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segunda-feira, dezembro 20, 2010

Jodacil Damasceno

Jodacil Damasceno
Jodacil Damasceno (Jodacil Caetano Damasceno), violonista e professor, nasceu em Campos, RJ, em 3/11/1929, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21/11/2010. Estudou violão, de 1952 a 1957, com Antônio Rebelo.

De 1957 a 1960, foi aluno da E.N.M.U.B., do Rio de Janeiro, onde fez os cursos de harmonia e morfologia. Em 1957, 1959 e 1961, realizou estudos de técnica superior de violão e interpretação com Óscar Cáceres, no Uruguai.

Em 1960 venceu o primeiro concurso de violão clássico do Brasil, promovido pelo jornal Última Hora e Prefeitura de Niterói RJ. No ano seguinte viajou para o Uruguai, em excursão artística.

Em 1962 participou pela primeira vez do Festival Villa-Lobos. A partir de 1964 tornou-se integrante da equipe de recitalistas da Rádio M.E.C. e, ainda para essa emissora, produziu o programa Violão de Ontem e de Hoje.

Em 1968 gravou a série integral dos prelúdios para violão de Villa-Lobos. No ano seguinte, fundou uma escola de violão, o Curso Livre de Violão Jodacil Damasceno, que tem formado grandes nomes de nossa música.

Em 1972, transferiu-se para Paris, França, passando a ensinar no Conservatório Municipal, de Luxemburgo, no Conservatório de Saint-Cloud, de Paris, no Conservatório do 6ème., como assistente de Turíbio Santos, e, como assistente de Óscar Cáceres, na Universidade Musical, também de Paris, onde fundou e dirigiu a academia da associação Les Amis de l’Orchestre de Chambre.

Após apresentar-se em vários recitais na França, em 1973 retornou ao Brasil, assumindo a cadeira do curso superior de violão da Faculdade de Música Augusta de Sousa França, no Rio de Janeiro, onde lecionou até 1982. Neste periodo também foi professor do Departamento de Música da PUC do Rio de Janeiro.

Em 1974 participou do Festival Villa-Lobos e gravou para a TV Cultura, do Rio de Janeiro, um programa sobre história e literatura do violão. Em 1982 prestou concurso na Universidade Federal de Uberlândia MG, onde foi professor-adjunto e leciona prática instrumental, metodologia e literatura do violão nos cursos de graduação, bacharelado e especialização.

Formou um grande número de profissionais de música erudita e popular que desfrutam de renome, tanto no país quanto no exterior. Desenvolveu um projeto de pesquisa — Ampliação da literatura do violão através da transcrição musical — que já contava com publicações na Columbia Music Co. (EUA), Ricordi Brasileira e EDUFU (Uberlândia MG).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.

segunda-feira, novembro 01, 2010

Turíbio Santos

Turíbio Santos
Turíbio Santos, violonista e professor, nasceu em São Luís, Maranhão, em 07/03/1943. Filho de seresteiro e violonista clássico, em 1946 transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro. Embora acompanhasse as aulas de violão das irmãs, só começou os estudos aos dez anos, com Antonio Rebelo.

Aos 12 anos conheceu Hermínio Bello de Carvalho (membro da diretoria da Associção Brasileira de Violão), que seria seu grande incentivador, e que na época produzia programas de rádio.

Em 1957 iniciou curso de aperfeiçoamento com o violonista uruguaio Óscar Cáceres, tendo também estudado com Edino Krieger. Em 1962 realizou em São Luís seu primeiro concerto, voltando a apresentar-se um mês depois no Rio de Janeiro, onde conheceu a esposa de Villa-Lobos, Arminda Villa-Lobos. Por seu intermédio, estreou em disco, com Doze estudos de Villa-Lobos. Em fins de 1963, integrando um conjunto de câmara, apresentou em primeira audição o Sexteto místico, de Villa-Lobos.

Em 1964 participou de um movimento liderado por Herminio Belo de Carvalho, pela integração da música erudita com a popular, exibindo- se em uma série de concertos, juntamente com Clementina de Jesus, Jacob do Bandolim, Paulo Tapajós e Araci de Almeida. Realizou também tournées, com Óscar Cáceres, pelo Brasil e Uruguai.

Em 1965, após obter o primeiro prêmio de interpretação no Concurso Internacional de Violão, promovido em Paris, França, pela O.R.T.F., estudou com Julian Bream (1923—), na Inglaterra, e com Andrés Segovia (1893—1 987), em Santiago de Compostela, Espanha. Ainda em 1965, nomeado professor de dois conservatórios municipais de Paris, fixou-se na capital francesa, passando a gravar para as etiquetas mais famosas da Europa e a apresentar-se como recitalista e solista de orquestras, nos grandes centros musicais da Inglaterra, Checoslováquia, Bélgica, Alemanha, Portugal, Mônaco etc. 

Em 1972 apresentou-se no Brasil, acompanhando a cantora Elisete Cardoso nas interpretações da Seresta n°5, de Villa-Lobos, e do Azulão, de Jaime Ovalle e Manuel Bandeira, no Concertos para a Juventude, promovido pela Rádio M.E.C. Nesse mesmo ano participou de programa, com igual destaque, ao lado de Artur Rubinstein (1886—1982) e Leonard Bernstein (1918—1990), na famosa temporada musical do anfiteatro da Faculdade de Direito, de Paris. 

Participou como professor e artista convidado do Centro de Cultura Musical e do Festival Internacional de Música, em Campos do Jordão SP (1973) e em São Paulo SP (1974). A 30 de outubro de 1973, apresentou-se no Hunter Coilege, de New York, E.UA. A 8 de janeiro de 1974 exibiu-se no primeiro concerto do 252 aniversário do Conselho Internacional de Música realizado no edifício da UNESCO, em Paris. 

Em 1983 criou a Orquestra Brasileira de Violões e em 1985 foi nomeado diretor do Museu Villa-Lobos. Já gravou 41 LPs —muitos dos quais foram editados em CD — para várias gravadoras: RCA, Erato, Kuarup, Chant du Monde, Vison etc. 

Pela Vison lançou em 1997 o CD Mistura amigos, gravado ao vivo, com choros e composições de Dilermando Reis, João Pernambuco, Guinga, Tom Jobim e outros. Em sua carreira, já foi acompanhado pelas orquestras Royal Philharmonic, English Chamber, National de France, Opéra National de Monte Carlo, J. F. Paillard, Pasdeloups e Coionne e outras. É membro fundador do Conseil d’Entraite Musicale da UNESCO. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira.