terça-feira, fevereiro 22, 2011

Veríssimo de Melo

Veríssimo de Melo
Veríssimo de Melo, folclorista, nasceu em Natal, RN, em 9/7/1921, e faleceu na mesma cidade, em 23/9/1996. Estudou direito inicialmente no Rio de Janeiro RJ, em 1942, formando-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Recife PE, em 1948.

Fez vários cursos de extensão, entre os quais os de arqueologia e etnografia do Brasil, com Artur Napoleão Figueiredo, da Universidade do Pará (1963), e aculturação indígena, métodos e técnicas de pesquisas, com Egon Schaden, da Universidade de São Paulo SP (1964).

Em 1949 obteve o segundo prêmio do Concurso Nacional de Monografias sobre o Folclore Brasileiro, promovido pela Discoteca Pública Municipal, de São Paulo, com o ensaio Rondas infantis brasileiras. Como conferencista e debatedor, participou, em 1970, do Simpósio sobre Folclore e Turismo Cultural, promovido pelo Conselho Estadual de Cultura de São Paulo e pela Universidade de São Paulo.

Em 1950 apresentou trabalhos no I Congresso Brasileiro de Folclore, promovido no Rio de Janeiro pela Comissão Nacional de Folclore.

Publicou Adivinhas, Natal, 1948; Parlendas, Natal, 1949; Superstições de São João, Natal, 1949; Adagiário da alimentação, Natal, 1950; Três aspectos da superstição brasileira, Nápoles, 1950; Alcunhas do Brasil e de Portugal, Porto, 1951; O ataque de Lampeão a Moçoró através do romanceiro popular, Natal, 1953; Apresentação do bambelô, Natal, 1956; Inácio da Catingueira, Natal, 1956; Populário natalense, Natal, 1957; Gestos populares, Natal, 1960; Cantador de viola, Recife, 1961; Garrafas de areia de Tibau, Natal, 1962; Duas devoções populares, Natal,1964; Festa de Nossa Senhora do Rosário (dos pretos) em Jardim do Seridó, Natal, 1964; Folcmúsica natalense, Natal, 1964; Xarias e canguleiros, Natal, 1968; Ensaios de antropologia brasileira, Natal, 1973; Cartas de Mário de Andrade a Luís da Câmara Cascudo, Coleção Folclore Brasileiro, Funarte.

Foi presidente da Comissão Estadual de Cultura, no Rio Grande do Norte, e pertenceu à Academia Norte-riograndense de Letras.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

Geraldo Medeiros

Medeiros e sua Orquestra Brasil
Geraldo Medeiros (Geraldo Medeiros dos Santos), instrumentista, compositor e arranjador, nasceu em Areia, PB, em 28/11/1917, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 13/7/1978. Neto de um maestro de banda em Guarabira PB, iniciou os estudos musicais com Pedro Rodrigues, continuando-os mais tarde com o avô.

Em 1938 era maestro da banda da Escola Correcional de Pindobal, em Mamanguape PB. Transferindo-se para João Pessoa PB, integrou como pistonista a Jazz Tabajara, na Rádio Tabajara, de João Pessoa, passando a primeiro pistonista, quando o maestro Severino Araújo assumiu o comando da Jazz, a partir daí chamada Severino Araújo e sua Orquestra Tabajara.

Em 1944 foi para o Rio de Janeiro, estreando com a Orquestra Tabajara na Rádio Tupi em janeiro de 1945. Com a orquestra teve sua primeira música gravada, Zé Carioca no frevo (reprodução logo após o final deste artigo). 

Trabalhou também com a orquestra de Ary Barroso, viajando pela Europa e América Latina. Como compositor destacou-se com Maracatucá (com Jorge Tavares), O sanfoneiro só tocava isso (com Haroldo Lobo), Bum qui ti bum, Pé na tábua, Maxixando (c/Carvalhinho) e outras. 

Trabalhou como pistonista em diversas emissoras de rádio e televisão e em estúdios, acompanhando gravações de inúmeros artistas. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

Júlio Medaglia

Júlio Medaglia
Júlio Medaglia (Júlio Medaglia Filho), regente, compositor e arranjador, nasceu em São Paulo, SP, em 16/4/1938. Realizou estudos teóricos e de regência coral-sinfônica com Hans Joachim Koellreutter. Em 1961, a convite do governo alemão, fez curso completo de regência sinfônica na Escola Superior de Música de Freiburg, defendendo tese e obtendo o mestrado quatro anos depois.

Fez ainda cursos de música contemporânea com Pierre Boulez (1925—) e Karlheinz Stockhausen (1928—), além de cursar alta interpretação sinfônica com Sir John Barbirolli (1899—1970), de quem se tornou assistente.