terça-feira, fevereiro 22, 2011

José Joaquim de Mendanha

Jose J. Mendanha - 1880
José Joaquim de Mendanha, compositor e cantor, nasceu em Vila Rica de Albuquerque (atual Ouro Preto), MG, em 1801, e faleceu na cidade de Porto Alegre, RS, em 2/9/1885. Vindo de Minas Gerais para o Rio de Janeiro RJ, em 1821 integrava o grupo de dissidentes da Irmandade de Santa Cecília, que reivindicava a fundação da mesma irmandade na freguesia de São João de Icaraí da Vila Real da Praia Grande (atual Niterói) RJ. 

Em 1837 fazia parte do coro da Capela Imperial como cantor falsetista. No mesmo ano foi para o Rio Grande do Sul, como mestre da banda do Segundo Batalhão de Caçadores da primeira linha, durante a Guerra dos Farrapos.

Dois anos depois, a 30 de abril, caiu prisioneiro dos revolucionários. No ano seguinte, voltou a integrar as forças do governo. Tendo-se filiado à luta dos rebeldes de Piratini, compôs o Hino Farroupilha, hoje Hino Oficial do Estado do Rio Grande do Sul.

Em 1844, radicado em Porto Alegre, passou a atuar como incentivador da vida artística local, tendo inclusive divulgado obras do padre José Maurício Nunes Garcia. Com sua experiência de música religiosa e instrumental, dirigiu uma banda e uma orquestra.

Em 1856 fundou a Sociedade Musical Porto-Alegrense. A 27 de junho de 1858 regeu a orquestra no concerto de inauguração do Teatro São Pedro, de Porto Alegre.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

Veríssimo de Melo

Veríssimo de Melo
Veríssimo de Melo, folclorista, nasceu em Natal, RN, em 9/7/1921, e faleceu na mesma cidade, em 23/9/1996. Estudou direito inicialmente no Rio de Janeiro RJ, em 1942, formando-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Recife PE, em 1948.

Fez vários cursos de extensão, entre os quais os de arqueologia e etnografia do Brasil, com Artur Napoleão Figueiredo, da Universidade do Pará (1963), e aculturação indígena, métodos e técnicas de pesquisas, com Egon Schaden, da Universidade de São Paulo SP (1964).

Em 1949 obteve o segundo prêmio do Concurso Nacional de Monografias sobre o Folclore Brasileiro, promovido pela Discoteca Pública Municipal, de São Paulo, com o ensaio Rondas infantis brasileiras. Como conferencista e debatedor, participou, em 1970, do Simpósio sobre Folclore e Turismo Cultural, promovido pelo Conselho Estadual de Cultura de São Paulo e pela Universidade de São Paulo.

Em 1950 apresentou trabalhos no I Congresso Brasileiro de Folclore, promovido no Rio de Janeiro pela Comissão Nacional de Folclore.

Publicou Adivinhas, Natal, 1948; Parlendas, Natal, 1949; Superstições de São João, Natal, 1949; Adagiário da alimentação, Natal, 1950; Três aspectos da superstição brasileira, Nápoles, 1950; Alcunhas do Brasil e de Portugal, Porto, 1951; O ataque de Lampeão a Moçoró através do romanceiro popular, Natal, 1953; Apresentação do bambelô, Natal, 1956; Inácio da Catingueira, Natal, 1956; Populário natalense, Natal, 1957; Gestos populares, Natal, 1960; Cantador de viola, Recife, 1961; Garrafas de areia de Tibau, Natal, 1962; Duas devoções populares, Natal,1964; Festa de Nossa Senhora do Rosário (dos pretos) em Jardim do Seridó, Natal, 1964; Folcmúsica natalense, Natal, 1964; Xarias e canguleiros, Natal, 1968; Ensaios de antropologia brasileira, Natal, 1973; Cartas de Mário de Andrade a Luís da Câmara Cascudo, Coleção Folclore Brasileiro, Funarte.

Foi presidente da Comissão Estadual de Cultura, no Rio Grande do Norte, e pertenceu à Academia Norte-riograndense de Letras.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

Geraldo Medeiros

Medeiros e sua Orquestra Brasil
Geraldo Medeiros (Geraldo Medeiros dos Santos), instrumentista, compositor e arranjador, nasceu em Areia, PB, em 28/11/1917, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 13/7/1978. Neto de um maestro de banda em Guarabira PB, iniciou os estudos musicais com Pedro Rodrigues, continuando-os mais tarde com o avô.

Em 1938 era maestro da banda da Escola Correcional de Pindobal, em Mamanguape PB. Transferindo-se para João Pessoa PB, integrou como pistonista a Jazz Tabajara, na Rádio Tabajara, de João Pessoa, passando a primeiro pistonista, quando o maestro Severino Araújo assumiu o comando da Jazz, a partir daí chamada Severino Araújo e sua Orquestra Tabajara.

Em 1944 foi para o Rio de Janeiro, estreando com a Orquestra Tabajara na Rádio Tupi em janeiro de 1945. Com a orquestra teve sua primeira música gravada, Zé Carioca no frevo (reprodução logo após o final deste artigo). 

Trabalhou também com a orquestra de Ary Barroso, viajando pela Europa e América Latina. Como compositor destacou-se com Maracatucá (com Jorge Tavares), O sanfoneiro só tocava isso (com Haroldo Lobo), Bum qui ti bum, Pé na tábua, Maxixando (c/Carvalhinho) e outras. 

Trabalhou como pistonista em diversas emissoras de rádio e televisão e em estúdios, acompanhando gravações de inúmeros artistas. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.