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sexta-feira, junho 21, 2013

Wilson Roberto

Wilson Roberto - 1948
Wilson Roberto (Antônio Bistene), cantor e compositor, conhecido como "cantor dos olhos verdes", nasceu em Corinto, Minas Gerais (circa 1925). Em 1945, passou a residir na cidade de São Paulo.

Estreou em discos em 1945, gravando na Continental com acompanhamento de Rago e seu conjunto a marcha Quero bis, de Valdomiro Lobo, e o samba Maestro, atenda o pedido, de Rômulo Paes e Valdomiro Lobo.

Em 1946, lançou dois discos, sendo que no primeiro, interpretou os sambas Pensando nela, de Hélio Sindô e Valdomiro Lobo, e O meu viver, de sua autoria, Valdomiro Lobo e Rago. No segundo, cantou a marcha O maestro tem razão, de Hélio Sindô e Valdomiro Lobo, e o samba Olinda não fracassou, de Hélio Sindô e Arlindo Pinto.

Em 1948, passou a gravar na Odeon e lançou a marcha Não me falte a lua, de Gomes Cardim e Fernando Martins, e o samba Você chorou, de Gomes Cardim e Noel Vitor.

Em 1950, gravou os sambas Brasil romântico, de Lauro Muller e Ubaldo Silva, e Noite sem promessa, de Fernando Martins, o bolero Amor e mais amor, de B. Capo, com versão de Haroldo Barbosa, e o baião Rolinha, de Victor Simon e Bueno Braga, além das marchas Ai, ai de mim, de José Roy e Orlando Monello, e "Clara", de Odaurico Mota.

Em 1951, gravou o samba Terra seca, de Ary Barroso, além do bolero Tentação, de Alfredo Godinho e Domingos Blasco, dos sambas Brasil moreno, de Ary Barroso e Luiz Peixoto, e Foi Deus, de Orlando Monello, do baião Sabugueiro, de Ubaldo Silva e Gomes Costa, da marcha Vem morena, de José Roy, e dos sambas-canção Veleiro do Brasil, de Victor Simon, e Voltei, de José Roy e Liz Monteiro.

Em 1952, gravou seus dois últimos discos pela Odeon com os sambas Brasil grande, de Petrus Paulus, Exaltação ao Rio, de Cristóvão de Alencar e Luiz de França, e Amazonas (Inferno verde), de Victor Simon e Liz Monteiro, e o samba-canção Sofrimentos iguais, de Alfredo Godinho. Nesse mesmo ano, foi contratado pela RCA Victor, onde interpretou os sambas Não adianta chorar, de José Roy, S. Falcão e A. de Oliveira, e Não sou Deus, de Liz Monteiro e Orlando Monello, e as marchas Vou morar no deserto, de José Roy e Orlando Monello, e Boneca, de Jucata.

Em 1953, gravou o samba Saudade, de José Roy e Orlando Monello, a valsa Feliz casamento, de A. Sciarotta e Orlando Monello, o samba-canção Sonho desfeito, de Q. Querino e Orlando Monello, o bolero Meu mal é você, de sua autoria, e o tango Mentira, de Flores, Pracanico e Rodrigues. Gravou ainda a marcha Hino infantil, de sua autoria e a valsa São Judas Tadeu, uma parceria com Ubaldo Silva, com acompanhamento do coro do Orfanato São Judas Tadeu.

Gravou em 1954 os boleros Amor perdido, de Pedro Flores e Liz Monteiro, e Bolero dos namorados, de sua autoria, o tango Lencinho querido, de Feliberto e Peñaloza, em versão de Maugéri Neto, e o samba-canção Ambição, de Erasmo Silva e Américo Seixas, entre outras.

No ano seguinte, lançou os sambas Funeral, de Tânio Jairo e Antônio Lopes, e Casado não pode abusar, de José Roy e João Grimaldi, o tango Minha esposa querida, de sua autoria, e o samba-canção Agasalho, de Armando Castro, Barros Filho e Raguinho. Ainda em 1955, lançou seus dois últimos discos pela RCA Victor interpretando a valsa Ano novo, de sua autoria, Arlindo de Oliveira e Leitão, a marcha-rancho Natal...natal, sua autoria e de Doca, o samba Gorro de meia, de José Roy e João Grimaldi, e a marcha Cadilac de pobre, de José Roy e Edson Borges.

Em 1956, transferiu-se para a Polydor e registrou o beguine Arrivederci Roma, de R. Rascel, Garinel e Giovani com versão de Júlio Nagib, e o samba-canção Nada, de sua autoria. No mesmo ano, gravou a marcha Quem paga sou eu, de Everton Correia e Inácio Heleno, e os sambas Não sou palhaço, de José Roy e Orlando Monelo, Jequintibar, de Firmo Jordão, o Doca e Mário Pretextato, o Popó, e Cai meu pranto, de Victor Simon e Antoninho Lopez.

Gravou pela gravadora Califórnia em 1960, com acompanhamento de J. Catarino e sua banda as marchas Meu vício é mulher, de Haroldo Lobo, Milton de Oliveira e J. Lima, e Cravo e canela, de Nelson Figueiredo, Henrique de Almeida e Rômulo Paes.

Em 1963, lançou pela Philips o samba-canção Meu amanhã não é mais seu, de Dora Lopes, e a balada Eu que amo só você, uma versão de Fred Jorge para o sucesso do italiano Sergio Endrigo Io che amo solo te , em disco que contou com o acompanhamento de Portinho e sua orquestra. Pouco depois, já com a carreira em declínio, lançou pelo selo RMS os sambas Gimba, de Jorge Koszas e Gianfrancesco Guarniri, e Céu brasileiro, de Odovaldo Migliano.

Obra


Ano novo (c/ Arlindo de Oliveira e Leitão), Bolero dos namorados, Hino infantil, Mamãezinha. Maria da noite (c/ Orlando Monello), Maria José (c/ Gomes Cardim), Meu mal é você, Minha esposa querida, Nada, Natal...natal (c/ Doca), O meu viver (c/ Valdomiro Lobo e Rago), São Judas Tadeu (c/ Ubaldo Silva).

Playlist




Discografia


Quero bis/Maestro atenda o pedido (1945) Continental 78
Pensando nela/O meu viver (1946) Continental 78
O maestro tem razão/Olinda não fracassou (1946) Continental 78
Não me falte a lua/Você chorou (1948) Odeon 78
Brasil romântico/Amor e mais amor (1950) Odeon 78
Rolinha/Noite sem promessa (1950) Odeon 78
Ai, ai de mim/Clara (1950) Odeon 78
Terra seca/Tentação (1951) Odeon 78
Brasil moreno/Sabugueiro (1951) Odeon 78
Vem morena/Foi Deus (1951) Odeon 78
Veleiro do Brasil/Voltei (1951) Odeon 78
Brasil grande/Exaltação ao Rio (1952) Odeon 78
Amazonas (Inferno verde)/Sofrimentos iguais (1952) Odeon 78
Não adianta chorar/Vou morar no deserto (1952) RCA Victor 78
Boneca/Não sou Deus (1952) RCA Victor 78
Mamãezinha/Saudade (1953) RCA Victor 78
Feliz casamento/Sonho desfeito (1953) RCA Victor 78
São Judas Tadeu/Hino infantil (1953) RCA Victor 78
Meu mal é você/Mentira (1953) RCA Victor 78
São Paulo/Virgem Nossa Senhora de Fátima (1953) RCA Victor 78
Maria José/Gira gira (1953) RCA Victor 78
Vai com Deus/Exemplo do cachorro (1953) RCA Victor 78
Amor perdido/Bolero dos namorados (1954) RCA Victor 78
Lencinho querido/Ambição (1954) RCA Victor 78
Garçon/Muitas vezes (1954) RCA Victor 78
Maria da noite/Pepe Romero (1954) RCA Victor 78
Ai, Pepe toureiro/Garotas das porteiras (1954) RCA Victor 78
Funeral/Minha esposa querida (1955) RCA Victor 78
Agasalho/Casado não pode abusar (1955) RCA Victor 78
Ano novo/Natal...natal (1955) RCA Victor 78
Gorro de meia/Cadilac de pobre (1955) RCA Victor 78
Arrivederci Roma/Nada (1956) Polydor 78
Quem paga sou eu/Não sou palhaço (1956) Polydor 78
Jequintibar/Cai meu pranto (1956) Polydor 78
Meu vício é mulher/Cravo e canela (1960) Califórnia 78
Meu amanhã não é mais seu/Eu que amo só você (1963) Philips 78
Gimba/Céu brasileiro (1964) RMS 78

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Fontes: Dicionário da MPB; www.musicapopular.org; Revista do Rádio.

quarta-feira, maio 29, 2013

Hélio Sindô

“Às qualidades de cantor, nosso biografado alia as de compositor, tendo inúmeras músicas, as quais ele mesmo interpreta. Gravando para importante fábrica, Hélio Sindô (assim se assina) possui diversos números de sucesso postos na cera, todos com venda apreciável. Sua grande aspiração está satisfeita, uma vez que pode ser considerado o sambista número um da Paulicéia, com um público numeroso a aplaudi-lo. Até hoje o «broadcasting» carioca não o tentou, apesar de vir ao Rio todos os anos e ser sondado pelos «maiorais» de nossas estações. Sua distração predileta é colecionar discos, selecionando os cantores a seu modo. Também não se furta a uma festinha íntima, em que não lhe peçam para cantar. É que sua voz vale dinheiro e por isso é necessário poupá-la. Fora do rádio desconhece outra profissão, urna vez que esta lhe paga bem.”  (Foto e texto da Revista da Semana n° 48 – 29/05/1948)

Hélio Sindô (Hélio Rodrigues Sindeaux), cantor, sambista e compositor, nasceu em Senador Pompeu, Ceará, em  07/10/1919, e faleceu São Paulo, SP, em 09/05/2005. Concluiu o curso primário na cidade natal, vindo a terminar o ginasial em São Paulo. Na metrópole bandeirante se inf1uenciou pelo rádio, tentando-o através da Educadora Paulista, no decorrer de 1938. Teve sorte nessa aventura, pois em curto espaço de tempo tornou-se um dos mais populares intérpretes do samba, a ponto de passar pelos microfones das grandes emissoras paulistas, como Cultura, Kosmos, Record, Educadora e finalmente Tupi.

Gravou na Continental Divina Dama, seu primeiro disco, samba de Henricão, Raul Marques e Buci Moreira, e Vem ao Rio, Rita, samba de Antônio Ferreira da Silva, João Rosa e Correia Filho, seguido dos seguintes:

O costume dela, samba (Hélio Sindô - Arlindo Pinto), Grande Bahia, samba (Avaré - Adoniran Barbosa), China chou, marcha (Jair Gonçalves - Hélio Sindô), Asa negra, samba (Adoniran Barbosa), Minha promessa, samba (Soriano - Boris), Boogie-woogie não é samba, samba (Hélio Sindô), Kikiricó, marcha (Arlindo pinto - Waldomiro Lobo), Porteiro de cabaré, samba (Osvaldo França - Conde - B. França), É de Bangu, samba (Hélio Sindô - Carlos Armando), Marcha do tubarão, marcha (Hélio Sindô - Capitão Balduíno), Vai dormir teu sono, samba (Heitor de Barros - Conde), Italiana, marcha (Ciro de Sousa), Quem é o presidente?, samba (Ciro de Sousa), Falso amigo, samba (Conde - Brioso), Embrulho, samba (Djalma Mafra - Alvaiade), Medo da onda, marcha (Reinaldo dos Santos - Hélio Sindô), Ai, se eu fosse português, samba (Hélio Sindô - Boca - Noel Victor), Falaram tanto, samba (Hélio Sindô - Conde), Pobre no pedir, samba (Djalma Mafra - Alvaiade), Cabocla, samba (Arlindo Pinto - Hélio Sindô), Sapato custa dinheiro, balanceio (Hélio Sindô - Carlos de Sousa), Arrebenta a bexiga, samba (Mário Zan - Arlindo Pinto), Ó Nesta, marcha (Ciro de Sousa - Polera), Delator, samba (Hélio Sindô - Reinaldo Santos), Vaca malhada, samba (Ciro de Sousa - Hélio Sindô), Desapareceu, samba (Antônio Rago - Hélio Sindô), Cachopa de branco, marcha (Jucata), Tenho pena dela, samba (Raguinho - José Saccomani), Triste caboclo, samba (Paraguassu), Amor de palhaço, marcha (Orlando Monelo - Jucata), É fingimento, samba (Júlio Nagib - Reizinho), A volta do dobrado, dobrado (Mário Vieira - Arlindo Pinto), Galicho ganhou, dobrado (J. E. Galvão de França - L. Ripoli Filho), Veja você, samba (Rago - Totó), Valete, marcha (Beduíno), Pepita, marcha (Beduíno), O Senhor me chamou, marcha (Hélio Sindô - Otelo Zeloni), Flauta do Bartolo, marcha (Armando Rosas - Hélio Sindô), Num banco de jardim, samba (Fernandes - Hélio Sindô), Voltou o pombo correio, samba (Hélio Sindô - Ariowaldo Pires) e Eu não posso acreditar, samba (Hélio Sindô - Domingos Romanelli).

Paulistano de coração e cearense de nascimento, foi um dos grandes violonistas da noite desta cidade durante três décadas pelo menos. Intérprete, parceiro e amigo de Adoniran Barbosa, compositor importante, gravado por gente do tamanho de Aracy de Almeida, conheceu seu maior sucesso com o belo samba E você não dizia nada (com José Sacomani e Jorge Martins), gravado magistralmente por Gilberto Alves na década de 50.

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Fontes: Só dói quando eu Rio... (por Fernando Szegeri) - 23/05/2005 e 28/05/2005; Revista da Semana, de 29/05/1948.