sexta-feira, novembro 16, 2007

Capital Inicial


Capital Inicial - Grupo brasiliense formado em 1982 por Dinho (Fernando Ouro Preto, Curitiba PR 1964—), no vocal; Loro Jones (Antônio Marcos Lopes de Sousa, Rio de Janeiro 1961—), na guitarra; Flávio Lemos (Rio de Janeiro 1963—), no contrabaixo; e seu irmão Felipe Lemos (Rio de Janeiro 1962—), na bateria. Os dois últimos vieram do Aborto Elétrico, o primeiro grupo punk de Brasília DF, formado em 1978 e desfeito em 1982.

O grupo adotou o estilo new-wave e fez sucesso já a partir do primeiro disco, um compacto (Epic/CBS, 1984) com as faixas Descendo o rio Nilo e Leve desespero, ambas de autoria do grupo (a segunda incluída na trilha do filme Areias escaldantes, de Francisco de Paula).

Radicados em São Paulo desde 1985 e contratados pela Polydor, gravaram o primeiro LP em 1986, Capital Inicial, incluindo sucessos como Psicopata (Loro, Pedro Pimenta e os irmãos Lemos), Música urbana (Renato Russo, André Pretorius e os irmãos Lemos), Fátima e Veraneio vascaína (ambas de Flávio Lemos e Renato Russo), esta última um protesto contra a violência policial.

Outros sucessos do grupo incluem Mickey Mouse em Moscou (1990). Gravaram ainda três LPs na Polygram, Independência (1987), Você não precisa entender (1988), Todos os lados (1990) e mais Eletricidade (1992, BMG), Rua 47 (1994, QC) e Ao vivo (1996, Rede Brasil).

Em 1992, Dinho foi substituído por Murilo Lima (Murilo Ferreira Lima, Santos SP 1968—), que permaneceu no grupo até o início de 1998.

CD:

O melhor de Capital Inicial, 1994, Polygram 521787-2.

Letras do Capital Inicial:

Descendo o rio Nilo
Fátima
Leve desespero
Psicopata
Veraneio vascaína

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Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

Capinam


Capinam (José Carlos Capinam) nasceu em Esplanada, Bahia, e é considerado um dos grandes letristas de sua geração, tendo participado ativamente do movimento tropicalista no fim da década de 60. Poeta desde a adolescência, mudou-se para Salvador aos 19 anos, onde iniciou o curso de Direito, na Universidade Federal da Bahia.

Militante fervoroso do CPC da UNE, fez logo amizade com Caetano Veloso e Gilberto Gil, na época cursando, respectivamente, as faculdades de Filosofia e de Administração de Empresas.

Com o golpe militar, em 1964, é forçado a deixar Salvador e vai morar em São Paulo, onde inicia os primeiros poemas de seu livro de estréia, Inquisitorial. Alguns anos depois, volta à capital baiana, desta vez para fazer Medicina, profissão que chega a exercer por algum tempo.

Paralelamente, intensifica o seu trabalho como poeta e participa do primeiro disco de Gilberto Gil, em 1966, dividindo a parceria na faixa Viramundo. No mesmo ano, sua música Canção para Maria, defendida e composta em parceria com Paulinho da Viola, é um dos destaques do II Festival de Música da Record, obtendo a terceira colocação.

Torna-se um dos mais assediados letristas da época e vence com Edu Lobo o Festival da Record de 1967, com a canção Ponteio. Volta a se aproximar de seus conterrâneos – compõe com Gil o clássico Soy loco por ti, América, e integra o histórico disco Tropicália (68), ao lado de Caetano, Gil, Mutantes, Gal Costa, Tom Zé, Rogério Duprat e Torquato Neto.

Não diminui o seu ritmo como letrista e segue dividindo parcerias com grandes nomes da música, como Jards Macalé (em Gotham City, vaiadíssima no IV Festival Internacional da Canção de 1969), Fagner (em Como se Fosse) e Geraldo Azevedo (em For All Para Todos).

Em 2000, compôs a ópera Rei Brasil 500 Anos ao lado de Fernando Cerqueira e Paulo Dourado, uma crítica as comemoração dos 500 anos de Descobrimento do Brasil, e dividiu parceria nos novos discos de Tom Zé (em Perisséia) e de Sueli Costa (em Jardim).

Fonte: CliqueMusic.

Alfredo Português

Alfredo Português (Alfredo Lourenço), compositor, nasceu em Portugal no ano de 1885 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 10/9/1957. Marinheiro mercante, quando vivia em Portugal era fadista no bairro da Alfama, em Lisboa.

Veio para o Brasil como contratado da Marinha Mercante Brasileira, indo morar em Santo Antônio, bairro do Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, onde logo começou a freqüentar rodas de sambistas.Por volta de 1936, adotou Nelson Matos (que mais tarde seria conhecido como Nelson Sargento) como afilhado, que na época tinha 12 anos. Com ele começou a freqüentar a extinta escola Unidos da Mangueira, para a qual passou a comporem parceria com Moçoró. Nessa época já era conhecido como Alfredo Português.

Em 1941 atuava no programa A Voz do Morro, de Paulo Roberto, na Rádio Cruzeiro do Sul, do qual participavam também Cartola e Paulo da Portela, que conhecera na escola de samba Lira do Amor, do subúrbio carioca de Bento Ribeiro.

Por volta de 1947, convidado por Carlos Cachaça, foi para o G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira, tornando-se seu compositor. Em 1948 compôs Rio São Francisco, em parceria com seu afilhado, Nelson Sargento, e em 1950, com o mesmo parceiro, fez Apologia dos mestres.

O samba-enredo, homenagem de Mangueira a Miguel Couto, Osvaldo Cruz, Rui Barbosa e Ana Néri, não chegou a ser cantado na avenida. Uma semana antes do Carnaval, a direção da escola resolveu alterar o enredo, que passou a ser Saúde, Lavoura, Transporte e Educação, para o qual foi composto outro samba que acompanhou o desfile da Mangueira.

Em 1954, compôs o samba-enredo Aspectos do Rio e, em 1955, ainda com Nelson Sargento, fez Cântico à natureza, grande sucesso da escola, gravado por Jamelão, na Continental. Essa música seria regravada, mais tarde, ainda por Jamelão e, mais recentemente, por Renata Lu, sendo aclamada, em 1975, como um dos dez melhores sambas da escola.

Autor de muitos sambas, a maioria inédita em disco e só conhecida nos morros, era pintor de profissão. Obras: Apologia dos mestres (c/Nelson Sargento), samba-enredo, 1950; Aspectos do Rio, samba-enredo, 1954; Cântico à natureza (c/Nelson Sargento), samba-enredo, 1955; Rio São Francisco (c/Nelson Sargento), samba-enredo, 1948.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora / PubliFolha.