domingo, janeiro 16, 2011

K-Ximbinho

Sebastião Barros
K-Ximbinho (Sebastião Barros), instrumentista e compositor, nasceu em Taipu, RN, em 20/1/1917, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 26/6/1980. Desde criança interessou-se por música, freqüentando os ensaios da banda de Taipu, da qual fez parte mais tarde. Por essa época começou os estudos de clarineta e solfejo.

Mudou-se com a família para Natal RN, ali ingressando na Associação de Escoteiros do Alecrim, onde passou a tocar na banda clarineta e requinta. Na mesma época participou de um conjunto de jazz, o Pan Jazz, formado por estudantes secundários. Também interessado em saxofone, durante o serviço militar fez parte da banda.

Em 1938 ingressou na Orquestra Tabajara de Severino Araújo, com a qual ficou até 1942, quando se transferiu para o Rio de Janeiro. Nesse ano entrou para a orquestra do maestro Fon-Fon, participando como solista de clarineta da gravação Maria Helena, na Odeon, com Francisco Alves.

Em 1943 transferiu-se para a orquestra de Napoleão Tavares, apresentando-se dois anos mais tarde em shows na boate Night and Day. De 1945 a 1949 atuou pela segunda vez com a Orquestra Tabajara.

Em 1946 teve sua primeira composição gravada, o choro Sonoroso (com Del Loro), por Severino Araújo e sua Orquestra Tabajara, na Continental. Três anos depois, tocou na orquestra da Rádio São Paulo e atuou no Avenida Dancing, no Rio de Janeiro.

Em 1951 tocou na Rádio Nacional e começou um curso de harmonia e contraponto com Hans Joaquim Koelireutter, atuando um ano depois também na boate Casablanca. Em 1954 terminou o curso e excursionou pela Europa. No ano seguinte trabalhou como arranjador, na gravadora Odeon, e passou a integrar o conjunto da boate Sacha’s.

Em 1959 foi para a Polydor como arranjador. Em 1965 ingressou no conjunto Sete de Ouro, onde permaneceu até 1968, ao mesmo tempo que era orquestrador da TV Globo, cargo que dividiu com o de integrante da Orquestra Sinfônica Nacional, da Rádio M.E.C.

De suas composições — na maioria choros — as mais conhecidas são Sonhando e Sempre (ambas gravadas por Severino Araújo em 1946 e 1951, respectivamente), além da mais famosa, Sonoroso.

Em 1978 classificou- se em primeiro lugar em um concurso de choros, criado pela TV Bandeirantes, com sua última composição, Manda brasa. Em 1980 a gravadora Eldorado lançou o LP Saudades de um clarinete, com 12 choros de sua autoria, sendo seus também os arranjos e a regência, e que foi sua última gravação.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.