J. Piedade (José da Rocha Piedade), compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 03/09/1920, e faleceu na mesma cidade, em 02/12/1978. Viveu durante muitos anos no Morro do Riachuelo e freqüentava amiúde os famosos cabarés e cassinos da Lapa dos anos 30 e 40, reduto de malandros e artistas.
Foi um contumaz vendedor de sambas (principalmente para o famoso bicheiro China), assim como o companheiro de boêmia,
Wilson Batista.
Ataulfo Alves o considerava um dos grandes sambistas da época e alimentava o sonho de formar um trio com ele e Wilson, sonho irrealizável por conta da vida boêmia e descompromissada dos dois.
Em 1935, compôs com
J. B. de Carvalho os sambas
Nega reúna e
Canta, meu pandeiro, gravados pelo parceiro pela Columbia. Em 1937, compôs com
Kid Pepe e Homero Ferreira a marcha
Alô boy, também gravada por J. B. de Carvalho na RCA Victor e pelo grupo Diabos do Céu na mesma gravadora. No mesmo ano, compôs com Kid Pepe a marcha
A colombina vem, gravada por
Victor Bacelar na Columbia.
Em maio de 1940,
Dorival Caymmi gravou seu samba-jongo
Navio negreiro, em parceria com
Sá Róris e
Alcir Pires Vermelho, pela Odeon. Em 1942, sua marcha
A mulher do padeiro, em parceria com Germano Augusto e Nicola Bruni, foi sucesso de carnaval na voz de
Joel e Gaúcho, que a gravaram em dezembro de 1941, pela Odeon. A música era uma paródia de um filme homônimo, exibido na época, que havia causado polêmica.
Em 1950,
Dalva de Oliveira gravou com êxito seu samba
Tudo acabado, em parceria com Osvaldo Martins, pela Odeon. O último sucesso marcante de sua carreira foi o samba
Chora, doutor, em parceria com Orlando Gazzaneo e J. Campos e gravado por Blecaute para o carnaval de 1959, pela Copacabana.
Faleceu aos 58 anos, no Rio de Janeiro.
Algumas músicas
Obra