quinta-feira, dezembro 16, 2010

Chico Science

Francisco de Assis França
Chico Science (Francisco de Assis França), compositor e cantor, nasceu em Recife, PE, em 13/3/1966, e faleceu na mesma cidade em 2/2/1997. Criado no bairro do Rio Doce, quando menino pescava caranguejos no mangue para vender, e com o dinheiro freqüentava bailes funks 90 fim de semana.

Quinze anos depois, técnico em recursos humanos de uma empresa de informática em Recife, lançou o manifesto “Caranguejos com cérebro”, com a proposta de resgatar e reciclar os ritmos tradicionais da região e incrementá-los com uma visão pop.

Em 1991 formou em Olinda PE a banda Chico Science & Nação Zumbi (guitarra, baixo, tambores, caixa e percussão) e criou o mangue-beat, mistura de maracatu, embolada, coco-de-roda, ciranda e outros ritmos tradicionais, com reggae, funk, rap e rock.

Em 1993, já consagrada no Nordeste, a banda apresentou-se com êxito em São Paulo SP e Belo Horizonte MG. No ano seguinte, lançou o disco Da lama ao caos, com o sucesso A praieira, incluído na novela Tropicaliente, da TV Globo. 

Em 1996 participou do Hollywood Rock e do Carnaval Legal da MTV com sua versão da Marcha da cueca (Mendes, Prestes e Sardinha), sucesso do Carnaval de 1972. 

O segundo disco da banda, Afrociberdelia, saiu poucos meses antes da morte do compositor, vítima de um acidente automobilístico quando se dirigia a um show em Recife.

O grupo Nação Zumbi continuou a se apresentar, com o percussionista Jorge du Peixe nos vocais.

CDs 

Da lama ao caos, 1994, Sony 850.224/2-464476; Afrociberdelia, 1996, Sony 850.278. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.

Chico Batera

Chico Batera
Chico Batera (Francisco José Tavares de Souza), instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 8/4/1943. Iniciou sua carreira em 1960, tocando bateria no show de Carlos Machado, na boate Night and Day, no Rio de Janeiro.

No início do movimento da bossa nova tocou nas boates do Beco das Garrafas com Johnny Alf, Bossa 3 e Sérgio Mendes, que o levou para os EUA.

Em 1966, no Rio de Janeiro, formou um conjunto, o Folclore, Samba e Bossa Nova, que representou o Brasil em um festival de jazz em Berlim, então República Federal da Alemanha.

No Brasil, tocou com Luís Carlos Vinhas na boate Flag, integrou o Trio 3-D e atuou ao lado de Copinha, Sérgio Barroso e Dom Salvador, com quem voltou aos EUA, apresentando-se em Minneapolis, New York e no Texas. Fixando-se na cidade norte-americana de Los Angeles, dedicou-se à percussão, especializando-se em instrumentos exóticos, como frigideira, tamanco, tímpano, sinos chineses, chaves, badalos, queixada, triângulo, caxixi e vibrafone.

Depois, trabalhou em gravadoras, na percussão de trilhas sonoras para Michel Legrand e Gerald Wilson, além de gravar LPs com Elia Fitzgerald, Frank Sinatra, Tom Jobim e o conjunto The Doors.

Participou também de grupos musicais latino-americanos. Gravou um LP com João Gilberto no México, antes de retornar ao Brasil, em 1972. Participou da gravação do disco A matança do porco, do grupo Som Imaginário, e, em 1973, foi com Gal Costa a Cannes, França. 

No mesmo ano, fez, ainda com Gal, o show Índia, no Teatro Teresa Raquel, do Rio de Janeiro, e acompanhou Elis Regina. Em 1995 apresentou- se em show com repertório de seu disco Dia/Noite

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998.

Erlon Chaves

Erlon Chaves
Erlon Chaves (Erlon Vieira Chaves), regente, arranjador e compositor, nasceu em São Paulo, SP, em 9/12/1933, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 14/11/1974. Desde cedo interessou-se por música, tendo feito uma apresentação ainda menino no programa infantil Clube do Papai Noel, da Rádio Difusora, de São Paulo, cantando Rosa (Pixinguinha). 

Aos sete anos começou a estudar no Conservatório Musical Carlos Gomes, ao mesmo tempo que cantava regularmente na Rádio Difusora, formando-se em piano dez anos mais tarde, época em que também cursou canto com Tercina Saracceni. Passou a tocar em dancings, onde adquiriu experiência jazzística junto a músicos que ali atuavam. 

Em 1953 começou a estudar harmonia, instrumentação e regência com os maestros Luis Arruda Pais, Renato de Oliveira e Rafael Pugliesi. Atuou ainda em televisão, tendo composto uma Sinfonia cujo tema foi durante vários anos prefixo da extinta TV Excelsior, de São Paulo. 

Em 1965 transferiu-se para o Rio de Janeiro, atuando na TV Tupi e, a seguir, na TV-Rio, onde foi diretor musical, tendo participado da criação e realização do I FIC, dessa televisão, em 1966, compondo, inclusive, seu prefixo. 

Durante o V FIC, da TV Globo, em 1970, comandou um coro de 40 vozes, que acabou constituindo-se na Banda Veneno. Criada inicialmente só para acompanhar a música de Jorge Ben (Ben Jor), Eu também quero mocotó, a banda ligou- se depois definitivamente a seu próprio trabalho. 

Foi arranjador de vários cantores, entre os quais Elis Regina, a quem acompanhou a Paris, França, quando de sua apresentação no teatro Olympia, em 1968. 


Em 1973, na Philips, gravou o LP As dez canções medalha de ouro, destacando-se Casa no campo (Zé RodrixTavito) e Amada amante (Roberto Carlos e Erasmo Carlos). 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PibliFolha - 2a. Edição - 1998.