terça-feira, dezembro 13, 2011

Abel Cardoso Júnior

Abel Cardoso Júnior, pesquisador, professor, crítico, escritor e musicólogo, nasceu em Guarantã, cidade do noroeste paulista, em 28/11/1938, e faleceu em Sorocaba, SP, em 16/11/2003. Residindo em Sorocaba desde 1945, exerceu atividades no magistério primário, licenciando-se em Pedagogia e chegando a diretor de escola estadual (1968-1988), cargo em que se aposentou.

Membro da Academia Sorocabana de Letras e do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba, colaborou também no Jornal dos Professores do Centro do Professorado Paulista (CPP).

Na área da música popular, publicou cerca de 200 artigos na imprensa de Sorocaba e redigiu cerca de 150 contracapas e encartes de discos, a maioria para o selo Revivendo. Foi colaborador na publicação da discografia de Carmen Miranda, Gastão Formenti, Aurora Miranda, Orlando Silva e Francisco Alves.

Publicou ainda o livro Carmen Miranda, a cantora do Brasil (1978, 436 págs.), o folheto de Cornélio Pires - Primeiro produtor independente de discos do Brasil (1986, 21 págs.) e a parte de pesquisa do catálogo do espetáculo "Raros e inéditos" (Sesc Pompéia, São Paulo, 1995, 40 págs.), além de Francisco Alves - As mil canções do Rei da Voz (Revivendo, 1998, 500 págs.), edição comemorativa do centenário do Rei da Voz e dos 10 anos da Revivendo Músicas.

Fonte: Colégio Brasileiro de Genealogia - Patronos.

Abdon Milanez

Abdon Milanez (Abdon Felinto Milanez), compositor, pianista e teatrólogo, nasceu no município de Areias, PB, em 10/8/1858, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 01/04/1927. Como músico, escreveu peças como Heróis à força, Barbeirinho de Sevilha, A chave do inferno, Bico de papagaio, Fada azul, La reine du tango, Mosca azul, Dama de espada e outras operetas de beleza melódica e realce dramático.

Descendente de família ilustre do Brejo paraibano, com ascendência luso-italiana, e de grande prestígio político, Abdon logo cedo se transferiu para o Rio de Janeiro, tendo cursado Medicina na Faculdade de Medicina e Engenharia na Escola Politécnica, formando-se como engenheiro civil em 1880. Não fez estudos regulares de música, tendo-se iniciado no piano tardiamente. Em sua fase de estudante, compôs polcas e valsas, publicadas pela Casa Bevilacqua.

Iniciou sua carreira artística como compositor teatral. Escrevia operetas e revistas representadas com sucesso nos teatros Sant'Ana, Lucinda, Apolo, Fênix etc. Sua primeira obra, a opereta Donzela Teodora, com libreto de Arthur Azevedo, estreou em março de 1886 no Teatro Sant'Ana. Musicou ainda as peças A loteria do amor, de Coelho Neto, O bico do papagaio, de Eduardo Garrido, e A chave do inferno, de Castro Lopes, todas com muito sucesso.

Embora não possuísse formação tradicional como compositor, escreveu a ópera Primizie, em um ato, com libreto de Heitor Malagutti, que estreou em 1904, no Rio de Janeiro, tendo sido novamente encenada em 1921, no Teatro Municipal. Compôs ainda o Hino da abolição, a Marcha da imprensa, para orquestra e coros, e ainda músicas sacras-missas, te-déums, ladainhas, etc, que eram geralmente executadas na igreja da Cruz dos Militares.

Em 1916, substituiu o compositor Alberto Nepomuceno na direção da Escola Nacional de Música, cargo que exerceu até aposentar-se em 1922. Em sua gestão, foi terminada a construção do prédio da Rua do Passeio, tendo sido inaugurado em 1922 o Salão Leopoldo Miguez, uma das mais importantes salas de concertos do país, conhecida pela excelência de sua acústica. Inspirado na Sala Gaveau de Paris, seu interior é decorado com afrescos de Antônio Parreiras e Carlos Oswald.

Em 1923, assumiu a direção o Prof. Alfredo Fertin de Vasconcelos, que criou a orquestra do Instituto, cujo principal regente em seus primeiros anos foi o Maestro Francisco Braga.Além de partituras para operetas e revistas, compôs marchas, valsas, quadrilhas, lundus, entre outros gêneros populares.

Em 1927, ano de sua morte, o barítono Roberto Vilmar gravou para a Odeon seu tango canção Ai!.

Obras

A chave do inferno, A loteria do amor, A princesa flor, Ai!, Comeu!, Donzela Teodora, Herói à força, Hino da abolição, Hino do Estado da Paraíba (música), Marcha da imprensa, Mosca azul, O bico do papagaio, Primizie e Zé-povinho.

Bibliografia: Marcondes, Marcos Antônio. Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2a. edição. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.

Fonte: Enciclopédia Nordeste.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

José Augusto

José Augusto, cantor e compositor de estilo romântico, nasceu em Aracaju, Sergipe, em 1936, e iniciou carreira artística com apenas 13 anos de idade, em 1949, cantando na Radio Difusora de Sergipe, na sua cidade natal. É homônimo do cantor José Augusto que faria sucesso nos anos 1980 e 1990.

Em 1960, gravou seu primeiro disco, pela gravadora Carnaval, interpretando a marcha Florisbela Saint-Tropez, de Marino Pinto e Eratóstenes Frazão, e o samba Saudade bateu na porta, de Ciro Pinto e Casper.

Contratado pela gravadora Chantecler no começo de 1962, lançou o primeiro disco por essa gravadora, com acompanhamento de regional, interpretando a canção Minha mãezinha, de sua autoria, e o samba-canção Cantando pra não chorar, de Teddy Vieira e Élcio Alvarez. Em seguida, gravou com acompanhamento de orquestra e coro com regência do maestro Élcio Alvarez o bolero Ninguém faz falta, de Élcio Alvarez e Sérgio Morais, e com acompanhamento de Miranda e Seu Regional, o samba-canção Minha saudade, de sua autoria.

No mesmo ano, registrou pela gravadora Califórnia a marcha Se meu apartamento falasse, de Osvaldo França, Antoninho Lopes e J. Nunes, com acompanhamento de Arruda e sua orquestra, em disco que trazia no lado B o cantor Batista de Souza interpretando uma marcha.

Em 1963, gravou mais três discos em 78 rpm pela Chantecler. No primeiro com acompanhamento da Orquestra Chantecler, sob a regência do maestro Élcio Alvarez, registrou o rasqueado Engano do carteiro, uma das primeiras composições gravadas de Léo Canhoto, que anos depois se celebraria nacionalmente na dupla sertaneja  Leo Canhoto e Robertinho, e o samba Até amanhã, de Nilo Silva e Mário Aguinaldo. No segundo disco, com acompanhamento de Miranda e Seu Conjunto, gravou o bolero Tudo de mim, da dupla Evaldo Gouveia e Jair Amorim, e o samba-canção E o tempo passou, de Herivelto Martins e David Nasser. Finalmente, no terceiro disco, com acompanhamento de orquestra regida por Francisco Morais interpretou a Guarânia da noite triste, de J. Garcia e Francisco Lacerda, e o bolero Tortura, de Orlando Brito e Sebastião F. da Silva.

Em 1964, gravou com orquestra regida por Francisco Morais os boleros Angústia da solidão, de sua autoria, Traição, de Osmeth Said Duck, e Beijo gelado, de Rubens Machado, e o rasqueado Amor proibido, de Sebastião do Rojão e Hélio de Araújo. Nos anos seguintes lançou os LPs Um novo ídolo, Preciso de alguém, Momento feliz, e Prece de um rapaz apaixonado.

Em 1969, foi lançado o LP Os grandes sucessos de José Augusto no qual estão presentes músicas como Minha mãezinha, Beijo gelado, Angustia da solidão, e Falta de classe.

Gravando principalmente na Chantecler, teve como maiores sucessos as músicas Minha mãezinha e Angústia da solidão, ambas de sua autoria.

Obra

Angústia da solidão; Minha mãezinha; Minha saudade.

Discografia

(1960) Florisbela Saint-Tropez/Saudade bateu na porta • Carnaval • 78
(1962) Minha mãezinha/Cantando pra não chorar • Chantecler • 78
(1962) Ninguém faz falta/Minha saudade • Chantecler • 78
(1962) Se meu apartamento falasse • Califórnia • 78
(1963) Engano do carteiro/Até amanhã • Chantecler • 78
(1963) Tudo de mim/E o tempo passou • Chantecler • 78
(1963) Guarânia da noite triste/Tortura • Chantecler • 78
(1964) Angústia da solidão/Traição • Chantecler • 78
(1964) Beijo gelado/Amor proibido • Chantecler • 78
(1965) Um novo ídolo • Chantecler • LP
(1966) José Augusto • Chantecler • LP
(1967) Preciso de alguém • Chantecler • LP
(1968) Momento feliz • Chantecler • LP
(1969) Prece de um rapaz apaixonado • Chantecler • LP
(1969) Os grandes sucessos de José Augusto • Chantecler • LP

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.