quinta-feira, dezembro 15, 2011

Fernando Mendes

Luiz Fernando (Luiz Fernando Mendes Ferreira), compositor e cantor popular, nasceu na cidade de Conselheiro Pena, Minas Gerais, em 07/05/1950. Estreiou na TV no Programa do Chacrinha.

A carreira de Fernando começou concomitantemente à de José Augusto, com quem compôs e gravou algumas canções. Seu primeiro sucesso foi gravado em 1973: a música A desconhecida, de sua autoria, regravada pelo funkeiro Mister Mu, no início dos anos 90.

Além de Cadeira de rodas, A desconhecida - que vendeu mais de um milhão de cópias e foi executada nas rádios de todo o país - e Você não me ensinou a te esquecer, Fernando Mendes também teve uma música na novela da TV Globo Duas Vidas de 1976: Sorte tem quem acredita nela, com arranjo de Hugo Bellard.

Mas a "volta" de Fernando Mendes ao cenário musical foi a regravação de Você não me ensinou a te esquecer, por Caetano Veloso para a trilha sonora do filme Lisbela e o Prisioneiro. A regravação rendeu uma redescoberta do compositor e cantor mineiro, que teve uma coletânea lançada pela Som Livre.

Em 1974, teve uma música censurada pela ditadura militar chamada Meu pequeno amigo, que fazia referência ao caso Carlinhos, um seqüestro de grande repercussão na época e não elucidado até hoje.

Entre os prêmios que ganhou, está um disco de ouro e o prêmio Villa Lobos de disco mais vendido de 1979 com a música Você não me ensinou a te esquecer, com arranjo de Hugo Bellard.

Fez shows no Brasil e no exterior e participou de variados programas de televisão. Atualmente continua compondo e se apresentando nos palcos brasileiros.

Fontes: www.projetovip.net; Wikipédia.

terça-feira, dezembro 13, 2011

Abel Cardoso Júnior

Abel Cardoso Júnior, pesquisador, professor, crítico, escritor e musicólogo, nasceu em Guarantã, cidade do noroeste paulista, em 28/11/1938, e faleceu em Sorocaba, SP, em 16/11/2003. Residindo em Sorocaba desde 1945, exerceu atividades no magistério primário, licenciando-se em Pedagogia e chegando a diretor de escola estadual (1968-1988), cargo em que se aposentou.

Membro da Academia Sorocabana de Letras e do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba, colaborou também no Jornal dos Professores do Centro do Professorado Paulista (CPP).

Na área da música popular, publicou cerca de 200 artigos na imprensa de Sorocaba e redigiu cerca de 150 contracapas e encartes de discos, a maioria para o selo Revivendo. Foi colaborador na publicação da discografia de Carmen Miranda, Gastão Formenti, Aurora Miranda, Orlando Silva e Francisco Alves.

Publicou ainda o livro Carmen Miranda, a cantora do Brasil (1978, 436 págs.), o folheto de Cornélio Pires - Primeiro produtor independente de discos do Brasil (1986, 21 págs.) e a parte de pesquisa do catálogo do espetáculo "Raros e inéditos" (Sesc Pompéia, São Paulo, 1995, 40 págs.), além de Francisco Alves - As mil canções do Rei da Voz (Revivendo, 1998, 500 págs.), edição comemorativa do centenário do Rei da Voz e dos 10 anos da Revivendo Músicas.

Fonte: Colégio Brasileiro de Genealogia - Patronos.

Abdon Milanez

Abdon Milanez (Abdon Felinto Milanez), compositor, pianista e teatrólogo, nasceu no município de Areias, PB, em 10/8/1858, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 01/04/1927. Como músico, escreveu peças como Heróis à força, Barbeirinho de Sevilha, A chave do inferno, Bico de papagaio, Fada azul, La reine du tango, Mosca azul, Dama de espada e outras operetas de beleza melódica e realce dramático.

Descendente de família ilustre do Brejo paraibano, com ascendência luso-italiana, e de grande prestígio político, Abdon logo cedo se transferiu para o Rio de Janeiro, tendo cursado Medicina na Faculdade de Medicina e Engenharia na Escola Politécnica, formando-se como engenheiro civil em 1880. Não fez estudos regulares de música, tendo-se iniciado no piano tardiamente. Em sua fase de estudante, compôs polcas e valsas, publicadas pela Casa Bevilacqua.

Iniciou sua carreira artística como compositor teatral. Escrevia operetas e revistas representadas com sucesso nos teatros Sant'Ana, Lucinda, Apolo, Fênix etc. Sua primeira obra, a opereta Donzela Teodora, com libreto de Arthur Azevedo, estreou em março de 1886 no Teatro Sant'Ana. Musicou ainda as peças A loteria do amor, de Coelho Neto, O bico do papagaio, de Eduardo Garrido, e A chave do inferno, de Castro Lopes, todas com muito sucesso.

Embora não possuísse formação tradicional como compositor, escreveu a ópera Primizie, em um ato, com libreto de Heitor Malagutti, que estreou em 1904, no Rio de Janeiro, tendo sido novamente encenada em 1921, no Teatro Municipal. Compôs ainda o Hino da abolição, a Marcha da imprensa, para orquestra e coros, e ainda músicas sacras-missas, te-déums, ladainhas, etc, que eram geralmente executadas na igreja da Cruz dos Militares.

Em 1916, substituiu o compositor Alberto Nepomuceno na direção da Escola Nacional de Música, cargo que exerceu até aposentar-se em 1922. Em sua gestão, foi terminada a construção do prédio da Rua do Passeio, tendo sido inaugurado em 1922 o Salão Leopoldo Miguez, uma das mais importantes salas de concertos do país, conhecida pela excelência de sua acústica. Inspirado na Sala Gaveau de Paris, seu interior é decorado com afrescos de Antônio Parreiras e Carlos Oswald.

Em 1923, assumiu a direção o Prof. Alfredo Fertin de Vasconcelos, que criou a orquestra do Instituto, cujo principal regente em seus primeiros anos foi o Maestro Francisco Braga.Além de partituras para operetas e revistas, compôs marchas, valsas, quadrilhas, lundus, entre outros gêneros populares.

Em 1927, ano de sua morte, o barítono Roberto Vilmar gravou para a Odeon seu tango canção Ai!.

Obras

A chave do inferno, A loteria do amor, A princesa flor, Ai!, Comeu!, Donzela Teodora, Herói à força, Hino da abolição, Hino do Estado da Paraíba (música), Marcha da imprensa, Mosca azul, O bico do papagaio, Primizie e Zé-povinho.

Bibliografia: Marcondes, Marcos Antônio. Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2a. edição. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.

Fonte: Enciclopédia Nordeste.