domingo, setembro 15, 2013

Morro

Morro (samba, 1944) - Dunga (Waldemar de Abreu) e Mário Rossi - Interpretação: Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: Morro / Dunga (Compositor) / Mário Rossi (Compositor) / Trio de Ouro (Intérprete) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Herivelto Martins (Intérprete) / Nilo Chagas (Intérprete) / Claudionor Cruz e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 26/09/1944 / Lançamento: 11/1944 / Nº do Álbum: 12511 / Nº da Matriz: 7666 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: Nirez

Tom: C  

(intro) Amaj7

Amaj7  A6   F#7
Mor  - ro,
                        Bm7(9)  Bm7
És o primeiro a dar bom di -     a
           E7           Bm7   E7
Ao sol que nasce no horizon - te
    Amaj7/C#   Cdim7    Bm7   E7
Depois da lua cheia desmaiar

 Bm7      F#7
Morro,
                   Bm7(9) Bm7
És o primeiro que rece   - be
         E7           Bm7   E7
O bom da noite das estre - las
           Amaj7       Bbmaj7  Amaj7  Bm7 E7(b9)
Que gostam tanto de te ouvir cantar.

Amaj7  A6   F#7
Mor  - ro,
                        Bm7(9)  Bm7
És o primeiro a dar bom di -     a
           E7           Bm7   E7
Ao sol que nasce no horizon - te
    Amaj7/C#   Cdim7    Bm7   E7
Depois da lua cheia desmaiar

 Bm7      F#7
Morro,
                   Bm7(9) Bm7
És o primeiro que rece   - be
         E7           Bm7   E7
O bom da noite das estre - las
           Amaj7       Bbmaj7  Amaj7  Bm7 E7(b9)
Que gostam tanto de te ouvir cantar.

     Am6                      Bm7(b5)
Teu povo não tem luxo, nem vaidade,
   E7           Bm7(b5)  E7   Am7  Am6
Porém existe em cada     barracão
   Gm7/E    A7           Dm7
Ao lado da maior simplicidade
      B7                        E7    Bm7  E7
De um sonho, uma estrela e um violão,

Morro,
És o primeiro a dar bom dia
Ao sol que nasce no horizonte
Depois da lua cheia desmaiar

Morro,
És o primeiro que recebe
O bom da noite das estrelas
Que gostam tanto de te ouvir cantar.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Comidas, meu Santo

Representação de "Comidas, meu Santo" no Teatro Recreio em 1925. Ao lado a atriz Margarida Max.

A expressão "comidas, meu santo" usada muito antes da década dos 1920, criticava e zombava de certos comportamentos do povo e dos políticos de outrora (imaginem dos políticos de hoje...). O Teatro de Revista não perdoava, mandava ver... era o espelho...

Comidas, meu santo!... (samba/carnaval, 1925) - Costinha e Alfredo Breda ("Samba carnavalesco, dedicado ao grupo das Sabinas do Clube dos Fenianos, música de J. Fonseca Costa, o Costinha, e letra de Alfredo Breda") - Da revista do mesmo nome de Marques Porto e Ary Pavão.

Disco selo: Odeon R / Título da música: Comidas, meu santo!... / J. Fonseca da Costa "Costinha" (Compositor) / Fernando (Intérprete) / Jazz Band Sul Americano Romeu Silva (Acomp.) / Coro (Acomp.) / Nº do Álbum: 122831 / Lançamento: 1925 / Gênero musical: Samba carnavalesco


Certa moça a "la garçonne"
       Ó lé lé
Que está estudando canto
Mas não larga o telephone
O que é?...

Côro:   Comidas meu Santo!...
        Comidas meu Santo!... 

Sei tambem de uma modista
        Ó lé lé
Que é mesmo um bello encanto
Porém vai muito ao dentista
O que é?...

Côro:   Comidas meu Santo!...
        Comidas meu Santo!...

Certa zinha já matrona
       Ó lé lé
E já posta para o canto
Anda sempre pela zona
O que é?...

Côro:   Comidas meu Santo!...
        Comidas meu Santo!...

Eu conheço certo zinho
      Ó lé lé
Anda muito pintadinho
O que é?...

Côro:   Comidas meu Santo!...
        Comidas meu Santo!...

Fontes: Gazeta de Notícias, de 14/02/1925; Revista O Malho, de 20/06/1925

sábado, setembro 14, 2013

Não é economia (Alô padeiro)

Deo (Ferjalla Rizkalla)
Na época em que esse samba foi lançado - logo após o carnaval de 1943 -, o mundo estava em guerra e, entre os vários problemas consequentes, havia o racionamento de farinha de trigo no Brasil, o que levava a uma forçada economia no consumo de pão. Haroldo Lobo e Wilson Batista tiveram a ideia de utilizar a separação de um casal como justificativa para a suspensão do fornecimento de pão (numa clara crítica ao racionamento).

O samba foi editado somente como "Não é economia", mas no disco constava o título "Alô, padeiro" (Não é economia). Destinada por Wilson Batista ao cantor Deo (então em grande evidência, com o sugestivo cognome "o ditador de sucessos"), a música teve grande aceitação e ainda hoje inscreve-se entre as mais importantes criações de Haroldo Lobo. (Fonte: Nova História da Musica Popular Brasileira - Haroldo Lobo, fascículo + disco - Abril Cultural, 2a.edição, 1978).

Não é economia (Alô padeiro) (samba, 1943) - Wilson Batista e Haroldo Lobo - Intérprete: Déo

Disco 78 rpm / Título da música: Não é economia (Alô padeiro) / Haroldo Lobo (Compositor) / Wilson Batista, 1913-1968 (Compositor) / Déo (Intérprete) / Regional Columbia (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Gravação: 25/03/1943 / Lançamento: 04/1943 / Nº do Álbum: 55419 / Nº da Matriz: 620-1 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: Nirez


Alô, padeiro, bom dia.
De amanhã em diante
eu vou suspender o pão.
Eu explico a razão:
não é economia.

É que aqui em casa
eu agora estou sozinho,
aquela morena
já não me faz companhia.

Alô padeiro (breque)
avise ao quitandeiro
que eu briguei com a Dulcineca
sem ela, pra que legumes (neca, neca).

Vendi o rádio, a nossa cama
e o fogão
e vou comer de colher
numa boa pensão
neca de pão (breque).



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.