Fundão. No palco principal também se apresentaram os convidados: Noca da Portela, Dominguinhos do Estácio, Pedrinho da Flor, Adalto Magalha, Chiquinho Vírgula, Elaine Machado, Efson, Riko Dorilêo, Wanderley Monteiro, Anderson Baiaco, Rogerinho Ratatúia e Muleque Xibiu.
Obra
Ânsia louca (c/ Zé Roberto), Chantagem (c/ Zé Roberto), Coisa de amante (c/ Zé Roberto), Conselho (c/ Zé Roberto), Coração feliz (c/ Marquinhos PQD e Gérson do Vale), Falso reinado (c/ Zé Roberto), Falso rubi (c/ Zé Roberto), Ilusão (c/ Zé Roberto), Mensagem (c/ Zé Roberto), Pinta de lord (c/ Zé Roberto).
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
domingo, abril 03, 2011
Zeca Pagodinho
Zeca Pagodinho (Jessé Gomas da Silva Filho), cantor e compositor, nasceu no subúrbio de Irajá, Rio de Janeiro, RJ, em 4/2/1959. Foi anotador de jogo do bicho antes de iniciar sua carreira musical. Desde cedo se destacou no círculo das rodas de samba que freqüentava no subúrbio do Rio de Janeiro, onde apresentou suas primeiras composições e revelou sua voz rouca e rasgada de partideiro.
Em 1981, no bloco carnavalesco Cacique de Ramos, em que se reuniam todas as quartas-feiras compositores e cantores num encontro denominado “pagode”, conheceu Beth Carvalho, que o convidou a participar de seu disco, no qual cantou o samba Camarão que dorme a onda leva, de sua autoria em parceria com Arlindo Cruz.
Em 1982 foi convidado pela RGE para participar de um disco que reunia outros quatro novos talentos do samba: Jovelina Pérola Negra, Pedrinho da Flor, Elaine Machado e Mauro Diniz. O disco, com o nome de Raça brasileira, foi grande sucesso de vendas e execução. A partir daí, iniciou sua carreira solo, gravando samba de raiz e partido-alto, ao mesmo tempo prestigiando os novos compositores e retornando aos nomes mais representativos do samba da Portela e da Império Serrano.
Seu primeiro LP solo, Zeca Pagodinho, saiu pela RGE em 1986. Ainda por essa gravadora, lançou Patota de Cosme (1987), mudando depois para a BMG, na qual gravou Jeito moleque (1988), Boêmio feliz (1989), Mania da gente (1990), Pixote (1991), Zeca Pagodinho, um dos poetas do samba (1992) e Alô mundo (1993).
Na Polygram, com a qual assinou contrato em 1995, já gravou três CDs: Samba pras moças (1995), Deixa clarear (1996) e Hoje é dia de festa (1997). Entre seus grandes sucessos destacam-se Quando eu contar (Iaiá), de Beto sem Braço e Serginho Meriti, em 1986; SPC (com Arlindo Cruz), em 1986; Samba pras moças (Roque Ferreira e Grazielle), em 1995; Verdade (Nelson Rufino e Carlinhos Santana), em 1996; e O dono da dor (Nelson Rufino), em 1997.
Seu CD Zeca Pagodinho ao vivo vendeu mais de meio milhão, em 1999. No disco Casa de samba 2, gravou com Caetano Veloso a música Com que roupa?, de Noel Rosa. Anos mais tarde, no disco Casa de samba 4, também produzido por Rildo Hora, dividiu com Sandra de Sá a faixa Judia de mim, parceria com Wilson Moreira.
Ganhou sete Discos de Ouro e dois de Platina. Suas constantes apresentações no Metropolitan, uma das maiores casas de shows da América Latina, somaram um público superior a um milhão de espectadores só no período 1999/2000.
No ano 2000, lançou o disco Água da minha sede pela gravadora Universal, que vendeu 600 mil cópias e no qual interpretou Alto lá, composta em parceria com Sombrinha e Arlindo Cruz, tema da novela O Clone, da Rede Globo. Incluiu ainda a faixa-título Água da minha sede (Dudu Nobre e Roque Ferreira), Maneco telecoteco (Marques e Roberto Lopes), Delegado Chico Palha (Tio Hélio e Nilton Capolino), A ponte (Elton Medeiros e Paulo César Pinheiro), Perfeita harmonia (Almir Guineto, Bidubi e Bandeira Brasil), Nunca vi você tão triste (Monarco e Alcino Corrêa), Preservação das raízes (Barberinho do Jacarezinho e Luiz Grande), Pagode fino trato (Carlos Roberto da Mangueira) e Jura, de autoria de Sinhô (José Barbosa da Silva), cuja música foi incluída na novela O Cravo e a Rosa, da Rede Globo.
No ano 2001, ao lado de vários artistas participou, na casa de show Tom Brasil, em São Paulo, de uma homenagem a João Nogueira. No show interpretou as composições Do jeito que o rei mandou e Sonho de bamba, sendo o disco lançado logo após pela gravadora Jam Music. Ainda em 2001, idealizou e possibilitou junto à gravadora Universal o disco Quintal do Pagodinho, produzido por Rildo Hora.
Em 2002, ao lado de outros artistas, participou do disco Os melhores do ano III, CD no qual interpretou com Dudu Nobre a música Faixa amarela (Zeca Pagodinho, Jessé Pai, Luiz Carlos e Beto Gago). Ainda em 2002, com produção de Rildo Hora, lançou o CD Deixa a vida me levar. No disco contou com a participação da Velha-Guarda da Portela em duas faixas, incluiu de sua autoria Chove, é o céu que chora, parceria com Mauro Diniz, Riquezas do Brasil (Candeia e Valdir 59), Meu modo de ser (Zé Roberto), Calangueei (Almir Guineto), Amor não me maltrate (Monarco), Nega Judite (Leandro Dimenor) e a faixa-título Deixa a vida me levar, de autoria de Serginho Meriti e Eri do Cais, que seria ainda mais veiculada depois que os jogadores brasileiros a elegeram a música preferida nos encontros informais da seleção na Copa do Mundo de futebol de 2002.
Em 2003, participou do CD Duetos, de Neguinho da Beija-Flor, disco no qual interpretou, com o anfitrião, Fé e raiz. Recebeu o prêmio de "Melhor Cantor de Disco de Samba" pelo CD Deixa a vida me levar, no Prêmio Tim de Música, no Teatro Municipal do Rio. Lançou o CD e DVD Zeca Pagodinho Acústico MTV, com arranjos de Rildo Hora e Paulão Sete Cordas e ainda a participação dos músicos Mauro Diniz, Henrique Cazes e Jorge Gomes. No CD foram incluídos alguns de seus maiores sucessos que chegou à marca de 530 mil cópias vendidas e o DVD vendeu 230 mil cópias.
Ganhou o Prêmio Tim 2004 na categoria "Melhor Cantor de Samba". Neste mesmo ano foi um dos convidados de Beth Carvalho no DVD Beth Carvalho - a madrinha do samba, no qual interpretou em dueto com a anfitriã as faixas Camarão que dorme a onda leva (c/ Arlindo Cruz e Beto Sem Braço) e Ainda é tempo de ser feliz, de autoria de Arlindo Cruz, Sombra e Sombrinha.
No ano de 2005 lançou o CD À vera, no qual interpretou de sua autoria Quem é ela (c/ Dudu Nobre), Cavaco e sapato (c/ Nei Lopes) e Zeca, cadê você? (c/ Jorge Aragão), faixa na qual contou com as participações especiais de Marcelo D2, Seu Jorge e Baixinho (caseiro de Zeca Pagodinho).
No ano de 2006 gravou o CD e DVD Acústico MTV Zeca Pagodinho II - Gafieira, no qual recriar o clima dos bailes de gafieira das noites carioca dos anos 40 e 50. Acompanhado de uma orquestra com 39 músicos, aliada à banda do cantor, sob as batutas dos maestros Rildo Hora, Leonardo Bruno, Jota Moraes, Lincoln Olivetti, Vitor Santos, Cristóvão Bastos, Julinho Teixeira e Paulão 7 Cordas.
No ano de 2007, junto a Rildo Hora e Max Pierre, fundou o selo "Zecapagodiscos", selo de samba ligado à gravadora Universal, gravando neste mesmo ano um DVD com 22 faixas nas quais contou com 44 artista em duplas inusitadas interpretando clássicos e sucessos nacionais.
Em 2008 lançou seu 19º disco Uma prova de amor produzido por Rildo Hora. No CD interpretou Eta povo pra lutar (Brasil, Badá, Magaça e Bernine), Pra ninguém mais chorar (Fred Camacho, Dudu Nobre e Almir Guineto), Não há mais jeito (Monarco e Mauro Diniz), Sincopado ensaboado (Marcos Diniz, Barbeirinho do Jacarezinho e Luiz Grande), Falsas juras (Candeia e Casquinha), Pecadora (Jair do Cavaquinho e Joãozinho da Pecadora), Manhã brasileira (Manacéa) com particpação especial da Velha-Guarda da Portela, Esta melodia (Babu da Portela e Jamelão), Sambou... Sambou (João Donato e Jorge Mello) com particpação ao piano de João Donato, Ogum com particpação especial de Jorge Ben Jor declamando Oração a São Jorge, Se eu pedir pra cantar (Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz), Sempre atrapalhado (Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho), Sujeito pacato (Serginho Meriti e Claudinho Guimarães), Normas da casa (Zé Roberto), além da faixa-título de Nélson Rufino e Toninho Gerais.
Em 2010 finalizou, com produção de Rildo Hora, o disco Vida da minha vida, no qual contou com a participação especial de Nelson Sargento. O show de lançamento do disco ocorreu no Citibank Hall, no Rio de Janeiro, com direção artística do pesquisador Sérgio Cabral e direção musical de Paulão 7 Cordas.
Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha; Dicionário Cravo Albin da MPB.
domingo, dezembro 19, 2010
Arlindo Cruz
Arlindo Cruz (Arlindo Domingos da Cruz Filho), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 14/9/1958. Iniciou a carreira musical em 1975 tocando cavaquinho no disco Roda de samba, de Candeia.
Em 1980 compôs sua primeira música, Lição de malandragem, gravada em LP homônimo por Davi Correia. Nesse mesmo ano, entrou para o grupo Fundo de Quintal, no qual conheceu Sombrinha.
Estreou como cantor em 1982, no segundo disco do grupo, Fundo de Quintal nr.2, interpretando Melhor para dois, entre outras. No período em que fez parte do grupo, gravou diversas composições suas: Só pra contrariar (com Sombrinha e Almir Guineto), O show tem que continuar (com Sombrinha e Luís da Vila), Malandro sou eu (com Sombrinha e Franco) e Sonhando sou feliz (com Franco) — as duas últimas também gravadas por Beth Carvalho.
Outras composições suas obtiveram sucesso nas vozes de Zeca Pagodinho (Casal sem-vergonha, Bagaço de laranja e Saudade louca) e de Alcione (Fora de ocasião).
Em 1992 iniciou carreira solo com o LP Arlindinho (Line Records).
Em 1996, em parceria com Aluísio Machado, Índio do Império, Lula e Beto Pernada, compôs E verás que um filho teu não foge à luta, samba-enredo da Escola de Samba Império Serrano. Na mesma época, formou uma dupla com Sombrinha para a gravação dos CDs Da música (1996) e O samba é a nossa cara (1997).
Em 1999, a dupla participou do evento Quartas de Bamba, shows que aconteciam todas as quartas-feiras na casa de espetáculos Ballroom do Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, pela gravadora Velas, a dupla participou do disco Natal de samba, do qual também fizeram parte Zeca Pagodinho, Dunga, Toque de Prima, Almir Guineto, Fundo de Quintal, Nei Lopes, João Nogueira, Dona Ivone Lara & Délcio Carvalho, Luizinho SP, Luiz Grande, Mauro Diniz, Luiz Carlos da Vila e Emílio Santiago.
No ano 2000, Dorina, no CD Samba.com, incluiu uma composição de sua autoria, Termina aqui, parceria com Zeca Pagodinho e Ratinho. Neste mesmo ano, Arlindo Cruz (ainda em dupla com Sombrinha), participou da coletânea Casa de samba 4.
No ano seguinte, fazendo dupla com Sombrinha, lançou o CD Arlindo Cruz & Sombrinha ao vivo. Neste CD, gravado pela Índie Records no Consulado da Cerveja em São Paulo, a dupla interpretou Só pra contrariar, Ainda é tempo de ser feliz (Arlindo Cruz e Sombrinha), Saudade que não se desfaz (Sombrinha e Doutor Franco), É sempre assim (Sombrinha, Arlindo Cruz e Marquinhos PQD), Papinha mainha (Arlindo Cruz, Carlos Sena e Maurição), Estrela da paz (Arlindo Cruz e Acyr Marques), Desalinho (Arlindo Cruz, Luizinho e Sombrinha), O show tem que continuar (Luiz Carlos da Vila, Arlindo Cruz e Sombrinha), Bagaço da laranja .
Também em 2001, a dupla participou do disco homenagem a João Nogueira Através do espelho. Ainda neste ano, Arlindo Cruz e Sombrinha apresentaram-se no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, onde receberam diversos convidados, entre eles Dudu Nobre, Almir Guineto, Reinaldo, Marquinhos PQD, Luiz Carlos da Vila, Dona Ivone Lara e a Velha Guarda do Império.
Em 2002, Marquinho Santanna (ex-Marquinhos Sathã) incluiu no disco Nosso show algumas composições de sua autoria, entre elas, Pura semente (c/ Acyr Marques), Mar de carinho (c/ Aluízio Machado) e Negritude axé (c/ Bandeira Brasil e Franco). Ainda fazendo dupla com Sombrinha fez a última apresentação da dupla, na casa de show Canecão, na ocasião da entrega do "Prêmio Shell de MPB" à Dona Ivone Lara. Neste mesmo ano, a dupla Arlindo Cruz e Sombrinha gravou o último disco: Hoje tem samba, que contou com participações especiais de Beth Carvalho, Jamelão, Velha Guarda da Portela e da Velha Guarda do Império Serrano. Em novembro deste ano a dupla se desfez.
No ano de 2003 Beth Carvalho, acompanhada do conjunto Quinteto em Branco e Preto, gravou o CD Pagode de mesa 2 ao vivo, disco no qual incluiu de sua autoria Natal diferente, em parceria com Sombrinha.
Em 2004 foi um dos convidados de Beth Carvalho no DVD Beth Carvalho - a madrinha do samba, disco no qual Zeca Pagodinho interpretou Camarão que dorme a onda leva (c/ Zeca Pagodinho e Beto Sem Braço) e Ainda é tempo de ser feliz em parceria com Sombra e Sombrinha. Ainda em 2004 apresentou no teatro Rival BR o projeto Pagode do Arlindo, no qual recebia diversos convidados. Neste mesmo ano, no disco Daqui, dali e de lá, o grupo Toque de prima gravou de sua autoria Já é ou já era (c/ Maurição e Acy Marques).
Em 2005, no CD À vera, Zeca Pagodinho interpretou de sua autoria Ninguém merece, parceria com Jorge David e Arlindo Cruz), composição incluída na trilha sonora da novela A lua me disse, da Rede Globo.
Em 2008 a roda de samba Pagode do Arlindo passou a ser apresentado uma vez por semana na Barra da Tijuca, no bar Barril 800. No mesmo ano lançou, produzido por Leandro Sapucaí, o CD Sambista perfeito no qual gravou várias composições inéditas, entre as quais Amor com certeza, Minha porta-bandeira e Entra no clima.
Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 2008; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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