Elza Ribeiro (Elza Martins), cantora, nasceu no bairro da Penha, na capital paulista, em 07/10/1939. Sua primeira apresentação ao microfone aconteceu na Rádio Tupi, através do Grêmio Juvenil Tupi, orientado por Homero Silva. Um dia foi tomar parte numa festa de beneficência em Santo André, SP, e acabou por despertar a atenção dos diretores da Rádio Clube dessa cidade. Foi então convidada a cantar naquela emissora, sem contrato, mas recebendo por atuação.
Naquele tempo atuava ali, também, Wilson Miranda, que mais tarde veio a ser seu colega na Tupi. Elza foi apresentada por um colega da rádio de Santo André ao gerente da Tupi e este a apresentou a Júlio Nagib, então diretor musical. Isto foi em julho de 1958 e ela fez testes. Enquanto aguardava o resultado das provas, foi vista por Júlio Rosemberg, que a convidou para atuar em seu programa e a persuadiu a mudar seu nome de Elza Martins para "Elza Ribeiro". Tão boa foi a sua atuação, que a Tupi a contratou sem querer saber os resultados dos testes.
Cantava então todos os gêneros musicais, mas a princípio de sua carreira preferia cantar em castelhano. Em 1959, lançou pelo selo paulista Califórnia a toada Sem carinho, de Vilma Camargo, e o bolero Cinquenta são as primaveras, de José Astolphi.
Em 1960, Alberto Dias, diretor da RCA Victor, ouviu-a cantar um "rock" e resolveu imediatamente contratá-la. Nesse ano, participou do LP Garotas e rock da RCA Camden cantando as baladas Johnny Kiss, de Gelmini e Danpa, que abriu o disco, Conversa ao telefone (Pillow talk), de Peper e James; Biologia (Biology), de Edwards e Wayne; e Banho de lua (Tintarella di luna), de Migliacci e B. de Fillippi, todas com versão de Fred Jorge. As baladas Conversa ao telefone, Banho de lua, Biologia e Johnny Kiss seriam lançadas em disco de 78 rpm no mesmo ano.
Em 1961, gravou o calipso Sonhando, de Vorozn e Ellis, em versão de Juvenal Fernandes, e o rock-balada Sem querer, de Ciloca Madeira. No mesmo ano, gravou as baladas Amor de mamadeira, de D. Shannon e M. Crook, e Vamos dar uma voltinha, de Percy Faith, em versões de Fred Jorge.
Apesar de um bom começo de carreira não logrou dar continuidade às atividades artísticas.
Discografia
1959 - Sem carinho/Cinquenta são as primaveras - Califórnia - 78
1960 - Conversa ao telefone/Banho de lua - RCA Camden - 78
1960 - Biologia/Jonny Kiss - RCA Camden - 78
1960 - Garotas e rock - Participação - RCA Camden - LP
1961- Sonhando/Sem querer - RCA Camden - 78
1961 - Amor de mamadeira/Vamos dar uma voltinha - RCA Camden - 78
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Fontes: Revista do Rádio de 30/06/1960; Dicionário da MPB.
quinta-feira, junho 06, 2013
Maestro Totó
| Maestro Totó - 1954 |
Mas, o eterno pendor musical foi falando alto dentro dele e, consequentemente, arrumou um emprego como pianista no ano de 1936, além de um bom salário para a época. Estava com 23 anos e era recém formado exercendo duas profissões: médico e pianista. Mas foi estudando cada vez mais o piano, assim como estudou a regência. Esteve na Itália algumas vezes onde fez cursos de especialização musical.
Mais tarde, já professor do Consultório Dramático e Musical de São Paulo, tornou-se bastante conhecido do público pela sua atuação nas principais rádios paulistas.
Foi diretor artístico da Rádio Cruzeiro do Sul, regente da orquestra da Rádio Educadora Paulista, que anos depois se transformou na Rádio Gazeta onde apresentava o programa "Jazz da Gazeta" que incluía uma orquestra sinfônica.
Nos estúdios, Antonio Sergi (também conhecido por Totó), criou a Orquestra Columbia com a qual gravou inúmeros sucessos da época, com todos os grandes intérpretes dos anos 40. Sua orquestra costumava animar os principais eventos sociais da cidade, incluindo as festas na mansão dos Matarazzo, na Avenida Paulista.
Nos anos 40, atuou por vários anos na Rádio Gazeta junto com o maestro Armando Belardi, Conselheiro da Sociedade Esportiva Palmeiras. No final da década, em 1949, compôs o hino (letra e música) da Sociedade Esportiva Palmeiras.
Totó gostava da regência e de produzir arranjos musicais, não tendo por hábito escrever letras para canções. Nas poucas vezes em que o fez, usou o pseudônimo de Gennaro Rodrigues, como no caso do hino do Palmeiras, o que gerou muita confusão por vários anos, com torcedores imaginando se tratar de pessoas diferentes.
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Fontes: Museu da TV; Wikipedia; Revista do Rádio.
quarta-feira, junho 05, 2013
Arnaldo Meirelles
Arnaldo Meirelles, compositor, instrumentista e acordeonista, nasceu em São Paulo, SP, em 26/10/1913. Formou com Cobrinha, Mariano e Laureano o Quarteto da Saudade. Em 1931, gravou na Victor seu primeiro disco, interpretando de sua autoria a marcha Aguenta, Genésio e a valsa Saudades de Pindurassaia.
Em 1933, gravou na Victor de sua própria autoria executando ao acordeom o tango No hay como tu mirada e a valsa Elisabeth. No mesmo ano, gravou a valsa Serenata ao luar, de José Maria de Abreu. Em 1934, gravou de sua autoria as valsas Quando passa a serenata e Amor.
Em 1937, ainda na Victor gravou de sua autoria a valsa Edi e a rancheira Hay que sacar el sombrero. No mesmo ano, gravou de Nabor Pires Camargo a rancheira Moreninha e a valsa Manhãs de Sol.
Em 1938, gravou, entre outras, de sua autoria a polca Dançando no terreiro e a canção Tomando chimarrão. No mesmo ano, gravou com o canto de Manoel Reis as valsas Não me sais do pensamento, de sua autoria e Moacir Braga e Se meu olhar pudesse, de Moacir Braga.
Em 1939, gravou de Garoto a valsa Suspirando e a mazurca Saudades daquele tempo. No mesmo ano, gravou de Laureano a valsa Saudades de Sorocaba e o xote Arrasta o pé. Raul Torres gravou de sua autoria a toada O meu boi barroso.
Em 1940, gravou de Laureano a valsa Abandonado e de sua autoria e João Pacífico a mazurca Meu bem querê. No mesmo ano, gravou ao acordeom com canto de Mariano da Silva a valsa Supremo adeus, de B. Costa e Belmácio Godinho.
Em 1941, gravou ao acordeom com canto de Teodorico Soares as valsas Perdido amor e Amargura, ambas de Mário Silva. No mesmo ano, Edi Meirelles, sua esposa, gravou ao acordeom de sua autoria a valsa Almerinda e a polca Gaita.
Em 1942, gravou de sua autoria e Moacir Braga com Teodorico Soares no canto a canção Só perto de ti sou feliz e a rancheira Alegria de caboclo. No mesmo ano, gravou ao acordeom com canto de Teodorico Soares a valsa Caipirinha, de Ariovaldo Pires e Luiz Batista Jr. e a toada Rolinha da capoeira de sua autoria e Laureano.
Playlist
A dor de tua ausência (Valdemar Reis e Moacir Braga, 1938); Edi (1937); Elisabeth (1933); No hay como tu mirada (1933).
Obra
Aguenta Genésio, Alegria de caboclo (c/ Moacir Braga), Amor, Apagando tristeza, Arranca toco, Chegou a felicidade (c/ Moacir Braga), Cruzeiro, Dançando no terreiro, Desafiando passos, Edi, Elisabeth, Enfim, encontrei o amor que queria, Faz que vai, mas não vai, Gaita, Hay que sacar el sombrero, Meu bem querê (c/ João Pacífico), Moda que não volta mais, Não me sais do pensamento (c/ Moacir Braga), Ninho de amor, No hay como tu mirada, O meu boi barroso, O meu grande amor (c/ Moacir Braga), O sol nasceu para mim (c/ Moacir Braga), Porque te quero tanto, Quando o sol morre tristonho, Quando passa a serenata, Rei da banha, Rolinha da capoeira (c/ Laureano), Saudades de Pindurassaia, Só perto de ti sou feliz (c/ Moacir Braga), Sob o céu do Brasil, Tomando chimarrão, Zuleica.
Discografia
Aguenta Genésio/Saudades de Pindurassaia (1931) Parlophon 78
No hay como tu mirada/Elisabeth (1933) Victor 78
Cruzeiro/Serenata ao luar (1933) Victor 78
Quando passa a serenata/Amor (1934) Colúmbia 78
Edi/Hay que sacar el sombrero (1937) Victor 78
Zuleica/Arranca toco (1937) Victor 78
Iracema/Noites do sul (1937) Victor 78
Amelina/Teimosa (1937) Victor 78
Moreninha/Manhãs de sol (1937) Victor 78
Rei da banha/A vida é um sonho (1937) Colúmbia 78
Sempre no meu coração/Dançando no terreiro (1938) Victor 78
Alegria de viver/Tomando chimarrão (1938) Victor 78
Sonho do passado/Divina (1938) Victor 78
Loucura verde/Mel de abelhas (1938) Victor 78
Não me sais do pensamento/Se meu olhar pudesse (1938) Victor 78
Arraial em festa/Soltando buscapé (1938) Victor 78
Cascata de lágrimas/Rosinha (1938) Victor 78
Isabel/Espalha brasa (1938) Victor 78
Para nóis dança/Última esperança (1938) Victor 78
Uma festa no sertão/Harmônica chorosa (1939) Victor 78
Saudade de Araraquara/Lá na roça (1939) Victor 78
Suspirando/Saudades daquele tempo (1939) Victor 78
Moda que não volta mais/Rapaziada de Santana (1939) Victor 78
Sílvia/Minha cabana (1939) Victor 78
A dor de tua ausência/O meu grande amor (1939) Victor 78
Ilusão que morre/Dejanira (1939) Victor 78
Saudades de Sorocaba/Arrasta o pé, compadre (1939) Victor 78
Não posso esquecer/Toniquinho (1940) Victor 78
Abandonado/Meu bem querê (1940) Victor 78
Soluços de virgem/Limpa banco (1940) Victor 78
Crueldade do destino/Inté terça (1940) Victor 78
Supremo adeus/Faz que vai, mas não vai (1940) Victor 78
A fuga das andorinhas/Levanta pó (1940) Victor 78
Rapaziada de Rio Preto/Bamo carpi café (1940) Victor 78
Enfim, encontrei o amor que queria/Porque te quero tanto (1940) Victor 78
Perdido amor/Amargura (1941) Victor 78
Um nome de mulher/Beijo ao luar (1941) Victor 78
Ninho de amor/Desafiando Passos (1941) Victor 78
Só perto de ti sou feliz/Alegria de caboclo (1942) Victor 78
O sol nasceu para mim/Nossa Senhora da Penha (1942) Victor 78
Caipirinha/Rolinha da capoeira (1942) Victor 78
Quando o sol morre tristonho/Sob o céu do Brasil (1942) Victor 78
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Fontes: www.musicapopular.org / arnaldo-meirelles; musicachiado.webs.com - Gravações Raras; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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